{"id":399216,"date":"2026-05-29T11:49:14","date_gmt":"2026-05-29T11:49:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/399216\/"},"modified":"2026-05-29T11:49:14","modified_gmt":"2026-05-29T11:49:14","slug":"cancro-infarmed-recusa-tratamento-inovador-a-mulheres-observador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/399216\/","title":{"rendered":"Cancro. Infarmed recusa tratamento inovador a mulheres \u2013 Observador"},"content":{"rendered":"<p>O Infarmed recusou a pelo menos 12 mulheres em Portugal o acesso a um tratamento inovador para uma forma agressiva de cancro da mama, alegando a falta de um equil\u00edbrio entre riscos e benef\u00edcios que as equipas cl\u00ednicas contestam, <a href=\"https:\/\/expresso.pt\/sociedade\/2026-05-28-infarmed-recusa-farmaco-a-doentes-sem-cura-95bf918b\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">noticia esta sexta-feira o seman\u00e1rio Expresso<\/a>.<\/p>\n<p>Em causa est\u00e1 o carcinoma metast\u00e1tico triplo negativo, PD-L1 negativo, a forma de cancro da mama mais agressiva \u00e0 qual, at\u00e9 ao momento, as melhores terap\u00eauticas n\u00e3o d\u00e3o resposta.<\/p>\n<p>Um tratamento inovador, chamado conjugado anticorpo-f\u00e1rmaco (ADC), est\u00e1 atualmente a ser desenvolvido e o laborat\u00f3rio por tr\u00e1s da inova\u00e7\u00e3o abriu um Programa de Acesso M\u00e9dico Global de que Portugal faz parte \u2014 o que significa que pode ser administrado gratuitamente \u00e0s doentes eleg\u00edveis.<\/p>\n<p>Atualmente, este medicamento foi aprovado apenas nos Estados Unidos. Falta ainda a aprova\u00e7\u00e3o para circular no mercado europeu pela Ag\u00eancia Europeia de Medicamentos (EMA), \u00e0 qual, depois, se seguir\u00e1 uma eventual autoriza\u00e7\u00e3o para ser comparticipado pelo SNS, recorda o Expresso. Ainda assim, enquanto nada disto acontece, o medicamento pode ser distribu\u00eddo \u00e0s doentes ao abrigo do programa gratuito do laborat\u00f3rio, desde que o Infarmed autorize.<\/p>\n<p>Apesar de gratuito para o Estado, este medicamento, que poderia estender largamente o tempo de vida das doentes \u2014 que t\u00eam atualmente uma esperan\u00e7a de vida muito curta \u2014 foi recusado pelo Infarmed.<\/p>\n<p>\u201cTomando em considera\u00e7\u00e3o a evid\u00eancia disponibilizada, o Infarmed considerou que, de momento, n\u00e3o permite sugerir um balan\u00e7o benef\u00edcio\/risco favor\u00e1vel para a utiliza\u00e7\u00e3o deste medicamento nesta indica\u00e7\u00e3o\u201d, justificou o Infarmed ao Expresso.<\/p>\n<p>Contudo, o mesmo jornal diz que as equipas cl\u00ednicas que acompanham estas doentes t\u00eam insistido com o Infarmed para que o medicamento possa ser disponibilizado \u00e0s mulheres e o investigador Lu\u00eds Costa, do Instituto de Medicina Molecular da Gulbenkian, destaca que este medicamento inovador \u201caumenta de forma significativa o tempo de controlo da progress\u00e3o da doen\u00e7a, a sobreviv\u00eancia das doentes e a taxa de remiss\u00e3o (parcial ou completa) das met\u00e1stases\u201d.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0s justifica\u00e7\u00f5es do Infarmed, o investigador destaca que, embora haja \u201ctoxicidades\u201d associadas a este medicamento, \u201cno ensaio cl\u00ednico n\u00e3o houve registo de mortes t\u00f3xicas e a severidade dos efeitos adversos foi muito semelhante \u00e0 da quimioterapia cl\u00e1ssica\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O Infarmed recusou a pelo menos 12 mulheres em Portugal o acesso a um tratamento inovador para uma&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":399217,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[10],"tags":[27,28,1207,442,15,16,14,7315,25,26,21,22,1208,12,13,19,20,57,32,23,24,33,2946,58,17,18,29,30,31],"class_list":["post-399216","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-portugal","tag-breaking-news","tag-breakingnews","tag-cancro","tag-ciu00eancia","tag-featured-news","tag-featurednews","tag-headlines","tag-infarmed","tag-latest-news","tag-latestnews","tag-main-news","tag-mainnews","tag-medicina","tag-news","tag-noticias","tag-noticias-principais","tag-noticiasprincipais","tag-pau00eds","tag-portugal","tag-principais-noticias","tag-principaisnoticias","tag-pt","tag-sau00fade","tag-sociedade","tag-top-stories","tag-topstories","tag-ultimas","tag-ultimas-noticias","tag-ultimasnoticias"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116657715001571221","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/399216","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=399216"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/399216\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/399217"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=399216"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=399216"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=399216"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}