{"id":396307,"date":"2026-05-27T03:29:12","date_gmt":"2026-05-27T03:29:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/396307\/"},"modified":"2026-05-27T03:29:12","modified_gmt":"2026-05-27T03:29:12","slug":"virus-sabia-circula-ha-142-anos-no-brasil-e-esta-se-modificando-aponta-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/396307\/","title":{"rendered":"V\u00edrus sabi\u00e1 circula h\u00e1 142 anos no Brasil e est\u00e1 se modificando, aponta estudo"},"content":{"rendered":"<p>\n                                 Doen\u00e7as Negligenciadas\n                            <\/p>\n<p>                            V\u00edrus sabi\u00e1 circula h\u00e1 142 anos no Brasil e est\u00e1 se modificando, aponta estudo<\/p>\n<p class=\"summary\">Pesquisadores apoiados pela FAPESP desenvolveram novo m\u00e9todo diagn\u00f3stico e identificaram infec\u00e7\u00e3o em dois pacientes que faleceram por s\u00edndrome hemorr\u00e1gica aguda e neurol\u00f3gica em S\u00e3o Paulo, em 2019 e 2020<\/p>\n<p>\n                                 Doen\u00e7as Negligenciadas\n                            <\/p>\n<p>                                                        V\u00edrus sabi\u00e1 circula h\u00e1 142 anos no Brasil e est\u00e1 se modificando, aponta estudo<\/p>\n<p class=\"p-int-resumo summary \">Pesquisadores apoiados pela FAPESP desenvolveram novo m\u00e9todo diagn\u00f3stico e identificaram infec\u00e7\u00e3o em dois pacientes que faleceram por s\u00edndrome hemorr\u00e1gica aguda e neurol\u00f3gica em S\u00e3o Paulo, em 2019 e 2020<\/p>\n<p>                                <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/58186.jpg\" class=\"img-fluid\" onclick=\"expand(58186,'files\/post\/58186.jpg',true)\"\/><\/p>\n<p class=\"Legenda\">Estrutura da prote\u00edna GP1 do v\u00edrus sabi\u00e1 e as diferen\u00e7as em rela\u00e7\u00e3o a cepas previamente conhecidas na figura da direita, em azul; mudan\u00e7as podem influenciar como o v\u00edrus interage com c\u00e9lulas humanas (imagem: Ingra M. Claro\/FM-USP)<\/p>\n<p><strong>Andr\u00e9 Juli\u00e3o | Ag\u00eancia FAPESP<\/strong> \u2013 O v\u00edrus sabi\u00e1 (SABV), causador de uma s\u00edndrome hemorr\u00e1gica e neurol\u00f3gica aguda\u00a0com quatro casos fatais registrados desde 1990 no Estado de S\u00e3o Paulo, circula h\u00e1 142 anos no Brasil. An\u00e1lises recentes de dois casos registrados em 2019 e 2020 revelam que o v\u00edrus apresenta varia\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica ao longo do tempo, e por isso n\u00e3o foi identificado pelos testes existentes.<\/p>\n<p>Os resultados s\u00e3o parte de um estudo <a href=\"https:\/\/journals.plos.org\/plosntds\/article?id=10.1371\/journal.pntd.0014008\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>publicado<\/strong><\/a> na revista PLOS Neglected Tropical Diseases\u00a0por pesquisadores do <a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/auxilios\/103130\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>Centro Conjunto Brasil-Reino Unido para Descoberta, Diagn\u00f3stico, Gen\u00f4mica e Epidemiologia de Arbov\u00edrus<\/strong><\/a> (CADDE), apoiado pela FAPESP, sediado na Faculdade de Medicina da Universidade de S\u00e3o Paulo (FM-USP) e no Imperial College, no Reino Unido. O grupo desenvolveu\u00a0primers, pequenos fragmentos de DNA usados para detectar o v\u00edrus em testes laboratoriais. O material foi encaminhado ao Instituto Adolpho Lutz, em S\u00e3o Paulo, refer\u00eancia no Estado para esse tipo de teste.<\/p>\n<p>\u201cA cepa-refer\u00eancia do v\u00edrus sabi\u00e1 \u00e9 de 1990, de um caso em Cotia. O m\u00e9todo diagn\u00f3stico foi desenvolvido a partir desse genoma. Como se passaram mais de 30 anos, era mesmo prov\u00e1vel que o v\u00edrus tivesse se modificado. N\u00e3o temos tantas ocorr\u00eancias para poder fazer novas valida\u00e7\u00f5es desse m\u00e9todo, mas ele pode ser utilizado para futuros casos suspeitos com mais precis\u00e3o do que os testes usados at\u00e9 ent\u00e3o\u201d, afirma <a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/pesquisador\/702837\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>Ingra Morales Claro<\/strong><\/a>, que realizou o trabalho durante doutorado com <a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/bolsas\/184191\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>bolsa<\/strong><\/a> da FAPESP na FM-USP e atualmente realiza p\u00f3s-doutorado na Universidade do Kentucky, nos Estados Unidos.<\/p>\n<p>Os genomas recuperados do sabi\u00e1 apresentaram 89% de identidade gen\u00e9tica em compara\u00e7\u00e3o com cepas previamente descritas em 1999, quando foi registrado o segundo caso da hist\u00f3ria. \u201cAo analisar o genoma dos casos novos, identificamos muta\u00e7\u00f5es em regi\u00f5es-alvo dos primers que impediram a detec\u00e7\u00e3o pelos testes diagn\u00f3sticos existentes. Modificamos essas regi\u00f5es e agora \u00e9 poss\u00edvel identificar as cepas circulantes\u201d, explica Claro.<\/p>\n<p>O CADDE \u00e9 coordenado no Brasil por <a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/pesquisador\/3785\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>Ester Sabino<\/strong><\/a>, professora da FM-USP respons\u00e1vel pelo primeiro sequenciamento do SARS-CoV-2 no pa\u00eds, em mar\u00e7o de 2020, e do v\u00edrus mpox, em 2022 (leia mais em: <a href=\"https:\/\/agencia.fapesp.br\/32637\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>agencia.fapesp.br\/32637\/<\/strong><\/a>, <strong><a href=\"https:\/\/agencia.fapesp.br\/35290\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">agencia.fapesp.br\/35290\/<\/a> <\/strong> e <a href=\"https:\/\/agencia.fapesp.br\/38854\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>agencia.fapesp.br\/38854<\/strong><\/a>). No Reino Unido, o centro \u00e9 coordenado por <a href=\"https:\/\/profiles.imperial.ac.uk\/n.faria\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>Nuno Faria<\/strong><\/a>, do Imperial College.<\/p>\n<p>A equipe de Faria coordenou o projeto <a href=\"https:\/\/jornal.usp.br\/ciencias\/ciencias-biologicas\/projeto-zibra-permite-sequenciamento-54-genomas-do-virus-zika\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>ZiBRA<\/strong><\/a>, que sequenciou o v\u00edrus zika, mapeou o surto de febre amarela e a sua dispers\u00e3o no Brasil e em S\u00e3o Paulo, al\u00e9m de ter coordenado, junto com Sabino, a primeira caracteriza\u00e7\u00e3o da variante gama do SARS-CoV-2 em Manaus (leia mais em: <a href=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/fronteiras-ultrapassadas\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>revistapesquisa.fapesp.br\/fronteiras-ultrapassadas\/<\/strong><\/a>, <a href=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/mapeamento-genetico-do-virus-da-febre-amarela-traca-origens-e-dispersao-do-virus-no-brasil\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>revistapesquisa.fapesp.br\/mapeamento-genetico-do-virus-da-febre-amarela-traca-origens-e-dispersao-do-virus-no-brasil\/<\/strong><\/a> e <a href=\"https:\/\/agencia.fapesp.br\/34293\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>agencia.fapesp.br\/34293<\/strong><\/a>).<\/p>\n<p><strong>Como o v\u00edrus interage com c\u00e9lulas humanas<\/strong><\/p>\n<p>O caso de 2020 de infec\u00e7\u00e3o pelo SABV foi identificado por meio de an\u00e1lise metagen\u00f4mica, t\u00e9cnica que permite detectar diferentes microrganismos diretamente em uma amostra, sem precisar saber previamente qual v\u00edrus procurar. O sabi\u00e1 estava presente no sangue de um paciente de 52 anos de Sorocaba, no interior de S\u00e3o Paulo. O m\u00e9todo utilizado foi uma abordagem r\u00e1pida de metagen\u00f4mica <a href=\"https:\/\/wellcomeopenresearch.org\/articles\/6-241\/v2\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>desenvolvida<\/strong><\/a> durante o doutorado de Claro, permitindo a detec\u00e7\u00e3o \u00e1gil de pat\u00f3genos emergentes em amostras cl\u00ednicas.<\/p>\n<p>Com hist\u00f3rico de caminhadas por \u00e1reas florestais, o homem buscou cuidados numa unidade b\u00e1sica de sa\u00fade em 30 de dezembro de 2019, foi transferido para o Hospital das Cl\u00ednicas de S\u00e3o Paulo com suspeita de febre amarela e acabou morrendo em 11 de janeiro de 2020. Os testes iniciais deram negativo para febre amarela e sabi\u00e1.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s detectar o v\u00edrus na amostra do paciente de Sorocaba, os pesquisadores decidiram analisar\u00a0amostras de sangue de outros sete casos pr\u00e9vios de s\u00edndrome hemorr\u00e1gica e neurol\u00f3gica aguda que haviam testado negativo para febre amarela. Foi ent\u00e3o que encontraram o caso de um trabalhador rural de 63 anos de Assis, internado no Hospital das Cl\u00ednicas em 10 de dezembro de 2019 e morto dois dias depois.<\/p>\n<p style=\"text-align:center\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/abre-meiook.jpg\" style=\"height:563px; width:1000px\"\/><br \/>&#13;<br \/>\nMapa dos munic\u00edpios do Estado de S\u00e3o Paulo indicando os locais de detec\u00e7\u00e3o de infec\u00e7\u00f5es naturais pelo v\u00edrus sabi\u00e1 (SABV). Caso 1 (1990), em Cotia; Caso 2 (1999) em Esp\u00edrito Santo do Pinhal. Casos 3 e 4, de 2019 e 2020, pacientes de Sorocaba e Assis.<br \/>&#13;<br \/>\nEm conjunto, os dados indicam a circula\u00e7\u00e3o silenciosa e a diversidade gen\u00e9tica do SABV ao longo do tempo (imagem: Ingra M. Claro\/FM-USP)<\/p>\n<p>Nos dois casos, os pesquisadores observaram altera\u00e7\u00f5es na prote\u00edna de liga\u00e7\u00e3o do v\u00edrus com a c\u00e9lula humana. An\u00e1lises filogen\u00e9ticas, que permitem reconstruir a hist\u00f3ria evolutiva do pat\u00f3geno, indicaram que ele circula h\u00e1 d\u00e9cadas no Brasil e possivelmente n\u00e3o se trata de uma introdu\u00e7\u00e3o recente.<\/p>\n<p>\u201cProvavelmente houve outros casos no passado que n\u00e3o foram identificados. \u00c9 importante conhecer o v\u00edrus, desenvolver os testes e estudar as altera\u00e7\u00f5es que ocorrem no seu genoma a fim de nos anteciparmos a futuros novos casos e mesmo surtos da doen\u00e7a\u201d, alerta Sabino.<\/p>\n<p><strong>Reservat\u00f3rio desconhecido<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o se conhece ainda a esp\u00e9cie que serve de reservat\u00f3rio para o SABV, mas acredita-se que sejam roedores silvestres. As infec\u00e7\u00f5es se deram em \u00e1reas rurais, onde pode haver intera\u00e7\u00e3o entre animais e seres humanos.<\/p>\n<p>\u201cNesse contexto, abordagens de metagen\u00f4mica t\u00eam se mostrado ferramentas essenciais para a detec\u00e7\u00e3o de pat\u00f3genos raros ou inesperados, especialmente quando testes diagn\u00f3sticos direcionados falham. Essa estrat\u00e9gia foi fundamental tanto na identifica\u00e7\u00e3o de casos fatais de sabi\u00e1 em humanos como em animais silvestres e destaca o papel essencial da vigil\u00e2ncia gen\u00f4mica na detec\u00e7\u00e3o de riscos \u00e0 sa\u00fade p\u00fablica\u201d, afirma Faria, do Imperial College, dando como exemplo um <a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41564-026-02302-w\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>estudo<\/strong><\/a> recente do grupo sobre a evolu\u00e7\u00e3o e a din\u00e2mica de transmiss\u00e3o da febre amarela no Brasil.<\/p>\n<p>O SABV \u00e9 considerado um dos v\u00edrus brasileiros com maior risco de transmiss\u00e3o por aeross\u00f3is em ambiente laboratorial, o que demanda o n\u00edvel m\u00e1ximo de biosseguran\u00e7a para manipul\u00e1-lo, algo ainda inexistente na Am\u00e9rica do Sul.<\/p>\n<p>Est\u00e1 prevista para 2030 a inaugura\u00e7\u00e3o do Orion, o primeiro laborat\u00f3rio no pa\u00eds capacitado para armazenar e manipular o v\u00edrus ativo, em constru\u00e7\u00e3o no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas. Atualmente, a cepa de refer\u00eancia do sabi\u00e1 est\u00e1 guardada nos Estados Unidos (leia mais em: <a href=\"https:\/\/agencia.fapesp.br\/52118\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>agencia.fapesp.br\/52118<\/strong><\/a>).<\/p>\n<p>O artigo Genomic characterization of sabi\u00e1 virus in Brazil, 2019-2020: Implications for diagnostics, virus evolution, and receptor binding pode ser lido em: <a href=\"https:\/\/journals.plos.org\/plosntds\/article?id=10.1371\/journal.pntd.0014008\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>journals.plos.org\/plosntds\/article?id=10.1371\/journal.pntd.0014008<\/strong><\/a>.<br \/>&#13;<br \/>\n\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Doen\u00e7as Negligenciadas V\u00edrus sabi\u00e1 circula h\u00e1 142 anos no Brasil e est\u00e1 se modificando, aponta estudo Pesquisadores apoiados&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":396308,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[86],"tags":[726,65619,65615,65617,56874,1128,2556,11481,27592,235,65626,21848,21732,57028,65618,116,65621,65622,65612,65616,32,65625,65620,33,713,654,117,65613,65624,56262,65623,65614],"class_list":["post-396307","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-saude","tag-brasil","tag-cadde","tag-casos-fatais","tag-centro-conjunto-brasil-reino-unido-para-descoberta","tag-deteccao","tag-diagnostico","tag-dna","tag-doencas-negligenciadas","tag-estado-de-sao-paulo","tag-estados-unidos","tag-ester-sabino","tag-faculdade-de-medicina","tag-fapesp","tag-fm-usp","tag-genomica-e-epidemiologia-de-arbovirus","tag-health","tag-imperial-college","tag-ingra-morales-claro","tag-metodo-diagnostico","tag-plos-neglected-tropical-diseases","tag-portugal","tag-primers","tag-projeto-tematico","tag-pt","tag-reino-unido","tag-sao-paulo","tag-saude","tag-sindrome-hemorragica-aguda-e-neurologica","tag-testes-laboratoriais","tag-universidade-de-sao-paulo","tag-universidade-do-kentucky","tag-virus-sabia"],"share_on_mastodon":{"url":"","error":"Validation failed: Text character limit of 500 exceeded"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/396307","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=396307"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/396307\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/396308"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=396307"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=396307"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=396307"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}