{"id":395198,"date":"2026-05-26T04:40:05","date_gmt":"2026-05-26T04:40:05","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/395198\/"},"modified":"2026-05-26T04:40:05","modified_gmt":"2026-05-26T04:40:05","slug":"multiomica-amplia-precisao-no-diagnostico-e-tratamento-do-cancer-diario-do-sudoeste","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/395198\/","title":{"rendered":"Multi\u00f4mica amplia precis\u00e3o no diagn\u00f3stico e tratamento do c\u00e2ncer &#8211; Di\u00e1rio do Sudoeste"},"content":{"rendered":"<p>A integra\u00e7\u00e3o de diferentes componentes moleculares, como DNA, RNA, prote\u00ednas e metabolismo, est\u00e1 ampliando a precis\u00e3o no diagn\u00f3stico e no tratamento do c\u00e2ncer. Conhecida como multi\u00f4mica, a abordagem ajuda a compreender n\u00e3o apenas as altera\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas dos tumores, mas tamb\u00e9m como essas mudan\u00e7as interagem com o organismo e influenciam a resposta \u00e0s terapias.<\/p>\n<p>Na oncologia, a multi\u00f4mica permite observar diferentes aspectos do tumor de forma integrada, indo al\u00e9m da an\u00e1lise gen\u00e9tica isolada e incorporando fatores funcionais e ambientais que influenciam a evolu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>\u201cCom as an\u00e1lises multi\u00f4micas, h\u00e1 uma maior capacidade de entender n\u00e3o somente as c\u00e9lulas do c\u00e2ncer, mas tamb\u00e9m as c\u00e9lulas inflamat\u00f3rias, os fibroblastos e as c\u00e9lulas normais que est\u00e3o em contato com o tumor\u201d, explica o oncologista Fernando Moura, gerente m\u00e9dico de Medicina de Precis\u00e3o do Hospital Israelita Albert Einstein.<\/p>\n<p>Entenda como funciona a multi\u00f4mica<\/p>\n<p>O termo multi\u00f4mica deriva do sufixo \u201c-\u00f4mica\u201d, utilizado nas ci\u00eancias biol\u00f3gicas para designar o estudo de conjuntos de mol\u00e9culas relacionadas ao funcionamento celular.<\/p>\n<p>Entre as principais \u00e1reas analisadas est\u00e3o:<\/p>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Gen\u00f4mica:<\/strong> identifica altera\u00e7\u00f5es no DNA associadas ao c\u00e2ncer;<\/li>\n<li><strong>Transcript\u00f4mica:<\/strong> analisa o RNA e mostra quais genes est\u00e3o ativos;<\/li>\n<li><strong>Prote\u00f4mica:<\/strong> estuda as prote\u00ednas produzidas pelas c\u00e9lulas;<\/li>\n<li><strong>Metabol\u00f4mica e lipid\u00f4mica:<\/strong> investigam o uso de energia e gorduras pelo tumor;<\/li>\n<li><strong>Epigen\u00f4mica:<\/strong> avalia mecanismos que ativam ou desativam genes sem alterar o DNA.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Segundo a professora Tathiane Maistro Malta, do Laborat\u00f3rio de Multi\u00f4mica e Oncologia Molecular da Faculdade de Medicina de Ribeir\u00e3o Preto da USP, a t\u00e9cnica permite compreender o c\u00e2ncer em m\u00faltiplos n\u00edveis.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 como se estiv\u00e9ssemos lendo diferentes livros sobre o mesmo assunto. A an\u00e1lise multi\u00f4mica ajuda a entender o que est\u00e1 acontecendo naquele tumor e usar essas informa\u00e7\u00f5es para eliminar as c\u00e9lulas cancer\u00edgenas\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Oncologia de precis\u00e3o ganha for\u00e7a<\/p>\n<p>A integra\u00e7\u00e3o de dados moleculares tem impacto direto na chamada oncologia de precis\u00e3o, abordagem que utiliza o perfil biol\u00f3gico do tumor para orientar diagn\u00f3sticos, progn\u00f3sticos e tratamentos personalizados.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/31937368\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Estudos <\/a>recentes apontam que a combina\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas, prote\u00ednas e metabolismo, associada a ferramentas de intelig\u00eancia artificial, pode ajudar a prever resist\u00eancia a medicamentos e aumentar a efici\u00eancia das terapias.<\/p>\n<p>De acordo com especialistas, a multi\u00f4mica j\u00e1 apresenta aplica\u00e7\u00f5es em diferentes tipos de c\u00e2ncer, incluindo tumores de mama, pulm\u00e3o, colorretal, leucemias e gliomas.<\/p>\n<p>\u201cQuanto mais entendemos a biologia do tumor e como ele reage ao sistema imunol\u00f3gico ou ao tratamento, maiores s\u00e3o as chances de bloquear sua progress\u00e3o\u201d, detalha Tathiane Malta.<\/p>\n<p>Intelig\u00eancia artificial ajuda na integra\u00e7\u00e3o de dados<\/p>\n<p>O grande desafio da multi\u00f4mica \u00e9 integrar o enorme volume de informa\u00e7\u00f5es geradas pelas diferentes an\u00e1lises moleculares. Nesse cen\u00e1rio, a intelig\u00eancia artificial vem sendo utilizada para cruzar dados biol\u00f3gicos e identificar padr\u00f5es relacionados \u00e0 evolu\u00e7\u00e3o do c\u00e2ncer.<\/p>\n<p>Pesquisas recentes tamb\u00e9m destacam o avan\u00e7o da transcript\u00f4mica espacial, t\u00e9cnica que permite analisar a atividade gen\u00e9tica mantendo a localiza\u00e7\u00e3o exata das c\u00e9lulas dentro do tecido tumoral.<\/p>\n<p>A abordagem ajuda a compreender melhor o microambiente tumoral, incluindo a intera\u00e7\u00e3o entre c\u00e9lulas cancer\u00edgenas e c\u00e9lulas do sistema imunol\u00f3gico.<\/p>\n<p>Custo ainda limita acesso \u00e0 tecnologia<\/p>\n<p>Apesar dos avan\u00e7os, especialistas apontam que o alto custo das tecnologias ainda representa uma barreira importante para a amplia\u00e7\u00e3o da multi\u00f4mica no sistema de sa\u00fade.<\/p>\n<p>\u201cS\u00e3o t\u00e9cnicas bastante caras. O custo de implementa\u00e7\u00e3o no Sistema \u00danico de Sa\u00fade ainda \u00e9 invi\u00e1vel\u201d, avalia Tathiane Malta.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da quest\u00e3o financeira, outro desafio envolve a padroniza\u00e7\u00e3o das an\u00e1lises e a necessidade de profissionais especializados para interpretar os dados gerados.<\/p>\n<p>Especialistas tamb\u00e9m alertam para a baixa representatividade de popula\u00e7\u00f5es latino-americanas e miscigenadas em bancos de dados gen\u00e9ticos internacionais, o que pode impactar a precis\u00e3o de diagn\u00f3sticos e tratamentos.<\/p>\n<p>\u201cPrecisamos aumentar a representatividade de amostras brasileiras. Temos um perfil gen\u00e9tico diferente e ainda conhecemos pouco sobre o impacto disso nos tumores\u201d, destaca Malta.<\/p>\n<p>Brasil amplia pesquisas na \u00e1rea<\/p>\n<p>No Brasil, institui\u00e7\u00f5es como o Hospital Israelita Albert Einstein j\u00e1 desenvolvem estudos multi\u00f4micos em tumores como c\u00e2ncer de pulm\u00e3o, p\u00e2ncreas, gliomas e mieloma m\u00faltiplo.<\/p>\n<p>Segundo Fernando Moura, a expectativa \u00e9 que a multi\u00f4mica deixe de ser uma ferramenta restrita \u00e0 pesquisa e passe a integrar a rotina cl\u00ednica nos pr\u00f3ximos anos.<\/p>\n<p>\u201cA aposta \u00e9 que essas estrat\u00e9gias se tornem rotina assistencial n\u00e3o apenas na oncologia, mas tamb\u00e9m em \u00e1reas como cardiologia, neurologia e doen\u00e7as raras\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Einstein<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A integra\u00e7\u00e3o de diferentes componentes moleculares, como DNA, RNA, prote\u00ednas e metabolismo, est\u00e1 ampliando a precis\u00e3o no diagn\u00f3stico&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":395199,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[86],"tags":[1776,2556,45320,116,45222,65493,56070,32,33,31764,117,3064],"class_list":["post-395198","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-saude","tag-cancer","tag-dna","tag-einstein","tag-health","tag-medicina-de-precisao","tag-multiomica","tag-oncologia-de-precisao","tag-portugal","tag-pt","tag-rna","tag-saude","tag-usp"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116639041269344943","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/395198","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=395198"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/395198\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/395199"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=395198"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=395198"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=395198"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}