{"id":382826,"date":"2026-05-15T18:57:12","date_gmt":"2026-05-15T18:57:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/382826\/"},"modified":"2026-05-15T18:57:12","modified_gmt":"2026-05-15T18:57:12","slug":"nasa-prepara-chips-espaciais-ate-100-vezes-mais-rapidos-para-futuras-missoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/382826\/","title":{"rendered":"NASA prepara chips espaciais at\u00e9 100 vezes mais r\u00e1pidos para futuras miss\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p>A NASA est\u00e1 a desenvolver uma nova gera\u00e7\u00e3o de processadores espaciais capazes de oferecer um desempenho muito superior ao da tecnologia atualmente utilizada em miss\u00f5es espaciais. O objetivo passa por criar sistemas mais r\u00e1pidos, aut\u00f3nomos e resistentes para futuras viagens ao espa\u00e7o.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/pplware.sapo.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/nasa-621411_1920.webp\" rel=\"nofollow noopener\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/nasa-621411_1920-1024x576.webp.webp\" alt=\"\" width=\"720\" height=\"405\" class=\"alignnone size-large wp-image-1095903\"  \/><\/a><\/p>\n<p>NASA cria processador para sobreviver no espa\u00e7o<\/p>\n<p>A explora\u00e7\u00e3o espacial nunca dependeu apenas de foguet\u00f5es e naves. Por detr\u00e1s de cada miss\u00e3o existe uma enorme necessidade de processamento de dados, an\u00e1lise de informa\u00e7\u00e3o e tomada de decis\u00f5es em tempo real. Quanto mais longe uma miss\u00e3o viaja da Terra, maior se torna a necessidade de computadores <strong>capazes de operar sem falhas durante v\u00e1rios anos<\/strong>.<\/p>\n<p>Foi precisamente a pensar nesse desafio que a NASA <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/technology\/hello-universe-nasas-next-gen-space-processor-undergoes-testing\/\" rel=\"nofollow noopener\">lan\u00e7ou<\/a> o projeto High Performance Spaceflight Computing. Em parceria com a empresa Microchip Technology, a ag\u00eancia espacial norte-americana est\u00e1 a desenvolver um novo sistema computacional <strong>que poder\u00e1 atingir um desempenho at\u00e9 100 vezes superior ao dos atuais computadores espaciais<\/strong>.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio dos processadores utilizados em computadores pessoais ou smartphones, este novo sistema foi concebido especificamente para ambientes extremos. Trata-se de um SoC, sigla para System on Chip, <strong>uma arquitetura que integra v\u00e1rios componentes num \u00fanico circuito<\/strong>.<\/p>\n<p>Este tipo de tecnologia j\u00e1 \u00e9 bastante comum em equipamentos m\u00f3veis devido \u00e0 sua efici\u00eancia energ\u00e9tica e ao reduzido espa\u00e7o que ocupa. No entanto, no espa\u00e7o as exig\u00eancias s\u00e3o muito maiores. Al\u00e9m de processar informa\u00e7\u00e3o rapidamente, o chip ter\u00e1 de resistir \u00e0 radia\u00e7\u00e3o, a oscila\u00e7\u00f5es t\u00e9rmicas extremas <strong>e ao impacto constante de part\u00edculas de alta energia<\/strong>.<\/p>\n<p>Segundo a NASA, falhas nestes sistemas podem obrigar uma nave a entrar em &#8220;modo seguro&#8221;, desligando fun\u00e7\u00f5es secund\u00e1rias at\u00e9 que os engenheiros consigam resolver o problema remotamente. Em miss\u00f5es de longa dura\u00e7\u00e3o, <strong>esse cen\u00e1rio pode comprometer opera\u00e7\u00f5es cient\u00edficas importantes<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/pplware.sapo.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/nasa_chip.webp\" rel=\"nofollow noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/nasa_chip-1024x576.webp.webp\" alt=\"\" width=\"720\" height=\"405\" class=\"alignnone size-large wp-image-1119155\"  \/><\/a><\/p>\n<p>Os primeiros testes j\u00e1 est\u00e3o em curso<\/p>\n<p>O Jet Propulsion Laboratory, conhecido como JPL, iniciou os testes f\u00edsicos ao novo processador em fevereiro deste ano. Durante v\u00e1rios meses, o equipamento ser\u00e1 submetido a testes rigorosos <strong>que incluem exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 radia\u00e7\u00e3o, varia\u00e7\u00f5es extremas de temperatura, vibra\u00e7\u00f5es e impactos mec\u00e2nicos<\/strong>.<\/p>\n<p>De acordo com a ag\u00eancia espacial, os resultados iniciais s\u00e3o bastante promissores. Os primeiros indicadores sugerem que o processador poder\u00e1 alcan\u00e7ar um desempenho <strong>at\u00e9 500 vezes superior<\/strong> ao dos chips resistentes \u00e0 radia\u00e7\u00e3o atualmente utilizados em miss\u00f5es espaciais.<\/p>\n<p>Apesar disso, a NASA sublinha que o projeto ainda se encontra numa fase experimental e ter\u00e1 de ultrapassar um longo processo de certifica\u00e7\u00e3o <strong>antes de ser integrado em miss\u00f5es reais<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/pplware.sapo.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/nasaapp.jpg\" onclick=\"refreshIframe()\" class=\"foobox\" rel=\"nofollow noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/nasaapp-1024x577.jpg\" alt=\"\" width=\"720\" height=\"406\" class=\"alignnone size-large wp-image-1018566\"  \/><\/a><\/p>\n<p>Mais autonomia para miss\u00f5es a Marte e n\u00e3o s\u00f3<\/p>\n<p>Um dos maiores obst\u00e1culos da explora\u00e7\u00e3o espacial continua a ser a dist\u00e2ncia. Entre a Terra e Marte, por exemplo, <strong>uma comunica\u00e7\u00e3o pode demorar entre 3 e 22 minutos a chegar ao destino<\/strong>, dependendo da posi\u00e7\u00e3o orbital dos dois planetas.<\/p>\n<p>Essa limita\u00e7\u00e3o impede qualquer controlo imediato sobre ve\u00edculos rob\u00f3ticos ou sistemas cr\u00edticos. Durante a aterragem de sondas em Marte, tudo precisa de acontecer de forma autom\u00e1tica. Os famosos &#8220;sete minutos de terror&#8221; representam precisamente esse momento <strong>em que uma nave executa sozinha toda a sequ\u00eancia de entrada, descida e aterragem<\/strong>.<\/p>\n<p>Com maior capacidade computacional a bordo, futuras miss\u00f5es poder\u00e3o recorrer de forma mais intensiva \u00e0 intelig\u00eancia artificial para analisar situa\u00e7\u00f5es em tempo real, tomar decis\u00f5es aut\u00f3nomas e processar grandes volumes de dados <strong>sem depender constantemente de instru\u00e7\u00f5es enviadas a partir da Terra<\/strong>.<\/p>\n<p>O rover Perseverance j\u00e1 demonstrou parte desse potencial ao utilizar dados orbitais, imagens captadas pelas suas c\u00e2maras e um processador Snapdragon 801 para ajustar a sua navega\u00e7\u00e3o na superf\u00edcie marciana. A pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o de chips <strong>pretende elevar essa capacidade para um n\u00edvel muito mais avan\u00e7ado<\/strong>.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A NASA est\u00e1 a desenvolver uma nova gera\u00e7\u00e3o de processadores espaciais capazes de oferecer um desempenho muito superior&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":207598,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[84],"tags":[4477,109,107,108,1149,32,51285,33,105,103,104,106,110],"class_list":{"0":"post-382826","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-ciencia-e-tecnologia","8":"tag-chip","9":"tag-ciencia","10":"tag-ciencia-e-tecnologia","11":"tag-cienciaetecnologia","12":"tag-nasa","13":"tag-portugal","14":"tag-processador","15":"tag-pt","16":"tag-science","17":"tag-science-and-technology","18":"tag-scienceandtechnology","19":"tag-technology","20":"tag-tecnologia"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116580126021058167","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/382826","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=382826"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/382826\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/207598"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=382826"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=382826"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=382826"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}