{"id":384970,"date":"2026-05-17T14:55:13","date_gmt":"2026-05-17T14:55:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/384970\/"},"modified":"2026-05-17T14:55:13","modified_gmt":"2026-05-17T14:55:13","slug":"lancado-satelite-smile-a-procura-dos-ventos-solares-observador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/384970\/","title":{"rendered":"Lan\u00e7ado sat\u00e9lite SMILE \u00e0 procura dos ventos solares \u2013 Observador"},"content":{"rendered":"<p>Com o sat\u00e9lite SMILE da Ag\u00eancia Espacial Europeia (ESA), cujo<strong> lan\u00e7amento est\u00e1 previsto para ter\u00e7a-feira<\/strong>, ser\u00e1 poss\u00edvel observar pela primeira vez o confronto entre os ventos solares e o escudo magn\u00e9tico da Terra.<\/p>\n<p>SMILE \u2014 sigla de Solar wind Magnetosphere Ionosphere Link Explorer \u2014 \u00e9 uma miss\u00e3o preparada e desenvolvida em colabora\u00e7\u00e3o com a Academia Chinesa das Ci\u00eancias (ACS).<\/p>\n<p>Na ter\u00e7a-feira, \u00e0s 05h52 de Paris (04h52 em Lisboa), <strong>o sat\u00e9lite partir\u00e1 do centro espacial de Kourou, na Guiana Francesa, a bordo do Vega-C<\/strong>, o lan\u00e7ador ligeiro da ESA. Inicialmente previsto para 9 de abril, o lan\u00e7amento foi adiado por raz\u00f5es t\u00e9cnicas.<\/p>\n<p>\u201cO que queremos estudar com o SMILE \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o entre a Terra e o Sol\u201d, explica Philippe Escoubet, cientista do projeto na ESA.<\/p>\n<p>Os ventos solares t\u00eam origem nas eje\u00e7\u00f5es de massa coronal (CME, na sigla em ingl\u00eas) que ocorrem \u00e0 superf\u00edcie do Sol. Estas eje\u00e7\u00f5es de plasma provocam fluxos de part\u00edculas que se propagam at\u00e9 \u00e0 Terra a velocidades que podem atingir os dois milh\u00f5es de quil\u00f3metros por hora.<\/p>\n<p>Ao entrarem em contacto com o campo magn\u00e9tico do planeta, que funciona como um escudo, estes fluxos s\u00e3o em grande parte desviados. Por\u00e9m, quando os ventos s\u00e3o intensos, part\u00edculas carregadas penetram na atmosfera terrestre e interagem com as part\u00edculas atmosf\u00e9ricas, dando origem ao conhecido fen\u00f3meno das auroras boreais.<\/p>\n<p>Ao detetar a radia\u00e7\u00e3o X emitida quando as part\u00edculas carregadas do vento solar interagem com part\u00edculas neutras da alta atmosfera terrestre, os investigadores poder\u00e3o estudar pela primeira vez, a partir do espa\u00e7o, o escudo protetor da Terra.<\/p>\n<p>Gra\u00e7as ao SMILE, os investigadores poder\u00e3o observar este fen\u00f3meno em dois locais privilegiados: a magnetopausa, isto \u00e9, a regi\u00e3o onde o escudo do campo magn\u00e9tico desvia os ventos solares, e tamb\u00e9m os cornetos polares, acima dos polos, onde s\u00e3o vis\u00edveis os fot\u00f5es de raios X, explica Dimitra Koutroumpa, investigadora do LATMOS, o laborat\u00f3rio Atmosph\u00e8res Observations Spatiales do CNRS.<\/p>\n<p>Quando estes ventos s\u00e3o particularmente fortes, podem provocar tempestades solares e representar um perigo para os sat\u00e9lites e outros equipamentos em \u00f3rbita, como a Esta\u00e7\u00e3o Espacial Internacional (ISS). Tamb\u00e9m afetam os sistemas de telecomunica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Melhorar os modelos que regem esta meteorologia espacial constitui, por isso, um desafio crucial em mat\u00e9ria de seguran\u00e7a para estas infraestruturas, bem como um objetivo cient\u00edfico de grande relev\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Na ter\u00e7a-feira, o sat\u00e9lite ser\u00e1 inicialmente colocado a 700 quil\u00f3metros de altitude antes de prosseguir, pelos seus pr\u00f3prios meios, a viagem at\u00e9 alcan\u00e7ar uma \u00f3rbita el\u00edptica em torno da Terra.<\/p>\n<p>Desta forma, sobrevoar\u00e1 o polo Sul a apenas 5.000 quil\u00f3metros de altitude \u2014 para poder transmitir os dados recolhidos para a base O\u2019Higgins, na Ant\u00e1rtida \u2014 mas atingir\u00e1 os 121.000 quil\u00f3metros acima do polo Norte, obtendo assim uma vis\u00e3o global.<\/p>\n<p>Esta \u00f3rbita el\u00edptica permitir\u00e1 aos investigadores observar \u201cregi\u00f5es importantes do espa\u00e7o pr\u00f3ximo da Terra durante mais de 40 horas consecutivas\u201d, refere a ESA.<\/p>\n<p>O sat\u00e9lite transporta quatro instrumentos: um dispositivo de imagiologia de raios X (fabricado em Leicester, no Reino Unido), bem como um dispositivo de imagiologia UV, um analisador de i\u00f5es e um magnet\u00f3metro, desenvolvidos pela Academia Chinesa das Ci\u00eancias.<\/p>\n<p>Todos os dados ser\u00e3o partilhados e disponibilizados tanto aos investigadores da ESA como aos da Academia Chinesa das Ci\u00eancias.<\/p>\n<p>O SMILE ter\u00e1 capacidade para <strong>recolher os primeiros dados apenas uma hora ap\u00f3s entrar em \u00f3rbita.<\/strong> Est\u00e1 previsto que opere durante tr\u00eas anos e meio, per\u00edodo renov\u00e1vel uma vez.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Com o sat\u00e9lite SMILE da Ag\u00eancia Espacial Europeia (ESA), cujo lan\u00e7amento est\u00e1 previsto para ter\u00e7a-feira, ser\u00e1 poss\u00edvel observar&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":384971,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[84],"tags":[109,107,108,442,441,32,33,105,103,104,106,110],"class_list":{"0":"post-384970","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-ciencia-e-tecnologia","8":"tag-ciencia","9":"tag-ciencia-e-tecnologia","10":"tag-cienciaetecnologia","11":"tag-ciu00eancia","12":"tag-espau00e7o","13":"tag-portugal","14":"tag-pt","15":"tag-science","16":"tag-science-and-technology","17":"tag-scienceandtechnology","18":"tag-technology","19":"tag-tecnologia"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116590498796255424","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/384970","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=384970"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/384970\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/384971"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=384970"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=384970"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=384970"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}