{"id":400622,"date":"2026-05-30T16:23:15","date_gmt":"2026-05-30T16:23:15","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/400622\/"},"modified":"2026-05-30T16:23:15","modified_gmt":"2026-05-30T16:23:15","slug":"wrc-rali-do-japao-elfyn-evans-a-caminho-da-2a-vitoria-do-ano-autosport","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/400622\/","title":{"rendered":"WRC, Rali do Jap\u00e3o: Elfyn Evans a caminho da 2\u00aa vit\u00f3ria do ano | AutoSport"},"content":{"rendered":"<p>Elfyn Evans (Toyota GR Yaris Rally1) termina o segundo dia do Rali do Jap\u00e3o na lideran\u00e7a, nada perdendo, antes pelo contr\u00e1rio, face a como tinha terminado o primeiro dia de prova. O gal\u00eas da Toyota resistiu a tudo o que lhe \u2018atiraram\u2019 e ainda viu o seu mais forte oponente da manh\u00e3, Oliver Solberg (Toyota GR Yaris Rally1) ter novo acidente quando j\u00e1 tinha recuperado algum tempo para o l\u00edder do rali, com Evans inclusivamente a aumentar em algumas d\u00e9cimas o avan\u00e7o para S\u00e9bastien Ogier (Toyota GR Yaris Rally1), que \u00e9 agora segundo, isto quando ainda falta o derradeiro dia de prova.<\/p>\n<p>Sami Pajari (Toyota GR Yaris Rally1) \u00e9 terceiro, longe da frente, Takamoto Katsuta (Toyota GR Yaris Rally1) recuperou at\u00e9 ao quarto lugar e a toyota mesmo perdendo um carro importante, continua a ter quatro carros na frente dos Hyundai. O melhor classificado da equipa sul coreana \u00e9 Adrien Fourmaux (Hyundai i20 N Rally1) a mais de dois minutos da frente, seguindo-se Thierry Neuville (Hyundai i20 N Rally1) a mais 11.8s. Hayden Paddon (Hyundai i20 N Rally1) e Jon Armstrong (Ford Puma Rally1) completam o lote dos Rally1, Joshua McErlean (Ford Puma Rally1) est\u00e1 fora do top 10 atr\u00e1s de Nikolay Gryazin (Lancia) e Alejandro Cach\u00f3n (Toyota) os dois homens da frente do WRC2 que est\u00e3o separados por 5.7s.<\/p>\n<p>Quando a noite caiu sobre o parque de assist\u00eancia, o balan\u00e7o do dia era inequ\u00edvoco. Evans resistira a tudo: ao ataque de Solberg pela manh\u00e3, ao acidente do sueco que reconfigurou a frente da prova, ao desgaste dos pneus, ao calor e at\u00e9 a um susto na \u00faltima super-especial.<\/p>\n<p>Ogier permanecia como perseguidor direto, mas mais frustrado do que amea\u00e7ador. Pajari sa\u00eda refor\u00e7ado, n\u00e3o tanto por mexer com a luta pela vit\u00f3ria, mas porque finalmente encontrara o andamento que lhe faltava. E o s\u00e1bado de Fujioka e das florestas japonesas acabava assim: com a Toyota a controlar tudo, mas com leituras muito diferentes dentro da mesma equipa \u2014 um l\u00edder s\u00f3lido, um perseguidor sem resposta e um terceiro homem a crescer no momento em que o rali entra no dia decisivo<\/p>\n<p>Sami Pajari fechou o dia em alta no Rali do Jap\u00e3o, assinando a dobradinha nas duas passagens pela super-especial de Fujioka e confirmando o crescimento de andamento ao longo da tarde, mas foi Elfyn Evans quem saiu mais forte na luta pela geral, mantendo a lideran\u00e7a para o derradeiro dia com 17,8 segundos de vantagem sobre S\u00e9bastien Ogier. O gal\u00eas resistiu \u00e0 press\u00e3o do colega de equipa, mesmo depois de um susto junto \u00e0s barreiras na \u00faltima classificativa. Pelo meio, a especial voltou a expor as diferentes leituras do dia: Ogier terminou frustrado com os pneus e sem capacidade para responder, Pajari encontrou finalmente a velocidade que procurava, e atr\u00e1s deles houve pi\u00f5es a mais, afina\u00e7\u00f5es por resolver e pilotos a lidar com o equil\u00edbrio prec\u00e1rio entre espet\u00e1culo e controlo.<\/p>\n<p><strong>Filme do dia<\/strong><\/p>\n<p>A manh\u00e3 j\u00e1 tinha deixado o rali num ponto sens\u00edvel. Oliver Solberg entrou no s\u00e1bado a atacar e ganhou a primeira especial do dia, Obara 1, por 3,2 segundos sobre Evans. O sueco, ainda assim, admitiu que podia ter rodado mais depressa, depois de um pequeno erro num entroncamento. Evans respondeu pouco depois em Ena 1, ganhou 1,4 segundos ao colega de marca e esticou a margem na geral para 13,9 segundos. Ogier melhorou sensa\u00e7\u00f5es com o Toyota, mas continuou sem acompanhar o ritmo dos dois da frente, enquanto Takamoto Katsuta come\u00e7ava a recuperar terreno e Thierry Neuville acumulava sinais claros de desconforto com um Hyundai inst\u00e1vel, sem equil\u00edbrio e cada vez menos competitivo com pneus duros.<\/p>\n<p>A terceira especial da manh\u00e3, Mt. Kasagi 1, voltou a mexer com a frente da prova. Katsuta foi o primeiro a lan\u00e7ar uma refer\u00eancia s\u00f3lida, Fourmaux apareceu logo depois e assumiu o comando provis\u00f3rio, mas rapidamente se percebeu que a luta verdadeira estava mais atr\u00e1s. Neuville cedeu muito tempo e revelou j\u00e1 nessa altura um problema no trav\u00e3o de m\u00e3o. Pajari n\u00e3o encontrou o que precisava no tro\u00e7o. Ogier fez uma parte final forte e colocou-se na frente, mas Solberg voltou a atacar e bateu o franc\u00eas por 2,3 segundos. Ainda assim, Evans limitou os danos: perdeu 3,3 segundos para Solberg, mas conservou a lideran\u00e7a do rali, agora reduzida para 10,6 segundos. O gal\u00eas saiu da especial a queixar-se de um carro demasiado solto e pediu mudan\u00e7as.<\/p>\n<p>Foi a\u00ed que o s\u00e1bado mudou de gui\u00e3o. Na segunda passagem por Mt. Kasagi, depois de Fourmaux, Katsuta e Neuville cumprirem o tro\u00e7o com leituras diferentes sobre o desgaste dos pneus e a sujidade crescente, Solberg surgiu novamente em ritmo forte. Estava a ganhar tempo a Ogier e tamb\u00e9m a Evans quando saiu largo de uma esquerda, bateu com a traseira direita numa \u00e1rvore e ficou parado. O Toyota ficou danificado na suspens\u00e3o traseira e a luta pela vit\u00f3ria perdeu o protagonista que mais tinha abanado a lideran\u00e7a de Evans durante a manh\u00e3.<\/p>\n<p>Mais tarde, o sueco explicou que encontrou cortes escorregadios e lama, travou ligeiramente tarde e acabou por tocar no poste, insistindo que n\u00e3o estava a correr riscos diferentes dos do resto do fim de semana.<\/p>\n<p>Ogier, ao chegar ao fim da especial e saber do abandono, foi seco: n\u00e3o ficou surpreendido e considerou que o risco tomado tinha sido demasiado alto.<\/p>\n<p>Com Solberg fora de cena, a estrada abriu-se de novo para a luta interna da Toyota. Ogier ganhou a especial por nove d\u00e9cimos sobre Katsuta e subiu ao segundo lugar da geral. Evans perdeu tempo ao passar pelo carro de Solberg e admitiu-o no final, mas manteve o controlo da prova com 14,6 segundos de avan\u00e7o. Ao mesmo tempo, a especial acabou interrompida com bandeira vermelha devido \u00e0 sa\u00edda de estrada de Diego Dom\u00ednguez, cujo carro ficou numa posi\u00e7\u00e3o inst\u00e1vel. A dupla saiu sem ferimentos, mas o incidente obrigou \u00e0 neutraliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Antes da reta final do dia, o calor tornava-se um fator cada vez mais relevante. A Hankook assumia que aquele era provavelmente o teste mais duro da \u00e9poca em asfalto, com o piso a poder chegar aos 50 graus. Esse dado ajuda a explicar muito do que se seguiu em Obara 2. McErlean entrou a queixar-se outra vez dos trav\u00f5es, ainda com pedal mole e pouca confian\u00e7a na descida. Armstrong mostrou progresso com o acerto. Paddon come\u00e7ou a adaptar-se melhor ao carro. Fourmaux queixou-se de pneus e trav\u00f5es a sobreaquecer. Katsuta foi claramente mais eficaz, mesmo gerindo os pneus. Neuville, por seu lado, voltou a sofrer: a traseira demasiado r\u00edgida n\u00e3o funcionava como esperado, o trav\u00e3o de m\u00e3o falhou nos \u00faltimos quil\u00f3metros e o belga insistia que estava no limite do que o carro lhe permitia fazer.<\/p>\n<p>Na frente, Pajari foi o primeiro a colocar uma marca realmente forte em Obara 2. Limpou bem a especial, sem excessos, e bateu Katsuta por 3,6 segundos. Ogier perdeu 5,2 segundos para o finland\u00eas e admitiu ter sido muito perturbado pela luz intensa e intermitente no final da classificativa. Evans, em contraste, fez aquilo que precisava: ficou 2,1 segundos atr\u00e1s de Pajari, mas 3,1 \u00e0 frente de Ogier. Com isso, voltou a aumentar a vantagem no topo da geral, agora para 17,7 segundos. Ogier come\u00e7ava a ficar sem margem e sem resposta.<\/p>\n<p>Os tempos da WRC2 tamb\u00e9m iam ajudando a compor o retrato do dia. Cach\u00f3n for\u00e7ava para recuperar terreno, Gryazin respondia mesmo com problemas e algum nervosismo, Yamamoto consolidava uma exibi\u00e7\u00e3o muito madura rumo ao p\u00f3dio da categoria, e a diferen\u00e7a entre os primeiros mantinha-se viva para o \u00faltimo dia. Mas o palco principal j\u00e1 estava montado para o fecho do s\u00e1bado em Fujioka, uma super-especial curta onde os d\u00e9cimos contam, mas onde o que realmente pesa \u00e9 a forma como cada piloto chega ao fim de um dia longo.<\/p>\n<p>Na primeira passagem por Fujioka, McErlean complicou a pr\u00f3pria vida com um donut a mais e abriu com um tempo muito alto. Armstrong aproveitou, foi 6,6 segundos mais r\u00e1pido e deixou uma observa\u00e7\u00e3o curiosa: aquela especial tinha pouco de \u201csuper\u201d no sentido tradicional e muito de tro\u00e7o a s\u00e9rio, com velocidades elevadas e apoio aerodin\u00e2mico bem vis\u00edvel. Paddon assumiu a lideran\u00e7a provis\u00f3ria, Fourmaux perdeu tempo com mais um extra no espet\u00e1culo, Katsuta bateu o neozeland\u00eas por dois d\u00e9cimos e Neuville, apesar de um dia muito complicado, conseguiu ser seis d\u00e9cimos mais r\u00e1pido do que o japon\u00eas. Ainda assim, foi Pajari quem realmente marcou a especial, com 1.50,4, uma passagem limpa e eficaz. Ogier ficou a 0,4 segundos. Evans cedeu 1,3 segundos ao finland\u00eas e 0,9 ao franc\u00eas. N\u00e3o perdia a lideran\u00e7a, mas via a margem descer para 19,1 segundos.<\/p>\n<p>A sensa\u00e7\u00e3o, nessa altura, era clara. Ogier estava vivo apenas porque Pajari e as especiais curtas lhe davam algum oxig\u00e9nio, mas o franc\u00eas n\u00e3o escondia o des\u00e2nimo. Em Obara 2 j\u00e1 tinha deixado escapar um \u201cn\u00e3o \u00e9 recuper\u00e1vel\u201d. Fujioka refor\u00e7ava essa ideia: o multicampe\u00e3o continuava sem o ritmo necess\u00e1rio para inverter o rumo do rali, sobretudo por causa da luta constante com os pneus. Pajari, ao contr\u00e1rio, estava finalmente a transformar sensa\u00e7\u00f5es em n\u00fameros.<\/p>\n<p>Na segunda passagem por Fujioka, o filme repetiu-se com pequenas varia\u00e7\u00f5es. McErlean voltou a fechar sem grande brilho e assumiu que o dia tinha sido complicado, marcado por um furo e por dificuldades para encontrar ritmo. Armstrong, novamente mais r\u00e1pido, refor\u00e7ou a ideia de evolu\u00e7\u00e3o e voltou a elogiar o potencial destes Rally1 em estradas r\u00e1pidas. Paddon terminou o dia com uma leitura positiva, satisfeito com o passo dado em frente e cada vez mais adaptado ao Hyundai, sem mexer no setup. Fourmaux desta vez fez o n\u00famero certo de donuts, ganhou a Paddon por tr\u00eas d\u00e9cimos e resumiu o dia como agrad\u00e1vel, embora frustrante em termos de rendimento. Katsuta fechou a especial dois d\u00e9cimos na frente do franc\u00eas e explicou a melhoria com uma palavra: reset. Neuville, com um carro que nunca lhe deu confian\u00e7a, conseguiu ainda assim uma boa ponta final, mas voltou a sublinhar o mesmo problema de sempre: faltavam-lhe sensa\u00e7\u00e3o, feedback e equil\u00edbrio, e sempre que tentava mudar o estilo de condu\u00e7\u00e3o nada resultava.<\/p>\n<p>Depois chegaram os tr\u00eas Toyota que definiam a hist\u00f3ria do s\u00e1bado. Pajari repetiu o golpe, marcou 1.48,6 e conquistou a segunda especial consecutiva em Fujioka. O finland\u00eas, muito satisfeito com a tarde, admitiu que procurava mais andamento e que o encontrou, fechando o dia com duas vit\u00f3rias em tro\u00e7os e uma recupera\u00e7\u00e3o clara de confian\u00e7a. Ogier respondeu com 1.49,0, a apenas quatro d\u00e9cimos, mas sem alterar o estado de esp\u00edrito. \u201cViemos para lutar pela vit\u00f3ria e n\u00e3o estamos a lutar\u201d, reconheceu, convencido de que um \u00fanico tro\u00e7o tinha comprometido o seu rali e de que, a partir da\u00ed, nunca teve o ritmo necess\u00e1rio para recuperar, sobretudo por causa do comportamento dos pneus.<\/p>\n<p>Evans fechou a estrada com o rali nas m\u00e3os, mas n\u00e3o sem um \u00faltimo aviso. O l\u00edder da geral aproximou-se demasiado das barreiras, escapou por pouco e completou a super-especial com o quinto melhor tempo, em 1.50,3. Cedeu 1,3 segundos a Ogier, mas segurou o essencial: a lideran\u00e7a para o \u00faltimo dia, agora com 17,8 segundos de margem. A rea\u00e7\u00e3o foi t\u00e3o s\u00f3bria quanto a condu\u00e7\u00e3o que tem mostrado neste rali: n\u00e3o havia espa\u00e7o a desperdi\u00e7ar, era preciso continuar da mesma forma e pensar no domingo.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"466\" height=\"803\" data-lazy-type=\"image\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/captura-de-ecra-2026-05-30-103217.jpg\" alt=\"\" class=\"lazy lazy-hidden wp-image-754676\" style=\"aspect-ratio:0.5803246597351752;width:591px;height:auto\"  \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Elfyn Evans (Toyota GR Yaris Rally1) termina o segundo dia do Rali do Jap\u00e3o na lideran\u00e7a, nada perdendo,&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":400623,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[87],"tags":[135,45484,32,33,65972,5278,134,2701],"class_list":["post-400622","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-desporto","tag-desporto","tag-elfyn-evans","tag-portugal","tag-pt","tag-rali-do-japao","tag-ralis","tag-sports","tag-wrc"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116664455447759434","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/400622","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=400622"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/400622\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/400623"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=400622"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=400622"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=400622"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}