{"id":384898,"date":"2026-05-17T13:42:08","date_gmt":"2026-05-17T13:42:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/384898\/"},"modified":"2026-05-17T13:42:08","modified_gmt":"2026-05-17T13:42:08","slug":"como-teria-sido-vivenciar-a-passagem-do-asteroide-que-dizimou-os-dinossauros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/384898\/","title":{"rendered":"Como teria sido vivenciar a passagem do asteroide que dizimou os dinossauros?"},"content":{"rendered":"<p>Voc\u00ea j\u00e1 se pegou imaginando como teria sido experienciar o momento do impacto do asteroide que extinguiu os dinossauros? Uma dupla de cientistas revelou detalhes de como teria sido a ocasi\u00e3o \u2014 e o cen\u00e1rio descrito \u00e9 desesperador.<\/p>\n<p>O tr\u00e1gico epis\u00f3dio ocorreu h\u00e1 cerca de 66 milh\u00f5es de anos, quando uma gigantesca rocha espacial de aproximadamente 10 quil\u00f4metros de largura, conhecida como Chicxulub, colidiu contra a regi\u00e3o que hoje corresponde \u00e0 Pen\u00ednsula de Yucat\u00e1n, no M\u00e9xico. O impacto foi t\u00e3o intenso que tornou praticamente imposs\u00edvel a sobreviv\u00eancia de qualquer animal de grandes dimens\u00f5es que habitasse regi\u00f5es pr\u00f3ximas.<\/p>\n<p> O momento do impacto <\/p>\n<p>Em artigo publicado no site <a href=\"https:\/\/theconversation.com\/what-it-would-have-been-like-to-experience-the-dinosaur-killing-asteroid-armageddon-a-blow-by-blow-account-271786\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">The Coversation<\/a>, o paleont\u00f3logo <strong>Michael Benton<\/strong>, da <a href=\"https:\/\/www.bristol.ac.uk\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Universidade de Bristol<\/a>, e a cientista planet\u00e1ria <strong>Monica Grady<\/strong>, da <a href=\"https:\/\/www.open.ac.uk\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Open University<\/a>, explicam que, na v\u00e9spera da colis\u00e3o, o planeta ainda parecia relativamente tranquilo. Na regi\u00e3o pr\u00f3xima ao futuro epicentro, o clima era quente e \u00famido, com temperaturas em torno de 26 \u00b0C. No c\u00e9u, por\u00e9m, um estranho ponto luminoso come\u00e7ava a chamar aten\u00e7\u00e3o. O asteroide j\u00e1 podia ser visto h\u00e1 cerca de uma semana, inicialmente apenas \u00e0 noite, como uma estrela incomum. Conforme se aproximava da <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Terra\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Terra<\/a>, tornava-se cada vez mais brilhante, at\u00e9 passar a ser vis\u00edvel mesmo durante o dia.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o veio o momento do impacto.<\/p>\n<p>Imagine olhar para o horizonte e enxergar um clar\u00e3o t\u00e3o intenso que faria o Sol parecer pequeno. Em seguida, um estrondo ensurdecedor atravessaria a atmosfera. O asteroide atingiria a Terra com uma for\u00e7a inimagin\u00e1vel, liberando energia equivalente a bilh\u00f5es de bombas nucleares. Como destaca uma mat\u00e9ria do Daily Mail sobre o tema, qualquer ser vivo nas proximidades do impacto teria sido instantaneamente incinerado.<\/p>\n<p>Mesmo a 2 mil quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia, sobreviver seria praticamente imposs\u00edvel devido \u00e0 radia\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica. Al\u00e9m do mais, ventos supers\u00f4nicos atravessariam continentes inteiros destruindo tudo pelo caminho.<\/p>\n<p>Cinco minutos depois, o cen\u00e1rio se transformaria em um inferno terrestre.\u00a0Os ventos diminuiriam apenas para velocidades equivalentes \u00e0s de um furac\u00e3o de categoria 5 enquanto que a temperatura atmosf\u00e9rica em algumas regi\u00f5es chegaria a impressionantes 226 \u00b0C. Para piorar a situa\u00e7\u00e3o, o ar estaria carregado de vapor superaquecido.<\/p>\n<p> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-173494 img-fluid lazy\" alt=\"Representa\u00e7\u00e3o de asteroide atingindo a Terra\" width=\"1280\" height=\"720\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/asteroidequematouosdinosar.jpg\"\/>Representa\u00e7\u00e3o de asteroide atingindo a Terra \u2013 Getty Images Logo, surgiriam os tsunamis <\/p>\n<p>Ondas de at\u00e9 100 metros de altura avan\u00e7ariam pelas margens do Golfo do M\u00e9xico, impulsionadas pela colossal quantidade de \u00e1gua e rochas deslocadas pelo impacto. Al\u00e9m disso, terremotos violent\u00edssimos sacudiriam o planeta enquanto fragmentos derretidos de rocha cairiam do c\u00e9u como chuva de fogo.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s cerca de uma hora, a destrui\u00e7\u00e3o continuaria mesmo em lugares extremamente distantes do epicentro. E os c\u00e9us come\u00e7ariam a escurecer, j\u00e1 que um cintur\u00e3o de poeira e fuligem passaria a envolver o planeta como um todo. O pior ainda estava por vir: ao fim do primeiro dia, inc\u00eandios florestais devastariam continentes inteiros. No oceano, tsunamis continuariam cruzando o Atl\u00e2ntico e o Pac\u00edfico com ondas que ainda alcan\u00e7ariam dezenas de metros de altura. Enquanto isso, a luz solar come\u00e7aria a desaparecer.<\/p>\n<p>\u00c1rvores, plantas e organismos microsc\u00f3picos respons\u00e1veis pela base da cadeia alimentar ent\u00e3o simplesmente deixariam de realizar fotoss\u00edntese.<\/p>\n<p>Uma semana depois, a Terra j\u00e1 seria irreconhec\u00edvel. A temperatura m\u00e9dia global cairia drasticamente, de modo que muitos dinossauros e grandes r\u00e9pteis morreriam congelados ou se tornariam incapazes de encontrar alimento. As nuvens escuras cobririam os c\u00e9us continuamente, enquanto tempestades de chuva \u00e1cida cairiam sobre oceanos e continentes.<\/p>\n<p>\t <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-235873 img-fluid lazy\" alt=\"\" width=\"1280\" height=\"720\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Design-sem-nome-2026-05-13T122314.304.jpg\"  \/>Imagem ilustrativa de esqueleto de dinossauro \u2013 Cr\u00e9dito: Getty Images <\/p>\n<p>O cheiro seria insuport\u00e1vel.<\/p>\n<p>Vegeta\u00e7\u00e3o em decomposi\u00e7\u00e3o, fuma\u00e7a de inc\u00eandios globais, enxofre liberado pela atmosfera e cad\u00e1veres de animais mortos\u2026 tudo isso faria o planeta inteiro cheirar a podrid\u00e3o e produtos qu\u00edmicos queimados.<\/p>\n<p>Mesmo um ano depois, o Sol ainda mal conseguiria atravessar a espessa camada de poeira suspensa na atmosfera. As temperaturas m\u00e9dias seriam cerca de 15 \u00b0C menores do que antes do impacto e apenas pequenos animais capazes de se esconder em tocas, cavernas ou ambientes aqu\u00e1ticos conseguiriam sobreviver.<\/p>\n<p>\t Anos mais tarde <\/p>\n<p>Dez anos ap\u00f3s a <a href=\"https:\/\/aventurasnahistoria.com.br\/noticias\/historia-hoje\/ciencia-aponta-para-colisao-de-buracos-negros-supermassivos-em-100-anos.phtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">colis\u00e3o<\/a>, o planeta ainda enfrentaria um inverno severo. Lagos e rios permaneceriam congelados em diversas regi\u00f5es e mais da metade das esp\u00e9cies de plantas e animais teria desaparecido para sempre. No entanto, pequenos mam\u00edferos semelhantes a ratos, aves terrestres, tartarugas, lagartos e crocodilos passariam a ocupar os espa\u00e7os deixados pela extin\u00e7\u00e3o em massa. A grande verdade, destacam os cientistas, \u00e9 que, sem o impacto, os mam\u00edferos talvez jamais tivessem prosperado \u2014 e os seres humanos possivelmente nunca existiriam.<\/p>\n<p>Mas h\u00e1 um detalhe inquietante destacado pelos pesquisadores: embora o asteroide tenha provocado mudan\u00e7as clim\u00e1ticas catastr\u00f3ficas de forma instant\u00e2nea, a humanidade moderna vem, ainda que em ritmo mais lento, alterando a atmosfera terrestre.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u00c9 igualmente salutar considerar que os humanos modernos est\u00e3o causando algumas das mesmas mudan\u00e7as na atmosfera que, em \u00faltima an\u00e1lise, mataram nossos antepassados reptilianos e que um dia podem tamb\u00e9m levar \u00e0 nossa pr\u00f3pria morte\u201d, disseram<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>A diferen\u00e7a \u00e9 que, desta vez, n\u00e3o h\u00e1 uma rocha vindo do c\u00e9u.<\/p>\n<p>        <a href=\"https:\/\/aventurasnahistoria.com.br\/noticias\/author\/giovanna-gomes\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">&#13;<br \/>\n          <img alt=\"Giovanna Gomes\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/1779025328_24_33b368a526ac26c2f7de6462fce3004285811f04809ed05857f30d16a462d4c5.png\"  class=\"avatar avatar-115 photo rounded-circle mr-3\" height=\"115\" width=\"115\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\"\/>        <\/a><\/p>\n<p>Giovanna Gomes \u00e9 jornalista e estudante de Hist\u00f3ria pela USP. Gosta de escrever sobre arte, arqueologia e tudo que diz repeito \u00e0 cultura e \u00e0 hist\u00f3ria do ser humano.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Voc\u00ea j\u00e1 se pegou imaginando como teria sido experienciar o momento do impacto do asteroide que extinguiu os&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":384899,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[84],"tags":[1150,109,107,108,3921,20655,6951,32,33,105,103,104,106,110],"class_list":["post-384898","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-ciencia-e-tecnologia","tag-asteroide","tag-ciencia","tag-ciencia-e-tecnologia","tag-cienciaetecnologia","tag-dinossauros","tag-extincao","tag-paleontologia","tag-portugal","tag-pt","tag-science","tag-science-and-technology","tag-scienceandtechnology","tag-technology","tag-tecnologia"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116590212042079230","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/384898","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=384898"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/384898\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/384899"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=384898"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=384898"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=384898"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}