{"id":389925,"date":"2026-05-21T15:41:18","date_gmt":"2026-05-21T15:41:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/389925\/"},"modified":"2026-05-21T15:41:18","modified_gmt":"2026-05-21T15:41:18","slug":"o-riso-e-a-faca-por-que-ver-o-filme-portugues-com-3h30min-em-cartaz-na-cinemateca-capitolio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/389925\/","title":{"rendered":"O Riso e a Faca: por que ver o filme portugu\u00eas com 3h30min em cartaz na Cinemateca Capit\u00f3lio"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"w-fit lg:w-full\" loading=\"eager\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/6113415_6b95e5958a26106.jpg\" title=\"Vitrine Filmes \/ Divulga\u00e7\u00e3o\" alt=\"Vitrine Filmes \/ Divulga\u00e7\u00e3o\" width=\"700\" height=\"477\" fetchpriority=\"hight\"\/>Atriz de Cabo Verde Cleo Di\u00e1ra foi premiada no Festival de Cannes por &#8220;O Riso e a Faca&#8221; (2025), de Pedro Pinho.Vitrine Filmes \/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Depois de uma breve passagem pelo CineBanc\u00e1rios, volta a cartaz nesta quinta-feira (21), na Cinemateca Capit\u00f3lio, em Porto Alegre, um filme com <strong>tr\u00eas horas e 36 minutos de dura\u00e7\u00e3o<\/strong> que virou <a href=\"https:\/\/gauchazh.clicrbs.com.br\/colunistas\/ticiano-osorio\/noticia\/2024\/07\/o-filme-turco-com-3-horas-e-17-minutos-que-virou-xodo-da-critica-clyolun5700e5011r2atcpi28.html\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><strong>xod\u00f3 dos cr\u00edticos<\/strong><\/a>: <strong>O Riso e a Faca <\/strong>(2025), do diretor portugu\u00eas <strong>Pedro Pinho<\/strong>. As sess\u00f5es s\u00e3o em <strong>hor\u00e1rios variados<\/strong>: na quinta e no domingo (24), \u00e0s 17h15min; na sexta (22) e no s\u00e1bado (23), \u00e0s 15h30min; na ter\u00e7a (26) e na quarta (27), \u00e0s 17h30min.<\/p>\n<p>Com <strong>roteiro escrito a 20 m\u00e3os<\/strong>, o quarto longa-metragem de Pinho sucede <strong>A F\u00e1brica de Nada<\/strong> (2017), que no Festival de Cannes recebeu o pr\u00eamio dos cr\u00edticos na Quinzena dos Cineastas. O Riso e a Faca foi rodado no deserto da<strong> Maurit\u00e2nia <\/strong>e, principalmente, em <strong>Guin\u00e9-Bissau<\/strong>. Trata-se de uma coprodu\u00e7\u00e3o entre Portugal, Fran\u00e7a, Rom\u00eania e <strong>Brasil <\/strong>\u2014 pa\u00eds representado, por exemplo, pelo ator nascido e criado em Ara\u00e7atuba (SP) <strong>Jonathan Guilherme<\/strong>, um ex-jogador de v\u00f4lei que hoje \u00e9 poeta em Barcelona, na Espanha; pela produtora carioca <strong>Tatiana Leite<\/strong>, da Bubbles Project; pelo diretor de fotografia <strong>Ivo Lopes Ara\u00fajo<\/strong>; e pela montadora <strong>Karen Akerman<\/strong>.<\/p>\n<p>O <strong>t\u00edtulo do filme<\/strong> e a pr\u00f3pria inspira\u00e7\u00e3o para a trama tamb\u00e9m v\u00eam do Brasil: \u00e9 <strong>a can\u00e7\u00e3o hom\u00f4nima lan\u00e7ada pelo baiano Tom Z\u00e9 em 1970. <\/strong>Seus versos sobre a <strong>dualidade humana<\/strong> s\u00e3o inclusive cantados pelos personagens principais de O Riso e a Faca durante uma cena na estrada: &#8220;Quero ser o riso e o dente \/ Quero ser o dente e a faca \/ Quero ser a faca e o corte \/ Em um s\u00f3 beijo vermelho \/ Eu sou a raiva e a vacina \/ Procura de pecado e conselho \/ Espa\u00e7o entre a dor e o consolo \/ A briga entre a luz e o espelho \/ Fiz meu ber\u00e7o na vira\u00e7\u00e3o \/ Eu s\u00f3 descanso na tempestade \/ S\u00f3 adorme\u00e7o no furac\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"w-fit lg:w-full\" loading=\"eager\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/6113412_2e67c669045aaeb.jpg\" title=\"Vitrine Filmes \/ Divulga\u00e7\u00e3o\" alt=\"Vitrine Filmes \/ Divulga\u00e7\u00e3o\" width=\"700\" height=\"477\" fetchpriority=\"auto\"\/>O brasileiro Jonathan Guilherme e o portugu\u00eas S\u00e9rgio Coragem em cena do filme &#8220;O Riso e a Faca&#8221;.Vitrine Filmes \/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Interpretado por <strong>S\u00e9rgio Coragem<\/strong>, o protagonista \u00e9 um engenheiro ambiental chamado S\u00e9rgio que \u00e9 enviado por uma ONG de Portugal para Guin\u00e9-Bissau, pa\u00eds situado na \u00c1frica Ocidental que tem o portugu\u00eas como idioma oficial \u2014 mas a grande maioria da popula\u00e7\u00e3o fala o kriol. <strong>Sua miss\u00e3o \u00e9 avaliar o impacto da constru\u00e7\u00e3o de uma rodovia entre o deserto e a floresta<\/strong>, uma obra vital para interesses de empres\u00e1rios portugueses, mas talvez prejudicial para a comunidade local.\u00a0<\/p>\n<p>L\u00e1, o engenheiro depara com <strong>din\u00e2micas neocoloniais<\/strong> e tamb\u00e9m se envolve com dois moradores locais: Di\u00e1ra, papel da atriz de Cabo Verde <strong>Cleo Di\u00e1ra<\/strong>, ganhadora do <strong>pr\u00eamio de melhor atriz na mostra Um Certo Olhar (Un Certain Regard) do Festival de Cannes<\/strong>, e Guilherme, o Gui, um brasileiro n\u00e3o bin\u00e1rio encarnado por Jonathan Guilherme. Esse n\u00facleo de personagens possibilita a O Riso e a Faca abordar tamb\u00e9m <strong>quest\u00f5es de identidade, tanto a sexual<\/strong> (S\u00e9rgio \u00e9 bissexual) <strong>quanto a \u00e9tnica<\/strong>: ao procurar suas ra\u00edzes africanas, Guilherme aprende que, aos olhos dos guineenses, \u00e9 mais branco do que negro.<\/p>\n<p>Com cenas ora contemplativas, ora provocativas, O Riso e a Faca foi eleito <strong>o quinto melhor filme de 2025 pelos cr\u00edticos da prestigiada revista francesa Cahiers du Cin\u00e9ma.<\/strong> Ficou atr\u00e1s apenas de <strong>Tardes de Solid\u00e3o<\/strong>, document\u00e1rio do espanhol Albert Serra sobre o toureiro peruano Andr\u00e9s Roca Rey; de <a href=\"https:\/\/gauchazh.clicrbs.com.br\/colunistas\/ticiano-osorio\/noticia\/2026\/03\/por-que-uma-batalha-apos-a-outra-ganhou-o-oscar-de-melhor-filme-cmmsqd3y700hd014a0aagm2gh.html\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><strong>Uma Batalha Ap\u00f3s a Outra<\/strong><\/a>, o grande vencedor do \u00faltimo Oscar, assinado por Paul Thomas Anderson; da com\u00e9dia corrosiva <strong>Yes!<\/strong>, em que o israelense Nadav Lapid critica a elite pol\u00edtica e o nacionalismo de seu pa\u00eds; e <a href=\"https:\/\/gauchazh.clicrbs.com.br\/colunistas\/ticiano-osorio\/noticia\/2026\/03\/por-que-o-agente-secreto-nao-ganhou-nada-no-oscar-cmmsmg4wm00ho011nupu8u244.html\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><strong>O Agente Secreto<\/strong><\/a>, thriller pol\u00edtico escrito e dirigido pelo brasileiro Kleber Mendon\u00e7a Filho.<\/p>\n<p>O colunista Ronaldo Lemos, da Folha de S. Paulo, considerou O Riso e a Faca o melhor filme do ano passado. Ele afirmou: &#8220;Em tempos em que muita gente acha que o cinema \u00e9 uma arte em decl\u00ednio, <strong>a obra comete uma cosmogonia: cria um universo inteiro<\/strong> em suas mais de tr\u00eas horas de dura\u00e7\u00e3o&#8221;.\u00a0<\/p>\n<p>Para a cr\u00edtica Miriam Balanescu, do site IndieWire, o filme \u00e9 uma <strong>&#8220;odisseia sinuosa e ousada&#8221;<\/strong> que mescla g\u00eaneros e ideias complexas e n\u00e3o tenta encontrar respostas f\u00e1ceis. Ela elogiou o desenho do personagem principal e o desempenho do seu int\u00e9rprete: <strong>&#8220;Se alguma vez um ator conseguiu ser protagonista e figurante ao mesmo tempo, S\u00e9rgio Coragem faz isso aqui.<\/strong> S\u00e9rgio serve apenas como ve\u00edculo para outras narrativas mais interessantes e de maior significado&#8221;.<\/p>\n<p>Evidentemente, <strong>a condi\u00e7\u00e3o de S\u00e9rgio como homem branco e europeu \u00e9 central <\/strong>em O Riso e a Faca. A cr\u00edtica Tina Kakadelis, no site Beyond the Cinerama Dome, lembrou um velho ditado \u2014 &#8220;o caminho para o inferno est\u00e1 pavimentado de boas inten\u00e7\u00f5es&#8221; \u2014 e apontou os <strong>resqu\u00edcios colonialistas do protagonista<\/strong>: &#8220;S\u00e9rgio quer ajudar, mas a for\u00e7a motriz por tr\u00e1s desse desejo \u00e9 um <strong>complexo de salvador branco<\/strong>&#8220;.\u00a0<\/p>\n<p>Kakadelis tamb\u00e9m destacou uma frase dita por uma coadjuvante, uma prostituta que S\u00e9rgio conhece em uma boate:\u00a0<\/p>\n<p>\u2014 <strong>O que mais me repugna s\u00e3o os homens bons.\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>A cr\u00edtica reflete: &#8220;O que \u00e9 pior? Os aparentemente maus ou aqueles que pensam estar fazendo o bem, mas na verdade est\u00e3o causando mal? O Riso e a Faca \u00e9 uma <strong>desconstru\u00e7\u00e3o \u00e9pica dos efeitos do neocolonialismo em escala global contempor\u00e2nea<\/strong>, mas tamb\u00e9m \u00e9 sobre como essas percep\u00e7\u00f5es e cren\u00e7as surgem <strong>na insignific\u00e2ncia de uma rela\u00e7\u00e3o entre duas pessoas<\/strong>&#8220;.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"w-fit lg:w-full\" loading=\"eager\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/6113417_7c8640090db5664.jpg\" title=\"Vitrine Filmes \/ Divulga\u00e7\u00e3o\" alt=\"Vitrine Filmes \/ Divulga\u00e7\u00e3o\" width=\"700\" height=\"477\" fetchpriority=\"auto\"\/>Di\u00e1ra (papel de Cleo Di\u00e1ra) e S\u00e9rgio (vivido por S\u00e9rgio Coragem) em &#8220;O Riso e a Faca&#8221;.Vitrine Filmes \/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Cineasta e cr\u00edtico cabo-verdiano, Pedro Jos\u00e9-Marcellino, no portal Buala, escreveu que o filme n\u00e3o \u00e9 tanto sobre colonizadores e colonizados, &#8220;mas sobre o lugar do meio e sobre essa <strong>maquinaria afetiva que permite que a extra\u00e7\u00e3o continue, hoje, agora em jeito soft power, pa\u00edses-irm\u00e3os e tal, com biografias liberais e sal\u00e1rios de ONGs<\/strong>&#8220;. Para Marcellino, Pedro Pinho n\u00e3o mostra a \u00c1frica sob o olhar da inoc\u00eancia: &#8220;O filme tamb\u00e9m observa a elite local, bem-falante, cosmopolita, educada fora, pragm\u00e1tica nas alian\u00e7as. <strong>\u00c9 um lugar de fala onde a ret\u00f3rica do progresso coexiste com o c\u00e1lculo<\/strong>; onde a modernidade serve, \u00e0s vezes, para reembalar a velha economia de favores&#8221;.<\/p>\n<p>Marcellino fez quest\u00e3o de <strong>louvar a longa dura\u00e7\u00e3o de <\/strong><strong>O Riso e a Faca<\/strong><strong>:<\/strong> &#8220;O filme de Pinho n\u00e3o pede paci\u00eancia, pede presen\u00e7a. O seu tempo n\u00e3o \u00e9 apenas um meio, \u00e9 o assunto. Porque a viol\u00eancia da hist\u00f3ria e da economia n\u00e3o cabe na moral de bolso. (&#8230;) Pinho monta como quem tenta ressuscitar o tempo.<strong> <\/strong>Deixa o ar mover-se, o pulso palpitar, o olhar perder-se e regressar. N\u00e3o corta para acelerar, corta para ser honesto. <strong>\u00c9 um gesto radical, hoje, num mundo onde at\u00e9 a indigna\u00e7\u00e3o precisa de caber num clipe<\/strong>&#8220;.<\/p>\n<p>Mas claro que h\u00e1 <strong>vozes contr\u00e1rias<\/strong> entre os cr\u00edticos. No site nova-iorquino Slant Magazine, Diego Semerene queixou-se do &#8220;car\u00e1ter pedag\u00f3gico&#8221;: &#8220;Embora S\u00e9rgio busque ref\u00fagio no hedonismo de Guilherme e Di\u00e1ra, como se tentasse escapar da esterilidade do seu ambiente de trabalho, ele nunca se liberta de um estado depressivo. Talvez, como n\u00f3s, ele esteja <strong>sufocado pelo didatismo<\/strong> a que todos \u00e0 sua volta s\u00e3o propensos. Quaisquer que sejam as li\u00e7\u00f5es p\u00f3s-coloniais, os personagens de O Riso e a Faca as articulam de forma demasiado evidente. O cineasta \u00e9 obviamente cr\u00edtico da mentalidade do colonizador, mas \u00e9 t\u00e3o inflex\u00edvel em garantir que conhe\u00e7amos a sua posi\u00e7\u00e3o que quase todas as sequ\u00eancias aqui s\u00e3o estruturadas em torno de uma esp\u00e9cie de autoexposi\u00e7\u00e3o moral&#8221;.<\/p>\n<p>Na sua conta no Substack, a Cinema com Cr\u00edtica, o brasileiro M\u00e1rcio Sallem, que assistiu a O Riso e a Faca no Festival de Cannes, disse que Pedro Pinho <strong>&#8220;denuncia o neocolonialismo ou p\u00f3s-colonialismo enquanto o perpetua atrav\u00e9s da arte&#8221;.<\/strong> Para Sallem, o cineasta &#8220;critica a pr\u00f3pria condi\u00e7\u00e3o a partir da elei\u00e7\u00e3o de um substituto (o personagem S\u00e9rgio), mas talvez isto n\u00e3o baste para eliminar a reflex\u00e3o sobre um cinema que explora, desbrava, torna vis\u00edvel a realidade invis\u00edvel de um pa\u00eds min\u00fasculo no litoral da \u00c1frica. (&#8230;) S\u00e9rgio sempre pode deixar Guin\u00e9, n\u00e3o h\u00e1 nada que o impe\u00e7a de retornar \u00e0 Portugal, sen\u00e3o o curioso olhar observador. Se \u00e9 o seu olhar que guia o nosso, tamb\u00e9m podemos retornar \u00e0s nossas realidades, de tal maneira que aquelas vidas, aqueles corpos sejam relegados \u00e0 mem\u00f3ria audiovisual. (&#8230;) Reconhecer a sua limita\u00e7\u00e3o dentro de um contexto explorat\u00f3rio de capitalismo p\u00f3s-colonialista \u00e9 o ponto de partida para S\u00e9rgio rever seus pr\u00e9-julgamentos, mas no filme de Pedro Pinho \u00e9 apenas <strong>chover no molhado<\/strong>&#8220;.<\/p>\n<p>Sobre a metragem do filme, o cr\u00edtico brasileiro foi taxativo: &#8220;A dura\u00e7\u00e3o interna das cenas, no desejo de tensionar o olhar o bastante para atravessar a dimens\u00e3o da observa\u00e7\u00e3o a outro plano de experi\u00eancia sensorial e espiritual, termina por, na falta de um melhor termo, ser <strong>somente chato<\/strong>. Um t\u00e9dio magnificado pela dura\u00e7\u00e3o \u00e9pica de 212 minutos, apesar de n\u00e3o haver nada de \u00e9pico, nem memor\u00e1vel em O Riso e a Faca&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Discordo<\/strong>. O Riso e a Faca talvez seja <strong>realmente mais longo do que o necess\u00e1rio<\/strong>, mas \u00e9 um <strong>filme imersivo<\/strong> que, pelas m\u00e3os de <strong>personagens instigantes<\/strong>, nos transporta para um outro mundo que fica a um oceano de dist\u00e2ncia, mas no qual, como brasileiros e como cidad\u00e3os do s\u00e9culo 21, vamos reconhecer muitos cen\u00e1rios e muitas quest\u00f5es. A dica \u00e9 <strong>se deixar levar<\/strong> e se permitir ao transe que algumas cenas podem provocar.<\/p>\n<p><strong>\u00c9 assinante mas ainda n\u00e3o recebe minha carta semanal exclusiva? <\/strong><a href=\"https:\/\/www.gauchazh.com.br\/newsletters\/?utm_source=gzh&amp;utm_medium=materia&amp;utm_campaign=gzh_engajamento&amp;utm_content=news_ticiano&amp;_gl=1*31pisb*_gcl_au*MjAyNzc4MjExMC4xNzI5MjYyNzgw\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>Clique aqui<\/strong><\/a><strong> <\/strong>e se inscreva na newsletter<\/p>\n<p><strong>Assista aos v\u00eddeos <\/strong><strong>Dica do Ticiano<\/strong><strong> no YouTube: <\/strong><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/playlist?list=PLMGSJ-QZmFXiU4zXEEXZZ8yOCHRxmv3d5\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>clique aqui<\/strong><\/a><\/p>\n<p><strong>J\u00e1 conhece o canal da coluna no WhatsApp?<\/strong> Clique aqui: <a href=\"https:\/\/www.whatsapp.com\/channel\/0029VaiyPtDJ3jv76u5u3m0X\" target=\"_blank\" title=\"https:\/\/www.whatsapp.com\/channel\/0029VaiyPtDJ3jv76u5u3m0X\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>gzh.rs\/CanalTiciano<\/strong><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Atriz de Cabo Verde Cleo Di\u00e1ra foi premiada no Festival de Cannes por &#8220;O Riso e a Faca&#8221;&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":389926,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[140],"tags":[7324,114,115,147,148,146,32,33],"class_list":["post-389925","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-filmes","tag-divirta-se","tag-entertainment","tag-entretenimento","tag-film","tag-filmes","tag-movies","tag-portugal","tag-pt"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116613329013451601","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/389925","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=389925"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/389925\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/389926"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=389925"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=389925"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=389925"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}