{"id":385478,"date":"2026-05-17T23:45:14","date_gmt":"2026-05-17T23:45:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/385478\/"},"modified":"2026-05-17T23:45:14","modified_gmt":"2026-05-17T23:45:14","slug":"analise-arkade-motorslice-um-otimo-jogo-brasileiro-que-combina-parkour-robos-gigantes-e-brutalismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/385478\/","title":{"rendered":"An\u00e1lise Arkade: Motorslice, um \u00f3timo jogo brasileiro que combina parkour, rob\u00f4s gigantes e brutalismo"},"content":{"rendered":"<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1280\" height=\"720\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/image-17.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-211839\"  \/><\/p>\n<p>Eu sempre gostei de jogos com foco em parkour \u2014 ainda que alguns deles, como <strong>Mirror\u2019s Edge<\/strong>, quase me fa\u00e7a vomitar. <strong>Motorslice, <\/strong>indie game brasileiro da <strong>Regular Studio<\/strong> , me chamou a aten\u00e7\u00e3o desde seu an\u00fancio, por prometer uma experi\u00eancia de a\u00e7\u00e3o e aventura que mistura parkour, combate e explora\u00e7\u00e3o em um mundo brutalista cheio de mist\u00e9rios.<\/p>\n<p>Com claras influ\u00eancias de jogos como <strong><a href=\"https:\/\/arkade.com.br\/analise-arkade-mirrors-edge-catalyst\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">Mirror\u2019s Edge<\/a>, Prince of Persia, <a href=\"https:\/\/arkade.com.br\/analise-arkade-nier-automata\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">Nier Automata<\/a><\/strong> e at\u00e9 mesmo <strong><a href=\"https:\/\/arkade.com.br\/analise-arkade-shadow-of-the-colossus-remake\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">Shadow of the Colossus<\/a><\/strong>, <strong>Motorslice <\/strong>\u00e9 bem sucedido nessa mistura de refer\u00eancias, que chega acompanhada de uma trama minimalista e <strong>combates contra m\u00e1quinas colossais<\/strong>. Tudo isso envolto em uma atmosfera solit\u00e1ria e quase contemplativa. Mas ser\u00e1 que essa mistura funciona na pr\u00e1tica?<\/p>\n<p>Hist\u00f3ria<\/p>\n<p>A premissa de <strong>Motorslice <\/strong>\u00e9 simples \u2014 e at\u00e9 propositalmente vazia. Controlamos <strong>P<\/strong>, uma jovem com uma miss\u00e3o bem clara: entrar em uma megaestrutura abandonada, eliminar m\u00e1quinas hostis (que s\u00e3o tipo tratores e rolos compressores \u201cpossu\u00eddos\u201d) e sair dali. Simples assim.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1280\" height=\"720\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/MOTORSLICE49.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-212376\"  \/><\/p>\n<p>Mas, como o pr\u00f3prio jogo deixa claro, nada ali \u00e9 realmente simples. Conforme avan\u00e7amos, percebemos que aquela estrutura \u00e9 muito maior, mais opressiva e mais misteriosa do que parecia inicialmente.<\/p>\n<p>A narrativa \u00e9 minimalista e fragmentada. Boa parte do contexto vem das intera\u00e7\u00f5es com <strong>Orbie<\/strong>, u<strong>m dronezinho que cumpre m\u00faltiplas fun\u00e7\u00f5es<\/strong>: atua como a c\u00e2mera do jogo (tipo <strong>Mario 64,<\/strong> saca?), acompanhando incansavelmente a protagonista, serve de lanterna em ambientes escuros, ouve os devaneios e desabafos dela e participa de alguns momentos mais contemplativos da jornada.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1280\" height=\"720\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/MOTORSLICE66.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-212377\"  \/><\/p>\n<p><strong>Orbie <\/strong>rouba a cena (no mau sentido) em alguns destes momentos: em diversas situa\u00e7\u00f5es, <strong>o robozinho demonstra sentimentos e at\u00e9 fetiches pela garota<\/strong> (?!), o que rende momentos de sexismo (e vergonha alheia) que destoam completamente da proposta.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1280\" height=\"720\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/MOTORSLICE55.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-212378\"  \/>E estes momentos t\u00eam at\u00e9 op\u00e7\u00f5es de falas bem\u2026 pitorescas<\/p>\n<p>Felizmente, estes momentos n\u00e3o afetam as demais qualidades do game, nem t\u00eam grande peso narrativo. Dito isso, n\u00e3o venha para <strong>Motorslice <\/strong>esperando uma hist\u00f3ria densa ou cheia de reviravoltas: o foco est\u00e1 muito mais na mec\u00e2nica e na sensa\u00e7\u00e3o de liberdade do parkour do que na explica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Gameplay<\/p>\n<p>\u00c9 aqui que est\u00e1 o cora\u00e7\u00e3o de <strong>Motorslice<\/strong>, e tamb\u00e9m onde ele mais se destaca. <strong>O jogo \u00e9 essencialmente um h\u00edbrido de plataforma 3D com a\u00e7\u00e3o, baseado em parkour e movimenta\u00e7\u00e3o acrob\u00e1tica<\/strong>.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1280\" height=\"720\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/MOTORSLICE95.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-212379\"  \/><\/p>\n<p>A fisicalidade do parkour pode dar bem errado em videogames, mas, este n\u00e3o \u00e9 o caso aqui. A protagonista <strong>P <\/strong>\u00e9 extremamente \u00e1gil \u2014 corre por paredes, escala estruturas, salta entre plataformas, se pendura em canos, desliza e rola por baixo de obst\u00e1culos \u2014 e o gameplay responde \u00e0 altura.<\/p>\n<p>Ainda que o leque de movimentos da protagonista n\u00e3o seja particularmente inovador, ele \u00e9 muito bem executado mecanicamente. Eu gosto de sentir um \u201cfriozinho na barriga\u201d em jogos que me desafiam a realizar saltos precisos em lugares altos, e isso acontece muito em <strong>Motorslice<\/strong>. Felizmente, o gameplay \u00e9 responsivo e funcional, mitigando que eventuais falhas sejam \u201cculpa do controle\u201d.<\/p>\n<p>Um detalhe interessante \u00e9 que <strong>a progress\u00e3o n\u00e3o \u00e9 baseada em upgrades tradicionais ou \u00e1rvores de habilidades<\/strong>. O jogo \u00e9 dividido em cap\u00edtulos, mas <strong>o avan\u00e7o depende totalmente da habilidade do jogador<\/strong> em dominar os movimentos, entender o timing dos saltos e aprender a \u201cler\u201d o cen\u00e1rio em busca de locais escal\u00e1veis ou pontos de interesse. O level design peca um pouco quando resolve se abrir demais \u2014 as fases mais lineares sem d\u00favida s\u00e3o as mais legais.<\/p>\n<p>Motorslice e chefes<\/p>\n<p>Bom, mas parkour e travessia correspondem a apenas uma parte da experi\u00eancia que <strong>Motorslice <\/strong>entrega. O jogo tamb\u00e9m possui combates, e h\u00e1 uma mec\u00e2nica \u2014 esta sim deveras inovadora \u2014 que literalmente d\u00e1 nome ao jogo: o \u201cmotorslice\u201d.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1280\" height=\"720\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/MOTORSLICE22.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-212380\"  \/><\/p>\n<p>Como voc\u00ea j\u00e1 deve ter percebido, <strong>P carrega uma esp\u00e9cie de espada-motosserra<\/strong>. Em determinadas superf\u00edcies, <strong>podemos cravar a espada e, ao acion\u00e1-la, vamos deslizar, cortando a parede enquanto somos \u201ccarregados\u201d pela motosserra<\/strong>. \u00c9 uma habilidade muito \u00fanica, que contribui com a sensa\u00e7\u00e3o de velocidade e fluidez e se encaixa perfeitamente na mobilidade que o parkour oferece.<\/p>\n<p>E o mais legal \u00e9 que o jogo integra o motorslice tamb\u00e9m aos combates. Existem inimigos muito grandes \u2014 e chefes gigantescos, que s\u00e3o como os colossi de <strong>Shadow of the Colossus<\/strong> em vers\u00e3o industrial \u2014 cujos pontos fracos s\u00e3o justamente \u00e1reas em que podemos fazer motorslice. Assim, a \u00fanica forma de causar danos \u00e9 escal\u00e1-los e \u201cdeslizar\u201d com a motosserra por eles.<\/p>\n<p>Confira abaixo meu embate contra o terceiro (e gigante) chefe do jogo:<\/p>\n<p>Aprecio muito <strong>o design dos chefes, que funcionam quase como enormes puzzles<\/strong>: n\u00e3o podemos simplesmente atac\u00e1-los, precisamos descobrir como escal\u00e1-los, identificar pontos fracos e fazer um bom uso de nossas habilidades acrob\u00e1ticas para derrot\u00e1-los. A integra\u00e7\u00e3o entre movimenta\u00e7\u00e3o e combate \u00e9 a cereja do bolo: <strong>voc\u00ea n\u00e3o para para lutar \u2014 luta enquanto se move<\/strong>.<\/p>\n<p>Os inimigos normais n\u00e3o tem o mesmo brilho, nem demandam grandes estrat\u00e9gias: s\u00e3o <strong>tratores e outros maquin\u00e1rios t\u00edpicos de constru\u00e7\u00e3o civil<\/strong> que \u2014 sabe-se l\u00e1 porque \u2013, v\u00e3o nos atacar assim que perceberem nossa presen\u00e7a. No geral, dois golpes bem dados ou um parry na hora certa resolvem o problema.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1280\" height=\"720\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/MOTORSLICE97.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-212381\"  \/><\/p>\n<p>Audiovisual<\/p>\n<p>Visualmente, <strong>Motorslice <\/strong>aposta em uma est\u00e9tica bastante espec\u00edfica: um low-poly estilizado com influ\u00eancias retr\u00f4 e <strong>uma dire\u00e7\u00e3o de arte que mistura brutalismo com espa\u00e7os liminares<\/strong>. O cen\u00e1rio \u00e9 praticamente um personagem \u00e0 parte: uma s\u00e9rie de megaestruturas brutalistas com muitos espa\u00e7os vazios, corredores intermin\u00e1veis, abismos enormes e \u00e1reas que provocam uma sensa\u00e7\u00e3o constante de insignific\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Sendo bem honesto, n\u00e3o \u00e9 um jogo tecnicamente impressionante no sentido tradicional, mas tem uma identidade muito forte \u2014 e <strong>ganha pontos pelas \u00f3timas anima\u00e7\u00f5es de parkour e movimenta\u00e7\u00e3o em geral<\/strong>. Fora isso, o contraste entre a pequenez da protagonista e a magnitude dos ambientes \u00e9 capaz de criar momentos visualmente impactantes.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1280\" height=\"720\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/MOTORSLICE78.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-212383\"  \/><\/p>\n<p>A trilha sonora segue uma proposta minimalista, com m\u00fasicas que ajudam a construir a atmosfera, mas sem roubar a cena. O som, no geral, trabalha mais para refor\u00e7ar o isolamento e a estranheza do mundo do que para se destacar. O jogo tem poucas vozes (em ingl\u00eas), mas uma <strong>bem-vinda localiza\u00e7\u00e3o em PT-BR<\/strong> nos menus e legendas.<\/p>\n<p>Conclus\u00e3o<\/p>\n<p><strong>Motorslice \u00e9 um jogo estranhamente cativante<\/strong>. Ele abre m\u00e3o de uma narrativa tradicional e de sistemas mais convencionais para apostar em sensa\u00e7\u00e3o, movimento e atmosfera. E, ao fazer isso, entrega <strong>uma experi\u00eancia \u00fanica, especialmente pela forma como integra parkour e combate em um loop coeso e recompensador<\/strong>.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1280\" height=\"720\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/MOTORSLICE95-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-212384\"  \/><\/p>\n<p>\u00c9 u<strong>m jogo que sabe exatamente o que quer ser<\/strong>, e segue o caminho escolhido com confian\u00e7a e personalidade. Em um mar de games derivativos e pouco inspirados que tentam ser\/parecer outra coisa, essa identidade j\u00e1 o coloca \u00e0 frente de muitos outros t\u00edtulos que optam por caminhos mais seguros.<\/p>\n<p>Os fetiches de <strong>Orbie<\/strong> pela protagonista s\u00e3o um tanto inc\u00f4modos (para dizer o m\u00ednimo), mas, felizmente, s\u00e3o pontuais, e n\u00e3o tiram o brilho do jogo. \u00c9 quando voc\u00ea est\u00e1 correndo pelas paredes, saltando e deslizando com sua motosserra por m\u00e1quinas gigantes que <strong>Motorslice<\/strong> realmente entrega tudo.<\/p>\n<p><strong>Motorslice <\/strong>est\u00e1 dispon\u00edvel para <strong>PC<\/strong>, <strong>Playstation 5<\/strong> (vers\u00e3o analisada) e<strong> Xbox Series<\/strong>.<\/p>\n<p>    <img alt=\"\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/6edf4f189b7d6f9472601c6a17eacd12b8b644f380afae2b189e85d0c438b316.png\"  class=\"avatar avatar-96 photo\" height=\"96\" width=\"96\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\"\/>Rodrigo Pscheidt<\/p>\n<p>Jornalista, baterista, gamer, trilheiro e fot\u00f3grafo digital (n\u00e3o necessariamente nesta ordem). Apaixonado por videogames desde os tempos do Atari 2600.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/arkade.com.br\/author\/rodrigo\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Mais Mat\u00e9rias de Rodrigo<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Eu sempre gostei de jogos com foco em parkour \u2014 ainda que alguns deles, como Mirror\u2019s Edge, quase&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":385479,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[84],"tags":[27522,109,107,108,3616,905,2044,1164,13,3629,2142,32,27521,27519,33,27523,27518,27517,5179,105,103,104,3011,106,110,27520,22780],"class_list":["post-385478","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-ciencia-e-tecnologia","tag-analises","tag-ciencia","tag-ciencia-e-tecnologia","tag-cienciaetecnologia","tag-computador","tag-games","tag-jogos","tag-nintendo","tag-noticias","tag-pc","tag-playstation","tag-portugal","tag-previews","tag-ps3","tag-pt","tag-reviews","tag-revista-de-games","tag-revista-digital","tag-revista-online","tag-science","tag-science-and-technology","tag-scienceandtechnology","tag-sony","tag-technology","tag-tecnologia","tag-wii","tag-xbox-360"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116592583405754408","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/385478","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=385478"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/385478\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/385479"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=385478"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=385478"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=385478"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}