{"id":39203,"date":"2025-08-21T19:46:09","date_gmt":"2025-08-21T19:46:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/39203\/"},"modified":"2025-08-21T19:46:09","modified_gmt":"2025-08-21T19:46:09","slug":"quanta-energia-consome-o-gemini-google-tem-um-novo-metodo-para-calcular-o-impacto-ambiental-da-ia-computadores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/39203\/","title":{"rendered":"Quanta energia consome o Gemini? Google tem um novo m\u00e9todo para calcular o impacto ambiental da IA &#8211; Computadores"},"content":{"rendered":"<p>Como detalhado por Partha Ranganathan, VP &amp; Engineering Fellow da Google, numa sess\u00e3o online para a imprensa em que o TEK Not\u00edcias participou, <strong>o tamanho dos modelos de IA continua a aumentar, passando de milh\u00f5es para bili\u00f5es de par\u00e2metros, o que implica uma capacidade computacional cada vez maior.<\/strong><\/p>\n<p>Mas, com cada vez mais poder computacional, <strong>crescem tamb\u00e9m as responsabilidades ambientais<\/strong>. De acordo com o respons\u00e1vel, a <strong>nova metodologia quer abrir a porta \u00e0 discuss\u00e3o sobre a pegada ambiental da IA<\/strong>, sobretudo numa altura em que, nesta ind\u00fastria, ainda n\u00e3o h\u00e1 consist\u00eancia na maneira como o consumo energ\u00e9tico e outros par\u00e2metros importantes s\u00e3o medidos.<\/p>\n<p>A metodologia desenvolvida pela tecnol\u00f3gica, descrita num <a href=\"https:\/\/services.google.com\/fh\/files\/misc\/measuring_the_environmental_impact_of_delivering_ai_at_google_scale.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\">novo relat\u00f3rio t\u00e9cnico<\/a>, permite medir os consumos de energia e \u00e1gua, mas tamb\u00e9m as emiss\u00f5es de carbono, dos seus modelos de IA. Atrav\u00e9s dela foi poss\u00edvel estimar que, <strong>em m\u00e9dia, um prompt de texto nas apps do Gemini consome 0,24 watts-hora (Wh) de energia e 0,26 mililitros de \u00e1gua, emitindo 0,03 gramas de equivalente de di\u00f3xido de carbono (gCO2e).<\/strong><\/p>\n<p>Para p\u00f4r este consumo de energia em perspetiva, Savannah Goodman, respons\u00e1vel do Advanced Energy Labs da Google, <strong>afirma que o impacto por prompt \u00e9 equivalente a ver televis\u00e3o por menos de nove segundos.<\/strong><\/p>\n<p>Veja o v\u00eddeo<\/p>\n<p>A respons\u00e1vel detalha que, nos \u00faltimos 12 meses e atrav\u00e9s de um conjunto de medidas de otimiza\u00e7\u00e3o, <strong>o consumo m\u00e9dio de energia e a pegada de carbono por prompt de texto das apps Gemini diminu\u00edram 33 e 44 vezes, respetivamente.<\/strong><\/p>\n<p>Segundo Savannah Goodman, muitos dos atuais c\u00e1lculos de consumo de energia da IA incluem apenas o consumo ativo da m\u00e1quina. <strong>Para colmatar essas lacunas, a metodologia desenvolvida tem \u201cem conta todos os factores cr\u00edticos\u201d<\/strong><\/p>\n<p>Entre eles contam-se, por exemplo, <strong>a pot\u00eancia din\u00e2mica do sistema completo<\/strong>, o que inclui n\u00e3o s\u00f3 a energia e a \u00e1gua usada pelo modelo de IA principal durante a computa\u00e7\u00e3o ativa, mas tamb\u00e9m a utiliza\u00e7\u00e3o real dos chips alcan\u00e7ada \u00e0 escala de produ\u00e7\u00e3o, indica a Google.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de ter em conta das <strong>m\u00e1quinas inativas e a utiliza\u00e7\u00e3o de CPU e RAM<\/strong>, a metodologia inclui par\u00e2metros como a <strong>sobrecarga do centro de dados e o consumo de \u00e1gua<\/strong>, frequentemente usada no arrefecimento dos data centers.<\/p>\n<p>Por compara\u00e7\u00e3o, ao aplicar uma metodologia n\u00e3o abrangente, que considera apenas consumo ativo de TPU e GPU, estima-se que um prompt de texto no Gemini use 0,10 Wh de energia, emita 0,02 gCO2e e consoma 0,12 ml de \u00e1gua, o que, segundo os especialistas, \u00e9 no melhor dos casos um &#8220;cen\u00e1rio otimista&#8221;, subestimando a verdadeira pegada operacional da IA.<\/p>\n<p>O desenvolvimento da nova metodologia junta-se \u00e0s medidas implementadas pela empresa para reduzir o impacto do consumo energ\u00e9tico dos seus data centers. Ainda este m\u00eas, <strong>a tecnol\u00f3gica assinou <a href=\"https:\/\/tek.sapo.pt\/noticias\/computadores\/artigos\/ia-gasta-cada-vez-mais-energia-google-muda-estrategia-para-reduzir-impacto-dos-data-centers\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\">dois novos acordos<\/a> com duas empresas de eletricidade nos Estados Unidos<\/strong>, a Indiana Michigan Power e a Tennessee Valley Authority.<\/p>\n<p>A empresa tem vindo a trabalhar para integrar novas capacidades mais flex\u00edveis nos seus centros de dados,<strong> permitindo deslocar ou reduzir o consumo de energia em determinadas horas ou alturas do ano<\/strong>. Segundo a Google, a\u00a0assinatura dos acordos afirma-se como\u00a0<strong>a primeira vez que a empresa aplica esta pr\u00e1tica, conhecida como \u201cdemand response\u201d, a processos na \u00e1rea de machine learning.\u00a0<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Como detalhado por Partha Ranganathan, VP &amp; Engineering Fellow da Google, numa sess\u00e3o online para a imprensa em&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":39204,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[83],"tags":[88,89,90,32,33],"class_list":{"0":"post-39203","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-empresas","8":"tag-business","9":"tag-economy","10":"tag-empresas","11":"tag-portugal","12":"tag-pt"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39203","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=39203"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39203\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/39204"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=39203"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=39203"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=39203"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}