{"id":38680,"date":"2025-08-21T12:43:11","date_gmt":"2025-08-21T12:43:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/38680\/"},"modified":"2025-08-21T12:43:11","modified_gmt":"2025-08-21T12:43:11","slug":"tres-filmes-para-ver-esta-semana-observador-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/38680\/","title":{"rendered":"Tr\u00eas filmes para ver esta semana \u2013 Observador"},"content":{"rendered":"<p><strong>\u201cEddington\u201d<\/strong><\/p>\n<p>Em 2020, em Eddington, uma vilazinha do Novo M\u00e9xico, no in\u00edcio da pandemia de COVID-19, o xerife local (Joaquin Phoenix) op\u00f5e-se \u00e0s medidas de preven\u00e7\u00e3o e confinamento, agravando ainda mais o conflito pessoal que tem com o Presidente da C\u00e2mara (Pedro Pascal), que defende tamb\u00e9m um controverso projecto de instala\u00e7\u00e3o de uma empresa tecnol\u00f3gica na zona, e acaba por entrar na corrida eleitoral contra ele. E quando alguns dos jovens habitantes, incluindo o filho do autarca, este para provocar o xerife, come\u00e7am a imitar, ridiculamente, os protestos nas grandes cidades que v\u00eaem na televis\u00e3o, sobretudo do movimento Black Lives Matter (BLM), a confus\u00e3o total instala-se. O realizador Ari Aster filma Eddington como um microcosmos dos EUA em conflito interno e convuls\u00e3o social, pol\u00edtica e cultural no come\u00e7o da pandemia e no final do primeiro mandato de Trump, e tem a honestidade e a coragem de furar o monolitismo ideol\u00f3gico de Hollywood, expondo e satirizando os absurdos e os excessos da direita conspiracionista, consumidora de fake news e anti-vacinas, mas tamb\u00e9m os da esquerda hist\u00e9rica pr\u00f3-confinamento, apoiante do BLM e das suas viol\u00eancias e desmandos, auto-flageladora e cegamente anti-Trump. A partir de certa altura, Eddington \u00e9 como que contaminado pela atmosfera de caos e aliena\u00e7\u00e3o do bom senso que descreve e deplora, e que se apodera de toda a comunidade e das personagens principais (em especial a de Phoenix), mas nem por isso perde for\u00e7a e relev\u00e2ncia. E no final, quem ganha s\u00e3o os facilitadores que zelam apenas pelos seus interesses, e a big tech.<\/p>\n<p><strong>\u201cF\u00e9rias de Agosto\u201d<\/strong><\/p>\n<p>O italiano Paolo Virz\u00ec (Capital Humano, Noites M\u00e1gicas) assina aqui a continua\u00e7\u00e3o do seu filme de 1996, Ferie d\u2019Agosto. Quase 30 anos mais tarde, parte das personagens deste regressam \u00e0 ilha de Ventotene, no mar Tirreno, para passarem f\u00e9rias, e temendo pela sa\u00fade de Sandro (Silvio Orlando), o agora fr\u00e1gil patriarca da fam\u00edlia Molino. E voltam a interagir e a entrar em choque com outro grupo de veraneantes que s\u00e3o seus inferiores sociais e t\u00eam interesses culturais e ideias pol\u00edticas diferentes, desta vez formado pelos parentes, amigos e f\u00e3s de uma jovem e popular\u00edssima influencer das redes sociais, que vai ali casar-se. Filme de formato \u201ccoral\u201d como o original, mas inferior a este, F\u00e9rias de Agosto \u00e9 esquem\u00e1tico, muito previs\u00edvel, sentencioso at\u00e9 ao enjoo (n\u00e3o falta o discurso \u201cantifascista\u201d com ran\u00e7o) e cheio de personagens pobremente caricaturais.\u00c9 mais uma prova de que a com\u00e9dia dram\u00e1tica italiana est\u00e1 muito, muito longe dos seus anos de ouro e n\u00e3o volta mais a esses tempos de esplendor. Al\u00e9m de Silvio Orlando, o elenco inclui v\u00e1rios nomes mais do que estim\u00e1veis, como Christian De Sica, Angela Molina ou Sabrina Ferilli, todos subaproveitados ou com personagens menorizadas pelo argumento. A repeti\u00e7\u00e3o das receitas de sucesso pode tamb\u00e9m ser fatal para o cinema europeu, e n\u00e3o apenas para o dos EUA.<\/p>\n<p><strong>\u201cDr\u00e1cula: Uma Hist\u00f3ria de Amor\u201d<\/strong><\/p>\n<p>Realizado por Luc Besson, Dr\u00e1cula: Uma Hist\u00f3ria de Amor, est\u00e1, em v\u00e1rios aspectos, muito distante das fitas com Bela Lugosi e das produ\u00e7\u00f5es cl\u00e1ssicas da Hammer com Christopher Lee, e mais pr\u00f3ximo da vers\u00e3o de Francis Ford Coppola com Gary Oldman, Dr\u00e1cula de Bram Stoker (1992), que o realizador refere directamente, nas atmosferas do castelo do conde e em especial na caracteriza\u00e7\u00e3o de Caleb Landry Jones, que interpreta o vampiro. Tamb\u00e9m ele um pr\u00edncipe val\u00e1quio amaldi\u00e7oado para a eternidade por ter blasfemado contra Deus (e assassinado um bispo), e tal como o Dr\u00e1cula de Oldman, um monstro rom\u00e2ntico e apaixonado, que sofre h\u00e1 s\u00e9culos com a morte da mulher, Elisabeta, e a reencontra 400 anos mais tarde, reencarnada em Mina Harker (Zo\u00eb Bleu num duplo papel). A ac\u00e7\u00e3o passa de Londres para a Paris de finais do s\u00e9culo XIX, ap\u00f3s a tradicional abertura nos C\u00e1rpatos, e o enredo tem muitas novidades. <a href=\"https:\/\/observador.pt\/2025\/08\/20\/dracula-uma-historia-de-amor-por-favor-morda-me-o-pescoco\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Dr\u00e1cula: Uma Hist\u00f3ria de Amor foi escolhido como filme da semana pelo Observador<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\u201cEddington\u201d Em 2020, em Eddington, uma vilazinha do Novo M\u00e9xico, no in\u00edcio da pandemia de COVID-19, o xerife&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":38681,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[140],"tags":[470,315,114,115,147,148,146,32,33],"class_list":{"0":"post-38680","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-filmes","8":"tag-cinema","9":"tag-cultura","10":"tag-entertainment","11":"tag-entretenimento","12":"tag-film","13":"tag-filmes","14":"tag-movies","15":"tag-portugal","16":"tag-pt"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38680","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=38680"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38680\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/38681"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=38680"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=38680"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=38680"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}