{"id":384069,"date":"2026-05-16T19:29:43","date_gmt":"2026-05-16T19:29:43","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/384069\/"},"modified":"2026-05-16T19:29:43","modified_gmt":"2026-05-16T19:29:43","slug":"a-google-quer-transformar-o-nosso-telemovel-num-assistente-que-pensa-por-nos-google","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/384069\/","title":{"rendered":"A Google quer transformar o nosso telem\u00f3vel num assistente que \u201cpensa\u201d por n\u00f3s | Google"},"content":{"rendered":"<p>A tecnologia tem o h\u00e1bito de nos prometer o futuro em doses homeop\u00e1ticas, mas o que a Google apresentou esta semana, durante o Android Show, parece ser um salto qualitativo que h\u00e1 muito n\u00e3o v\u00edamos. No centro de todas as aten\u00e7\u00f5es esteve o Android 17, a pr\u00f3xima vers\u00e3o do sistema operativo mais usado do planeta, que agora assume uma identidade declaradamente centrada na <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/inteligencia-artificial\" target=\"_self\" rel=\"nofollow noopener\">intelig\u00eancia artificial<\/a> (IA). Se at\u00e9 aqui fal\u00e1vamos de ferramentas que nos ajudavam a escrever um email ou a retocar uma fotografia, a nova proposta da gigante de Mountain View quer ir muito mais longe. A ideia \u00e9 que o telem\u00f3vel deixe de ser apenas uma janela para o mundo e passe a ser um agente de IA, um assistente activo que compreende o contexto das nossas vidas.<\/p>\n<p>A grande estrela desta evolu\u00e7\u00e3o chama-se <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/gemini\" target=\"_self\" rel=\"nofollow noopener\">Gemini<\/a> Intelligence. Trata-se de uma camada de IA profundamente integrada no n\u00facleo do sistema, capaz de realizar tarefas complexas, que antes exigiriam a abertura de v\u00e1rias aplica\u00e7\u00f5es e muitos toques no ecr\u00e3. Imaginem que recebem um convite para um jantar atrav\u00e9s de uma mensagem. O Android 17 ser\u00e1 capaz de identificar o local, consultar a vossa agenda para verificar a disponibilidade, sugerir o melhor trajecto e at\u00e9 reservar uma mesa, tudo isto sem que tenham de saltar entre o Calend\u00e1rio, Mapas e uma aplica\u00e7\u00e3o de reservas.<\/p>\n<p><strong>Antecipar as necessidades<\/strong><\/p>\n<p>Esta capacidade de automatiza\u00e7\u00e3o multin\u00edvel \u00e9, talvez, a mudan\u00e7a mais vis\u00edvel no dia-a-dia. A Google deu exemplos pr\u00e1ticos que tocam na rotina de qualquer um de n\u00f3s. Ao tirar uma fotografia a um folheto de um festival de Ver\u00e3o, o utilizador pode pedir ao Gemini para adicionar todos os concertos de jazz ao seu calend\u00e1rio. A IA analisa a imagem, filtra a informa\u00e7\u00e3o relevante e organiza a agenda de forma aut\u00f3noma. No navegador Chrome, a integra\u00e7\u00e3o vai ainda mais longe com o resumo inteligente de p\u00e1ginas e a capacidade de preencher formul\u00e1rios complexos recorrendo a dados guardados de forma segura, o que promete poupar minutos preciosos de t\u00e9dio digital.<\/p>\n<p>Outra novidade que despertou curiosidade foi o chamado \u201cvibe-coding\u201d de widgets. Tradicionalmente, os pequenos pain\u00e9is informativos que temos no ecr\u00e3 principal s\u00e3o est\u00e1ticos e limitados ao que o programador decidiu. Com a funcionalidade Create My Widget, o utilizador pode simplesmente descrever o que deseja. Se quiserem um painel que mostre simultaneamente a contagem decrescente para a pr\u00f3xima maratona, a previs\u00e3o do tempo para esse dia e o pre\u00e7o das ac\u00e7\u00f5es da empresa onde trabalham, basta pedir. A IA gera o widget de raiz, adaptando o design ao estilo visual do resto do sistema. \u00c9 a personaliza\u00e7\u00e3o levada ao extremo, onde o limite deixa de ser o c\u00f3digo e passa a ser a imagina\u00e7\u00e3o de quem usa o aparelho.<\/p>\n<p>                &#13;<br \/>\n                    &#13;<br \/>\n                    &#13;<br \/>\n                        No novo Android, o utilizador pode criar os seus pr\u00f3prios widgets&#13;<br \/>\nDR                    &#13;<\/p>\n<p><strong>Bem-estar digital<\/strong><\/p>\n<p>Numa era em que a economia da aten\u00e7\u00e3o nos mant\u00e9m agarrados ao ecr\u00e3 mais tempo do que desejar\u00edamos, a <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/google\" target=\"_self\" rel=\"nofollow noopener\">Google<\/a> introduziu uma ferramenta curiosa chamada Pause Point. Esta funcionalidade introduz uma pausa de dez segundos antes de permitir a abertura de aplica\u00e7\u00f5es que causem distrac\u00e7\u00e3o. Durante esse tempo, o sistema sugere exerc\u00edcios de respira\u00e7\u00e3o, a audi\u00e7\u00e3o de um audiolivro ou, simplesmente, mostra fotografias de momentos felizes. Para desactivar esta barreira, o sistema exige que se reinicie o telefone, uma camada extra de dificuldade que visa desencorajar impulsos e promover um uso mais consciente da tecnologia.<\/p>\n<p>A seguran\u00e7a tamb\u00e9m n\u00e3o foi esquecida, e aqui a IA actua como um guarda-costas digital. O Android 17 introduz o sistema de detec\u00e7\u00e3o de amea\u00e7as em tempo real, que monitoriza o comportamento de aplica\u00e7\u00f5es suspeitas, sem enviar dados para a nuvem. Mais impressionante \u00e9 a promessa de uma protec\u00e7\u00e3o efectiva contra chamadas fraudulentas. O sistema ser\u00e1 capaz de identificar padr\u00f5es de conversa\u00e7\u00e3o t\u00edpicos de burlas e emitir um aviso visual no ecr\u00e3, alertando o utilizador de que aquela chamada, apesar de parecer vir de uma institui\u00e7\u00e3o oficial, \u00e9 provavelmente um ataque de engenharia social. Em caso de roubo do aparelho, o sistema de bloqueio biom\u00e9trico remoto permite inutilizar o smartphone apenas com a voz ou reconhecimento facial a partir de outro dispositivo, tornando os dados inacess\u00edveis a m\u00e3os alheias.<\/p>\n<p>A Google aproveitou ainda o palco para refor\u00e7ar a ponte entre diferentes dispositivos. O an\u00fancio dos Googlebooks, uma nova categoria de computadores port\u00e1teis concebidos para trabalhar em harmonia com o <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/android\" target=\"_self\" rel=\"nofollow noopener\">Android<\/a>, mostra que a empresa quer criar um ecossistema t\u00e3o coeso quanto o da sua principal rival, a Apple. Uma das ferramentas mais interessantes \u00e9 o Magic Pointer, que oferece sugest\u00f5es contextuais baseadas no que est\u00e1 a acontecer no telem\u00f3vel Android que est\u00e1 ao lado. Se estiverem a ver um gr\u00e1fico no smartphone, o Magic Pointer permite \u201cpuxar\u201d essa informa\u00e7\u00e3o directamente para um documento no computador com um gesto simples.<\/p>\n<p>                &#13;<br \/>\n                    &#13;<br \/>\n                    &#13;<br \/>\n                        O Google Pause Point \u201cobriga\u201d o utilizador a fazer uma pausa quando passa demasiado tempo a usar o telem\u00f3vel&#13;<br \/>\nDR                    &#13;<\/p>\n<p>No autom\u00f3vel, o <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2026\/03\/25\/enter\/noticia\/google-quer-levar-android-cerebro-automoveis-2168977\" target=\"_self\" rel=\"nofollow noopener\">Android Auto<\/a> recebeu uma actualiza\u00e7\u00e3o visual inspirada na linguagem Material 3, com mapas mais imersivos e a possibilidade de ver v\u00eddeos em alta-defini\u00e7\u00e3o quando o ve\u00edculo est\u00e1 estacionado, aproveitando o sistema de som Dolby Atmos, que come\u00e7a a ser comum nos modelos mais recentes.<\/p>\n<p>                &#13;<br \/>\n                    &#13;<br \/>\n                    &#13;<br \/>\n                        O Gemini j\u00e1 come\u00e7ou a chegar aos carros atrav\u00e9s do Android Auto&#13;<br \/>\nDR                    &#13;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A tecnologia tem o h\u00e1bito de nos prometer o futuro em doses homeop\u00e1ticas, mas o que a Google&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":384070,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[84],"tags":[2851,109,107,108,246,643,414,933,32,33,105,103,104,954,106,110,4057],"class_list":["post-384069","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-ciencia-e-tecnologia","tag-android","tag-ciencia","tag-ciencia-e-tecnologia","tag-cienciaetecnologia","tag-enter","tag-google","tag-ia","tag-inteligencia-artificial","tag-portugal","tag-pt","tag-science","tag-science-and-technology","tag-scienceandtechnology","tag-smartphones","tag-technology","tag-tecnologia","tag-telemoveis"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116585913867915729","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/384069","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=384069"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/384069\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/384070"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=384069"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=384069"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=384069"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}