{"id":3905,"date":"2025-07-27T13:37:12","date_gmt":"2025-07-27T13:37:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/3905\/"},"modified":"2025-07-27T13:37:12","modified_gmt":"2025-07-27T13:37:12","slug":"alimentos-fakes-que-parecem-com-originais-sao-cada-vez-mais-consumidos-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/3905\/","title":{"rendered":"&#8220;Alimentos fakes&#8221; que parecem com originais s\u00e3o cada vez mais consumidos no Brasil"},"content":{"rendered":"<p>Eles ocupam praticamente o mesmo espa\u00e7o e t\u00eam embalagens quase id\u00eanticas \u00e0s originais, mas possuem pre\u00e7o e composi\u00e7\u00e3o nutricional bem diferentes. S\u00e3o os \u201calimentos fake\u201d, como popularmente ficaram conhecidos, que passaram a ser cada vez mais consumidos pela popula\u00e7\u00e3o brasileira ao longo das \u00faltimas d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>Legalmente, os \u201cfakes\u201d podem ser vendidos se estiverem rotulados de forma correta, com termos como \u201c\u00e0 base de\u201d, \u201ctipo\u201d ou \u201csabor\u201d. Mas a diferen\u00e7a, muitas vezes, est\u00e1 em letras pequenas, enquanto o layout das embalagens replica o dos produtos tradicionais.<\/p>\n<p>A estrat\u00e9gia atende \u00e0 demanda do mercado, mas provoca confus\u00e3o e preocupa especialistas em nutri\u00e7\u00e3o e seguran\u00e7a alimentar. Muitas vezes, por desconhecimento, os \u201calimentos fake\u201d acabam adquiridos pelos consumidores que buscam por alternativas mais econ\u00f4micas.<\/p>\n<p>A alta nos pre\u00e7os do caf\u00e9, por exemplo, fez levantar nos \u00faltimos meses a pol\u00eamica sobre o \u201ccaf\u00e9 fake\u201d, ou \u201ccafake\u201d. O produto, embora tenha embalagem que imita marcas famosas, n\u00e3o tem o gr\u00e3o em sua composi\u00e7\u00e3o. Discretamente, a informa\u00e7\u00e3o de que se trata de \u201cbebida sabor caf\u00e9\u201d \u00e9 inserida no r\u00f3tulo.<\/p>\n<p>Embora v\u00e1rios produtos n\u00e3o sejam, necessariamente, uma novidade, o alcance aumentou. Em alguns supermercados de Porto Alegre, vers\u00f5es gen\u00e9ricas s\u00e3o colocadas lado a lado com os alimentos originais. A estrat\u00e9gia de disposi\u00e7\u00e3o sugere semelhan\u00e7a e aproveita o pre\u00e7o mais baixo como principal atrativo, mas confunde os consumidores.<\/p>\n<p>Os fabricantes alegam que esses produtos seguem a legisla\u00e7\u00e3o e oferecem uma alternativa vi\u00e1vel. Para especialistas, no entanto, o risco est\u00e1 na desinforma\u00e7\u00e3o. A falta de conhecimento sobre rotulagem e ingredientes pode levar a escolhas com baixo valor nutricional. Em muitos casos, essas alternativas s\u00e3o mais cal\u00f3ricas, t\u00eam excesso de s\u00f3dio, gordura hidrogenada e aditivos artificiais.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"delayed-image-load\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/shutterstock-1508855891.jpg\" data-alt=\"\" data-title=\"\"\/><\/p>\n<p>  Ainda que tenham as informa\u00e7\u00f5es no r\u00f3tulo, produtos com composi\u00e7\u00f5es muito diversas ocupam o mesmo espa\u00e7o dos  originais, mas possuem pre\u00e7os bem diferentes<br \/>\n  | Foto: shutterstock<\/p>\n<p>Economia pode ser significativa <\/p>\n<p>Em Porto Alegre, um atacado visitado pelo <strong>Correio do Povo<\/strong> exibia lado a lado dois tipos de \u00f3leo: o azeite extravirgem mais barato, por R$ 42,19, e um \u201c\u00f3leo composto com azeite\u201d, por R$ 15,90. A diferen\u00e7a de pre\u00e7o ultrapassava 60%, embora a identidade visual pudesse confundir os consumidores que n\u00e3o estivessem extremamente atentos.<\/p>\n<p>O mesmo ocorreu com leite em p\u00f3. Um pacote de 750 gramas de leite de uma marca reconhecida custava R$ 44,90, enquanto um composto l\u00e1cteo da mesma marca, com fibras em p\u00f3 e 975 gramas, sa\u00eda por R$ 63,90. Apesar do peso maior, o produto mais caro n\u00e3o \u00e9 leite em p\u00f3, e sim uma mistura com soro e outros ingredientes.<\/p>\n<p>Entre os latic\u00ednios, o contraste \u00e9 ainda mais vis\u00edvel em outro supermercado. Uma bandeja de iogurte integral de 1,15 litro variava entre R$ 12,90 e R$ 14,99. A bebida l\u00e1ctea fermentada, com 1,25 litro, custava at\u00e9 R$ 5,69, menos da metade do valor.<\/p>\n<p>Nos doces, a diferen\u00e7a tamb\u00e9m chama aten\u00e7\u00e3o. Leite condensado tradicional era vendido por R$ 5,99. Ao lado, a mistura l\u00e1ctea da mesma marca, com r\u00f3tulo que tinha como \u00fanica diferen\u00e7a a tonalidade da cor azul, custava R$ 4,49. A f\u00f3rmula, no entanto, levava ingredientes diferentes.<\/p>\n<p>Em outro exemplo, o \u201cachocolatado fake\u201d, em embalagem de 1 quilo, custava R$ 10,90. O produto original, de uma marca famosa, com 730 gramas, chegava a R$ 20,98. A substitui\u00e7\u00e3o de cacau por aromatizantes artificiais explica parte da diferen\u00e7a.<\/p>\n<p>Mesmo nas promo\u00e7\u00f5es, a discrep\u00e2ncia persiste. A caixinha de creme de leite de verdade era vendido por R$ 2,69. Um produto ao lado, com mesmo tipo de embalagem e feito com mistura de leite, soro de leite, creme de leite e gordura vegetal, sa\u00eda por R$ 2,49. A economia de R$ 0,20 \u00e9 insignificante frente \u00e0 mudan\u00e7a completa na composi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u2018Caf\u00e9 fake\u2019<\/p>\n<p>As bebidas \u00e0 base de caf\u00e9 foram tema de diversos alertas em todo o pa\u00eds. A substitui\u00e7\u00e3o do p\u00f3 por misturas que cont\u00e9m pouco ou nenhum gr\u00e3o de caf\u00e9 puro provocou a divulga\u00e7\u00e3o de uma nota oficial da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Ind\u00fastria de Caf\u00e9 (ABIC), alertando para a ilegalidade da pr\u00e1tica.<\/p>\n<p>Conforme a entidade, a legisla\u00e7\u00e3o pro\u00edbe, de forma expressa, com puni\u00e7\u00e3o de multa e apreens\u00e3o, a oferta direta ao consumidor de caf\u00e9 misturado com res\u00edduos agr\u00edcolas, mat\u00e9rias estranhas e impurezas como cascas, palha, folhas, paus ou qualquer parte da planta, exceto a semente do caf\u00e9.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"delayed-image-load\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/shutterstock-2443269701.jpg\" data-alt=\"\" data-title=\"\"\/><\/p>\n<p>  A ABIC diz que o \u201cp\u00f3 para preparo de bebida tipo ou sabor caf\u00e9\u201d pode ludibriar o consumidor e n\u00e3o \u00e9 recomendado<br \/>\n  | Foto: shutterstock<\/p>\n<p>A associa\u00e7\u00e3o destaca, ainda, que o crescimento do surgimento de empresas \u201cclandestinas\u201d ocorre pela valoriza\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o da saca de caf\u00e9 no mercado. \u201cCom a inten\u00e7\u00e3o de burlar a legisla\u00e7\u00e3o e enganar o consumidor, algumas empresas t\u00eam tentado enquadrar a mistura intencional de impurezas no caf\u00e9 em outras categorias de alimentos, mantendo-se a identidade visual parecida com o caf\u00e9 verdadeiro. Trata-se do \u2018Caf\u00e9 Fake \/ CaFake\u2019, ou seja, produto que parece caf\u00e9, mas n\u00e3o \u00e9\u201d, diz a ABIC.<\/p>\n<p>Para a associa\u00e7\u00e3o, o denominado \u201cp\u00f3 para preparo de bebida tipo ou sabor caf\u00e9\u201d pode ludibriar o consumidor e n\u00e3o \u00e9 recomendado para a popula\u00e7\u00e3o, por representar risco \u00e0 sa\u00fade. Aos consumidores, a ABIC recomenda que sejam adquiridos apenas caf\u00e9s que tenham o selo de pureza e qualidade da pr\u00f3pria Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Ind\u00fastria de Caf\u00e9.<\/p>\n<p>R\u00f3tulos devem ser claros <\/p>\n<p>Para a m\u00e9dica veterin\u00e1ria e consultora do Sindicato da Ind\u00fastria de Latic\u00ednios do RS (Sindilat-RS) Let\u00edcia de Albuquerque Vieira, o crescimento do consumo de produtos \u00e0 base de soro se explica por quest\u00f5es econ\u00f4micas e tecnol\u00f3gicas.<\/p>\n<p>Segundo ela, esses ingredientes s\u00e3o aproveitados pela ind\u00fastria como alternativas vi\u00e1veis que agregam valor e cumprem com padr\u00f5es estabelecidos pelas normas t\u00e9cnicas brasileiras. \u201cA inten\u00e7\u00e3o nunca foi baratear, mas aproveitar ingredientes com riqu\u00edssimos elementos nutricionais, como o soro.\u201d<\/p>\n<p>Ela destaca que existe um erro comum por parte do consumidor, que \u00e9 confundir produtos semelhantes, por\u00e9m, pertencentes a categorias diferentes. \u201c\u00c9 o caso da bebida l\u00e1ctea fermentada, que se parece com o iogurte, mas n\u00e3o \u00e9. O iogurte \u00e9 feito apenas com leite. J\u00e1 a bebida pode conter leite e soro, e isso precisa estar claro na embalagem.\u201d<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"delayed-image-load\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/shutterstock-1526267093.jpg\" data-alt=\"\" data-title=\"\"\/><\/p>\n<p>  Bebidas que t\u00eam como base de sua composi\u00e7\u00e3o o soro de leite s\u00e3o, muitas vezes, confundidas pelo consumidores com iogurtes<br \/>\n  | Foto: shutterstock<\/p>\n<p>Apesar de os alimentos \u00e0 base de soro de leite ou gordura vegetal poderem parecer inferiores, Let\u00edcia faz quest\u00e3o de esclarecer que, em muitos casos, h\u00e1 vantagens nutricionais. \u201cO soro de leite \u00e9 riqu\u00edssimo em amino\u00e1cidos e tem digestibilidade melhor do que a prote\u00edna do leite. Antigamente, esse ingrediente era descartado. Hoje, gra\u00e7as \u00e0 tecnologia, ele \u00e9 aproveitado com ganho nutricional\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Let\u00edcia admite que a semelhan\u00e7a entre as embalagens contribui para a confus\u00e3o, mas ressalta que as empresas devem seguir normas r\u00edgidas. \u201cTodos os produtos t\u00eam um Regulamento T\u00e9cnico de Identidade e Qualidade, com crit\u00e9rios definidos pelo Minist\u00e9rio da Agricultura. Nada \u00e9 criado fora desses par\u00e2metros.\u201d<\/p>\n<p>Segundo ela, a rotulagem vem sendo aprimorada para melhorar a comunica\u00e7\u00e3o com o consumidor. \u201cA famosa lupa de advert\u00eancia da Anvisa sobre excesso de s\u00f3dio e a\u00e7\u00facar \u00e9 uma dessas estrat\u00e9gias. O consumidor precisa ter o maior n\u00famero de informa\u00e7\u00f5es para entender o que est\u00e1 comprando\u201d, pontua.<\/p>\n<p>Ela afirma que, para o setor, a clareza na rotulagem dos produtos representa um ganho, deixando o consumidor atento tamb\u00e9m a produtos como queijo e carne. \u201cN\u00f3s apoiamos (que os r\u00f3tulos sejam mais claros) de todas as formas. Principalmente porque, com essas informa\u00e7\u00f5es, n\u00e3o ser\u00e3o confundidos produtos de origem vegetal com animal, como o queijo que n\u00e3o vai leite e a carne de soja. Isso \u00e9 um benef\u00edcio para a cadeia e para o consumidor.\u201d<\/p>\n<p>\u2018Quanto menor e mais conhecida for a lista de ingredientes, melhor\u2019 <\/p>\n<p>n\u00f4mica e da possibilidade de confundir os consumidores, o crescimento da venda destes alimentos tamb\u00e9m tem gerado preocupa\u00e7\u00e3o do ponto de vista nutricional. A professora do curso de Nutri\u00e7\u00e3o da Universidade Feevale Mariana Ermel C\u00f3rdova acompanha de perto o impacto que os chamados \u201calimentos fake\u201d t\u00eam gerado na alimenta\u00e7\u00e3o dos brasileiros.<\/p>\n<p>Para ela, o principal problema est\u00e1 na forma como esses produtos substituem os ingredientes tradicionais por vers\u00f5es mais baratas, mas tamb\u00e9m mais ultraprocessadas. \u201cEsses alimentos acabam contendo grandes quantidades de aditivos qu\u00edmicos, corantes, aromatizantes e emulsificantes. Para real\u00e7ar o paladar, usam ainda mais s\u00f3dio, a\u00e7\u00facar e gordura de baixa qualidade, como a gordura hidrogenada\u201d, explica.<\/p>\n<p>Segundo a especialista, a troca de um alimento integral ou minimamente processado por uma vers\u00e3o que apenas o imita pode comprometer o perfil nutricional da dieta. \u201cPor exemplo, um produto sabor leite n\u00e3o ter\u00e1 o mesmo teor de c\u00e1lcio que o leite de verdade. Isso pode acabar favorecendo o desenvolvimento de alguma doen\u00e7a\u201d, diz.<\/p>\n<p>No caso dos latic\u00ednios, Mariana explica que a substitui\u00e7\u00e3o da gordura l\u00e1ctea e das prote\u00ednas do leite \u2013 como o whey \u2013 por soro de leite, amido modificado e gordura vegetal pode alterar completamente o impacto do alimento no organismo. \u201cEsses ingredientes s\u00e3o utilizados por serem mais baratos, mas afetam tanto a qualidade quanto a densidade cal\u00f3rica do produto.\u201d<\/p>\n<p>A longo prazo, segundo ela, a dieta baseada em vers\u00f5es alternativas pode ser mais cal\u00f3rica e menos nutritiva, gerando impactos prejudiciais \u00e0 sa\u00fade. \u201cEssas altera\u00e7\u00f5es v\u00e3o comprometer a qualidade da dieta do paciente, fazendo com que a oferta de alguns nutrientes essenciais fique reduzida e acabe aumentando o teor de nutrientes que s\u00e3o mais inflamat\u00f3rios para o paciente.\u201d<\/p>\n<p>Sobre a legalidade desses produtos, a professora refor\u00e7a que a legisla\u00e7\u00e3o permite a comercializa\u00e7\u00e3o de alimentos \u201c\u00e0 base de\u201d, \u201csabor de\u201d ou \u201ctipo\u201d, desde que devidamente rotulados. No entanto, ela v\u00ea com preocupa\u00e7\u00e3o a forma como as embalagens s\u00e3o desenhadas para se assemelhar aos alimentos originais. \u201cExiste a quest\u00e3o do neuromarketing, que se usa muito nas embalagens. Acaba sendo extremamente apelativo, enquanto as informa\u00e7\u00f5es ficam em letras pequenas. Isso induz, de fato, o consumidor ao erro. Especialmente aqueles com menor conhecimento sobre como \u00e9 que se faz uma leitura de r\u00f3tulo.\u201d<\/p>\n<p>Essa estrat\u00e9gia, segundo Mariana, se torna mais preocupante quando afeta grupos mais vulner\u00e1veis da popula\u00e7\u00e3o. \u201cQualquer ingest\u00e3o alimentar irregular ou de alimentos ultraprocessados, ricos em aditivos qu\u00edmicos, a\u00e7\u00facar ou gordura, \u00e9 mais nociva a crian\u00e7as, idosos, gestantes, pessoas com imunidade baixa e pacientes oncol\u00f3gicos.\u201d<\/p>\n<p>Para reduzir os riscos, a nutricionista defende a educa\u00e7\u00e3o nutricional como ferramenta essencial. \u201cInfelizmente, nossa popula\u00e7\u00e3o ainda carece de uma educa\u00e7\u00e3o nutricional. A leitura do r\u00f3tulo deveria ser uma coisa mais estimulada, mais ensinada, ou mais facilmente percebida pelos consumidores\u201d, ressalta.<\/p>\n<p>Ela recomenda aten\u00e7\u00e3o \u00e0 lista de ingredientes, preferindo produtos com menos componentes e nomes mais familiares. \u201cQuanto menor e mais conhecida for a lista de ingredientes, melhor. Alimentos com muitos aditivos, espessantes, aromatizantes e emulsificantes mostram que se trata de um alimento ultraprocessado.\u201d<\/p>\n<p>Mariana lembra ainda que a ordem dos ingredientes na embalagem tamb\u00e9m revela informa\u00e7\u00f5es importantes. \u201cA lista \u00e9 organizada do item que tem mais quantidade para o que tem menos. Se um produto sabor caf\u00e9 s\u00f3 menciona o caf\u00e9 por \u00faltimo, isso quer dizer que ele est\u00e1 ali em menor quantidade\u201d, orienta.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o a produtos como mel, caf\u00e9, leite e requeij\u00e3o, a professora recomenda verificar a presen\u00e7a de selos de qualidade e proced\u00eancia. \u201cIsso tamb\u00e9m ajuda a evitar qualquer produto que esteja alterado, mas, com certeza, a leitura do r\u00f3tulo \u00e9 o caminho para isso\u201d, conclui.<\/p>\n<p>Diante do cen\u00e1rio de crescimento da comercializa\u00e7\u00e3o, o Programa de Prote\u00e7\u00e3o e Defesa do Consumidor (Procon) est\u00e1 atento. Embora n\u00e3o tenha ocorrido, ainda, nenhuma notifica\u00e7\u00e3o sobre a pr\u00e1tica enganosa em Porto Alegre, o \u00f3rg\u00e3o disponibiliza seus canais de atendimento para eventuais den\u00fancias.<\/p>\n<p>Conforme o diretor do Procon da Capital, Wambert Di Lorenzo, o C\u00f3digo de Defesa do Consumidor (CDC) \u00e9 claro ao afirmar que toda informa\u00e7\u00e3o sobre produtos deve ser clara, precisa e n\u00e3o pode induzir o consumidor ao erro. \u201cQuando uma empresa utiliza uma embalagem visualmente parecida com a de outra marca j\u00e1 conhecida no mercado, mesmo que a composi\u00e7\u00e3o seja diferente, isso pode configurar pr\u00e1tica abusiva\u201d, explica.<\/p>\n<p>Ele cita o artigo 37 do CDC, que considera enganosa qualquer forma de comunica\u00e7\u00e3o que possa confundir o consumidor quanto \u00e0s caracter\u00edsticas, origem ou qualidade do produto.<\/p>\n<p>Para o diretor, quando a apresenta\u00e7\u00e3o do produto induz o consumidor a pensar que est\u00e1 adquirindo um item de determinada marca, mas na verdade trata-se de outro produto \u2014 geralmente de qualidade ou composi\u00e7\u00e3o inferior \u2014, trata-se de uma publicidade enganosa por apresenta\u00e7\u00e3o, conforme previsto no pr\u00f3prio CDC. \u201cO consumidor, nesse caso, \u00e9 levado ao erro n\u00e3o pela aus\u00eancia de informa\u00e7\u00e3o, mas pela forma como o produto \u00e9 visualmente apresentado\u201d, detalha Di Lorenzo.<\/p>\n<p>O consumidor que n\u00e3o quer ser confundido e lesado precisa ter cuidado ao escolher os produtos. \u201cA melhor forma de se proteger \u00e9 estar atento. Antes de colocar o produto no carrinho, o consumidor deve observar com aten\u00e7\u00e3o o nome da marca, a composi\u00e7\u00e3o e o fabricante, al\u00e9m de desconfiar de pre\u00e7os muito abaixo da m\u00e9dia\u201d, diz o diretor.<\/p>\n<p>Ele acrescenta que o fato de as embalagens serem parecidas n\u00e3o significa, necessariamente, que os produtos s\u00e3o equivalentes. \u201cPor isso \u00e9 importante redobrar o cuidado, principalmente em compras r\u00e1pidas ou autom\u00e1ticas\u201d, conclui.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Eles ocupam praticamente o mesmo espa\u00e7o e t\u00eam embalagens quase id\u00eanticas \u00e0s originais, mas possuem pre\u00e7o e composi\u00e7\u00e3o&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":3906,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[2375,2369,2370,2374,2373,116,2372,32,33,117,2371],"class_list":{"0":"post-3905","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-achocolatado","9":"tag-alimentacao","10":"tag-alimentos-fake","11":"tag-azeite-de-oliva","12":"tag-cafe","13":"tag-health","14":"tag-leite","15":"tag-portugal","16":"tag-pt","17":"tag-saude","18":"tag-ultraprocessados"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3905","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3905"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3905\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3906"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3905"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3905"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3905"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}