{"id":385107,"date":"2026-05-17T18:06:12","date_gmt":"2026-05-17T18:06:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/385107\/"},"modified":"2026-05-17T18:06:12","modified_gmt":"2026-05-17T18:06:12","slug":"o-que-significa-uma-emergencia-de-saude-publica-mundial-observador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/385107\/","title":{"rendered":"O que significa uma emerg\u00eancia de sa\u00fade p\u00fablica mundial? \u2013 Observador"},"content":{"rendered":"<p>H\u00e1 um novo surto de \u00e9bola na Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo e no Uganda. J\u00e1 <strong>morreram perto de uma centena de pessoas<\/strong> desde o final de abril e suspeita-se que <strong>possam existir mais de 300 casos<\/strong> nesta regi\u00e3o no centro de \u00c1frica. As condi\u00e7\u00f5es, de acordo com o diretor-geral da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade, n\u00e3o s\u00e3o extremas o suficiente para declarar uma <strong>emerg\u00eancia pand\u00e9mica<\/strong>\u00a0\u2014 como aconteceu para a Covid-19 \u2014, mas a ag\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas decretou, este s\u00e1bado, que o surto configurava uma <a href=\"https:\/\/observador.pt\/2026\/05\/17\/oms-declara-emergencia-de-saude-publica-mundial-devido-a-surto-de-ebola\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><strong>emerg\u00eancia de sa\u00fade p\u00fablica mundial<\/strong><\/a>.<\/p>\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"GK6nStQHdR\">\n<p><a href=\"https:\/\/observador.pt\/2026\/05\/17\/oms-declara-emergencia-de-saude-publica-mundial-devido-a-surto-de-ebola\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">OMS declara emerg\u00eancia de sa\u00fade p\u00fablica mundial devido a surto de \u00e9bola<\/a><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Segundo as contabiliza\u00e7\u00f5es da OMS, atualizadas este s\u00e1bado, existem<strong>\u00a011 casos confirmados<\/strong> da doen\u00e7a causada pelo <strong>v\u00edrus Bundibugyo<\/strong>, em pontos diferentes da Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo (RDC) e, tamb\u00e9m em Kampala, a capital do Uganda. Os casos aparentam n\u00e3o ter liga\u00e7\u00f5es entre eles, mas nota-se que os casos ugandeses tiveram origem no pa\u00eds vizinho. Mas al\u00e9m deste registo oficial, <strong>Tedros Adhanom Ghebreyesus<\/strong>, num <a href=\"https:\/\/www.who.int\/news\/item\/17-05-2026-epidemic-of-ebola-disease-in-the-democratic-republic-of-the-congo-and-uganda-determined-a-public-health-emergency-of-international-concern\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">comunicado<\/a> divulgado este domingo, nota que t\u00eam surgido \u201cagrupamentos invulgares de mortes na comunidade com sintomas compat\u00edveis\u201d com a doen\u00e7a nas regi\u00f5es de maior incid\u00eancia, como Ituri, na RDC.<\/p>\n<p>A ag\u00eancia nota que pelo menos quatro profissionais de sa\u00fade nestas regi\u00f5es morreram desde o final do m\u00eas passado com um quadro cl\u00ednico que se assemelha a uma \u201c<strong>febre hemorr\u00e1gica viral<\/strong>\u201d, o sintoma de \u00e9bola que \u00e9 associado \u00e0 elevada taxa de mortalidade (<a href=\"https:\/\/pmc.ncbi.nlm.nih.gov\/articles\/PMC5175058\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">que tem variado entre 25% e 90% nos \u00faltimos surtos<\/a>). A OMS admite que, nesta altura, \u201c<strong>existem incertezas significativas quanto ao n\u00famero real de pessoas infetadas e \u00e0 propaga\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica associadas a este evento<\/strong>\u201d, o que dificulta o entendimento sobre as liga\u00e7\u00f5es epidemiol\u00f3gicas entre os diferentes casos confirmados ou suspeitos.<\/p>\n<p>Acreditam, ent\u00e3o, que \u201ctudo aponta para um surto potencialmente muito maior do que aquele que est\u00e1 atualmente a ser detetado e comunicado, com um risco significativo de propaga\u00e7\u00e3o a n\u00edvel local e regional\u201d. Referindo que existe uma crise humanit\u00e1ria na regi\u00e3o, com uma elevada mobilidade populacional e uma vasta rede de servi\u00e7os de sa\u00fade informais, os <strong>riscos de uma propaga\u00e7\u00e3o descontrolada s\u00e3o ainda maiores<\/strong>. A estes fatores acresce algo que n\u00e3o se verificou no \u00faltimo surto naquela \u00e1rea do continente africano em 2018: <strong>a doen\u00e7a causada pelo v\u00edrus Bundibugyo, ao contr\u00e1rio da estirpe Zaire, n\u00e3o tem qualquer tipo de terapias aprovadas<\/strong>. \u201cPor isso, este evento \u00e9 considerado extraordin\u00e1rio\u201d. Assim, ficaram reunidas as condi\u00e7\u00f5es para declarar oficialmente uma emerg\u00eancia de sa\u00fade p\u00fablica a n\u00edvel mundial.<\/p>\n<p>De acordo com a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade, existe um par de crit\u00e9rios necess\u00e1rios para declarar uma determinada situa\u00e7\u00e3o emerg\u00eancia de sa\u00fade p\u00fablica. O contexto no pa\u00eds ou regi\u00e3o, o acesso a unidades de sa\u00fade e as poss\u00edveis op\u00e7\u00f5es de tratamento para uma doen\u00e7a que circula descontroladamente pela popula\u00e7\u00e3o s\u00e3o avaliadas pelas autoridades mundiais de Sa\u00fade e, caso se determine que n\u00e3o existem recursos para travar o cont\u00e1gio, <strong>classifica-se o evento como \u201cextraordin\u00e1rio\u201d<\/strong>.<\/p>\n<p>No caso da doen\u00e7a provocada pelo v\u00edrus Bundibugyo, uma vez que <strong>j\u00e1 passou a fronteira da Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo para o Uganda<\/strong>, e com o risco de o sucedido voltar a repetir-se devido \u00e0 elevada mobiliza\u00e7\u00e3o populacional e \u00e0 falta de um registo dos casos positivos confirmados, a OMS considera que tamb\u00e9m j\u00e1 foram reunidas as condi\u00e7\u00f5es para assinalar o segundo crit\u00e9rio de acordo com o <a href=\"https:\/\/apps.who.int\/gb\/bd\/pdf_files\/IHR_2014-2022-2024-en.pdf\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Regulamento Sanit\u00e1rio Internacional<\/a>. \u201c<strong>Constitui um risco de sa\u00fade p\u00fablica para outros Estados atrav\u00e9s da propaga\u00e7\u00e3o internacional da doen\u00e7a<\/strong>\u201c, l\u00ea-se no documento que define as normas aplicadas pela ag\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas. Com pelo menos dois casos confirmados em <strong>Kampala<\/strong>, a capital ugandesa, e com dezenas de outros ainda por confirmar, a OMS considera que o surto alastrou-se para o pa\u00eds vizinho da RDC.<\/p>\n<p>Sem recursos para o combate da doen\u00e7a e o com o v\u00edrus a afetar a popula\u00e7\u00e3o de mais do que um Estado, poder\u00e1 vir a ser solicitada a interven\u00e7\u00e3o de outros pa\u00edses. Se for observado que a situa\u00e7\u00e3o em m\u00e3os necessita de meios externos, que o estado do surto poder\u00e1 exigir uma <strong>resposta internacional coordenada<\/strong>, ent\u00e3o risca-se o segundo crit\u00e9rio que define uma situa\u00e7\u00e3o \u201cextraordin\u00e1ria\u201d. Neste caso, a OMS lan\u00e7ou uma s\u00e9rie de recomenda\u00e7\u00f5es aos pa\u00edses vizinhos da Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo e do Uganda, para refor\u00e7arem \u201curgentemente a sua capacidade de prontid\u00e3o e resposta\u201d a uma poss\u00edvel amea\u00e7a de sa\u00fade p\u00fablica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"H\u00e1 um novo surto de \u00e9bola na Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo e no Uganda. 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