{"id":391709,"date":"2026-05-23T04:16:40","date_gmt":"2026-05-23T04:16:40","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/391709\/"},"modified":"2026-05-23T04:16:40","modified_gmt":"2026-05-23T04:16:40","slug":"quase-um-mes-sem-operacao-provoca-impacto-temos-de-adaptar-o-porto-de-sines-eco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/391709\/","title":{"rendered":"\u201cQuase um m\u00eas sem opera\u00e7\u00e3o provoca impacto. Temos de adaptar o porto\u201d de Sines \u2013 ECO"},"content":{"rendered":"<p> O &#8220;fervilhar&#8221; dos investimentos em Sines, a acelera\u00e7\u00e3o do comboio de tempestades e os meses conturbados junto a Ormuz est\u00e3o a ter distintos impactos no maior porto do pa\u00eds, explica o seu presidente. <\/p>\n<p>\u201cSines est\u00e1 a fervilhar de investimento\u201d, acentua o presidente do porto de Sines, destacando que os 24 mil milh\u00f5es de euros na forja v\u00e3o crescer com a gigafactory, que espera ver decidida neste Ver\u00e3o. J\u00e1 do Inverno resta um balan\u00e7o com paragem prolongada, uma mudan\u00e7a de paradigma pelo segundo ano, com cerca de 20 dias sem movimenta\u00e7\u00e3o devido \u00e0s tempestades, o que levou a Administra\u00e7\u00e3o dos Portos de Sines e do Algarve (APS) a estudar j\u00e1 a constru\u00e7\u00e3o de um novo molhe, revela Pedro do \u00d3 Ramos.<\/p>\n<p>Em entrevista ao ECO\/Local Online, o presidente da APS explica que \u201ctoda a gente contava com seis ou sete dias\u201d de paragem, mas \u201cum m\u00eas sem opera\u00e7\u00e3o ou com opera\u00e7\u00e3o muito limitada, sobretudo aqui nos gran\u00e9is l\u00edquidos, faz muita diferen\u00e7a e isto provoca impacto\u201d. Considerando a grande profundidade at\u00e9 solo submarino firme, e a necessidade de fazer crescer os molhes a partir do fundo do mar, o atual molhe j\u00e1 tem 400 metros de \u201csapatas\u201d, mas o estudo dos refor\u00e7os para enfrentar a nova din\u00e2mica clim\u00e1tica imp\u00f5e tornar ainda mais imponente o bloco de que o molhe \u00e9 s\u00f3 a \u201cponta do icebergue\u201d.<\/p>\n<p>J\u00e1 noutro tema da atualidade, a guerra no Ir\u00e3o, o porto de Sines est\u00e1 protegido, assegura o ex-secret\u00e1rio de Estado do Mar. \u201cFruto dos contratos que foram celebrados pelos nossos concession\u00e1rios, quer a REN do ponto de vista g\u00e1s natural, quer a Galp na quest\u00e3o do crude, n\u00e3o estamos nada expostos ao M\u00e9dio Oriente\u201d, explica o presidente da APS.<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1889190\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/porto-de-sines04.jpg\" alt=\"\" width=\"2000\" height=\"1333\"\/>A nova din\u00e2mica clim\u00e1tica, patente nos \u00faltimos dois in\u00edcios de ano, obrigam a administra\u00e7\u00e3o do Porto de Sines a estudar a constru\u00e7\u00e3o de um novo molhe. \u201cS\u00e3o mais de 50 metros de profundidade para constru\u00e7\u00e3o do molhe, porque o molhe tem que vir l\u00e1 debaixo. \u00c9 uma loucura. Temos que estudar isso com muito rigor, alguma coisa que temos que fazer\u201d, diz Pedro do \u00d3 RamosHugo Amaral\/ECO<br \/>\nComo se est\u00e1 a posicionar o porto de Sines perante os milhares de milh\u00f5es de euros prometidos em investimentos aqui na regi\u00e3o?<\/p>\n<p><strong>Sines est\u00e1 a fervilhar de investimento, e n\u00e3o \u00e9 algo que esteja para acontecer, est\u00e1 a acontecer neste momento<\/strong>. Temos v\u00e1rios investimentos em curso, desde logo o da <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/eco.sapo.pt\/2025\/03\/26\/galp-enfrenta-aperto-as-refinarias-com-aposta-na-energia-verde\/\" rel=\"nofollow noopener\">Galp, nomeadamente HVO e SAF<\/a>, e depois tamb\u00e9m o hidrog\u00e9nio e tamb\u00e9m a Repsol, com o <strong>projeto Alba \u2013 praticamente a duplica\u00e7\u00e3o da capacidade da petroqu\u00edmica da Repsol<\/strong>. <strong>Da Galp s\u00e3o investimentos colossais<\/strong> e que v\u00e3o tornar a refinaria cada vez mais competitiva e cada vez numa l\u00f3gica muito mais de energias verdes e alternativas.<\/p>\n<p>Para terem bem no\u00e7\u00e3o, <strong>estamos a falar de 24 mil milh\u00f5es de euros de investimento, e pode acrescer um bocadinho mais com a candidatura que Portugal e Espanha fizeram relativamente \u00e0 instala\u00e7\u00e3o de uma de uma Gigafactory aqui em Sines e em Barcelona<\/strong>. Estima-se \u2013 ali\u00e1s, tivemos h\u00e1 muito pouco tempo com uma conversa com o Senhor Ministro da reforma do Estado e tamb\u00e9m o Ministro da Economia esteve aqui em Sines n\u00e3o h\u00e1 muito tempo \u2013 <strong>que haja uma resposta por parte da Comiss\u00e3o Europeia no Ver\u00e3o deste ano.<\/strong><\/p>\n<p><strong>S\u00f3 a Start Campus<\/strong>, nos seis edif\u00edcios que vai construir \u2013 um j\u00e1 est\u00e1 conclu\u00eddo, o segundo ainda agora acertou o neg\u00f3cio com a Nscale para poder fazer a constru\u00e7\u00e3o desse segundo edif\u00edcio -, estamos a falar de <strong>mais dez mil milh\u00f5es de euros<\/strong>.<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos valores financeiros impressionantes, h\u00e1 tamb\u00e9m a escala de emprego a criar.<\/p>\n<p>\u00c9, de facto, um volume tremendo de investimento, e isso faz com que, do ponto de vista de <strong>emprego<\/strong>, quer indireto, quer <strong>direto<\/strong>, mas sobretudo direto, que isso \u00e9 mais f\u00e1cil de quantificar, <strong>estamos a falar de 7000 pessoas que vir\u00e3o para Sines<\/strong>. Se vierem sozinhas, j\u00e1 cria uma press\u00e3o urban\u00edstica e nas infraestruturas tremenda, e sendo com a fam\u00edlia, muito mais. Estamos a falar de facto de uma <strong>necessidade de planear esta regi\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n<p><strong>Quando cheguei, em Mar\u00e7o do ano passado, identific\u00e1mos logo este problema<\/strong> e, apesar de ser presidente do Conselho de Administra\u00e7\u00e3o, evidentemente que tenho as minhas compet\u00eancias muito bem definidas, mas como queremos que o porto tenha cada vez mais integra\u00e7\u00e3o na comunidade, faz todo o sentido que eu tenha essa preocupa\u00e7\u00e3o sempre na linha da frente, e j\u00e1 reportei isso a v\u00e1rios membros do Governo. <strong>Quando tenho a visita de um membro do Governo falo sempre nesta necessidade de se planear e de articular, e digo isso sempre sem qualquer tipo de presun\u00e7\u00e3o. O grande projeto de Sines nasce ancorado no porto e acho que vai continuar a ser assim<\/strong>. E por isso sentimos esta responsabilidade, de integrar, de chamar a aten\u00e7\u00e3o. <strong>Muitos dos produtos que v\u00e3o ser aqui produzidos, quer numa l\u00f3gica de importa\u00e7\u00e3o primeiro e depois de exporta\u00e7\u00e3o, sair\u00e3o por este porto<\/strong>. Neste sentido, queremos dar o exemplo.<\/p>\n<p>\t\t\t\t\t&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"2000\" height=\"1333\" class=\"size-full wp-image-1889197\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/porto-de-sines08.jpg\" alt=\"\"\/>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n\t\t\t\t&#13;<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n\t\t\t\t\t\t&#13;<br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t&#13;<br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\tO Porto de Sines espera que o a\u00e7o verde da sueca Stegra possa ocupar o hiato deixado pelo carv\u00e3o que a EDP deixou de consumir na central termoel\u00e9trica. A decis\u00e3o sobre a vinda do projeto dos suecos dever\u00e1 acontecer ainda este ano, diz Pedro do \u00d3 Ramos, baseando-se em informa\u00e7\u00e3o da AICEP Global Parques\t\t\t\t\t\t\t\t&#13;<br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t&#13;<br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\tHugo Amaral\/ECO\t\t\t\t\t\t\t\t&#13;<br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t&#13;<br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t&#13;<br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t&#13;<br \/>\n&#13;\n\t\t\t\t\t<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n\t\t\t\t\t&#13;<\/p>\n<p>De que modo o porto vai ser beneficiado com esta vaga de investimentos?<\/p>\n<p>Grande parte dos investimentos, os que j\u00e1 est\u00e3o em curso e os que v\u00eam, a <strong>maturidade desses investimentos, estamos a falar provavelmente de 2030, 2031<\/strong>. H\u00e1 projetos que est\u00e3o neste momento em curso que n\u00e3o impactam muito com o porto. Tudo o que \u00e9 data center \u00e9 fundamental para o pa\u00eds, fundamental para a regi\u00e3o, inquestion\u00e1vel, traz pessoas, traz din\u00e2mica \u00e0 regi\u00e3o, mas n\u00e3o utiliza praticamente o porto. O <strong>a\u00e7o verde [da empresa sueca Stegra]<\/strong> n\u00e3o \u00e9 assim. \u00c9 um projeto que neste momento j\u00e1 est\u00e1 em curso na Su\u00e9cia, na cidade de Boden, que arrancou h\u00e1 muito pouco tempo, e o que nos disseram \u00e9 que est\u00e1 a correr muit\u00edssimo bem. O que nos \u00e9 <strong>transmitido pela AICEP Global Parques<\/strong>, que faz a gest\u00e3o de toda a Zona Industrial Log\u00edstica de Sines \u2013 s\u00e3o duas empresas p\u00fablicas que se entendem muito bem \u2013, <strong>\u00e9 que esperam que at\u00e9 ao final do ano haja uma decis\u00e3o relativamente ao avan\u00e7ar ou n\u00e3o desse investimento<\/strong>. Se avan\u00e7ar, faz com que n\u00f3s possamos substituir \u2013 nomeadamente num dos nossos terminais, que \u00e9 o terminal de carga geral, <a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.apsinesalgarve.pt\/porto-de-sines\/o-porto\/terminais-portu%C3%A1rios\/tms-terminal-multipurpose-de-sines\/\" rel=\"nofollow noopener\">terminal multipurposes<\/a> \u2013 o carv\u00e3o que perdemos com o fecho das centrais termoel\u00e9tricas. <strong>N\u00f3s t\u00ednhamos quase seis milh\u00f5es de toneladas de carv\u00e3o movimentado para estas duas centrais, que perdemos, com o fecho da central, e esse projeto, por si s\u00f3, vai preencher esse mesmo terminal<\/strong>.<\/p>\n<p>O carv\u00e3o que foi determinante para o ano recorde de 2016. Quando v\u00e3o conseguir retomar valores de h\u00e1 dez anos?<\/p>\n<p>Foi o melhor de todos, porque t\u00ednhamos o carv\u00e3o. Entretanto, perdemos o carv\u00e3o, mas aument\u00e1mos tamb\u00e9m nos gran\u00e9is l\u00edquidos com o fecho da refinaria de Matosinhos. \u00c9 sempre assim, h\u00e1 sempre oportunidades. <strong>Do ponto de vista de contentores, temos vindo a aumentar, e o melhor ano de sempre foi em 2024, com praticamente dois milh\u00f5es de contentores TEU<\/strong>, contentores de 20 p\u00e9s.<\/p>\n<p>O ano passado foi um pouquinho pior, 1,7 milh\u00f5es, porque tivemos aqui tr\u00eas fatores, que foram essenciais. Tivemos muito mau tempo, e isso \u00e9 algo que nos preocupa porque tivemos 26 dias ou sem opera\u00e7\u00e3o ou com opera\u00e7\u00e3o muito condicionada, e isso impactou muito nos contentores e tamb\u00e9m aqui nos gran\u00e9is l\u00edquidos. Tivemos a paragem da refinaria de Sines praticamente dois meses, uma paragem funda, que fez com que a atividade diminu\u00edsse claramente. E depois houve, de facto aqui alguns conflitos.<\/p>\n<blockquote class=\"quote--hero full-width\"><p>&#13;<\/p>\n<p>Tivemos muito mau tempo, e isso \u00e9 algo que nos preocupa porque tivemos 26 dias ou sem opera\u00e7\u00e3o ou com opera\u00e7\u00e3o muito condicionada, e isso impactou muito nos contentores e tamb\u00e9m aqui nos gran\u00e9is l\u00edquidos. Tivemos a paragem da refinaria de Sines praticamente dois meses, uma paragem funda, que fez com que a atividade diminu\u00edsse claramente. E depois houve, de facto aqui alguns conflitos.<\/p>\n<p>\t\t\t\t\t\t\t&#13;\n\t\t\t\t\t\t<\/p><\/blockquote>\n<p>Greves.<\/p>\n<p>Greves tamb\u00e9m, nomeadamente no terminal de contentores. Felizmente que ficou resolvida, com a nossa media\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m, fundamental, e nisso fiquei muito satisfeito que conseguisse, de facto, aproximar as partes. <strong>Chegou-se a um acordo ali na PSA para quatro anos de paz social. Portanto, espero que estas nuvens negras que tivemos no final do ano passado tenham passado<\/strong>.<\/p>\n<p>O comboio de tempestades no primeiro trimestre prejudicou o porto?<\/p>\n<p><strong>N\u00e3o ajudou nada. O impacto \u00e9 grande<\/strong>. Um m\u00eas normal, de cruzeiro, no porto, s\u00e3o quatro milh\u00f5es de toneladas entre todos os terminais. Vai dar os 40 e tais milh\u00f5es de toneladas que temos, regra geral, por ano. \u00c9 o que tivemos agora em mar\u00e7o e abril, e estimo que em maio tamb\u00e9m tenhamos.<\/p>\n<p><strong>Em janeiro, tivemos dois milh\u00f5es de toneladas e em fevereiro n\u00e3o cheg\u00e1mos \u00e0s tr\u00eas. Essencialmente, tivemos 19 dias [de paragem], sobretudo no terminal de gran\u00e9is l\u00edquidos<\/strong>. Isso \u00e9 uma tend\u00eancia, e estamos a atuar relativamente a isso. Quando aqui cheguei em Mar\u00e7o, quando vou apresentar-me, vou ao VTS [sistema de controlo de tr\u00e1fego mar\u00edtimo], e os pilotos dizem-me <strong>\u201cum ano relativamente mau em Sines, do ponto de vista de mau tempo, significava sete, oito dias em que n\u00e3o t\u00ednhamos opera\u00e7\u00e3o ou t\u00ednhamos opera\u00e7\u00e3o muito limitada\u201d. No ano passado tive 26, este ano j\u00e1 v\u00e3o em 19, e ainda faltam novembro e dezembro, que vamos ter provavelmente dias tamb\u00e9m dif\u00edceis. <\/strong>Disseram-me o seguinte: <strong>o porto est\u00e1 muito protegido, sobretudo com as mar\u00e9s vindas de Noroeste, que \u00e9 a tend\u00eancia, conhecemos o nosso pa\u00eds, a nortada, sabemos que \u00e9 assim, mas cada vez mais temos mar\u00e9s do Sul<\/strong>. Este terminal aqui ao nosso lado direito \u00e9 o terminal que, a\u00ed, fica muito exposto.<\/p>\n<blockquote class=\"quote--hero full-width\"><p>&#13;<\/p>\n<p>Temos de fazer uma an\u00e1lise muito funda, com dados meteorol\u00f3gicos, com os dados de mar\u00e9s, de tudo o que puder ser, para perceber que tipo de investimento podemos fazer. Estamos a falar de muito dinheiro.<\/p>\n<p>\t\t\t\t\t\t\t&#13;\n\t\t\t\t\t\t<\/p><\/blockquote>\n<p>Em que medidas de mitiga\u00e7\u00e3o v\u00e3o apostar?<\/p>\n<p>Decidimos reativar um f\u00f3rum de simplifica\u00e7\u00e3o portu\u00e1ria que existiu at\u00e9 ao COVID \u2013 depois deixou de ter atividade e n\u00e3o foi reativado \u2013 que junta toda a comunidade portu\u00e1ria e que tem grupos de trabalho espec\u00edficos sobre determinados temas que achamos atuais.<\/p>\n<p><strong>Decidimos na \u00faltima reuni\u00e3o, em mar\u00e7o, criar um grupo de trabalho com representantes de todos os terminais, precisamente para estudar a forma de tornar o porto mais resiliente<\/strong>. Ou seja, <strong>temos de adaptar o porto, porque j\u00e1 s\u00e3o dois anos<\/strong> \u2013 ali\u00e1s, 2024 j\u00e1 foi um nadinha superior ao que existia, mas nada de especial \u2013 agora 2025 e 26 j\u00e1 <strong>se percebe que \u00e9 uma tend\u00eancia<\/strong>. Portanto, temos de fazer uma an\u00e1lise muito funda, com dados meteorol\u00f3gicos, com os dados de mar\u00e9s, de tudo o que puder ser, para perceber que tipo de investimento podemos fazer. Estamos a falar de muito dinheiro, certamente, e esse n\u00e3o estava previsto no plano de investimentos, porque n\u00e3o era um tema em Sines. <strong>Toda a gente contava com seis ou sete dias que temos no universo de 365, o porto n\u00e3o para, est\u00e1 sempre aberto, portanto, n\u00e3o era propriamente tema. Agora, quase um m\u00eas sem opera\u00e7\u00e3o ou com opera\u00e7\u00e3o muito limitada, sobretudo aqui nos gran\u00e9is l\u00edquidos, faz muita diferen\u00e7a e isto provoca impacto.<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1889186\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/pedro-o-ramos11.jpg\" alt=\"\" width=\"2000\" height=\"1333\"\/>Pedro do \u00d3 Ramos, presidente do Conselho de Administra\u00e7\u00e3o dos Portos de Sines e do Algarve (APS), em entrevista ao ECO\/Local OnlineHugo Amaral\/ECO<br \/>\nV\u00e3o construir novos molhes?<\/p>\n<p>Provavelmente. Este molhe principal do porto de Sines, o molhe Oeste, [foi destru\u00eddo] em dois anos consecutivos, logo no in\u00edcio, em duas tempestades do s\u00e9culo, em 1978 e 79 \u2013 h\u00e1 fotografias incr\u00edveis das vagas tremendas. S\u00f3 que ali somos um porto de \u00e1guas profundas. E somos mais profundos precisamente nos gran\u00e9is l\u00edquidos, onde temos 28 metros de calado. Encostado ali s\u00e3o mais de 50 metros de profundidade para constru\u00e7\u00e3o do molhe, porque o molhe tem que vir l\u00e1 debaixo. \u00c9 uma loucura. Temos que estudar isso com muito rigor, <strong>alguma coisa temos que fazer. Temos que fazer uma an\u00e1lise custo-benef\u00edcio e perceber efetivamente como <\/strong><strong>podemos<\/strong><strong> tornar o porto mais resiliente<\/strong>.<\/p>\n<p>O porto recebe todos os navios, os maiores navios, quer nos contentores, quer nos petroleiros, porque <strong>\u00e9 um porto de \u00e1guas profundas e \u00e9 mar aberto. Mas n\u00e3o tem barra. Os portos de barra est\u00e3o mais protegidos quando h\u00e1 mau tempo. Este \u00e9 muito exposto, n\u00e3o era um assunto, neste momento \u00e9 um assunto, mas n\u00f3s, como administra\u00e7\u00e3o, estamos a preparar e j\u00e1 temos uma reuni\u00e3o marcada, agora em 26 de Maio.<\/strong> E dar uma nota que os nossos concession\u00e1rios est\u00e3o muito empenhados, nomeadamente a Galp, em ajudar a encontrar uma solu\u00e7\u00e3o, com o porto de Sines, para tornar o porto cada vez mais resiliente e passarmos, em vez de estar 26 dias, a voltar o que era antigamente, ou n\u00e3o ter sequer dia nenhum de opera\u00e7\u00e3o condicionada.<\/p>\n<blockquote class=\"quote--hero full-width\"><p>&#13;<\/p>\n<p>Os nossos concession\u00e1rios est\u00e3o muito empenhados, nomeadamente a Galp, em ajudar a encontrar uma solu\u00e7\u00e3o, com o porto de Sines, para tornar o porto cada vez mais resiliente e passarmos, em vez de estar 26 dias, a voltar o que era antigamente, ou n\u00e3o ter sequer dia nenhum de opera\u00e7\u00e3o condicionada.<\/p>\n<p>\t\t\t\t\t\t\t&#13;\n\t\t\t\t\t\t<\/p><\/blockquote>\n<p>Al\u00e9m das tempestades, o in\u00edcio do ano trouxe tamb\u00e9m a guerra no Ir\u00e3o e o fecho do Estreito de Ormuz. Faz lembrar o que deu origem ao projeto de Sines h\u00e1 mais de 50 anos, a Guerra dos Seis Dias e o encerramento do Canal do Suez, para aproveitar a nova rota dos navios.<\/p>\n<p>Na rota do Cabo da Boa Esperan\u00e7a.<\/p>\n<p>No caso da atual crise em Ormuz, qual est\u00e1 a ser o impacto para o porto de Sines?<\/p>\n<p>Tem um impacto tremendo para o pa\u00eds, evidentemente, sobretudo por causa do aumento de pre\u00e7os, mas <strong>o porto, tamb\u00e9m fruto dos contratos que foram celebrados pelos nossos concession\u00e1rios, quer a REN do ponto de vista g\u00e1s natural, quer a Galp na quest\u00e3o do crude, n\u00e3o estamos nada expostos ao M\u00e9dio Oriente<\/strong>. 96% das necessidades do pa\u00eds de g\u00e1s natural s\u00e3o abastecidas atrav\u00e9s de Sines. O gasoduto que vinha da Arg\u00e9lia praticamente n\u00e3o tem express\u00e3o neste momento. As necessidades s\u00e3o praticamente todas assumidas por Sines. E na quest\u00e3o do crude tamb\u00e9m, a grande maioria do crude \u00e9 recebida aqui no nosso porto de Sines.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1889189\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/porto-de-sines03.jpg\" alt=\"\" width=\"2000\" height=\"1333\"\/>\u201c96% das necessidades do pa\u00eds de g\u00e1s natural s\u00e3o abastecidas atrav\u00e9s de Sines\u201d e \u201ca grande maioria do crude \u00e9 recebida aqui no porto de Sines\u201d, diz o presidente da APS na sede da empresa, com vista para o gigante petroleiro atracado no porto de SinesHugo Amaral\/ECO <\/p>\n<p>Ali\u00e1s, temos aqui um navio no posto dois, que \u00e9 um dos maiores navios petroleiros, um navio em que recebemos o crude, e estamos a receber essencialmente do Atl\u00e2ntico. Salvo erro, <strong>h\u00e1 muito perto de 10 anos que n\u00e3o recebemos qualquer tipo de crude do M\u00e9dio Oriente. Essencialmente, recebemos do Brasil. 85% das necessidades do pa\u00eds [de crude] s\u00e3o abastecidas atrav\u00e9s do Brasil.<\/strong> Ao n\u00edvel de g\u00e1s natural, n\u00e3o, vem dos Estados Unidos, Arg\u00e9lia e tamb\u00e9m Nig\u00e9ria. A Nig\u00e9ria tamb\u00e9m fornece crude. Portanto, n\u00e3o temos problema de abastecimento. Claro est\u00e1, que como este \u00e9 um mercado global, temos a quest\u00e3o dos pre\u00e7os.<\/p>\n<p>Tenho estado em contacto com as duas entidades, <strong>quer a REN, quer a Galp, e dizem-me que n\u00e3o h\u00e1 problema neste momento, quer de abastecimento, quer ao n\u00edvel dos contratos<\/strong>. A ministra do Ambiente tamb\u00e9m tem falado muitas vezes sobre esse tema e, portanto, parece-me, para j\u00e1, n\u00e3o h\u00e1 problema nenhum e n\u00f3s, de facto, n\u00e3o estamos nada expostos do ponto de vista de fornecimento destes dois combust\u00edveis que s\u00e3o essenciais para o pa\u00eds.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O &#8220;fervilhar&#8221; dos investimentos em Sines, a acelera\u00e7\u00e3o do comboio de tempestades e os meses conturbados junto a&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":391710,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[83],"tags":[51742,88,46556,89,90,8624,12920,32,33,12921],"class_list":["post-391709","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-empresas","tag-ataque-ao-irao","tag-business","tag-depressao-kristin","tag-economy","tag-empresas","tag-infraestruturas","tag-local-online","tag-portugal","tag-pt","tag-regioes"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116621960351627072","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/391709","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=391709"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/391709\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/391710"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=391709"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=391709"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=391709"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}