{"id":394597,"date":"2026-05-25T17:18:16","date_gmt":"2026-05-25T17:18:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/394597\/"},"modified":"2026-05-25T17:18:16","modified_gmt":"2026-05-25T17:18:16","slug":"portal-da-ufc-universidade-federal-do-ceara-6","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/394597\/","title":{"rendered":"Portal da UFC &#8211; Universidade Federal do Cear\u00e1"},"content":{"rendered":"<dl class=\"article-info\">\n<dd class=\"create\">Segunda, 25 Mai 2026 12:45<\/dd>\n<dd class=\"createdby\">Escrito por UFC Informa<\/dd>\n<\/dl>\n<p>Estudos j\u00e1 comprovaram que a exposi\u00e7\u00e3o ao merc\u00fario t\u00f3xico (metilmerc\u00fario) pode causar danos cerebrais, dist\u00farbios renais, respirat\u00f3rios e de vis\u00e3o. O elemento qu\u00edmico tem origem na polui\u00e7\u00e3o industrial, na minera\u00e7\u00e3o artesanal e em desastres ambientais, podendo se acumular em ambientes aqu\u00e1ticos e entrar na cadeia alimentar. Pesquisa desenvolvida atrav\u00e9s da parceria entre Universidade Federal do Cear\u00e1 (UFC) e as Universidade de Bristol (Reino Unido) e da Calif\u00f3rnia (EUA) <strong>mostrou que as formas mais t\u00f3xicas do merc\u00fario t\u00eam a possibilidade de afetar tamb\u00e9m o metabolismo do corpo<\/strong>.\u00a0<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" style=\"display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" title=\"A pesquisa contou com simula\u00e7\u00f5es computacionais e experimentos que possibilitaram a an\u00e1lise do metabolismo de camundongos  (Foto: Guilherme Silva\/UFC)\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/ft_260525_pesquisamercuriometabolismmoum.png\" alt=\"Pesquisadora do lado direito da imagem olhando no microsc\u00f3pio; do lado esquerdo uma imagem numa tela de computador\" \/><\/p>\n<p>Publicado neste m\u00eas na revista Chemical Research in Toxicology, o <a href=\"https:\/\/pubs.acs.org\/doi\/10.1021\/acs.chemrestox.5c00450\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">estudo<\/a> descobriu que o merc\u00fario, em um organismo com defici\u00eancia de Apolipoprote\u00edna E (ApoE), prote\u00edna fundamental para o transporte e metabolismo de lip\u00eddios no corpo, <strong>elevou os n\u00edveis de colesterol, triglicer\u00eddeos e enzimas associadas ao ac\u00famulo de gordura no f\u00edgado<\/strong>. Tamb\u00e9m provocou altera\u00e7\u00f5es na estrutura do tecido adiposo e aumentou o risco de altera\u00e7\u00f5es cardiovasculares. O estudo foi decorrente da tese de doutorado de Synara Lopes, orientada pelo professor Reinaldo Ori\u00e1, do Departamento de Morfologia da Faculdade de Medicina (Famed\/UFC).<\/p>\n<p>Os trabalhos envolveram o Laborat\u00f3rio da Biologia da Cicatriza\u00e7\u00e3o, Ontogenia e Nutri\u00e7\u00e3o de Tecidos (Labiconte\/UFC), coordenado pelo professor Ori\u00e1, al\u00e9m de uma equipe multidisciplinar com pesquisadores de Bioqu\u00edmica, Biologia Molecular, Farmacologia, Morfologia e an\u00e1lises computacionais. Entre as institui\u00e7\u00f5es brasileiras que tamb\u00e9m atuaram na pesquisa, est\u00e3o a Universidade de Fortaleza (Unifor), a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a Universidade de Campinas (Unicamp). Essas parcerias fazem parte de um projeto de internacionaliza\u00e7\u00e3o, aprovado no ano passado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (CNPq).\u00a0<\/p>\n<p>A partir de uma integra\u00e7\u00e3o entre simula\u00e7\u00f5es computacionais, desenvolvidas pelo professor Norberto de K\u00e1ssio Vieira Monteiro, da P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Qu\u00edmica da UFC, e experimentos em roedores, <strong>a investiga\u00e7\u00e3o ampliou a compreens\u00e3o sobre o modo como a ApoE est\u00e1 envolvida na suscetibilidade \u00e0 toxicidade do merc\u00fario.<\/strong> Isso quer dizer, conforme o estudo, que a aus\u00eancia ou o comprometimento estrutural da prote\u00edna deixa o organismo mais suscet\u00edvel\u00a0 aos dist\u00farbios induzidos pelo metilmerc\u00fario. Apesar das intera\u00e7\u00f5es j\u00e1 confirmadas, o artigo prop\u00f5e novas pesquisas, a fim de elaborar interven\u00e7\u00f5es nutricionais capazes de reduzir os efeitos danosos em popula\u00e7\u00f5es vulner\u00e1veis e mais expostas.\u00a0<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" style=\"display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" title=\" O estudo foi decorrente da tese de doutorado de Synara Lopes (\u00e0 direita), orientada pelo professor Reinaldo Ori\u00e1 (\u00e0 esquerda) (Foto: Guilherme Silva\/UFC)\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/ft_260525_pesquisamercuriometabolismodois.png\" alt=\"Professor Reinaldo Ori\u00e1 (\u00e0 esquerda) e a pesquisadora Synara Lopes (\u00e0 direita) no Labiconte\" \/><\/p>\n<p>\u201cA intoxica\u00e7\u00e3o mercurial \u00e9 end\u00eamica em regi\u00f5es da Amaz\u00f4nia e outras \u00e1reas do Brasil. Os achados do nosso trabalho indicam um potencial efeito do metilmerc\u00fario agravando dist\u00farbios metab\u00f3licos, assim chamando a aten\u00e7\u00e3o desse problema de sa\u00fade p\u00fablica que pode aumentar o risco de doen\u00e7as cardiovasculares em indiv\u00edduos de maior risco&#8221;, indicou o professor. A inten\u00e7\u00e3o, conforme Reinaldo Ori\u00e1, para aprofundar a compreens\u00e3o desses efeitos, \u00e9 seguir com a colabora\u00e7\u00e3o em rede com o objetivo de desenvolver outros tipos de an\u00e1lise em modelos animais de intoxica\u00e7\u00e3o mercurial e seus efeitos neuroend\u00f3crinos.<\/p>\n<p><strong>PERCURSO DA PESQUISA<\/strong> &#8211; Para se chegar \u00e0s conclus\u00f5es,<strong> primeiro foram investigados os efeitos da intoxica\u00e7\u00e3o pelo elemento qu\u00edmico em camundongos.<\/strong> Conforme Reinaldo Ori\u00e1, foram utilizados tanto animais ApoE nocautes (sem Apolipoprote\u00edna E e, portanto, com dislipidemia, dist\u00farbio que afeta os n\u00edveis de gordura no corpo) como animais selvagens (com Apolipoprote\u00edna E). Uma parte dos camundongos foi exposta, durante 20 dias, \u00e0 \u00e1gua pot\u00e1vel contaminada com metilmerc\u00fario. Como esperado, aqueles que tiveram contato com o elemento qu\u00edmico apresentaram concentra\u00e7\u00f5es significativamente mais elevadas no pelo, no tecido adiposo e no f\u00edgado do que os grupos n\u00e3o expostos.\u00a0<\/p>\n<p>Os roedores ApoE nocautes expostos apresentaram \u00edndices ainda mais relevantes. <strong>A partir desses achados, o estudo chegou \u00e0 conclus\u00e3o que a exposi\u00e7\u00e3o prolongada ao metilmerc\u00fario pode ser ainda mais prejudicial para indiv\u00edduos com dislipidemia<\/strong>, podendo tamb\u00e9m pode provocar um agravamento do risco cardiovascular e o ac\u00famulo acelerado de placas de gordura nas paredes das art\u00e9rias. De acordo com o pesquisador, como nos camundongos n\u00e3o h\u00e1 diferen\u00e7as entre as formas de ApoE, como ocorre em humanos, tamb\u00e9m foi necess\u00e1ria uma etapa de simula\u00e7\u00f5es em computadores.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" style=\"display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" title=\"Imagem do f\u00edgado de camundongo APOE nocaute em pequeno aumento, feita com microsc\u00f3pio Zeiss LSM 780 multif\u00f3ton (Foto: Professor Carlos Lenz\/UFC)\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/ft_260525_pesquisamercuriometabolismotres.png\" alt=\"ft 260525 pesquisamercuriometabolismotres\" \/><\/p>\n<p>A parte do estudo que contou com an\u00e1lises computacionais teve o objetivo de investigar as intera\u00e7\u00f5es moleculares entre o metilmerc\u00fario e as diferentes formas de ApoE humana (ApoE2, ApoE 3 e ApoE4). Os resultados sugeriram que duas formas &#8211; a ApoE2 e a ApoE3 &#8211; podem se ligar mais fortemente ao metilmerc\u00fario, enquanto outra forma, a ApoE4, n\u00e3o apresentou liga\u00e7\u00e3o est\u00e1vel. Ou seja, desse modo, o tipo ApoE4 estaria mais suscet\u00edvel aos dist\u00farbios provocados pelo merc\u00fario provavelmente por n\u00e3o metabolizar bem o elemento qu\u00edmico.<\/p>\n<p>\u201cIsso \u00e9 uma hip\u00f3tese. O nosso grupo planeja uma pesquisa futura para investigar essa possibilidade. Sabe-se que a ApoE4 aumenta o risco dos efeitos neurot\u00f3xicos do metilmerc\u00fario, com base em investiga\u00e7\u00e3o epidemiol\u00f3gica. J\u00e1 se sabe que humanos portadores do gene APOE4 (portanto que possuem a isoforma ApoE4 da prote\u00edna) apresentam mais susceptibilidade da neurotoxicidade induzida pelo merc\u00fario. Assim, \u00e9 plaus\u00edvel especular que, tendo ApoE4, diminua a capacidade de eliminar o merc\u00fario do corpo e piore os sintomas neurol\u00f3gicos da intoxica\u00e7\u00e3o. Precisamos investigar com mais profundidade se \u00e9 esse, de fato, o mecanismo\u201d, explicou.<\/p>\n<p>Fonte: Prof. Reinaldo Ori\u00e1, do Departamento de Morfologia da Faculdade de Medicina (Famed\/UFC) &#8211; e-mail: Este endere\u00e7o de email est\u00e1 sendo protegido de spambots. Voc\u00ea precisa do JavaScript ativado para v\u00ea-lo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Segunda, 25 Mai 2026 12:45 Escrito por UFC Informa Estudos j\u00e1 comprovaram que a exposi\u00e7\u00e3o ao merc\u00fario t\u00f3xico&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":394598,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[86],"tags":[30048,1246,30046,9432,1247,6835,116,30047,9433,32,6836,33,117,24578,3062,23112],"class_list":["post-394597","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-saude","tag-casas-de-cultura-extrangeira","tag-ceara","tag-curso-de-extensao","tag-doutorado","tag-fortaleza","tag-graduacao","tag-health","tag-intercambio","tag-mestrado","tag-portugal","tag-pos-graduacao","tag-pt","tag-saude","tag-ufc","tag-universidade","tag-universidade-federal"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116636359770949954","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/394597","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=394597"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/394597\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/394598"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=394597"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=394597"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=394597"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}