{"id":38651,"date":"2025-08-21T12:20:14","date_gmt":"2025-08-21T12:20:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/38651\/"},"modified":"2025-08-21T12:20:14","modified_gmt":"2025-08-21T12:20:14","slug":"arvores-solares-impedem-a-desflorestacao-e-geram-a-mesma-energia-que-centrais-solares","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/38651\/","title":{"rendered":"\u00c1rvores solares impedem a desfloresta\u00e7\u00e3o e geram a mesma energia que centrais solares"},"content":{"rendered":"<p>A transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica para fontes renov\u00e1veis \u00e9 um dos maiores desafios atuais. Contudo, a necessidade de vastas \u00e1reas para instalar parques solares tradicionais cria um paradoxo: para salvar o planeta, destru\u00edmos ecossistemas vitais como as florestas. Uma nova abordagem, no entanto, prop\u00f5e uma solu\u00e7\u00e3o que se inspira na pr\u00f3pria natureza para resolver este conflito: as \u00e1rvores solares.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/pplware.sapo.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/arvore_solar.webp\" rel=\"nofollow noopener\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/arvore_solar-720x405.webp.webp\" alt=\"\" width=\"720\" height=\"405\" class=\"alignnone size-medium wp-image-1074438\"  \/><\/a><\/p>\n<p>\u00c1rvores solares: uma solu\u00e7\u00e3o inspirada na natureza<\/p>\n<p>Imagine uma colina florestada, despida de vegeta\u00e7\u00e3o e coberta por filas de pain\u00e9is solares. Este \u00e9 o cen\u00e1rio que muitas comunidades enfrentam: a escolha entre energia renov\u00e1vel e a preserva\u00e7\u00e3o de ecossistemas. No entanto, um corpo crescente de investiga\u00e7\u00e3o <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41598-025-12313-y\" rel=\"nofollow noopener\">sugere<\/a> que esta troca <strong>pode n\u00e3o ser necess\u00e1ria<\/strong>.<\/p>\n<p>Investigadores como Dan-Bi Um, do Instituto Mar\u00edtimo da Coreia, compararam os pain\u00e9is solares planos convencionais com as &#8220;\u00e1rvores solares&#8221; &#8211; estruturas verticais que imitam \u00e1rvores reais, <strong>com pain\u00e9is a ramificarem-se como se fossem folhas<\/strong>. Os resultados foram surpreendentes:<\/p>\n<blockquote>\n<p>Arranjos lineares destas estruturas alcan\u00e7am uma capacidade energ\u00e9tica superior \u00e0 dos pain\u00e9is fixos convencionais, ao mesmo tempo que preservam a cobertura florestal existente.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Relata a equipa.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio dos pain\u00e9is montados no solo, que exigem o abate total da vegeta\u00e7\u00e3o (desfloresta\u00e7\u00e3o), as \u00e1rvores solares s\u00e3o instaladas verticalmente, integrando-se na copa das \u00e1rvores. Este design permite que a luz solar continue a chegar \u00e0s plantas mais baixas, <strong>ao mesmo tempo que capta energia nas alturas<\/strong>.<\/p>\n<p>Em simula\u00e7\u00f5es que utilizaram imagens de sat\u00e9lite do Google Earth, a equipa de Dan-Bi Um descobriu que as \u00e1rvores solares preservavam 99% da floresta, em compara\u00e7\u00e3o com os apenas 2% que restavam ap\u00f3s a instala\u00e7\u00e3o de um parque solar convencional, <strong>tudo isto sem sacrificar a produ\u00e7\u00e3o de eletricidade<\/strong>.<\/p>\n<p>Os parques solares convencionais exigem uma grande \u00e1rea de implanta\u00e7\u00e3o. Na Coreia do Sul, isto significou abater florestas para instalar parques de pain\u00e9is planos, um processo que, segundo Um, &#8220;destr\u00f3i por completo a biodiversidade do ecossistema florestal&#8221;. Entre 2016 e 2018, a desfloresta\u00e7\u00e3o associada a projetos solares no pa\u00eds <strong>mais do que quadruplicou<\/strong>.<\/p>\n<p>As \u00e1rvores solares contornam este problema. Ao coloc\u00e1-las ao longo de trilhos ou nos limites da floresta, com um intervalo de 20 metros, os investigadores demonstraram que 63 \u00e1rvores equipadas com pain\u00e9is de alta efici\u00eancia poderiam igualar a capacidade de um megawatt de uma central convencional, <strong>mantendo a floresta intacta<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/pplware.sapo.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/arvore_solar-1.webp\" rel=\"nofollow noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/arvore_solar-1-720x405.webp.webp\" alt=\"\" width=\"720\" height=\"405\" class=\"alignnone size-medium wp-image-1074439\"  \/><\/a><\/p>\n<p>Para al\u00e9m das florestas, abordagem tem impacto nas cidades<\/p>\n<p>As vantagens desta tecnologia estendem-se muito para al\u00e9m das \u00e1reas florestais. Em contexto urbano, as \u00e1rvores solares oferecem sombra a pe\u00f5es e ve\u00edculos, enquanto geram eletricidade limpa. Alguns modelos j\u00e1 incluem postos de carregamento para ve\u00edculos el\u00e9tricos <strong>ou bancos com carregamento sem fios<\/strong>.<\/p>\n<p>Adicionalmente, os investigadores destacam o seu efeito de arrefecimento nas &#8220;ilhas de calor urbanas&#8221;, onde as temperaturas crescentes no ver\u00e3o <strong>representam uma amea\u00e7a para a sa\u00fade p\u00fablica<\/strong>.<\/p>\n<p>Esta investiga\u00e7\u00e3o surge num momento cr\u00edtico, em que as na\u00e7\u00f5es se comprometeram, em cimeiras clim\u00e1ticas recentes, a triplicar a capacidade de energia renov\u00e1vel at\u00e9 2030, enquanto travam a desfloresta\u00e7\u00e3o. O problema \u00e9 que estes dois objetivos entram frequentemente em conflito, como se verifica n\u00e3o s\u00f3 na Coreia do Sul, <strong>mas em todo o mundo, da Amaz\u00f3nia aos Apalaches<\/strong>.<\/p>\n<p>A solu\u00e7\u00e3o pode residir em designs que tratem as florestas como aliadas, e n\u00e3o como obst\u00e1culos. J\u00e1 existem prot\u00f3tipos de \u00e1rvores solares, desde uma instala\u00e7\u00e3o de 2017 junto \u00e0 Assembleia Nacional da Coreia do Sul at\u00e9 \u00e0quela que o CSIR-CMERI da \u00cdndia descreve como a &#8220;maior \u00e1rvore solar do mundo&#8221;,<strong> capaz de gerar 11.500 quilowatts-hora por ano<\/strong>.<\/p>\n<p>Contudo, at\u00e9 agora, a maioria dos estudos focava-se no desempenho de unidades individuais. Este novo estudo \u00e9 o primeiro a realizar um teste comparativo direto entre um &#8220;bosque&#8221; de \u00e1rvores solares <strong>e um parque de pain\u00e9is planos em florestas costeiras<\/strong>.<\/p>\n<p>O argumento econ\u00f3mico tamb\u00e9m ganha for\u00e7a. Pa\u00edses como a Coreia do Sul t\u00eam alguns dos pre\u00e7os de terrenos mais elevados do mundo. Uma vez que as \u00e1rvores solares exigem muito menos espa\u00e7o, poderiam revelar-se uma op\u00e7\u00e3o mais barata do que os parques solares em na\u00e7\u00f5es <strong>onde o solo \u00e9 um bem escasso e valioso<\/strong>.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica para fontes renov\u00e1veis \u00e9 um dos maiores desafios atuais. Contudo, a necessidade de vastas \u00e1reas&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":38652,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50],"tags":[11886,27,28,15,16,7954,14,25,26,21,22,62,12,13,19,20,23,24,17,18,29,30,31,63,64,65],"class_list":{"0":"post-38651","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-mundo","8":"tag-arvores-solares","9":"tag-breaking-news","10":"tag-breakingnews","11":"tag-featured-news","12":"tag-featurednews","13":"tag-florestas","14":"tag-headlines","15":"tag-latest-news","16":"tag-latestnews","17":"tag-main-news","18":"tag-mainnews","19":"tag-mundo","20":"tag-news","21":"tag-noticias","22":"tag-noticias-principais","23":"tag-noticiasprincipais","24":"tag-principais-noticias","25":"tag-principaisnoticias","26":"tag-top-stories","27":"tag-topstories","28":"tag-ultimas","29":"tag-ultimas-noticias","30":"tag-ultimasnoticias","31":"tag-world","32":"tag-world-news","33":"tag-worldnews"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38651","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=38651"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38651\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/38652"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=38651"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=38651"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=38651"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}