{"id":382904,"date":"2026-05-15T20:10:17","date_gmt":"2026-05-15T20:10:17","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/382904\/"},"modified":"2026-05-15T20:10:17","modified_gmt":"2026-05-15T20:10:17","slug":"o-mundo-ja-nao-bebia-assim-tao-pouco-desde-1957-mas-portugal-nunca-bebeu-tanto-vinho-consumo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/382904\/","title":{"rendered":"O mundo j\u00e1 n\u00e3o bebia assim t\u00e3o pouco desde 1957, mas Portugal nunca bebeu tanto vinho | Consumo"},"content":{"rendered":"<p>O consumo global de vinho caiu 2,7% no ano passado para 208 milh\u00f5es de hectolitros, atingindo m\u00ednimos de 1957, mas Portugal registou \u201co maior volume de consumo alguma vez registado\u201d, revelou a Organiza\u00e7\u00e3o Internacional da Vinha e do Vinho (OIV). No relat\u00f3rio que dedica ao estado do sector do vinho em 2025, h\u00e1 outro pa\u00eds em destaque, <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2026\/05\/14\/publico-brasil\/noticia\/brasil-registra-maior-aumento-consumo-vinho-mundo-2025-419-2174626\" target=\"_self\" rel=\"nofollow noopener\">o Brasil, onde o consumo de vinho aumentou 41,9%<\/a>. \u00c9 a maior subida a n\u00edvel mundial.<\/p>\n<p>Nove dos dez principais mercados de vinho do mundo registaram descidas no consumo face a 2024. As maiores descidas aconteceram nos mercados da China, nos EUA e em Fran\u00e7a. Exactamente por esta ordem.<\/p>\n<p>Nos EUA, a redu\u00e7\u00e3o foi de 4,3%, para 31,9 milh\u00f5es de hectolitros. <a href=\"http:\/\/chrome-extension:\/\/efaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj\/https:\/\/www.oiv.int\/sites\/default\/files\/2026-05\/OIV-State_of_the_World_Wine_Sector_in_2025_0.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow\">Sublinha a OIV no seu relat\u00f3rio<\/a> que por l\u00e1 a desacelera\u00e7\u00e3o do consumo de vinho \u00e9 um fen\u00f3meno relativamente recente, mas acelerado.<\/p>\n<p>Na Europa, registaram-se descidas no consumo em pa\u00edses como It\u00e1lia (-9,4%), R\u00fassia (-5,5%), Espanha (-5,2%), Alemanha (-4,3%) e Fran\u00e7a (-3,2%). \u00c0 excep\u00e7\u00e3o da R\u00fassia, onde a quebra no consumo ter\u00e1 outras explica\u00e7\u00f5es \u2014 indirectamente ligadas com a situa\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica do pa\u00eds, por sua vez directamente ligada \u00e0 guerra na Ucr\u00e2nia \u2014, s\u00e3o todos pa\u00edses produtores de vinho (os principais) e historicamente consumidores tamb\u00e9m. <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2025\/04\/16\/terroir\/noticia\/consumo-global-vinho-minimos-historicos-portugal-espanha-sao-excepcao-2130042\" target=\"_self\" rel=\"nofollow noopener\">Em 2024, Espanha ainda se tinha aguentado<\/a>, lado a lado com Portugal, enquanto excep\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A Fran\u00e7a n\u00e3o apresenta a quebra maior, mas em termos absolutos \u00e9 outro mercado que contribuiu fortemente para este recuo a m\u00ednimos hist\u00f3ricos \u2014 h\u00e1 70 anos que n\u00e3o se bebia t\u00e3o pouco vinho no mundo. Em Fran\u00e7a, o consumo come\u00e7ou a cair \u201ch\u00e1 v\u00e1rias d\u00e9cadas\u201d, ressalva a OIV.<\/p>\n<p>Este n\u00e3o \u00e9 um fen\u00f3meno s\u00f3 do velho e do novo mundo, express\u00f5es muitas vezes usadas no mundo do vinho para identificar as geografias que t\u00eam mais e menos hist\u00f3rico na produ\u00e7\u00e3o, respectivamente. As preocupa\u00e7\u00f5es com a sa\u00fade, que t\u00eam levado a um consumo mais moderado e, em muitos casos, \u00e0 abstin\u00eancia total, e <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2025\/10\/27\/ciencia\/noticia\/afinal-ciencia-alcool-saude-2152020\" target=\"_self\" rel=\"nofollow noopener\">os alertas da ci\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o ao consumo de bebidas alco\u00f3licas<\/a> tamb\u00e9m est\u00e3o a fazer das suas na China, o terceiro mercado com \u201cum papel particularmente importante no decl\u00ednio global\u201d do consumo.<\/p>\n<p>Segundo o relat\u00f3rio da OIV, a China \u201cregistou a maior contrac\u00e7\u00e3o [no consumo], perdendo em m\u00e9dia cerca de 2 milh\u00f5es de hectolitros por ano desde 2018\u201d. No segundo pa\u00eds mais populoso do mundo, e que h\u00e1 j\u00e1 algum tempo passou a ser tamb\u00e9m produtor de vinho, esse recuo foi de 13% no consumo.<\/p>\n<p>\u201cEm conjunto, estes tr\u00eas mercados representam uma fatia substancial da redu\u00e7\u00e3o observada no consumo global de vinho nos \u00faltimos anos.\u201d<\/p>\n<p>Em contraciclo<\/p>\n<p>Em contraciclo, brasileiros, portugueses e japoneses beberam mais em 2025 do que nos \u00faltimos anos. Brasil e Portugal registaram, respectivamente, aumentos de 41,9% e 5,6% no consumo de vinho.<\/p>\n<p>Portugal \u201capresenta uma traject\u00f3ria marcadamente diferente\u201d dos restantes pa\u00edses do velho continente, sublinham os relatores da OIV. \u201cCom um consumo de 5,6 milh\u00f5es de hectolitros em 2025, o pa\u00eds atingiu um n\u00edvel recorde [de consumo], com um aumento de 5,6% em rela\u00e7\u00e3o a 2024 e 7,4% acima da m\u00e9dia dos \u00faltimos cinco anos\u201d.<\/p>\n<p>E o aumento de consumo de vinho por parte dos portugueses n\u00e3o \u00e9 um aumento qualquer. O nosso pa\u00eds \u00e9 destacado no relat\u00f3rio da Organiza\u00e7\u00e3o Internacional da Vinha e do Vinho tamb\u00e9m porque o vinho que bebemos no ano passado \u00e9 \u201co maior volume de consumo alguma vez registado\u201d no nosso pa\u00eds, \u201cconfirmando Portugal como um dos poucos grandes mercados de vinho da Uni\u00e3o Europeia onde o consumo interno continua a apresentar uma tend\u00eancia positiva\u201d.<\/p>\n<p>O \u00fanico caso que se assemelha ao portugu\u00eas \u00e9 a Rom\u00e9nia, que em 2025 consumiu 3,5 milh\u00f5es de hectolitros, registando assim \u201cum aumento de 11,0% no consumo de vinho face a 2024, [e] mantendo-se 14,3% acima da m\u00e9dia dos \u00faltimos cinco anos\u201d.<\/p>\n<p>J\u00e1 o Brasil, que \u00e9 o segundo maior mercado da Am\u00e9rica do Sul a seguir \u00e0 Argentina, ter\u00e1 atingido, estima a OIV, \u201co maior volume de consumo da sua hist\u00f3ria, com 4,4 milh\u00f5es de hectolitros, um aumento significativo face ao baixo n\u00edvel registado em 2024\u201d \u2014 subiu os tais 41,9% \u2014 e \u201cconsideravelmente superior \u00e0 m\u00e9dia dos \u00faltimos cinco anos (+19,9%)\u201d.<\/p>\n<p>O Jap\u00e3o, o maior mercado de vinhos da \u00c1sia depois da China, \u00e9 um destino que tem vindo a revelar uma abertura cada vez maior aos vinhos portugueses, registou um aumento de 6,8% face a 2024, atingindo um consumo de 3,3 milh\u00f5es de hectolitros.<\/p>\n<p>        &#13;<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n                &#13;\n            <\/p>\n<p>&#13;<\/p>\n<p>As exporta\u00e7\u00f5es dos pa\u00edses produtores de vinho tamb\u00e9m ca\u00edram, 4,7%, para 94,8 milh\u00f5es de hectolitros. Em valor, houve uma descida de 6,6% para 33.800 milh\u00f5es de euros, ou seja, o neg\u00f3cio mundial de vinho tamb\u00e9m encolheu e est\u00e1 4,4% abaixo da m\u00e9dia dos \u00faltimos cinco anos.<\/p>\n<p>Segundo a OIV, as descidas ocorridas no com\u00e9rcio internacional devem-se \u00e0s <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2025\/08\/21\/terroir\/noticia\/tarifas-trump-levam-americanos-pagar-bebidas-alcoolicas-europeias-2144591\" target=\"_self\" rel=\"nofollow noopener\">tarifas impostas pelo presidente norte-americano<\/a>, Donald Trump, aos vinhos importados pelos EUA, assim como \u00e0 diminui\u00e7\u00e3o da procura nos principais pa\u00edses consumidores e a flutua\u00e7\u00f5es cambiais.<\/p>\n<p>O pre\u00e7o dos vinhos exportados teve um retrocesso de 2,1% para uma m\u00e9dia de 3,56 euros por litro.<\/p>\n<p>Tudo isto num ano em que a produ\u00e7\u00e3o global de vinho aumentou ligeiramente: em 2025, teve uma recupera\u00e7\u00e3o de 0,6% para 227 milh\u00f5es de hectolitros.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O consumo global de vinho caiu 2,7% no ano passado para 208 milh\u00f5es de hectolitros, atingindo m\u00ednimos de&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":382905,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[83],"tags":[4522,726,88,358,4212,476,89,90,413,287,461,32,33,5689,3911],"class_list":["post-382904","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-empresas","tag-alcool","tag-brasil","tag-business","tag-china","tag-consumo","tag-economia","tag-economy","tag-empresas","tag-eua","tag-fugas","tag-japao","tag-portugal","tag-pt","tag-terroir","tag-vinho"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116580412763994929","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/382904","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=382904"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/382904\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/382905"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=382904"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=382904"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=382904"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}