{"id":386335,"date":"2026-05-18T16:55:13","date_gmt":"2026-05-18T16:55:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/386335\/"},"modified":"2026-05-18T16:55:13","modified_gmt":"2026-05-18T16:55:13","slug":"asteroide-do-tamanho-de-um-autocarro-ou-dois-passa-hoje-muito-perto-da-terra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/386335\/","title":{"rendered":"Asteroide do tamanho de um autocarro (ou dois) passa hoje muito perto da Terra"},"content":{"rendered":"<p>\t                NASA monitoriza asteroide 2026JH2, descoberto h\u00e1 poucos dias<\/p>\n<p>Um asteroide com dimens\u00f5es aproximadas entre um e dois autocarros vai passar perto da Terra esta segunda-feira, aproximando-se at\u00e9 cerca de 91.593 quil\u00f3metros, <a href=\"https:\/\/neo.ssa.esa.int\/search-for-asteroids?sum=1&amp;des=2026JH2\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">segundo a Ag\u00eancia Espacial Europeia<\/a> \u2014 o equivalente a cerca de <a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/moon\/facts\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">um quarto da dist\u00e2ncia<\/a> entre a Terra e a Lua.<\/p>\n<p>Astr\u00f3nomos do Mount Lemmon Survey, em Tucson, no Arizona, EUA, descobriram o asteroide a 10 de maio e deram-lhe o nome 2026JH2. O objeto pertence a uma classe de asteroides conhecida como Apollo, que orbita o Sol em trajet\u00f3rias que intersectam a \u00f3rbita da Terra.<\/p>\n<p>No ponto de maior aproxima\u00e7\u00e3o, o 2026JH2 estar\u00e1 a cerca de 24% da dist\u00e2ncia m\u00e9dia entre a Terra e a Lua e a aproximadamente duas vezes e meia a dist\u00e2ncia a que orbitam centenas de sat\u00e9lites geoestacion\u00e1rios, respons\u00e1veis por servi\u00e7os como telecomunica\u00e7\u00f5es e previs\u00f5es meteorol\u00f3gicas. A passagem mais pr\u00f3xima dever\u00e1 ocorrer esta segunda-feira pouco antes das 23:00 em Portugal continental, segundo a base de dados de <a href=\"https:\/\/ssd.jpl.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">pequenos corpos celestes do JPL da NASA<\/a>.<\/p>\n<p>Apesar da proximidade, a rocha espacial n\u00e3o representa qualquer perigo, segundo Richard Binzel, professor de ci\u00eancias planet\u00e1rias no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e criador da Escala de Torino, uma ferramenta usada para categorizar potenciais colis\u00f5es de objetos espaciais com a Terra.<\/p>\n<p>\u201cO 2026JH2 vai passar em seguran\u00e7a pela Terra\u201d, assegura. \u201cNa verdade, isto \u00e9 uma ocorr\u00eancia bastante normal; objetos do tamanho de um carro passam entre a Terra e a Lua todas as semanas. Objetos do tamanho de um autocarro atravessam a nossa vizinhan\u00e7a v\u00e1rias vezes por ano. S\u00f3 recentemente come\u00e7\u00e1mos a desenvolver sistemas de observa\u00e7\u00e3o suficientemente sens\u00edveis para os detetar\u201d, acrescenta, explicando que antes destes sistemas objetos deste g\u00e9nero passavam completamente despercebidos.<\/p>\n<p>Tamanho exato continua desconhecido <\/p>\n<p>O asteroide tem origem na cintura de asteroides, uma regi\u00e3o entre Marte e J\u00fapiter, indica Binzel. \u201cColis\u00f5es ocasionais na cintura de asteroides, juntamente com a influ\u00eancia gravitacional de J\u00fapiter, podem enviar pequenos asteroides para as proximidades da Terra. Isto \u00e9 conhecido h\u00e1 muitas d\u00e9cadas e j\u00e1 foram identificados muitos milhares de asteroides capazes de passar perto do planeta.\u201d<\/p>\n<p> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"534\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/6a0b392fd34edcee7c644b31.webp\" width=\"800\"\/> <\/p>\n<p>   O asteroide pr\u00f3ximo da Terra 2026JH2 numa imagem captada pelo Virtual Telescope Project a 16 de maio, quando o objeto estava a 1,5 milh\u00f5es de quil\u00f3metros da Terra. (Gianluca Masi\/Virtual Telescope Project) <\/p>\n<p>Apesar de os astr\u00f3nomos terem observado diretamente o objeto a aproximar-se da Terra, o seu tamanho exato permanece desconhecido. A incerteza deve-se ao facto de que, quando um telesc\u00f3pio \u00f3tico deteta um novo objeto, a \u00fanica informa\u00e7\u00e3o recolhida \u00e9 a luminosidade em luz vis\u00edvel. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel saber quanta luz o objeto absorve ou reflete, explica Patrick Michel, astrof\u00edsico e diretor de investiga\u00e7\u00e3o do Centro Nacional de Investiga\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica de Fran\u00e7a.<\/p>\n<p>\u201cAssim, com a mesma luminosidade, um objeto pode ser maior e mais escuro, ou mais pequeno e mais refletor\u201d, esclarece. \u201cPara sabermos o tamanho, precisar\u00edamos de observa\u00e7\u00f5es em infravermelhos, porque a luminosidade nessa faixa \u00e9 diretamente proporcional ao tamanho. Mas essas observa\u00e7\u00f5es s\u00e3o mais dif\u00edceis de realizar a partir da Terra e n\u00e3o s\u00e3o usadas para descobrir novos objetos.\u201d<\/p>\n<p>Com base em estimativas sobre a quantidade de luz refletida, calcula-se atualmente que o 2026JH2 tenha entre 15 e 30 metros de di\u00e2metro.<\/p>\n<p>Na extremidade inferior dessa estimativa, Michel afirmou que o objeto seria semelhante ao b\u00f3lide \u2014 ou bola de fogo \u2014 que explodiu na atmosfera sobre a cidade russa de Chelyabinsk, em 2013, destruindo janelas e ferindo cerca de mil pessoas. Na extremidade superior, aproximar-se-ia do tamanho do objeto que explodiu perto do rio Podkamennaya Tunguska, na Sib\u00e9ria, em 1908, devastando vastas \u00e1reas de floresta. Ao contr\u00e1rio desses dois casos, por\u00e9m, o 2026JH2 nem sequer entrar\u00e1 na atmosfera, pelo que n\u00e3o existe qualquer risco de explos\u00e3o.<\/p>\n<p>Embora a dist\u00e2ncia da passagem pare\u00e7a muito reduzida, continua a ser \u201csuficientemente grande para que n\u00e3o haja absolutamente nada com que preocupar\u201d, diz Michel. Ainda assim, sublinha que prever a trajet\u00f3ria futura do 2026JH2 \u00e9 dif\u00edcil e n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel excluir que um dia possa entrar em rota de colis\u00e3o com a Terra. \u201cA boa not\u00edcia \u00e9 que, at\u00e9 agora, nenhum dos asteroides conhecidos representa um risco dentro do horizonte temporal das nossas previs\u00f5es, que ronda, em m\u00e9dia, um s\u00e9culo\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p>\u00c0 espera de Apophis <\/p>\n<p>Um objeto pelo menos dez vezes maior do que o 2026JH2, chamado Apophis, vai passar ainda mais perto da Terra \u2014 a cerca de 32 mil quil\u00f3metros \u2014 no dia 13 de abril de 2029.<\/p>\n<p>\u201cNo entanto, n\u00e3o estamos minimamente preocupados; pelo contr\u00e1rio, estamos muito entusiasmados\u201d, afirma Michel. \u201cUma aproxima\u00e7\u00e3o t\u00e3o pr\u00f3xima de um objeto t\u00e3o grande acontece apenas uma vez em v\u00e1rios milhares de anos e o seu brilho ser\u00e1 vis\u00edvel a olho nu no c\u00e9u noturno em toda a Europa, \u00c1frica e parte do M\u00e9dio Oriente.\u201d<\/p>\n<p>Em contraste, durante a sua maior aproxima\u00e7\u00e3o, o 2026JH2 apenas poder\u00e1 ser observado com pequenos telesc\u00f3pios em locais escuros, permanecendo 100 vezes demasiado t\u00e9nue para ser visto a olho nu, segundo Jean-Luc Margot, professor de ci\u00eancias da Terra, planet\u00e1rias e espaciais na Universidade da Calif\u00f3rnia, em Los Angeles.<\/p>\n<p>Parte da raz\u00e3o pela qual existem poucos detalhes sobre o asteroide, sublinha, deve-se ao facto de as capacidades de radar planet\u00e1rio estarem atualmente reduzidas.<\/p>\n<p>\u201cO telesc\u00f3pio de Arecibo colapsou em 2020 e a antena Goldstone da NASA est\u00e1 inoperacional devido a grandes repara\u00e7\u00f5es durante um longo per\u00edodo. Sem dados de radar, temos menos capacidade para avaliar o risco de impacto e estamos mais vulner\u00e1veis ao perigo de colis\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"537\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/6a0b392ed34e28842c842bf7.webp\" width=\"800\"\/> <\/p>\n<p>   Os radiotelesc\u00f3pios fornecem aos astr\u00f3nomos dados de radar planet\u00e1rio fundamentais para estudar asteroides. (Zhou Guoqiang\/VCG\/Getty Images\/FILE) <\/p>\n<p>O Virtual Telescope Project vai <a href=\"https:\/\/www.virtualtelescope.eu\/webtv\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">transmitir parcialmente<\/a> a passagem pr\u00f3xima atrav\u00e9s de telesc\u00f3pios em It\u00e1lia, a partir das 20:45 em Portugal continental, at\u00e9 o objeto deixar de ser vis\u00edvel a partir daquele local.<\/p>\n<p>At\u00e9 agora, os astr\u00f3nomos observaram apenas cerca de 1% dos asteroides pr\u00f3ximos da Terra na mesma faixa de tamanho do 2026JH2, explica Margot, raz\u00e3o pela qual \u201cn\u00e3o \u00e9 surpreendente que este objeto tenha sido descoberto apenas alguns dias antes da sua maior aproxima\u00e7\u00e3o \u00e0 Terra, quando se tornou suficientemente brilhante para ser detetado pelos sistemas de observa\u00e7\u00e3o de asteroides\u201d.<\/p>\n<p>Para Margot, \u00e9 preocupante n\u00e3o existir ainda um conhecimento completo sobre a popula\u00e7\u00e3o de objetos pr\u00f3ximos da Terra, mas, destaca, as ag\u00eancias espaciais est\u00e3o atualmente a financiar ativamente programas de dete\u00e7\u00e3o para melhorar o invent\u00e1rio de asteroides potencialmente perigosos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"NASA monitoriza asteroide 2026JH2, descoberto h\u00e1 poucos dias Um asteroide com dimens\u00f5es aproximadas entre um e dois autocarros&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":386336,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[84],"tags":[64438,609,836,611,64439,60847,1150,64437,27,109,107,108,607,608,333,832,604,135,610,476,301,830,603,570,831,833,62,1149,834,13,835,602,52,32,33,105,103,104,106,110,29],"class_list":["post-386335","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-ciencia-e-tecnologia","tag-2026jh2","tag-alerta","tag-analise","tag-ao-minuto","tag-apollon","tag-apophis","tag-asteroide","tag-asteroide-terra","tag-breaking-news","tag-ciencia","tag-ciencia-e-tecnologia","tag-cienciaetecnologia","tag-cnn","tag-cnn-portugal","tag-comentadores","tag-costa","tag-crime","tag-desporto","tag-direto","tag-economia","tag-governo","tag-guerra","tag-justica","tag-live","tag-mais-vistas","tag-marcelo","tag-mundo","tag-nasa","tag-negocios","tag-noticias","tag-opiniao","tag-pais","tag-politica","tag-portugal","tag-pt","tag-science","tag-science-and-technology","tag-scienceandtechnology","tag-technology","tag-tecnologia","tag-ultimas"],"share_on_mastodon":{"url":"","error":"Validation failed: Text character limit of 500 exceeded"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/386335","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=386335"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/386335\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/386336"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=386335"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=386335"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=386335"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}