{"id":402612,"date":"2026-06-01T12:33:13","date_gmt":"2026-06-01T12:33:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/402612\/"},"modified":"2026-06-01T12:33:13","modified_gmt":"2026-06-01T12:33:13","slug":"oms-e-rdcongo-desenvolvem-vacina-contra-ebola-observador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/402612\/","title":{"rendered":"OMS e RDCongo desenvolvem vacina contra \u00c9bola \u2013 Observador"},"content":{"rendered":"<p>A Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) e o Governo da Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo (RDCongo) est\u00e3o a trabalhar para conseguir uma vacina contra a estirpe da atual epidemia de \u00c9bola declarada no leste do pa\u00eds, afirmaram ambas as partes.<\/p>\n<p>\u201cO minist\u00e9rio da Sa\u00fade, a OMS e os seus parceiros est\u00e3o a trabalhar para realizar rapidamente ensaios controlados (\u2026) sobre vacinas e tratamentos candidatos\u201d, afirmaram a ag\u00eancia da ONU e o Governo congol\u00eas numa declara\u00e7\u00e3o conjunta emitida esta madrugada.<\/p>\n<p>A nota foi publicada ap\u00f3s a miss\u00e3o que este fim de semana lideraram em Bunia, capital da prov\u00edncia de Ituri (epicentro da epidemia), os ministros congolenses da Sa\u00fade, Samuel Roger Kamba, e da Comunica\u00e7\u00e3o, Patrick Muyaya; e o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.<\/p>\n<p>A OMS e o Executivo congol\u00eas sublinharam que, embora a estirpe de Bundibugyo apresente \u201cdesafios adicionais\u201d, como a aus\u00eancia de uma vacina autorizada ou de um tratamento espec\u00edfico, \u201cas medidas de sa\u00fade p\u00fablica comprovadas continuam a ser eficazes para travar a transmiss\u00e3o e alcan\u00e7ar uma poss\u00edvel recupera\u00e7\u00e3o completa\u201d.<\/p>\n<p>\u201cMesmo sem vacinas ou tratamentos espec\u00edficos, as pessoas podem sobreviver ao \u00c9bola causado pelo v\u00edrus de Bundibugyo se receberem cuidados m\u00e9dicos atempados e procurarem tratamento assim que os sintomas surgirem\u201d, insistiu esta segunda-feira Tedros <a href=\"https:\/\/twitter.com\/DrTedros\/status\/2061339439641632803\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">na rede social X<\/a>.<\/p>\n<blockquote class=\"twitter-tweet\" data-width=\"500\" data-dnt=\"true\">\n<p lang=\"en\" dir=\"ltr\">Even without vaccines or specific therapeutics, people can survive <a href=\"https:\/\/x.com\/hashtag\/Ebola?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw\" rel=\"nofollow\">#Ebola<\/a> disease caused by the Bundibugyo virus if they receive timely healthcare and seek treatment as soon as symptoms appear.<a href=\"https:\/\/x.com\/WHO?ref_src=twsrc%5Etfw\" rel=\"nofollow\">@WHO<\/a> and many partners are supporting the establishment of Ebola treatment centres in\u2026 <a href=\"https:\/\/t.co\/xOcv7ttyCl\" rel=\"nofollow\">pic.twitter.com\/xOcv7ttyCl<\/a><\/p>\n<p>\u2014 Tedros Adhanom Ghebreyesus (@DrTedros) <a href=\"https:\/\/x.com\/DrTedros\/status\/2061339439641632803?ref_src=twsrc%5Etfw\" rel=\"nofollow\">June 1, 2026<\/a><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Segundo a ag\u00eancia da ONU, a estirpe de Bundibugyo tem uma taxa de letalidade que varia entre 30% e 50%.<\/p>\n<p>\u201cA OMS e muitos parceiros apoiam a cria\u00e7\u00e3o de centros de tratamento de \u00c9bola na Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo (\u2026)\u201d, acrescentou o chefe da OMS, que hoje regressa \u00e0 capital congolesa, Kinshasa, onde est\u00e1 previsto reunir-se com as \u201cmais altas autoridades\u201d do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o Governo e a OMS voltaram a pedir a todas as comunidades para adotarem \u201ccomportamentos de prote\u00e7\u00e3o\u201d, como a higiene regular das m\u00e3os, a procura precoce de cuidados m\u00e9dicos em centros de sa\u00fade e a partilha de informa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m enfatizaram que a resposta \u00e0 epidemia deve \u201cmanter a aten\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria de sa\u00fade e os servi\u00e7os essenciais, bem como refor\u00e7ar a resili\u00eancia do sistema de sa\u00fade a longo prazo\u201d.<\/p>\n<p>As zonas afetadas pelo v\u00edrus est\u00e3o imersas num longo conflito entre o Ex\u00e9rcito congol\u00eas e grupos rebeldes que operam na zona, motivo pelo qual Tedros pediu na semana passada um cessar-fogo que facilite a resposta \u00e0 epidemia.<\/p>\n<p>A ag\u00eancia de sa\u00fade p\u00fablica da Uni\u00e3o Africana (UA) indicou na quinta-feira 246 \u201cmortes suspeitas\u201d e 1.077 os \u201ccasos suspeitos\u201d registados na RDCongo devido \u00e0 17.\u00aa epidemia de \u00c9bola que o pa\u00eds enfrenta desde que o v\u00edrus foi detetado pela primeira vez em 1976.<\/p>\n<p>Na mesma ocasi\u00e3o, a UA assegurou que ter\u00e1 uma vacina contra a estirpe Bundibugyo dispon\u00edvel este ano.<\/p>\n<p>\u201cAquilo de que temos a certeza \u00e9 que, at\u00e9 ao final do ano de 2026, o Africa CDC garantir\u00e1 que teremos uma vacina e um medicamento contra o Bundibugyo\u201d, a estirpe em causa, assegurou\u00a0o\u00a0diretor-geral da Ag\u00eancia de Sa\u00fade P\u00fablica\u00a0da Uni\u00e3o Africana (Africa CDC), Jean Kaseya, numa confer\u00eancia em Kinshasa, no dia 28 de maio.<\/p>\n<p>O v\u00edrus tamb\u00e9m se espalhou para a vizinha Uganda, onde foram detetados nove cont\u00e1gios confirmados, incluindo uma morte por um caso importado de um congol\u00eas.<\/p>\n<p>A RDCongo, na\u00e7\u00e3o vizinha de Angola, \u00e9 regularmente afetada por surtos e epidemias do v\u00edrus \u00c9bola, que se transmite atrav\u00e9s do contacto direto com sangue ou outros fluidos corporais de pessoas ou animais infetados e provoca febre hemorr\u00e1gica grave, dores musculares, fraqueza, dores de cabe\u00e7a, irrita\u00e7\u00e3o da garganta, febre, v\u00f3mitos, diarreia e hemorragias internas.<\/p>\n<p>O \u00c9bola, que causou mais de 15 mil mortes em \u00c1frica nos \u00faltimos 50 anos, \u00e9 menos contagioso do que a covid-19 ou o sarampo.<\/p>\n<p>            <script async src=\"https:\/\/platform.twitter.com\/widgets.js\" charset=\"utf-8\"><\/script><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) e o Governo da Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo (RDCongo) est\u00e3o a 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