{"id":402230,"date":"2026-06-01T03:36:14","date_gmt":"2026-06-01T03:36:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/402230\/"},"modified":"2026-06-01T03:36:14","modified_gmt":"2026-06-01T03:36:14","slug":"pesquisadoras-descobrem-nova-especie-de-microrganismo-adaptado-a-frio-e-calor-extremos-na-antartida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/402230\/","title":{"rendered":"Pesquisadoras descobrem nova esp\u00e9cie de microrganismo adaptado a frio e calor extremos na Ant\u00e1rtida"},"content":{"rendered":"<p>\n                                 Biodiversidade\n                            <\/p>\n<p>                            Pesquisadoras descobrem nova esp\u00e9cie de microrganismo adaptado a frio e calor extremos na Ant\u00e1rtida<\/p>\n<p class=\"summary\">A Pyroantarticum pellizari vive em uma ilha vulc\u00e2nica do continente gelado; descoberta \u00e9 uma pe\u00e7a no quebra-cabe\u00e7as da evolu\u00e7\u00e3o das arqueias, dom\u00ednio relativamente pouco explorado da vida terrestre<\/p>\n<p>\n                                 Biodiversidade\n                            <\/p>\n<p>                                                        Pesquisadoras descobrem nova esp\u00e9cie de microrganismo adaptado a frio e calor extremos na Ant\u00e1rtida<\/p>\n<p class=\"p-int-resumo summary \">A Pyroantarticum pellizari vive em uma ilha vulc\u00e2nica do continente gelado; descoberta \u00e9 uma pe\u00e7a no quebra-cabe\u00e7as da evolu\u00e7\u00e3o das arqueias, dom\u00ednio relativamente pouco explorado da vida terrestre<\/p>\n<p>                                <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/58238.jpg\" class=\"img-fluid\" onclick=\"expand(58238,'files\/post\/58238.jpg',true)\"\/><\/p>\n<p class=\"Legenda\">A bi\u00f3loga Amanda Bendia, do IO-USP, coletando amostras na ilha Decepci\u00f3n, em 2014; nelas, o genoma da nova esp\u00e9cie foi identificado no novo estudo (fonte: Amanda Bendia\/acervo pessoal)<\/p>\n<p><strong>Danilo Albergaria | Ag\u00eancia FAPESP<\/strong>\u00a0* \u2013 Uma nova esp\u00e9cie de arqueia, um microrganismo adaptado \u00e0s temperaturas extremas das fumarolas de uma ilha vulc\u00e2nica da Ant\u00e1rtida, foi descoberta por pesquisadoras do Instituto Oceanogr\u00e1fico da Universidade de S\u00e3o Paulo (IO-USP). A identifica\u00e7\u00e3o contribui para a compreens\u00e3o de seus mecanismos de adapta\u00e7\u00e3o e pode iluminar como micr\u00f3bios poderiam sobreviver em ambientes extremos fora da Terra.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/academic.oup.com\/ismecommun\/article\/6\/1\/ycag080\/8550909\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>Publicado<\/strong><\/a> em mar\u00e7o deste ano no peri\u00f3dico ISME Communications, o estudo mostra como o genoma da esp\u00e9cie descoberta indica alta capacidade de adapta\u00e7\u00e3o a varia\u00e7\u00f5es extremas de temperatura. \u201c\u00c9 como se ela tivesse um kit de sobreviv\u00eancia molecular\u201d, aponta a bi\u00f3loga <a href=\"https:\/\/scholar.google.com\/citations?user=kt0N3xcAAAAJ&amp;hl=pt-BR\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>Ana Carolina Butarelli<\/strong><\/a>, primeira autora do artigo. O novo microrganismo extrem\u00f3filo foi identificado por meio da reconstru\u00e7\u00e3o de genomas sequenciados a partir de amostras coletadas na ilha ant\u00e1rtica Decepci\u00f3n (leia mais em: <strong><a href=\"https:\/\/agencia.fapesp.br\/55789\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">agencia.fapesp.br\/55789<\/a><\/strong>).<\/p>\n<p>A ilha \u00e9 um vulc\u00e3o ativo cuja caldeira est\u00e1 inundada pelas \u00e1guas geladas do oceano ant\u00e1rtico. \u00c9 um ambiente marcado por mudan\u00e7as bruscas de temperatura, onde a \u00e1gua pr\u00f3xima do ponto de congelamento est\u00e1 perto de regi\u00f5es muito quentes. Butarelli explica que essas condi\u00e7\u00f5es, em conjunto com os compostos qu\u00edmicos liberados pela atividade vulc\u00e2nica, podem desestruturar mol\u00e9culas essenciais de uma c\u00e9lula. Isso n\u00e3o ocorre com a arqueia descoberta: ela tem genes associados a prote\u00ednas que protegem essas mol\u00e9culas. \u201cEsses escudos ajudam a manter o DNA est\u00e1vel mesmo sob estresse t\u00e9rmico intenso\u201d, diz a pesquisadora.<\/p>\n<p>Conduzida no Laborat\u00f3rio de Extrem\u00f3filos Marinhos (ExtreMar) do IO-USP, a pesquisa \u00e9 parte de um projeto com <a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/auxilios\/116237\/podem-as-subsuperficies-marinhas-e-terrestres-no-brasil-abrigar-arqueias-que-iluminem-a-origem-da-vi\/?q=2024\/15222-3\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>financiamento<\/strong><\/a> da FAPESP e do Instituto Serrapilheira sob a lideran\u00e7a da professora\u00a0<a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/pesquisador\/595251\/amanda-goncalves-bendia\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>Amanda Bendia<\/strong><\/a>, bi\u00f3loga e coautora do novo estudo. Focado em aprofundar o conhecimento das arqueias \u2013 incluindo a busca por esp\u00e9cies em subsuperf\u00edcie marinha e em cavernas brasileiras \u2013 o projeto tamb\u00e9m explora poss\u00edveis condi\u00e7\u00f5es habit\u00e1veis em luas do sistema solar que apresentam grandes oceanos debaixo de uma espessa camada de gelo, como Enc\u00e9lado e Europa.<\/p>\n<p style=\"text-align:center\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/n3-meio.jpg\" style=\"height:456px; width:800px\"\/><br \/>&#13;<br \/>\nA ilha Decepci\u00f3n \u00e9 um ambiente marcado por mudan\u00e7as bruscas de temperatura, onde a \u00e1gua pr\u00f3xima do ponto de congelamento est\u00e1 perto de regi\u00f5es muito quentes (imagem:\u00a0<a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/User:Godot13\/Antarctica_2016\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Andrew Shiva<\/a>\/<a href=\"https:\/\/commons.wikimedia.org\/wiki\/File:South_Shetland-2016-Deception_Island%E2%80%93Deception_Station_(Argentine_base).jpg\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Wikimedia Commons<\/a>)<\/p>\n<p><strong>Uma biblioteca gen\u00e9tica<\/strong><\/p>\n<p>As amostras em que a nova arqueia foi identificada foram colhidas h\u00e1 mais de dez anos por Bendia durante expedi\u00e7\u00f5es do Programa Ant\u00e1rtico Brasileiro (<a href=\"https:\/\/www.gov.br\/mma\/pt-br\/composicao\/smc\/doceano\/antartica\/o-programa-antartico-brasileiro-proantar\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>PROANTAR<\/strong><\/a>). Em sua pesquisa de doutorado, com <a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/bolsas\/141684\/metagenoma-de-comunidades-microbianas-de-ambientes-com-atividade-geotermal-na-ilha-vulcanica-decepti\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>bolsa<\/strong><\/a> da FAPESP, Bendia usou a t\u00e9cnica da metagen\u00f4mica para sequenciar genomas das comunidades de microrganismos presentes nessas amostras.<\/p>\n<p>Butarelli revisitou os dados dessas amostras. \u201c\u00c9 como acessar uma grande biblioteca gen\u00e9tica de diferentes ambientes\u201d, diz a bi\u00f3loga. Com t\u00e9cnicas de reconstru\u00e7\u00e3o de genomas sequenciados por metagen\u00f4mica, as pesquisadoras compararam os genomas reconstru\u00eddos com os encontrados em bancos de dados e perceberam que tinham encontrado uma linhagem ainda desconhecida de arqueia. \u201cImagine pegar milhares de livros diferentes, tritur\u00e1-los em pequenos peda\u00e7os e depois usar computadores para reorganizar esses fragmentos e descobrir de quais livros eles vieram\u201d, explica Butarelli. No caso da metagen\u00f4mica, segundo a analogia, os \u201clivros\u201d s\u00e3o os genomas dos microrganismos que vivem naquele ambiente.<\/p>\n<p>Como a esp\u00e9cie foi descoberta pela reconstru\u00e7\u00e3o metagen\u00f4mica e ainda n\u00e3o foi isolada e cultivada em laborat\u00f3rio, recebe o prefixo candidata antes do nome proposto pelas pesquisadoras, Pyroantarticum pellizari, em homenagem \u00e0 bi\u00f3loga <a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/pesquisador\/6046\/vivian-helena-pellizari\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>Vivian Pellizari<\/strong><\/a>, veterana professora do IO-USP e orientadora do doutorado de Butarelli. Uma das principais refer\u00eancias em pesquisas com extrem\u00f3filos no Brasil, Pellizari tamb\u00e9m assina o estudo.<\/p>\n<p>Os bi\u00f3logos distinguem tr\u00eas grandes dom\u00ednios na \u00e1rvore da vida: o das arqueias, o das bact\u00e9rias e o dos eucariontes. O \u00faltimo re\u00fane todos os seres vivos constitu\u00eddos de c\u00e9lulas com um n\u00facleo delimitado por uma membrana, o que inclui muitos microrganismos e todos os animais e vegetais. As arqueias e as bact\u00e9rias n\u00e3o t\u00eam n\u00facleo.<\/p>\n<p>Uma diferen\u00e7a crucial faz com que se saiba muito menos sobre as arqueias, que existiam h\u00e1 mais de 3,5 bilh\u00f5es de anos e est\u00e3o entre os primeiros seres vivos do planeta: as bact\u00e9rias s\u00e3o facilmente cultiv\u00e1veis em laborat\u00f3rio; as arqueias, n\u00e3o.<\/p>\n<p>Por isso, a maioria das arqueias s\u00e3o conhecidas apenas pelo sequenciamento gen\u00e9tico das amostras com novas t\u00e9cnicas como a metagen\u00f4mica. Bendia explica que manter as arqueias vivas, da coleta na Ant\u00e1rtida ao transporte para o ExtreMar, envolve uma log\u00edstica extremamente dif\u00edcil e complexa, sendo necess\u00e1rio manter a amostra a temperaturas muito elevadas e sem oxig\u00eanio. Mesmo assim, a bi\u00f3loga diz que vai tentar fazer um meio de cultura para isolar a nova esp\u00e9cie, e estima que a amostra poder\u00e1 ser coletada numa nova expedi\u00e7\u00e3o do PROANTAR no final deste ano.<\/p>\n<p><strong>Relev\u00e2ncia para a astrobiologia<\/strong><\/p>\n<p>Algumas das luas dos planetas gigantes gasosos do sistema solar t\u00eam oceanos de \u00e1gua l\u00edquida debaixo de uma espessa superf\u00edcie de gelo. Europa (lua de J\u00fapiter) e Enc\u00e9lado (lua de Saturno) mostram sinais de que seus oceanos est\u00e3o em contato com um interior rochoso muito quente, de maneira an\u00e1loga \u00e0s fontes hidrotermais terrestres. Na Terra, esses ambientes de oceano profundo s\u00e3o povoados por fumarolas submarinas que abrigam comunidades de microrganismos extrem\u00f3filos, adaptados a altas temperaturas e capazes de gerar mat\u00e9ria org\u00e2nica a partir de compostos inorg\u00e2nicos.<\/p>\n<p>Butarelli explica que a descoberta da Pyroantarticum pellizari pode ser importante para a compreens\u00e3o da vida fora da Terra pois d\u00e1 mais um indicativo de como microrganismos poderiam ter se adaptado a condi\u00e7\u00f5es an\u00e1logas nas luas geladas: essas arqueias podem viver sem luz e obt\u00eam energia sem oxig\u00eanio. A bi\u00f3loga <a href=\"https:\/\/scholar.google.com\/citations?user=C9RwO8oAAAAJ&amp;hl=pt-BR\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>Francielli Peres<\/strong><\/a>, outra coautora do estudo, foi a respons\u00e1vel por explorar a liga\u00e7\u00e3o dos resultados com a astrobiologia.<\/p>\n<p>O bi\u00f3logo <a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/pesquisador\/718259\/william-bartolomeu-de-medeiros\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>William Medeiros<\/strong><\/a>, p\u00f3s-doutorando e pesquisador no Laborat\u00f3rio de Biologia Sint\u00e9tica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que n\u00e3o participou do estudo, ressalta a import\u00e2ncia da descoberta de uma nova linhagem de arqueia para a compreens\u00e3o de uma grande diversidade biol\u00f3gica que, durante muito tempo, esteve praticamente indetect\u00e1vel por conta da depend\u00eancia do cultivo em laborat\u00f3rio para a identifica\u00e7\u00e3o de novas esp\u00e9cies. Tamb\u00e9m comentando a pesquisa, a bi\u00f3loga <a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/pesquisador\/14925\/cristina-rossi-nakayama\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>Cristina Nakayama<\/strong><\/a>, professora da Universidade Federal de S\u00e3o Paulo (Unifesp), ressalta que a arqueia identificada tem um arsenal gen\u00e9tico que a capacita a enfrentar a varia\u00e7\u00e3o constante n\u00e3o apenas de extremos de temperatura, mas tamb\u00e9m da disponibilidade de oxig\u00eanio, salinidade, nutrientes e fontes de energia. \u201cColocaram mais uma pe\u00e7a no quebra-cabe\u00e7as da evolu\u00e7\u00e3o das arqueias\u201d, celebra.<\/p>\n<p>O estudo Hot life in Antarctica: a novel metabolically versatile Pyrodictiaceae genus thriving at a volcanic-cryosphere-marine interface pode ser lido em: <a href=\"https:\/\/academic.oup.com\/ismecommun\/article\/6\/1\/ycag080\/8550909\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>academic.oup.com\/ismecommun\/article\/6\/1\/ycag080\/8550909<\/strong><\/a>.<\/p>\n<p>* Danilo Albergaria \u00e9 <a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/bolsas\/229554\/pontes-interdisciplinares-para-a-compreensao-da-vida-no-universo-o-nucleo-de-apoio-a-pesquisa-e-inov\/?q=25\/06229-7\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>bolsista<\/strong><\/a> de Jornalismo Cient\u00edfico da FAPESP vinculado ao N\u00facleo de Apoio \u00e0 Pesquisa e Inova\u00e7\u00e3o em Astrobiologia e ao Laborat\u00f3rio de Astrobiologia da USP.<br \/>&#13;<br \/>\n\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Biodiversidade Pesquisadoras descobrem nova esp\u00e9cie de microrganismo adaptado a frio e calor extremos na Ant\u00e1rtida A Pyroantarticum pellizari&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":402231,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[84],"tags":[66380,4162,66373,4850,2424,66365,1346,726,2834,109,107,108,66385,66389,66375,66381,66384,445,5407,66378,66362,66386,9086,66367,14656,66374,66364,66368,66379,66369,66371,29031,66387,66377,66370,66361,66376,32,42920,66382,33,66363,3191,105,103,104,106,110,7806,3535,54099,56262,56781,55801,66372,66366,66383,66388],"class_list":["post-402230","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-ciencia-e-tecnologia","tag-amanda-bendia","tag-amostras","tag-ana-carolina-butarelli","tag-antartida","tag-argentina","tag-arqueias","tag-bacterias","tag-brasil","tag-calor","tag-ciencia","tag-ciencia-e-tecnologia","tag-cienciaetecnologia","tag-compostos-inorganicos","tag-cristina-nakayama","tag-decepcion","tag-encelado","tag-eucariontes","tag-europa","tag-evolucao","tag-extremar","tag-extremofilos","tag-francielli-peres","tag-frio","tag-fumarolas","tag-genoma","tag-genomas-sequenciados","tag-ilha-vulcanica","tag-instituto-oceanografico","tag-instituto-serrapilheira","tag-io-usp","tag-isme-communications","tag-jupiter","tag-laboratorio-de-biologia-sintetica","tag-laboratorio-de-extremofilos-marinhos","tag-microbios","tag-microrganismo","tag-oceano-antartico","tag-portugal","tag-proantar","tag-programa-antartico-brasileiro","tag-pt","tag-pyroantarticum-pellizari","tag-saturno","tag-science","tag-science-and-technology","tag-scienceandtechnology","tag-technology","tag-tecnologia","tag-temperatura","tag-unicamp","tag-unifesp","tag-universidade-de-sao-paulo","tag-universidade-estadual-de-campinas","tag-universidade-federal-de-sao-paulo","tag-variacoes","tag-vida-terrestre","tag-vivian-pellizari","tag-william-medeiros"],"share_on_mastodon":{"url":"","error":"Validation failed: Text character limit of 500 exceeded"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/402230","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=402230"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/402230\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/402231"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=402230"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=402230"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=402230"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}