{"id":393282,"date":"2026-05-24T16:59:11","date_gmt":"2026-05-24T16:59:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/393282\/"},"modified":"2026-05-24T16:59:11","modified_gmt":"2026-05-24T16:59:11","slug":"porque-e-que-a-via-lactea-nao-foi-destruida-um-estudo-mostra-como-escapou-a-fase-mais-extrema-do-cosmos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/393282\/","title":{"rendered":"Porque \u00e9 que a Via L\u00e1ctea n\u00e3o foi destru\u00edda? Um estudo mostra como escapou \u00e0 fase mais extrema do cosmos"},"content":{"rendered":"<p> <img decoding=\"async\" fetchpriority=\"high\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/porque-e-que-a-via-lactea-nao-foi-destruida-um-estudo-mostra-como-escapou-a-fase-mais-extrema-do-cos.jpeg\"  width=\"768\" height=\"432\" alt=\"Uma equipa internacional de astrof\u00edsicos conseguiu perceber porque \u00e9 que gal\u00e1xias com caracter\u00edsticas semelhantes \u00e0 Via L\u00e1ctea conseguiram manter-se intactas durante as fases mais violentas do cosmos, mesmo sem serem detentoras de bulbos, estruturas densas que lhes conferem estabilidade e as ajudam a sobreviver.\" data-image=\"osd878f3ml7k\"\/>Uma equipa internacional de astrof\u00edsicos conseguiu perceber porque \u00e9 que gal\u00e1xias com caracter\u00edsticas semelhantes \u00e0 Via L\u00e1ctea conseguiram manter-se intactas durante as fases mais violentas do cosmos, mesmo sem serem detentoras de bulbos, estruturas densas que lhes conferem estabilidade e as ajudam a sobreviver.   <img decoding=\"async\" fetchpriority=\"high\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/alfredo-graca.jpg\" alt=\"Alfredo Gra\u00e7a\" width=\"40\" height=\"40\"\/>    <a class=\"nombre text-hv\" href=\"https:\/\/www.tempo.pt\/autor\/alfredo-graca\/\" title=\"Alfredo Gra\u00e7a\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Alfredo Gra\u00e7a<\/a>        24\/05\/2026 17:01   5 min   <\/p>\n<p>A maioria das gal\u00e1xias mant\u00e9m-se intacta gra\u00e7as aos esfer\u00f3ides luminosos presentes nos seus centros, embora algumas, como a Via L\u00e1ctea, n\u00e3o os possuam. At\u00e9 agora, <strong>n\u00e3o se sabia como estas estruturas celestes resistiram \u00e0s fases mais violentas do cosmos<\/strong>, mas um estudo internacional revela poss\u00edveis hip\u00f3teses para este fen\u00f3meno.<\/p>\n<p>O modelo utilizado pelos investigadores previu <strong>uma era dominada por fus\u00f5es gal\u00e1cticas com intera\u00e7\u00f5es violentas que poderiam ter destru\u00eddo pequenas gal\u00e1xias espirais h\u00e1 dez mil milh\u00f5es de anos<\/strong>. Os cientistas do projeto internacional come\u00e7am agora a ver os primeiros resultados que explicam a sua sobreviv\u00eancia.<\/p>\n<p>Mais de 600 horas de observa\u00e7\u00f5es em 54 gal\u00e1xias semelhantes \u00e0 Via L\u00e1ctea atrav\u00e9s do projeto BEARD<\/p>\n<p>\u201cAs gal\u00e1xias costumam ter outras estruturas densas, denominadas <strong>bulbos<\/strong>, que lhes conferem estabilidade e as ajudam a sobreviver\u201d, explica o astrof\u00edsico do Instituto de Astrof\u00edsica das Can\u00e1rias (IAC), <strong>Jairo M\u00e9ndez Abreu<\/strong>. Por\u00e9m, algumas destas estruturas gal\u00e1cticas, como <strong>a Via L\u00e1ctea, carecem delas<\/strong> e os especialistas desconheciam como \u00e9 que conseguiram sobreviver sem estes elementos estabilizadores.<\/p>\n<p>Para perceberem o porqu\u00ea da Via L\u00e1ctea ter sobrevivido sem conter bulbos, os cientistas inseridos no projeto <strong>BEARD<\/strong> &#8211; sigla em ingl\u00eas para <strong>Bulgeless Evolution And the Rise of Discs<\/strong> &#8211; concretizaram mais de <strong>600 horas de observa\u00e7\u00f5es<\/strong> em v\u00e1rios telesc\u00f3pios para o estudo de <strong>54 gal\u00e1xias semelhantes \u00e0 Via L\u00e1ctea<\/strong>, tendo publicados os primeiros resultados na revista Astronomy &amp; Astrophysics.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disto, recorreram ao uso de imagens de grande profundidade captadas pelo <strong>telesc\u00f3pio Isaac Newton<\/strong>, aplicando uma t\u00e9cnica de an\u00e1lise inovadora para revelar as partes mais t\u00e9nues e externas dessas gal\u00e1xias semelhantes \u00e0 nossa. O intuito era <strong>determinar com precis\u00e3o a sua extens\u00e3o e identificar diferen\u00e7as em rela\u00e7\u00e3o a outros sistemas com bulbo<\/strong>.<\/p>\n<p>Teorias sobre a sua sobreviv\u00eancia<\/p>\n<p><strong>Carlos Marrero de la Rosa<\/strong>, estudante de doutoramento do IAC e autor principal de um dos estudos, explica que estas diferen\u00e7as podem ser explicadas por <strong>formas especiais de fus\u00e3o em gal\u00e1xias sem bulbo<\/strong>, \u201cum aspeto que explor\u00e1mos em pormenor no projeto\u201d, descreve o especialista.<\/p>\n<p><strong>Yetli Rosas<\/strong>, investigadora da Universidade de C\u00f3rdoba (UCO) e autora principal de outro dos estudos, explica que estas estruturas conseguiram sobreviver durante a fase de grandes fus\u00f5es do Universo atrav\u00e9s de<strong> dois mecanismos<\/strong>.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" fetchpriority=\"low\" class=\"lazy \" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/1779641950_618_porque-e-que-a-via-lactea-nao-foi-destruida-um-estudo-mostra-como-escapou-a-fase-mais-extrema-do-cos.jpeg\"  width=\"768\" height=\"432\" alt=\"Imagens de oito gal\u00e1xias semelhantes \u00e0 Via L\u00e1ctea, do projeto BEARD. Imagem: \u00a9 Javier Rom\u00e1n e Carlos Marrero de la Rosa.\" data-image=\"31inb9687icr\"\/>Imagens de oito gal\u00e1xias semelhantes \u00e0 Via L\u00e1ctea, do projeto BEARD. Imagem: \u00a9 Javier Rom\u00e1n e Carlos Marrero de la Rosa.<\/p>\n<p>\u201cPor um lado, existe uma<strong> pequena probabilidade de que algumas gal\u00e1xias n\u00e3o tenham interagido com outras<\/strong>, apesar da frequ\u00eancia destes eventos violentos; por outro lado, pode ter existido um <strong>padr\u00e3o espec\u00edfico de intera\u00e7\u00e3o em que os discos puros n\u00e3o tenham sido destru\u00eddos\u201d<\/strong>.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disto, esclarece a especialista, no segundo mecanismo, \u201cas gal\u00e1xias devem fundir-se numa dan\u00e7a ritmada, girando no mesmo sentido e aproximando-se num mesmo plano, como um casal que gira no mesmo ch\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Segundo <strong>Salvador Cardona<\/strong>, outro investigador do projeto, \u201cas gal\u00e1xias an\u00e1logas \u00e0 Via L\u00e1ctea apresentam uma<strong> distribui\u00e7\u00e3o de gal\u00e1xias sat\u00e9lites diferente das restantes estruturas<\/strong>, mais concentrada e alinhada, de acordo com uma <strong>hist\u00f3ria de fus\u00f5es tranquila e ordenada<\/strong>. Este resultado est\u00e1 em conson\u00e2ncia com as duas explica\u00e7\u00f5es que o BEARD apresenta para a sobreviv\u00eancia c\u00f3smica da Via L\u00e1ctea\u201d. Ou seja, as gal\u00e1xias poderiam ter sido acompanhadas por sistemas estelares mais pequenos que lhes fossem ben\u00e9ficos.<\/p>\n<p><a class=\"imagen \" href=\"https:\/\/www.tempo.pt\/noticias\/astronomia\/estrelas-gigantes-que-engolem-planetas-a-descoberta-de-como-estes-sao-erodidos-camada-a-camada-pouco-a-pouco.html\" title=\"Estrelas gigantes que engolem planetas: a descoberta de como estes s\u00e3o erodidos, camada a camada, pouco a pouco\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" fetchpriority=\"low\" class=\"lazy img-body non-editable\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/e-cosi-che-le-stelle-divorano-i-pianeti-gioviani-a-piccoli-morsi-1779090796067_320.png\"  width=\"320\" height=\"225\"\/><\/a><\/p>\n<p>Deste modo, este trabalho conseguiu <strong>explicar a exist\u00eancia de gal\u00e1xias como a Via L\u00e1ctea no modelo do Universo atualmente aceite<\/strong>, embora outros aspetos da vida destes objetos continuem a exigir mais investiga\u00e7\u00f5es futuras.<\/p>\n<p>Refer\u00eancias da not\u00edcia<\/p>\n<p>Marrero de la Rosa. C. et al. <a href=\"https:\/\/ui.adsabs.harvard.edu\/abs\/2026A%26A...706A.128M\/abstract\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Bulgeless Evolution And the Rise of Discs (BEARD): I. Physical drivers of the mass\u2500size relation for Milky Way-like galaxies<\/a>. Astronomy &amp; Astrophysics. 2026<\/p>\n<p>Rosas-Guevara, Yetli. et al. <a href=\"https:\/\/www.aanda.org\/articles\/aa\/full_html\/2026\/02\/aa56875-25\/aa56875-25.html\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Bulgeless Evolution And the Rise of Discs (BEARD) II. The role of mergers in shaping the Milky Way analogues in TNG50<\/a>. Astronomy &amp; Astrophysics. 2026 <\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.agenciasinc.es\/Noticias\/Como-sobrevivio-la-Via-Lactea-a-los-episodios-violentos-del-Universo\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">\u00bfC\u00f3mo sobrevivi\u00f3 la V\u00eda L\u00e1ctea a los episodios violentos del Universo?<\/a> SINC. 22 de maio de 2026.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Uma equipa internacional de astrof\u00edsicos conseguiu perceber porque \u00e9 que gal\u00e1xias com caracter\u00edsticas semelhantes \u00e0 Via L\u00e1ctea conseguiram&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":393283,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[84],"tags":[443,109,107,108,13163,19324,32,33,105,103,104,106,110,2077,4248],"class_list":["post-393282","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-ciencia-e-tecnologia","tag-astronomia","tag-ciencia","tag-ciencia-e-tecnologia","tag-cienciaetecnologia","tag-cosmos","tag-galaxias","tag-portugal","tag-pt","tag-science","tag-science-and-technology","tag-scienceandtechnology","tag-technology","tag-tecnologia","tag-universo","tag-via-lactea"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116630622890005548","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/393282","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=393282"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/393282\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/393283"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=393282"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=393282"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=393282"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}