{"id":392997,"date":"2026-05-24T12:29:13","date_gmt":"2026-05-24T12:29:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/392997\/"},"modified":"2026-05-24T12:29:13","modified_gmt":"2026-05-24T12:29:13","slug":"arthur-verocai-passou-de-louco-a-musico-idolatrado-23-05-2026-ilustrissima","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/392997\/","title":{"rendered":"Arthur Verocai passou de &#8216;louco&#8217; a m\u00fasico idolatrado &#8211; 23\/05\/2026 &#8211; Ilustr\u00edssima"},"content":{"rendered":"<p>[RESUMO] Um dos grandes nomes da <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/musica\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">m\u00fasica<\/a> brasileira, refer\u00eancia para diversos artistas internacionais do jazz e do hip-hop, Arthur Verocai comenta em entrevista sua forma\u00e7\u00e3o musical, relembra a grava\u00e7\u00e3o de seu c\u00e9lebre disco de 1972, que lhe valeu a fama de &#8216;louco&#8217; entre as gravadoras assombradas por sua inventividade, e d\u00e1 pistas de seus novos trabalhos.<\/p>\n<p>A exemplo daqueles versos de Walt Whitman,<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrada\/2023\/05\/quem-e-arthur-verocai-arranjador-de-ivan-lins-redescoberto-por-rappers.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\"> Arthur Verocai<\/a> \u00e9 algu\u00e9m que &#8220;cont\u00e9m multid\u00f5es&#8221;. Nele h\u00e1 a crian\u00e7a que se interessou por m\u00fasica escutando bai\u00e3o na R\u00e1dio Nacional e o moleque que aprendeu a tocar viol\u00e3o com Roberto Menescal, um pioneiro da bossa nova.<\/p>\n<p>H\u00e1 o maestro cultuado por rappers de prest\u00edgio cr\u00edtico e sucesso comercial, como Tyler, the Creator e o j\u00e1 falecido MF Doom, e o respons\u00e1vel pelos arranjos de discos de artistas do quilate de<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/webstories\/cultura\/2022\/08\/a-musica-de-jorge-ben-jor\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\"> Jorge Ben Jor<\/a> e Ivan Lins. No meio de todas essas encarna\u00e7\u00f5es, \u00e9 claro, h\u00e1 ainda o m\u00fasico erudito que aprendeu a orquestrar lendo partituras de Ravel.<\/p>\n<p>Em uma conversa ao telefone de mais de uma hora, abordamos temas t\u00e3o diversos quanto o fato de ter sido considerado louco, ap\u00f3s seu disco de 1972, at\u00e9 o estado da m\u00fasica popular contempor\u00e2nea, aqui e l\u00e1 fora. Aos 80, Verocai \u00e9 um senhor sereno e autoconsciente, de humor sutil.<\/p>\n<p>Uma de suas mem\u00f3rias musicais mais antigas \u00e9 a de um disco de Luiz Bonf\u00e1, comprado por seu pai, de um &#8220;desses caras que antigamente vendiam discos de porta em porta&#8221;. Com os LPs de<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/fsp\/ilustrad\/fq13079906.htm\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\"> Baden Powell<\/a>, outro preferido da fam\u00edlia, aventurou-se em suas primeiras harmonias, tiradas de ouvido.<\/p>\n<p>No in\u00edcio dos anos 1960, resolveu ter aula com <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrada\/2023\/09\/bossa-nova-de-volta-ao-carnegie-hall-apos-60-anos-ainda-encanta-o-mundo.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">Roberto Menescal,<\/a> seu vizinho no bairro de Copacabana. &#8220;Eu era meio fan\u00e1tico: por viol\u00e3o, por bossa nova. Se tinha um cara tocando l\u00e1 na esquina alguma coisa, eu ia l\u00e1 ver&#8221;, explica. Com Maria Barbosa da Silva, professora do antigo Conservat\u00f3rio Nacional de M\u00fasica (atual Escola de M\u00fasica da UFRJ), estudou harmonia tradicional e aprendeu a escrever vozes, atrav\u00e9s de exerc\u00edcios exaustivos da obra de Bach.<\/p>\n<p>No in\u00edcio da carreira, ainda como arranjador, come\u00e7ou com o p\u00e9 direito. Trabalhou com Jorge Ben Jor na orquestra\u00e7\u00e3o e nos arranjos de &#8220;Negro \u00c9 Lindo&#8221;, de 1971. Um privil\u00e9gio art\u00edstico e criativo, sobretudo para um iniciante. &#8220;O Jorge Ben foi um dos meus primeiros arranjos. Foi \u00f3timo. Adorei. Porque eu ainda estava come\u00e7ando, e j\u00e1 pegando o disco do Jorge Ben, que \u00e9 um puta cara, mano. Fant\u00e1stico, um talento nato.&#8221;<\/p>\n<p>Arthur Verocai vai de Jorge Ben Jor ao hip-hop em um pulo, quase no mesmo f\u00f4lego. A popularidade internacional crescente, iniciada no come\u00e7o dos anos 2000 nos EUA, o tornou objeto de idolatria de produtores cultuados como<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha\/ilustrada\/ult90u52084.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\"> Otis Jackson Jr., mais conhecido como Madlib.<\/a><\/p>\n<p>O encontro entre os dois ocorreu num desfile da marca Louis Vuitton, que contou com uma trilha orquestrada composta pelo maestro, desejo antigo de Virgil Abloh, diretor art\u00edstico da empresa, morto em 2021. &#8220;O Madlib n\u00e3o fala, cara. Ele s\u00f3 fica fazendo com a m\u00e3o aquele gesto assim pra baixo: levanta o bra\u00e7o e fica com o dedo para baixo, assim, sabe? Ele ficou fazendo assim e n\u00e3o falou nada. Ele ficou l\u00e1 rindo, aquele neg\u00f3cio. Eu n\u00e3o entendi.&#8221;<\/p>\n<p>Quando menciona colabora\u00e7\u00f5es com artistas das novas gera\u00e7\u00f5es, n\u00e3o vacila em reconhecer sua pr\u00f3pria influ\u00eancia. Por exemplo, sobre o grupo canadense de jazz BadBadNotGood, dispara: &#8220;Eu sou o \u00eddolo deles&#8221;.<\/p>\n<p>Verocai \u00e9 muito mais atento ao seu c\u00e2none particular, ao seu quadro pessoal de influ\u00eancias, do que \u00e0 produ\u00e7\u00e3o musical contempor\u00e2nea. &#8220;N\u00e3o acompanho nada. Eu quase n\u00e3o ou\u00e7o m\u00fasica, cara. Quando eu quero ouvir, eu ou\u00e7o Villa-Lobos, Miles Davis, o Wes Montgomery. Ent\u00e3o esses caras medalh\u00f5es \u00e9 que eu curtia mais, sabe? Esses modernos assim eu n\u00e3o tenho muito acesso.&#8221;<\/p>\n<p>O que \u00e9 uma afirma\u00e7\u00e3o curiosa, porque a sua lista de colabora\u00e7\u00f5es com artistas contempor\u00e2neos \u00e9 extensa e significativa. Sem parar para pensar muito, podemos citar a parceria com o Hiatus Kaiyote, por exemplo, uma banda australiana de jazz\/funk formada em 2011.<\/p>\n<p>Assim que o grupo conheceu a obra de Verocai, encantou-se no mesmo instante e logo cavou uma vinda ao Brasil. Quando finalmente entraram todos em est\u00fadio, banda e maestro, gravaram uma sess\u00e3o de metais e outra de cordas. Assim que finalizaram a grava\u00e7\u00e3o, todos estavam chorando, abra\u00e7ados em gratid\u00e3o. Verocai esclarece: &#8220;Esse conjunto, a tal da Beyonc\u00e9 adora eles. Adora andar por a\u00ed cantando, entendeu?&#8221;.<\/p>\n<p>Aproveito a deixa para perguntar se ele, por acaso, acompanha algum artista do cen\u00e1rio pop. Quem sabe a pr\u00f3pria Beyonc\u00e9? Do outro lado da linha ou\u00e7o apenas uma respira\u00e7\u00e3o pausada e paciente, seguida de uma fala que oscila entre o grave e o cansado: &#8220;Quando aparece na televis\u00e3o, dou uma olhadinha&#8221;.<\/p>\n<p>H\u00e1, num horizonte pr\u00f3ximo, a promessa de dois novos discos. Um pela<a href=\"https:\/\/www.faroutrecordings.com\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"> Far Out Recordings<\/a>, a gravadora brit\u00e2nica especializada em m\u00fasica brasileira, e outro mais autoral, pelo seu pr\u00f3prio selo.<\/p>\n<p>&#8220;A Far Out t\u00e1 negociando comigo. Estou quase assinando o contrato. Parece que agora vem a\u00ed.&#8221; Ao que tudo indica, o primeiro disco, pelo selo ingl\u00eas, ter\u00e1 oito faixas instrumentais. J\u00e1 sobre o segundo, Verocai \u00e9 evasivo e quase n\u00e3o fala. Conhecendo sua obra e trajet\u00f3ria, as expectativas s\u00e3o altas.<\/p>\n<p>H\u00e1 mais de meio s\u00e9culo o maestro coleciona hist\u00f3rias saborosas e inusitadas sobre a ind\u00fastria fonogr\u00e1fica. O convite para gravar seu disco hom\u00f4nimo, de 1972, surgiu na \u00e9poca em que produzia C\u00e9lia, sua amiga \u00edntima e cantora brasileira de renome, falecida em 2017.<\/p>\n<p>Ela o abordou e disparou: &#8220;A Continental quer fazer um disco com voc\u00ea&#8221;. Verocai n\u00e3o titubeou, entrou em est\u00fadio munido de uma pequena orquestra, com um total de 12 violinos, 4 violas, 4 cellos, 2 trompetes, 4 flugelhorns, 1 sax tenor, 1 sax alto, 1 trombone e 2 percussionistas.<\/p>\n<p>O time de m\u00fasicos que o acompanhou era composto por feras como H\u00e9lio Delmiro, Robertinho Silva, Pascoal Meirelles e Maciel Maluco. &#8220;O est\u00fadio era na \u00c1lvaro Ramos. Onde a TV Bandeirantes ficou um tempo. N\u00e3o sei se ainda est\u00e1 l\u00e1. Era um est\u00fadio de cinema, sabe? Que tinha um p\u00e9 direito muito alto. Eu gostava muito do som daquele est\u00fadio.&#8221; Verocai j\u00e1 havia gravado l\u00e1 algumas vezes.<\/p>\n<p>Quando Maciel, seu trombonista, chegou \u00e0s 9 da manh\u00e3, Verocai o fitou firme e falou: &#8220;Olha, voc\u00ea vai fazer um solo hoje pro meu disco&#8221;. Recado dado, o m\u00fasico se espantou e recorreu a artif\u00edcios pouco ortodoxos. O maestro conta: &#8220;A\u00ed ele botou o trombone no est\u00fadio e desceu l\u00e1 na cantina. Tomou uns gor\u00f3s l\u00e1, n\u00e3o sei o qu\u00ea, tomou uma cacha\u00e7a, ou conhaque. Eu sei que, na hora do solo, ele botou tudo pra fora, n\u00e9? Um solo fant\u00e1stico assim.&#8221;<\/p>\n<p>Nesse disco de estreia, Arthur Verocai se permitiu criar livre de quaisquer constrangimentos formais e amarras est\u00e9ticas. Sob muitos aspectos, sua abordagem musical era a de um jazzista: improvisacional e avessa \u00e0s formalidades pr\u00e9-fabricadas da ind\u00fastria. Desde ent\u00e3o j\u00e1 exibia um sotaque brasileiro inconfund\u00edvel e era avesso a qualquer pasteuriza\u00e7\u00e3o de mercado.<\/p>\n<p>Como nesse est\u00fadio havia quatro canais, Verocai usava dois para fazer a base, j\u00e1 em est\u00e9reo, e nos outros dois, se houvesse sopros, por exemplo, aproveitava e gravava tudo junto. S\u00f3 depois adicionava as cordas e a voz. &#8220;Eu era cheio de ideias. Tem uma faixa que eu botei quatro flugelhorns, fazendo um naipezinho de metais. E com uma flautinha na ponta, entendeu? Ent\u00e3o dava aquele som de jazz, meio Bill Evans&#8221;, lembra.<\/p>\n<p>Vinte anos depois, na d\u00e9cada de 1990, Verocai se encontrou em Nova York com <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/fsp\/ilustrad\/fq1606200728.htm\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">Dom Salvador<\/a>, outro m\u00fasico brasileiro famoso, com uma carreira internacional s\u00f3lida e aclamada. Na \u00e9poca, Salvador mencionou casualmente, durante a conversa: &#8220;P\u00f4, Verocai, o pessoal disse que voc\u00ea tinha ficado maluco&#8221;.<\/p>\n<p>Fa\u00e7anhas como o solo de trombone, de quase dois minutos, feito por Maciel se assemelhavam demais \u00e0s invencionices do free jazz \u2014e serviram na \u00e9poca para intimidar, na verdade amedrontar, o pessoal da gravadora. No entanto, o maestro tinha apenas uma ideia fixa naquele come\u00e7o dos anos 1970. &#8220;Vou botar para foder nesse disco. Vou botar minhas ideias aqui nele. Eu vou botar o que eu sinto no disco.&#8221;<\/p>\n<p>Aquilo que ele sentia, no entanto, n\u00e3o era o que o mercado fonogr\u00e1fico estava sentindo. &#8220;O pessoal era muito careta. E eu gostava muito das coisas mais avan\u00e7adas.&#8221; Por lado, o disco tocou fundo na inspira\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios m\u00fasicos. &#8220;O Oberdan, por exemplo. Depois [em 1976] ele fundou a Black Rio, sabe? O Nivaldo Ornelas, todos eles. O Alo\u00edsio Milanez, que tocou piano, p\u00f4, ficou amarrado no disco.&#8221;<\/p>\n<p>A carreira internacional de Verocai ganhou for\u00e7a quando, no in\u00edcio dos anos 2000, seu disco de 1972 foi editado e lan\u00e7ado em vinil nos EUA, pela gravadora Ubiquity Records, no selo Luv N\u2019 Haight, especializado em m\u00fasica negra e cultuado na cena californiana.<\/p>\n<p>Os DJs come\u00e7aram a samplear suas can\u00e7\u00f5es, e os beatmakers aproveitavam os peda\u00e7os orquestrais do disco, principalmente da m\u00fasica &#8220;Na Boca do Sol&#8221;. &#8220;Essa m\u00fasica tem uma introdu\u00e7\u00e3o com os metais, assim, bem\u2026 [reproduz o som com a boca]. Isso a\u00ed d\u00e1 um clima l\u00e1 pra eles, que eles gostam. A\u00ed ficou na moda&#8221;.<\/p>\n<p>Um dos respons\u00e1veis por esses samplers e remixes foi o rapper Ludacris. No auge da popularidade, em 2008, lan\u00e7ou <a href=\"https:\/\/www.vice.com\/pt\/article\/arthur-verocai-fala-sobre-seu-classico-disco-de-1972-perola-redescoberta-pelo-rap\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">&#8220;Do The Right Thang&#8221;, <\/a>uma faixa com trechos de &#8220;Na Boca do Sol&#8221;. O artista norte-americano vendeu mais de 1 milh\u00e3o de c\u00f3pias e transformou Verocai em seu parceiro, o que impulsionou uma busca cont\u00ednua dos f\u00e3s de hip-hop pelo autor das harmonias e melodias da can\u00e7\u00e3o sampleada.<\/p>\n<p>Quando pergunto sobre as diferen\u00e7as entre trabalhar com uma gravadora como a Ubiquiti, hoje em dia, e com a Continental, na d\u00e9cada de 1970, ele responde: &#8220;Olha, eu vou te falar sobre as duas experi\u00eancias que eu tive. A Continental foi uma maravilha, porque ningu\u00e9m deu palpite em nada. Ningu\u00e9m se meteu em nada&#8221;. E, em seguida, fica em sil\u00eancio. Para bom entendedor, pingo \u00e9 letra.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"[RESUMO] Um dos grandes nomes da m\u00fasica brasileira, refer\u00eancia para diversos artistas internacionais do jazz e do hip-hop,&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":392998,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[145],"tags":[3674,211,210,114,115,236,3673,150,7785,32,33,9113],"class_list":["post-392997","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-celebridades","tag-black-power","tag-celebridades","tag-celebrities","tag-entertainment","tag-entretenimento","tag-folha","tag-hip-hop","tag-musica","tag-musica-brasileira","tag-portugal","tag-pt","tag-rapper"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116629561135550322","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/392997","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=392997"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/392997\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/392998"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=392997"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=392997"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=392997"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}