{"id":396709,"date":"2026-05-27T12:48:12","date_gmt":"2026-05-27T12:48:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/396709\/"},"modified":"2026-05-27T12:48:12","modified_gmt":"2026-05-27T12:48:12","slug":"china-apaga-metade-do-crescimento-das-emissoes-com-mudanca-no-calculo-clima","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/396709\/","title":{"rendered":"China \u201capaga\u201d metade do crescimento das emiss\u00f5es com mudan\u00e7a no c\u00e1lculo | Clima"},"content":{"rendered":"<p>Os mais recentes dados carb\u00f3nicos da China sugerem que o pa\u00eds mudou a forma como calcula as suas emiss\u00f5es de carbono, reduzindo para metade o crescimento de emiss\u00f5es que tinha reportado anteriormente para o per\u00edodo de 2020 a 2025, argumentam investigadores clim\u00e1ticos num novo relat\u00f3rio. A ac\u00e7\u00e3o \u201cdram\u00e1tica\u201d protagonizada pelo maior emissor mundial de di\u00f3xido de carbono \u201capagou metade do crescimento de emiss\u00f5es anteriormente reportado entre 2020 e 2025\u201d, afirmou Lauri Myllyvirta, analista principal do Centro de Investiga\u00e7\u00e3o sobre Energia e Ar Limpo (CREA, na sigla em ingl\u00eas).<\/p>\n<p>As mais recentes estat\u00edsticas da China sobre intensidade carb\u00f3nica <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2026\/03\/06\/azul\/noticia\/china-vai-reduzir-17-emissoes-ate-2030-abaixo-expectativas-2167096\" target=\"_self\" rel=\"nofollow noopener\">no seu plano quinquenal<\/a>, quando extrapoladas para emiss\u00f5es absolutas de carbono, implicam que as emiss\u00f5es chinesas aumentaram 7% entre 2020 e 2025. Os valores anuais anteriores sobre a intensidade carb\u00f3nica sugeriam que as emiss\u00f5es teriam subido 14% ao longo do per\u00edodo de cinco anos, de acordo com a an\u00e1lise da CREA para o Carbon Brief, publicada na ter\u00e7a-feira.<\/p>\n<p>Tal implica uma <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2025\/10\/22\/azul\/noticia\/mundo-falhar-indicadores-accao-climatica-2151574\" target=\"_self\" rel=\"nofollow noopener\">revis\u00e3o em baixa<\/a> das emiss\u00f5es de di\u00f3xido de carbono de cerca de 700 milh\u00f5es de toneladas m\u00e9tricas por ano, equivalente \u00e0s emiss\u00f5es anuais da Alemanha ou da Coreia do Sul, indicou a CREA.<\/p>\n<p>As altera\u00e7\u00f5es significam que \u2014 no papel \u2014 a China poder\u00e1 cumprir os seus <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2026\/03\/06\/azul\/noticia\/china-vai-reduzir-17-emissoes-ate-2030-abaixo-expectativas-2167096\" target=\"_self\" rel=\"nofollow noopener\">compromissos clim\u00e1ticos para 2030<\/a>, mesmo que as suas emiss\u00f5es absolutas aumentem, refere o relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>A Comiss\u00e3o Nacional de Desenvolvimento e Reforma, o organismo planificador estatal, e o minist\u00e9rio do Ambiente chin\u00eas n\u00e3o responderam de imediato aos pedidos de coment\u00e1rio enviados pela Reuters.<\/p>\n<p>A intensidade carb\u00f3nica, uma m\u00e9trica que a China utiliza h\u00e1 muito para acompanhar os seus progressos nos objectivos clim\u00e1ticos, refere-se \u00e0 quantidade de di\u00f3xido de carbono emitido por unidade de produ\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica.<\/p>\n<p>A China n\u00e3o divulga publicamente a forma como calcula a intensidade carb\u00f3nica, mas os investigadores reproduziram os valores utilizando dados do PIB e estimativas de emiss\u00f5es provenientes da utiliza\u00e7\u00e3o de combust\u00edveis f\u00f3sseis. A modeliza\u00e7\u00e3o sugeriu que, a partir do mais recente plano quinquenal, a metodologia come\u00e7ou a excluir as utiliza\u00e7\u00f5es n\u00e3o energ\u00e9ticas dos combust\u00edveis f\u00f3sseis. Estas utiliza\u00e7\u00f5es incluem o emprego do petr\u00f3leo e do carv\u00e3o na produ\u00e7\u00e3o qu\u00edmica, que tem vindo a aumentar nos \u00faltimos anos.<\/p>\n<p>A metodologia passou tamb\u00e9m a incluir as emiss\u00f5es dos processos industriais, segundo os investigadores. Embora a ind\u00fastria do cimento seja uma das maiores fontes de emiss\u00f5es dos processos industriais, a sua produ\u00e7\u00e3o na China diminuiu devido \u00e0 fragilidade do sector imobili\u00e1rio.<\/p>\n<p>Conjugadas, estas altera\u00e7\u00f5es teriam o efeito de fazer com que as emiss\u00f5es parecessem mais baixas, disseram os investigadores.<\/p>\n<p>Outro factor pode estar relacionado com lacunas na monitoriza\u00e7\u00e3o. Alguns dados sugerem que as emiss\u00f5es da ind\u00fastria qu\u00edmica poder\u00e3o ter sido subcontabilizadas, possivelmente devido \u00e0 press\u00e3o dos prazos de reporte anuais, indicaram.<\/p>\n<p>\u201cA altera\u00e7\u00e3o na defini\u00e7\u00e3o de intensidade carb\u00f3nica tem o efeito de enfraquecer os objectivos clim\u00e1ticos da China e de introduzir maior incerteza no acompanhamento dos progressos\u201d, refere o relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>A China tem como meta <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2025\/09\/25\/azul\/noticia\/china-assume-novos-planos-climaticos-constrastam-negacao-eua-2148471\" target=\"_self\" rel=\"nofollow noopener\">reduzir a sua intensidade carb\u00f3nica em 65%<\/a> face aos n\u00edveis de 2005 at\u00e9 2030. Os seus compromissos clim\u00e1ticos est\u00e3o cada vez mais sob o escrut\u00ednio internacional, \u00e0 medida que os Estados Unidos recuam nas suas ambi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p>\u201cEmbora, no \u00e2mbito do quadro clim\u00e1tico da ONU, a China seja livre de utilizar qualquer defini\u00e7\u00e3o que entenda para cumprir os seus pr\u00f3prios compromissos clim\u00e1ticos determinados a n\u00edvel nacional, altera\u00e7\u00f5es retrospectivas \u00e0 metodologia ou uma contabiliza\u00e7\u00e3o inconsistente poder\u00e3o desgastar o valor dos compromissos do pa\u00eds\u201d, conclui o relat\u00f3rio.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Os mais recentes dados carb\u00f3nicos da China sugerem que o pa\u00eds mudou a forma como calcula as suas&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":396710,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[50],"tags":[17718,785,27,28,358,2271,11167,786,15,16,14,25,26,21,22,62,12,13,19,20,23,24,17,18,29,30,31,63,64,65],"class_list":["post-396709","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-mundo","tag-acordo-de-paris","tag-azul","tag-breaking-news","tag-breakingnews","tag-china","tag-clima","tag-co2","tag-combustiveis-fosseis","tag-featured-news","tag-featurednews","tag-headlines","tag-latest-news","tag-latestnews","tag-main-news","tag-mainnews","tag-mundo","tag-news","tag-noticias","tag-noticias-principais","tag-noticiasprincipais","tag-principais-noticias","tag-principaisnoticias","tag-top-stories","tag-topstories","tag-ultimas","tag-ultimas-noticias","tag-ultimasnoticias","tag-world","tag-world-news","tag-worldnews"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116646622355304230","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/396709","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=396709"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/396709\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/396710"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=396709"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=396709"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=396709"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}