{"id":394020,"date":"2026-05-25T09:32:12","date_gmt":"2026-05-25T09:32:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/394020\/"},"modified":"2026-05-25T09:32:12","modified_gmt":"2026-05-25T09:32:12","slug":"reabertura-do-estreito-de-ormuz-pode-valorizar-cobre-em-11","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/394020\/","title":{"rendered":"Reabertura do Estreito de Ormuz pode valorizar cobre em 11%"},"content":{"rendered":"<p>        O cobre transacionava a 22 de maio no mercado londrino nos 13.515 d\u00f3lares por tonelada. Proje\u00e7\u00e3o do Citibank num cen\u00e1rio de reabertura do Estreito de Ormuz, com a melhoria do sentimento de mercado, aponta para que a mat\u00e9ria-prima possa atingir os 15 mil d\u00f3lares por tonelada. O JP Morgan prev\u00ea que o pre\u00e7o caia para os 12.500 d\u00f3lares por tonelada no quarto trimestre.    <\/p>\n<p>Um cen\u00e1rio de reabertura do Estreito de Ormuz, com a melhoria do sentimento de mercado, pode levar o cobre aos 15 mil d\u00f3lares (12.930 euros) por tonelada at\u00e9 ao final do ano, prev\u00ea o Citibank, o que constituiria uma subida de 10,9% face aos atuais 13.515 d\u00f3lares (11.650 euros) por tonelada que transacionava no mercado londrino a 22 de maio. O banco continua a colocar o pre\u00e7o de curto prazo desta mat\u00e9ria-prima nos 13 mil d\u00f3lares (11.210 euros). Estes valores ficam abaixo dos m\u00e1ximos de 14.500 d\u00f3lares (12.500 euros) por tonelada do in\u00edcio do ano.<\/p>\n<p>O Citibank defende que existem tr\u00eas fatores que t\u00eam contribu\u00eddo para a n\u00e3o exist\u00eancia de uma queda abrupta no pre\u00e7o do cobre, apesar de decorrer uma guerra no M\u00e9dio Oriente, desde fevereiro, conforme nota da institui\u00e7\u00e3o banc\u00e1ria transcrita pela empresa de dados Tradingkey. Entre eles est\u00e3o: a transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica, o crescimento da procura de intelig\u00eancia artificial (IA) e militar e as restri\u00e7\u00f5es de oferta.<\/p>\n<p>Recorde-se que no in\u00edcio de mar\u00e7o o cobre estava a transacionar nos 12.895 d\u00f3lares (11.120 euros) por tonelada e atualmente encontra-se nos 13.515 d\u00f3lares (11.650 euros) por tonelada.<\/p>\n<p>O cen\u00e1rio base do Citibank prev\u00ea que o bloqueio do Estreito de Ormuz continue at\u00e9 maio. O cen\u00e1rio otimista \u00e9 assente na possibilidade da reabertura do Estreito de Ormuz trazer melhores perspetiva de crescimento, libertar a procura de reabastecimento, ou se a crise proporcionar um impulso estrutural \u00e0 procura de transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica, ent\u00e3o o pre\u00e7o pode chegar aos 15 mil d\u00f3lares (12.930 euros). Num necess\u00e1rio pessimista o banco coloca o pre\u00e7o do cobre nos 10 mil d\u00f3lares (8.620 euros) por toneladas, mas atribui uma possibilidade de 20% de que isso aconte\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>Descida da tens\u00e3o do M\u00e9dio Oriente pode sustentar pre\u00e7os do cobre<\/strong><\/p>\n<p>Quanto ao JP Morgan projetava, em abril, que o pre\u00e7o do cobre fique nos 13.500 d\u00f3lares (11.640 euros) por tonelada no segundo trimestre, des\u00e7a para os 13 mil d\u00f3lares (11.210 euros) no terceiro trimestre, e caia para os 12.500 d\u00f3lares (10.780 euros) por tonelada no quarto trimestre. O JP acredita que o pre\u00e7o do cobre continua em descida no primeiro e segundo trimestre de 2027 para os 11.800 d\u00f3lares (10.170 euros) e 11.600 d\u00f3lares (10 mil euros) por tonelada.<\/p>\n<p>O JP Morgan diz ainda que uma redu\u00e7\u00e3o da tens\u00e3o no conflito \u201cpoder\u00e1 sustentar\u201d os pre\u00e7os do cobre, especialmente se o Estreito de Ormuz for reaberto.<\/p>\n<p>\u201cAl\u00e9m disso, a incerteza cont\u00ednua em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s tarifas pode gerar ainda mais volatilidade: a 2 de abril, a administra\u00e7\u00e3o Trump reviu as tarifas da Sec\u00e7\u00e3o 232 sobre os produtos derivados do cobre, reduzindo as taxas para aqueles com um teor mais baixo do metal\u201d, lembra.<\/p>\n<p><strong>JP Morgan alerta para riscos macroecon\u00f3micos<\/strong><\/p>\n<p>O JP Morgan defendia em abril que os pre\u00e7os\u00a0do cobre \u201ccontinuavam elevados\u201d em compara\u00e7\u00e3o com as m\u00e9dias hist\u00f3ricas, mas os riscos macroecon\u00f3micos de queda \u201cainda n\u00e3o est\u00e3o totalmente precificados\u201d.<\/p>\n<p>E isso deve-se a uma s\u00e9rie de fatores elencados pelo banco.<\/p>\n<p>\u201cO cobre \u00e9 amplamente utilizado em importantes setores industriais, mas a produ\u00e7\u00e3o global de minas continua restrita devido \u00e0s constantes interrup\u00e7\u00f5es no fornecimento. Grasberg, na Indon\u00e9sia, a segunda maior mina de cobre do mundo, continua subutilizada depois de um deslizamento de terras fatal ter provocado uma situa\u00e7\u00e3o de for\u00e7a maior em setembro; Noutro local, a previs\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o na mina de Quebrada Blanca, no Chile, foi revista em baixa devido aos desafios operacionais, agravando ainda mais a escassez global. Al\u00e9m disso, a China anunciou que vai interromper as exporta\u00e7\u00f5es de \u00e1cido sulf\u00farico \u2014 um insumo essencial para certos processos de minera\u00e7\u00e3o de cobre \u2014 a partir de maio, para proteger o seu abastecimento interno. Isto pode criar ainda mais restri\u00e7\u00f5es no mercado do cobre, dado que cerca de 15% da produ\u00e7\u00e3o global de cobre depende diretamente da disponibilidade de \u00e1cido sulf\u00farico\u201d, descreve o JP Morgan.<\/p>\n<p>O banco sublinha que esta escassez\u00a0ocorre no meio de uma \u201csignificativa desorganiza\u00e7\u00e3o\u201d dos stocks, com os Estados Unidos a possu\u00edrem amplas reservas de cobre. \u201cNo entanto, os n\u00edveis de stock fora dos Estados Unidos aumentaram desde o in\u00edcio de 2026 devido \u00e0 menor procura\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>\u201cO stock global vis\u00edvel de cobre est\u00e1 agora em quase 1,5 milh\u00f5es de toneladas, representando um aumento de 540 mil toneladas m\u00e9tricas (kmt) at\u00e9 agora este ano\u201d, referiu o chefe de Estrat\u00e9gia de Metais B\u00e1sicos e Preciosos do J.P. Morgan., Gregory Shearer.<\/p>\n<p>O banco considerou que\u00a0a procura de cobre \u201cpoder\u00e1 ser impactada negativamente durante algum tempo\u201d devido ao conflito em curso com o Ir\u00e3o, que est\u00e1 a provocar um \u201caumento dos pre\u00e7os do petr\u00f3leo e a agravar as preocupa\u00e7\u00f5es com uma poss\u00edvel perturba\u00e7\u00e3o macroecon\u00f3mica mais ampla\u201d.<\/p>\n<p>A institui\u00e7\u00e3o banc\u00e1ria salientou que a procura de cobre \u00e9 \u201camplamente vista como um bar\u00f3metro\u201d da sa\u00fade econ\u00f3mica global. \u201cEnquanto ativos altamente c\u00edclicos, ligados aos ciclos de produ\u00e7\u00e3o e ao consumo final nos setores da constru\u00e7\u00e3o, transportes, servi\u00e7os p\u00fablicos e eletrodom\u00e9sticos, a procura de metais b\u00e1sicos, incluindo o cobre, \u00e9 extremamente sens\u00edvel ao crescimento econ\u00f3mico global\u201d, sublinhou Gregory Shearer.<\/p>\n<p><strong>Petr\u00f3leo influencia cobre<\/strong><\/p>\n<p>E o cobre acaba por ter liga\u00e7\u00e3o com o pre\u00e7o do petr\u00f3leo. As contas do JP Morgan referem que por\u00a0cada aumento de 10% nos pre\u00e7os do petr\u00f3leo devido a um choque de oferta pode reduzir o PIB global em 0,16%. \u201cO beta da procura de cobre em rela\u00e7\u00e3o ao PIB global est\u00e1 estimado em 1,2, o que significa que, se o PIB global cair 1%, o crescimento da procura de cobre poder\u00e1 cair 1,2% como consequ\u00eancia\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>\u201cPor exemplo, estimamos que, se os pre\u00e7os do petr\u00f3leo Brent se mantiverem em torno dos 110 d\u00f3lares (94,84 euros) por barril (bbl) durante o resto deste ano, as nossas estimativas de crescimento da procura de cobre para 2026 poder\u00e3o ser reduzidas em 1,4 pontos percentuais. O impacto no crescimento da procura certamente intensificar-se-ia se os pre\u00e7os do petr\u00f3leo continuarem a subir\u201d, disse Gregory Shearer.<\/p>\n<p>O JP Morgan adiantou tamb\u00e9m, atrav\u00e9s da sua equipa de minera\u00e7\u00e3o para a regi\u00e3o EMEA, que em termos hist\u00f3ricos, os pre\u00e7os do cobre atingiram quedas de cerca de 25% em rela\u00e7\u00e3o ao pico durante grandes choques macroecon\u00f3micos. \u201cEmbora n\u00e3o estejamos a prever uma recess\u00e3o, a nossa an\u00e1lise de vendas anteriores sugere que a atual queda do cobre pode apresentar riscos adicionais de baixa caso os ventos contr\u00e1rios ao crescimento global se intensifiquem nas pr\u00f3ximas semanas e meses\u201d, disse o afirmou o chefe da equipa de Minera\u00e7\u00e3o e Metais da J.P. Morgan para a regi\u00e3o EMEA e CEEMEA, Dominic O\u2019Kane.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O cobre transacionava a 22 de maio no mercado londrino nos 13.515 d\u00f3lares por tonelada. 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