{"id":393653,"date":"2026-05-24T23:46:13","date_gmt":"2026-05-24T23:46:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/393653\/"},"modified":"2026-05-24T23:46:13","modified_gmt":"2026-05-24T23:46:13","slug":"rede-publica-do-abc-registra-53-de-partos-normais-na-privada-90-sao-cesarianas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/393653\/","title":{"rendered":"Rede p\u00fablica do ABC registra 53% de partos normais; na privada, 90% s\u00e3o cesarianas"},"content":{"rendered":"<p style=\"margin-top:10px; margin-left:-10px\">\n<a href=\"https:\/\/news.google.com\/publications\/CAAqBwgKMILb9QowzODcAg?ceid=BR:pt-419&amp;oc=3\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" width=\"200px\" height=\"42px\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/1779666372_133_googlenews-btn.webp\"\/><\/a>\n<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-3832446\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/yrertet-33-300x200.png\" alt=\"\" width=\"384\" height=\"256\"  \/>Hospitais particulares t\u00eam quase 90% dos partos realizados por ces\u00e1rea (Foto: divulga\u00e7\u00e3o\/Hapvida)<\/p>\n<p>Levantamento obtido pelo <strong>RD<\/strong> mostra que enquanto a rede p\u00fablica de sa\u00fade do ABC registrou maioria de partos normais em 2025, parte da rede privada apresenta cen\u00e1rio oposto, com predomin\u00e2ncia absoluta de cesarianas. Nos hospitais p\u00fablicos de S\u00e3o Bernardo, Diadema, Ribeir\u00e3o Pires e Santo Andr\u00e9, 53,36% dos nascimentos ocorreram por parto normal neste ano, como recomenda a Medicina. J\u00e1 em hospitais privados, o percentual de partos normais ficou, em m\u00e9dia, abaixo de 10%.<\/p>\n<p>Na rede p\u00fablica, foram 8.412 partos realizados em 2025, sendo do 4.489 normais, o equivalente a 53,36%, enquanto 3.923 ocorreram por cesariana, o que representa 46,64%.<\/p>\n<p>J\u00e1 em 2024, os hospitais p\u00fablicos das quatro cidades citadas registraram 9.328 partos. Do total, 5.238 foram normais, ou 56,15%, contra 4.090 cesarianas, que corresponderam a 43,85%.<\/p>\n<p>Em Diadema, 756 partos ocorreram em 2025, com 357 normais e 399 cesarianas. No ano anterior, o munic\u00edpio registrou 702 nascimentos, com 335 partos normais e 367 cesarianas.<\/p>\n<p>S\u00e3o Bernardo concentrou o maior volume de nascimentos entre as quatro cidades. Em 2025, foram realizados 4.081 partos, dos quais 2.155 ocorreram por via vaginal e 1.926 por cesariana. Em 2024, o munic\u00edpio contabilizou 5.038 partos, com 2.918 normais e 2.120 cesarianas.<\/p>\n<p>Ribeir\u00e3o Pires apresentou um dos maiores percentuais proporcionais de parto normal na rede p\u00fablica. Em 2024, a cidade registrou 581 partos, com 324 normais e 257 cesarianas. J\u00e1 em 2025, foram 476 nascimentos, dos quais 288 ocorreram por parto normal e 188 por cesarianas.<\/p>\n<p>Em Santo Andr\u00e9, 3.007 partos foram realizados em 2024, com 1.661 normais e 1.346 cesarianas. Em 2025, o munic\u00edpio registrou 3.099 nascimentos, com 1.689 partos normais e 1.410 cesarianas.<\/p>\n<p><strong>Hospitais particulares t\u00eam quase 90% dos partos realizados por ces\u00e1rea<\/strong><br \/>O cen\u00e1rio muda drasticamente na rede privada.\u00a0Na Santa Casa de Mau\u00e1, os \u00edndices de ces\u00e1rea ultrapassaram 90% nos dois \u00faltimos anos. Em 2024, o hospital contabilizou 632 partos, com 576 cesarianas, o equivalente a 91,14%. Os partos normais somaram apenas 56 casos, ou 8,86%. J\u00e1 em 2025, a unidade registrou 486 nascimentos. Desses, 438 ocorreram por cesariana, o que corresponde a 90,12%, enquanto apenas 48 foram partos normais, o equivalente a 9,88%.<\/p>\n<p>No Hospital NotreCare ABC, da Hapvida, foram realizados 4.025 partos em 2025. Apenas 969 ocorreram por via vaginal, o equivalente a 24,07%. J\u00e1 as cesarianas chegaram a 3.056 procedimentos, representando 75,93% do total. A rede tem ampliado iniciativas voltadas \u00e0 orienta\u00e7\u00e3o de gestantes e ao acompanhamento da jornada da maternidade, com foco na seguran\u00e7a de m\u00e3es e beb\u00eas. Atualmente, 32% dos nascimentos realizados na rede acontecem por parto normal, \u00edndice superior \u00e0 m\u00e9dia da sa\u00fade suplementar privada no pa\u00eds, estimada em cerca de 22%.<\/p>\n<p><strong>Orienta\u00e7\u00e3o especializada impacta escolha do tipo de parto<br \/><\/strong>A enfermeira obstetra Pen\u00e9lope Lara, coordenadora da Linha Materna no Hospital NotreCare ABC, afirma que o parto normal, do ponto de vista fisiol\u00f3gico, pode trazer benef\u00edcios para a m\u00e3e e para o beb\u00ea, mas refor\u00e7a que cada caso deve ser avaliado individualmente. Segundo a especialista, um dos fatores que mais influenciam a decis\u00e3o \u00e9 o medo da dor. \u201cInicialmente, s\u00e3o utilizados m\u00e9todos n\u00e3o farmacol\u00f3gicos, como banho morno, bola terap\u00eautica e est\u00edmulo \u00e0 movimenta\u00e7\u00e3o\u201d, explica. Caso necess\u00e1rio, a equipe pode recorrer a m\u00e9todos farmacol\u00f3gicos ou \u00e0 analgesia de parto, conforme indica\u00e7\u00e3o cl\u00ednica.<\/p>\n<p>\u201cIndicadores internacionais de sa\u00fade materno-infantil consideram taxas adequadas de parto normal como um dos par\u00e2metros associados \u00e0 qualidade assistencial. Ap\u00f3s o nascimento, a recupera\u00e7\u00e3o costuma ser mais r\u00e1pida e menos complexa do que em um procedimento cir\u00fargico\u201d, pontua Pen\u00e9lope.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-3832452\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/yrertet-34-300x200.png\" alt=\"\" width=\"384\" height=\"256\"  \/>Rebeca afirma que as orienta\u00e7\u00f5es recebidas foram decisivas para sua escolha do parto (Foto: divulga\u00e7\u00e3o\/Hapvida)<\/p>\n<p>A auxiliar de atendimento hospitalar Rebeca de Lira Nicolussi, de 23 anos, deu \u00e0 luz sua filha Liz no Hospital NotreCare, em S\u00e3o Bernardo, ap\u00f3s acompanhamento durante a gesta\u00e7\u00e3o. No in\u00edcio, acreditava que n\u00e3o conseguiria passar por um parto normal e chegou a considerar a ces\u00e1rea como \u00fanica alternativa, influenciada por outras pessoas. \u201cDiziam que eu n\u00e3o aguentaria, que era para eu marcar logo a ces\u00e1rea. Mas eu descobri que eu tenho uma for\u00e7a maior do que eu imaginava\u201d, afirma.<\/p>\n<p>A gestante participou de um tour pela unidade e afirma que a clareza nas orienta\u00e7\u00f5es recebidas foi determinante para sua decis\u00e3o. \u201cEu ainda tinha um pouco de medo, mas a equipe foi honesta em rela\u00e7\u00e3o a como tudo funcionava. Me senti segura e mudei meu pensamento\u201d, compartilha.<\/p>\n<p>De acordo com especialistas, a presen\u00e7a de acompanhante e de uma equipe multidisciplinar ajuda a reduzir o estresse, melhora a sensa\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a e pode contribuir para menores taxas de cesariana e interven\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Excesso de cesarianas traz riscos \u00e0 m\u00e3e e ao beb\u00ea<\/strong><br \/>Eduardo Fama, ginecologista, obstetra e professor do Centro Universit\u00e1rio FMABC, explica que a escolha entre o parto normal e a cesariana envolve diversos fatores cl\u00ednicos, emocionais e estruturais. \u201cDo ponto de vista m\u00e9dico, o que mais pesa s\u00e3o as condi\u00e7\u00f5es maternas e fetais, al\u00e9m da evolu\u00e7\u00e3o do trabalho de parto. Situa\u00e7\u00f5es como sofrimento fetal, doen\u00e7as maternas ou altera\u00e7\u00f5es na din\u00e2mica do parto podem indicar a necessidade de cesariana. Ao mesmo tempo, a prefer\u00eancia da gestante, suas experi\u00eancias anteriores e seus medos tamb\u00e9m influenciam essa decis\u00e3o\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Sobre o parto humanizado, o especialista destaca a import\u00e2ncia de uma assist\u00eancia que respeite a fisiologia e o protagonismo da mulher. \u201cEsse modelo valoriza o tempo do corpo, evita interven\u00e7\u00f5es desnecess\u00e1rias e garante \u00e0 gestante maior autonomia durante o processo, com liberdade de posi\u00e7\u00e3o, presen\u00e7a de acompanhante e participa\u00e7\u00e3o ativa nas decis\u00f5es. Os principais benef\u00edcios incluem uma experi\u00eancia mais positiva, menor taxa de interven\u00e7\u00f5es e redu\u00e7\u00e3o do risco de traumas emocionais relacionados ao parto\u201d, pontua.<\/p>\n<p>Fama tamb\u00e9m ressalta que o parto normal costuma proporcionar recupera\u00e7\u00e3o mais r\u00e1pida para a mulher, al\u00e9m de reduzir riscos de infec\u00e7\u00e3o, complica\u00e7\u00f5es cir\u00fargicas e impactos em futuras gesta\u00e7\u00f5es. Segundo o m\u00e9dico, o procedimento tamb\u00e9m favorece o v\u00ednculo entre m\u00e3e e beb\u00ea e auxilia no processo de amamenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cNo entanto, como qualquer processo biol\u00f3gico, n\u00e3o \u00e9 isento de riscos. Podem ocorrer lacera\u00e7\u00f5es perineais, dor durante o trabalho de parto e, mais raramente, complica\u00e7\u00f5es como hemorragia. Para o beb\u00ea, o principal risco \u00e9 o sofrimento fetal durante o trabalho de parto e traumas f\u00edsicos, especialmente se n\u00e3o houver monitoriza\u00e7\u00e3o adequada\u201d, explica.<\/p>\n<p><strong>Salvar vidas<\/strong><\/p>\n<p>J\u00e1 sobre as cesarianas, o obstetra refor\u00e7a que o procedimento \u00e9 importante e pode salvar vidas quando h\u00e1 indica\u00e7\u00e3o cl\u00ednica adequada. Segundo Fama, a cirurgia \u00e9 necess\u00e1ria em situa\u00e7\u00f5es como sofrimento fetal agudo, despropor\u00e7\u00e3o c\u00e9falo-p\u00e9lvica, placenta pr\u00e9via, descolamento prematuro de placenta ou falha na progress\u00e3o do trabalho de parto. \u201cNesses casos, a cirurgia reduz significativamente os riscos para m\u00e3e e beb\u00ea e se torna uma interven\u00e7\u00e3o r\u00e1pida e eficaz em cen\u00e1rios de emerg\u00eancia\u201d, destaca.<\/p>\n<p>O ginecologista alerta ainda que o excesso de cesarianas sem necessidade cl\u00ednica pode trazer riscos importantes para m\u00e3e e beb\u00ea. A mulher fica mais suscet\u00edvel a infec\u00e7\u00f5es, trombose, hemorragias e complica\u00e7\u00f5es em futuras gesta\u00e7\u00f5es, como placenta acreta. J\u00e1 para o rec\u00e9m-nascido, aumenta o risco de prematuridade iatrog\u00eanica, principalmente quando a idade gestacional n\u00e3o \u00e9 estabelecida corretamente. \u201cEsses riscos tendem a se acumular com o aumento do n\u00famero de ces\u00e1reas ao longo da vida reprodutiva\u201d, afirma.<\/p>\n<p>A informa\u00e7\u00e3o e acolhimento ajudam a reduzir o medo da dor durante a gesta\u00e7\u00e3o. O obstetra explica que a inseguran\u00e7a \u00e9 comum nesse per\u00edodo e destaca a import\u00e2ncia de um pr\u00e9-natal bem conduzido, com orienta\u00e7\u00f5es claras sobre o processo do parto. \u201cO uso de estrat\u00e9gias com analgesia, quando indicada, e suporte psicol\u00f3gico contribui para que a gestante se sinta mais segura e confiante\u201d, ressalta.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Hospitais particulares t\u00eam quase 90% dos partos realizados por ces\u00e1rea (Foto: divulga\u00e7\u00e3o\/Hapvida) Levantamento obtido pelo RD mostra que&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":393654,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[86],"tags":[2285,19463,116,22548,32,33,65293,117],"class_list":["post-393653","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-saude","tag-abc","tag-cesarianas","tag-health","tag-parto","tag-portugal","tag-pt","tag-rede-publica","tag-saude"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116632223271457337","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/393653","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=393653"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/393653\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/393654"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=393653"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=393653"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=393653"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}