{"id":401495,"date":"2026-05-31T13:40:12","date_gmt":"2026-05-31T13:40:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/401495\/"},"modified":"2026-05-31T13:40:12","modified_gmt":"2026-05-31T13:40:12","slug":"ebola-dgs-atualiza-procedimentos-observador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/401495\/","title":{"rendered":"\u00c9bola: DGS atualiza procedimentos \u2013 Observador"},"content":{"rendered":"<p>A Dire\u00e7\u00e3o-Geral da Sa\u00fade (DGS) atualizou os procedimentos para os casos suspeitos de \u00e9bola em Portugal, definindo como hospitais de refer\u00eancia o Curry Cabral e Dona Estef\u00e2nia, em Lisboa, e o S\u00e3o Jo\u00e3o, no Porto.<\/p>\n<p>As medidas de abordagem cl\u00ednica e de sa\u00fade p\u00fablica para casos suspeitos de febre hemorr\u00e1gica por filov\u00edrus, como o \u00e9bola e o marburg, constam de uma orienta\u00e7\u00e3o da diretora-geral da Sa\u00fade, Rita S\u00e1 Machado, publicada no s\u00e1bado e agora consultada pela Lusa.<\/p>\n<p>O documento refere que, de acordo com as recomenda\u00e7\u00f5es da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) e do Centro Europeu de Preven\u00e7\u00e3o e Controlo de Doen\u00e7as (ECDC), os pa\u00edses n\u00e3o diretamente afetados pelo surto que se verifica na Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo, como \u00e9 o caso de Portugal, devem refor\u00e7ar a dete\u00e7\u00e3o precoce e a gest\u00e3o de eventuais casos importados.<\/p>\n<p>Segundo o relat\u00f3rio do ECDC publicado na sexta-feira, o risco de infe\u00e7\u00e3o para as pessoas que vivem na Europa \u00e9 muito baixo, dada a reduzida probabilidade de importa\u00e7\u00e3o e transmiss\u00e3o secund\u00e1ria do \u00e9bola.<\/p>\n<p>De acordo com a DGS, uma pessoa que apresente febre acima dos 38 e n\u00e1useas, v\u00f3mitos, diarreia, anorexia, dor abdominal e hemorragias, entre outros sintomas, e que tenha estado em \u00e1reas com circula\u00e7\u00e3o do v\u00edrus deve ser considerada como caso suspeito de infe\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O profissional de sa\u00fade que identifique um caso suspeito de febre hemorr\u00e1gica deve contactar de imediato a DGS por via telef\u00f3nica e notific\u00e1-lo na plataforma inform\u00e1tica do Sistema Nacional de Vigil\u00e2ncia Epidemiol\u00f3gica, determina a orienta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A DGS \u00e9 a entidade respons\u00e1vel pela valida\u00e7\u00e3o de casos suspeitos, cabendo-lhe ainda informar o Instituto Nacional de Emerg\u00eancia M\u00e9dica (INEM), que assegura o transporte, o hospital de refer\u00eancia e o Instituto Nacional de Sa\u00fade Ricardo Jorge (INSA), a quem cabe confirmar o diagn\u00f3stico.<\/p>\n<p>\u201cUm caso suspeito deve permanecer em isolamento f\u00edsico, em espa\u00e7o dedicado com controlo de acesso, e bem ventilado para o exterior de forma segura. Deve ainda refor\u00e7ar a higiene das m\u00e3os e a etiqueta respirat\u00f3ria, e usar uma m\u00e1scara cir\u00fargica, aguardando a chegada da equipa do INEM ao local\u201d, avan\u00e7a o documento.<\/p>\n<p>De acordo com a orienta\u00e7\u00e3o, os hospitais de refer\u00eancia s\u00e3o o Curry Cabral e o S\u00e3o Jo\u00e3o para doentes em idade adulta e o Dona Estef\u00e2nia para crian\u00e7as e jovens, cabendo \u00e0s respetivas equipas de infecciologia articular com o INEM a rece\u00e7\u00e3o do doente, que dever\u00e1 ser admitido de imediato nas unidades de isolamento para Doen\u00e7as Infecciosas de Alta Consequ\u00eancia.<\/p>\n<p>Para os viajantes com destino a \u00e1reas end\u00e9micas ou com surtos ativos, a DGS recomenda que, previamente, realizem uma consulta do viajante, que fa\u00e7am o registo no Portal das Comunidades e efetuem um seguro de viagem.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o regresso, devem efetuar uma automonitoriza\u00e7\u00e3o ativa durante 21 dias, evitar d\u00e1diva de sangue at\u00e9 60 dias ap\u00f3s a viagem e n\u00e3o se deslocar a qualquer servi\u00e7o de sa\u00fade sem orienta\u00e7\u00e3o pr\u00e9via.<\/p>\n<p>Os viajantes que venham a adoecer nos primeiros 21 dias ap\u00f3s o regresso devem ligar para o 112 em caso de emerg\u00eancia m\u00e9dica, mencionando os sintomas, as datas e o itiner\u00e1rio da sua viagem.<\/p>\n<p>Com mais de 100 milh\u00f5es de habitantes, a Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo declarou a 15 de maio um surto de \u00e9bola, que est\u00e1 a afetar uma parte do seu vasto territ\u00f3rio e que levou OMS a declarar uma emerg\u00eancia de sa\u00fade p\u00fablica de \u00e2mbito internacional.<\/p>\n<p>O v\u00edrus que causa o \u00e9bola, uma febre hemorr\u00e1gica altamente contagiosa, j\u00e1 foi detetado em tr\u00eas prov\u00edncias e no vizinho Uganda, onde foram confirmados dois novos casos na sexta-feira, elevando o n\u00famero total de casos confirmados no pa\u00eds da \u00c1frica Oriental para nove.<\/p>\n<p>Na Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo foram registadas 246 mortes e mais de mil casos suspeitos, de acordo com um relat\u00f3rio divulgado na quinta-feira pelo Centro Africano de Controlo e Preven\u00e7\u00e3o de Doen\u00e7as, a ag\u00eancia para a \u00e1rea da sa\u00fade da Uni\u00e3o Africana (UA).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A Dire\u00e7\u00e3o-Geral da Sa\u00fade (DGS) atualizou os procedimentos para os casos suspeitos de \u00e9bola em Portugal, definindo como&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":401496,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[86],"tags":[3708,116,57,32,33,2946,117,58],"class_list":["post-401495","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-saude","tag-dgs","tag-health","tag-pau00eds","tag-portugal","tag-pt","tag-sau00fade","tag-saude","tag-sociedade"],"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/401495","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=401495"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/401495\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/401496"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=401495"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=401495"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=401495"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}