{"id":397764,"date":"2026-05-28T09:22:16","date_gmt":"2026-05-28T09:22:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/397764\/"},"modified":"2026-05-28T09:22:16","modified_gmt":"2026-05-28T09:22:16","slug":"fossil-revela-ave-com-penas-para-danca-de-acasalamento-28-05-2026-ciencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/397764\/","title":{"rendered":"F\u00f3ssil revela ave com penas para dan\u00e7a de acasalamento &#8211; 28\/05\/2026 &#8211; Ci\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p>As florestas tropicais da Nova Guin\u00e9 abrigam um dos rituais de acasalamento mais espetaculares do reino animal, com aves-do-para\u00edso machos exibindo suas plumagens e dan\u00e7ando na esperan\u00e7a de atrair uma f\u00eamea. Mas, como indica um f\u00f3ssil encontrado na <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/china\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">China<\/a>, esse comportamento em aves pode remontar \u00e0 Era dos Dinossauros.<\/p>\n<p>Pesquisadores afirmaram que o f\u00f3ssil, descrito em um artigo publicado nesta quarta-feira (27)<a href=\"https:\/\/journals.plos.org\/plosone\/article?id=10.1371\/journal.pone.0347641\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"> na revista PLOS One<\/a>, pertence \u00e0 esp\u00e9cie rec\u00e9m-identificada Plumadraco bankoorum. A ave, do tamanho de um pombo, viveu h\u00e1 cerca de 121 milh\u00f5es de anos.<\/p>\n<p>O f\u00f3ssil preservou quase toda a plumagem, incluindo penas da cauda que eram duas vezes mais longas que seu corpo. Os cientistas disseram acreditar que o esp\u00e9cime era macho porque hoje penas caudais ornamentais longas est\u00e3o presentes tipicamente em machos.<\/p>\n<p>Com base no comprimento e na estrutura dessas penas e na anatomia de uma estrutura \u00f3ssea chamada pig\u00f3stilo, que ancorava os m\u00fasculos que as controlavam, os pesquisadores levantam a hip\u00f3tese de que um P. bankoorum macho movimentava suas penas da cauda para cima e para baixo em uma exibi\u00e7\u00e3o para chamar a aten\u00e7\u00e3o de uma parceira.<\/p>\n<p>&#8220;Com esse esp\u00e9cime, temos um argumento bastante forte de que n\u00e3o apenas os machos provavelmente tentavam atrair as f\u00eameas com ornamenta\u00e7\u00e3o de penas, mas o faziam com comprimentos absurdos e provavelmente exibi\u00e7\u00f5es&#8221;, disse o doutorando em biologia evolutiva Alex Clark, na <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/universidade\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Universidade<\/a> de Chicago e no Field Museum de Chicago, autor principal da nova pesquisa.<\/p>\n<p>&#8220;Isso significa que, h\u00e1 121 milh\u00f5es de anos, esse macho de P. bankoorum arrastava uma cauda de penas com o dobro do comprimento do seu corpo, apenas para impressionar potenciais parceiras \u2013algo que vemos hoje em aves modernas tamb\u00e9m&#8221;, disse Clark.<\/p>\n<p>A estrutura do pig\u00f3stilo sugere m\u00fasculos grandes para movimentos de cima para baixo e aus\u00eancia de m\u00fasculos para abertura da cauda, segundo a paleont\u00f3loga Jingmai O&#8217;Connor, do Field Museum, coautora do estudo.<\/p>\n<p>&#8220;Eu acho que ele estaria nas \u00e1rvores quando fazia sua exibi\u00e7\u00e3o de acasalamento, caso contr\u00e1rio as penas arrastariam no ch\u00e3o e fariam uma exibi\u00e7\u00e3o muito menos impressionante. Provavelmente era uma combina\u00e7\u00e3o de comprimento das penas, habilidade de exibi\u00e7\u00e3o e qualidade das penas \u2014se estavam danificadas ou n\u00e3o\u2014 que levava ao sucesso no acasalamento&#8221;, disse O&#8217;Connor.<\/p>\n<p>A hipot\u00e9tica dan\u00e7a de acasalamento do P. bankoorum, exibindo suas penas da cauda, pode ter inclu\u00eddo um movimento de subir e descer da cauda ou manter as penas erguidas em uma postura elevada, acrescentou Clark.<\/p>\n<p>A composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica do f\u00f3ssil indicou que as penas eram marrom-escuras ou pretas, de acordo com os pesquisadores. Mas pode ter havido algumas cores chamativas nas pontas das penas da cauda.<\/p>\n<p>As aves evolu\u00edram de pequenos dinossauros emplumados durante o Per\u00edodo Jur\u00e1ssico. A ave mais antiga conhecida, o <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ciencia\/2025\/05\/dinossauro-peca-chave-da-teoria-da-evolucao-voaria-como-uma-galinha.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">Archaeopteryx<\/a>, data de cerca de 150 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s. O P. bankoorum, que significa drag\u00e3o emplumado, viveu quase 30 milh\u00f5es de anos depois. A esp\u00e9cie compartilhava algumas caracter\u00edsticas com o Archaeopteryx, como uma boca cheia de dentes.<\/p>\n<p>O P. bankoorum pertencia a um grupo diverso de aves que viveu durante a Era dos Dinossauros. Suas penas da cauda, com cerca de 30 cm de comprimento, eram as mais longas em rela\u00e7\u00e3o ao tamanho do corpo entre todos os integrantes do grupo de aves ao qual pertenciam.<\/p>\n<p>O esp\u00e9cime habitava um ambiente com lagoas, riachos e lagos, vivendo ao lado de outras aves, pterossauros, mam\u00edferos primitivos e v\u00e1rios dinossauros. Os pesquisadores n\u00e3o t\u00eam certeza sobre qual seria sua dieta \u2014desconfia-se que ele pode ter se alimentado de frutas e insetos.<\/p>\n<p>O esqueleto do P. bankoorum est\u00e1 preservado com os ossos posicionados como estariam em vida, embora muitos estejam esmagados pelo processo de fossiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O f\u00f3ssil preserva quase toda a cobertura corporal de penas. &#8220;O P. bankoorum nos ajuda a entender a fun\u00e7\u00e3o das &#8216;penas ornamentais'&#8221;, afirmou O&#8217;Connor.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"As florestas tropicais da Nova Guin\u00e9 abrigam um dos rituais de acasalamento mais espetaculares do reino animal, com&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":397765,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[84],"tags":[1353,10385,358,109,107,108,236,3536,32,33,105,103,104,106,110,3062],"class_list":["post-397764","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-ciencia-e-tecnologia","tag-animais","tag-ave","tag-china","tag-ciencia","tag-ciencia-e-tecnologia","tag-cienciaetecnologia","tag-folha","tag-pesquisa-cientifica","tag-portugal","tag-pt","tag-science","tag-science-and-technology","tag-scienceandtechnology","tag-technology","tag-tecnologia","tag-universidade"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116651474687177743","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/397764","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=397764"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/397764\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/397765"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=397764"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=397764"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=397764"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}