{"id":383563,"date":"2026-05-16T10:32:16","date_gmt":"2026-05-16T10:32:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/383563\/"},"modified":"2026-05-16T10:32:16","modified_gmt":"2026-05-16T10:32:16","slug":"americana-lockheed-martin-admite-producao-de-componentes-do-f-35-em-portugal-defesa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/383563\/","title":{"rendered":"Americana Lockheed Martin admite produ\u00e7\u00e3o de componentes do F-35 em Portugal &#8211; Defesa"},"content":{"rendered":"<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        Os<b> norte-americanos da Lockheed Martin admitem produzir em Portugal componentes do ca\u00e7a de quinta gera\u00e7\u00e3o F-35<\/b>, bem como fazer a sua manuten\u00e7\u00e3o, caso o Governo portugu\u00eas escolha este avi\u00e3o para substituir os F-16.&#13;\n    <\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        Nas instala\u00e7\u00f5es da Lockheed Martin, em Fort Worth, estado do Texas, a linha de produ\u00e7\u00e3o do ca\u00e7a F-35, um dos mais avan\u00e7ados do mundo, estende-se por cerca de um quil\u00f3metro, com aproximadamente 200 aeronaves &#8220;estacionadas&#8221;, entre as que j\u00e1 est\u00e3o montadas, e as que ainda s\u00f3 t\u00eam asas.&#13;\n    <\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        A dimens\u00e3o faz jus ao ditado repetido pelos locais de que &#8220;tudo \u00e9 maior no Texas&#8221;: alguns dos milhares de trabalhadores da empresa deslocam-se de bicicleta e a visita dos jornalistas portugueses convidados pela Lockheed Martin \u00e9 feita num &#8216;buggie&#8217; de golfe.&#13;\n    <\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        Entre estantes com milhares de pe\u00e7as, ou asas pintadas com prim\u00e1rio verde antes do revestimento final, cada ca\u00e7a est\u00e1 numerado e identificado com uma bandeira referente ao seu destino: <b>EUA, Alemanha, Canad\u00e1 ou Coreia do Sul, por exemplo.<\/b>&#13;\n    <\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        \u00c9 nesta linha de produ\u00e7\u00e3o &#8211; de onde saem 156 ca\u00e7as ao ano &#8211; que a Lockheed Martin espera vir a projetar em breve uma bandeira portuguesa. <b>Na corrida para substituir a frota nacional de F-16 est\u00e3o tamb\u00e9m os suecos da SAAB, com os Gripen, e o cons\u00f3rcio europeu que inclui a Airbus e os seus Eurofighters Typhoon.<\/b>&#13;\n    <\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        Enquanto o neg\u00f3cio n\u00e3o v\u00ea a luz do dia, <b>a empresa norte-americana acena com a produ\u00e7\u00e3o de componentes e a manuten\u00e7\u00e3o dos ca\u00e7as em Portugal: &#8220;\u00c9 absolutamente poss\u00edvel&#8221;, garantiu \u00e0 imprensa portuguesa Robert Weitzman, diretor de Desenvolvimento de Neg\u00f3cios Internacionais do F-35.<\/b>&#13;\n    <\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        &#8220;N\u00e3o estamos a come\u00e7ar rela\u00e7\u00f5es com a ind\u00fastria portuguesa, estamos a dar-lhes seguimento&#8221;, salientou, lembrando a colabora\u00e7\u00e3o em programas como os P-3, al\u00e9m dos F-16.&#13;\n    <\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        A Lockheed Martin tem estado em contacto com a For\u00e7a A\u00e9rea portuguesa, adiantaram os respons\u00e1veis, mas ainda sem qualquer di\u00e1logo oficial com o Governo , que dever\u00e1 rever a Lei de Programa\u00e7\u00e3o Militar (LPM) este ano e incluir neste planeamento os novos ca\u00e7as.&#13;\n    <\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        Al\u00e9m desta poss\u00edvel produ\u00e7\u00e3o de componentes, os norte-americanos j\u00e1 <b>identificaram 16 potenciais projetos de parceria em Portugal com empresas e universidades ou centros de investiga\u00e7\u00e3o, em \u00e1reas como co-produ\u00e7\u00e3o, colabora\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica, exporta\u00e7\u00e3o, integra\u00e7\u00e3o de cadeias de fornecimento e projetos conjuntos de investiga\u00e7\u00e3o e desenvolvimento.<\/b>&#13;\n    <\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        &#8220;Este \u00e9 um investimento a longo prazo, de d\u00e9cadas, e uma capacidade cr\u00edtica de dissuas\u00e3o. N\u00e3o h\u00e1 melhor plataforma para ficar \u00e0 frente das amea\u00e7as hoje em dia e nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas&#8221;, real\u00e7ou Weitzman.&#13;\n    <\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        Na pista de voo, Carlton &#8220;Puff&#8221; Wilson, piloto h\u00e1 22 anos, est\u00e1 junto a um imponente F-35 modelo A, que parece sa\u00eddo do c\u00e9lebre filme &#8216;Top Gun&#8217;.&#13;\n    <\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        O seu revestimento &#8220;stealth&#8221;, em tom cinzento, salta logo \u00e0 vista. Esta &#8220;pele furtiva&#8221; \u00e9 aplicada \u00e0 superf\u00edcie da aeronave para torn\u00e1-la quase indetet\u00e1vel por radares inimigos, permitindo superioridade operacional e maiores n\u00edveis de sobreviv\u00eancia.&#13;\n    <\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        Se os suecos da SAAB argumentam que a diferen\u00e7a entre um ca\u00e7a de 4.\u00aa gera\u00e7\u00e3o, como os Gripen, e um de 5.\u00aa, como o F-35, \u00e9 meramente marketing, &#8220;Puff&#8221; rejeita e tra\u00e7a as diferen\u00e7as, a come\u00e7ar pela &#8220;fus\u00e3o de sensores&#8221;, que permite agregar informa\u00e7\u00f5es e apresent\u00e1-las ao piloto, inclusive atrav\u00e9s de uma proje\u00e7\u00e3o na viseira do capacete.&#13;\n    <\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        &#8220;N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel integrar estas caracter\u00edsticas em avi\u00f5es de quarta gera\u00e7\u00e3o. N\u00e3o posso colocar cabos de fibra \u00f3tica num avi\u00e3o de quarta gera\u00e7\u00e3o. N\u00e3o posso implementar as caracter\u00edsticas de &#8216;design&#8217; furtivo num avi\u00e3o de quarta gera\u00e7\u00e3o&#8221;, sustentou.&#13;\n    <\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        Uma das diferen\u00e7as not\u00f3rias entre um Gripen-E e um F-35 \u00e9 o posicionamento das armas: se num ca\u00e7a sueco \u00e9 poss\u00edvel ver os m\u00edsseis encaixados nas asas, um F-35 tem as armas incorporadas internamente, ajudando \u00e0 sua quase invisibilidade &#8212; apesar de tamb\u00e9m ter a capacidade de as dispor externamente e entrar no chamado &#8220;modo besta&#8221;.&#13;\n    <\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        A Lockheed tem utilizado o argumento da experi\u00eancia no terreno como forma de convencer clientes como Portugal. Sobre os problemas que t\u00eam sido noticiados no que toca a atualiza\u00e7\u00e3o de &#8216;software&#8217;, num momento em que os F-35 est\u00e3o em a\u00e7\u00e3o no conflito que op\u00f5e EUA e Israel ao Ir\u00e3o, os respons\u00e1veis afirmam que este \u00e9 um &#8220;programa em melhoramento cont\u00ednuo&#8221; e garantem &#8220;n\u00edveis elevados&#8221; de prontid\u00e3o.&#13;\n    <\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        * A ag\u00eancia Lusa viajou a convite da Lockheed Martin&#13;\n    <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#13; Os norte-americanos da Lockheed Martin admitem produzir em Portugal componentes do ca\u00e7a de quinta gera\u00e7\u00e3o F-35, bem&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":383564,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50],"tags":[27,28,15,16,14,25,26,21,22,62,12,13,19,20,23,24,17,18,29,30,31,63,64,65],"class_list":{"0":"post-383563","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-mundo","8":"tag-breaking-news","9":"tag-breakingnews","10":"tag-featured-news","11":"tag-featurednews","12":"tag-headlines","13":"tag-latest-news","14":"tag-latestnews","15":"tag-main-news","16":"tag-mainnews","17":"tag-mundo","18":"tag-news","19":"tag-noticias","20":"tag-noticias-principais","21":"tag-noticiasprincipais","22":"tag-principais-noticias","23":"tag-principaisnoticias","24":"tag-top-stories","25":"tag-topstories","26":"tag-ultimas","27":"tag-ultimas-noticias","28":"tag-ultimasnoticias","29":"tag-world","30":"tag-world-news","31":"tag-worldnews"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116583802181727079","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/383563","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=383563"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/383563\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/383564"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=383563"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=383563"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=383563"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}