{"id":403168,"date":"2026-06-01T21:25:22","date_gmt":"2026-06-01T21:25:22","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/403168\/"},"modified":"2026-06-01T21:25:22","modified_gmt":"2026-06-01T21:25:22","slug":"quebra-historica-portugal-torna-se-um-dos-paises-da-ue-com-menos-criancas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/403168\/","title":{"rendered":"Quebra hist\u00f3rica. Portugal torna-se um dos pa\u00edses da UE com menos crian\u00e7as"},"content":{"rendered":"<p>\u201cTanto Portugal como Espanha tinham fam\u00edlias muito mais numerosas do que outros pa\u00edses da atual Uni\u00e3o Europeia. O que acontece \u00e9 que toda a sociedade, n\u00e3o s\u00f3 a estrutura das fam\u00edlias, como a pr\u00f3pria economia, era assente muito ainda em coisas de trabalho manual, de agricultura, e nos outros pa\u00edses j\u00e1 havia uma grande reforma industrial, que j\u00e1 estava a fazer com que as fam\u00edlias ficassem com menos gente. Portanto, temos de perceber esse contexto de h\u00e1 50 anos\u201d, explica ao DN Lu\u00edsa Loura, diretora da Pordata.<\/p>\n<p>A partir de 1975, \u201cal\u00e9m de Portugal ter acompanhado a tend\u00eancia\u201d dos outros pa\u00edses ap\u00f3s \u201cuma grande abertura\u201d, com a sua popula\u00e7\u00e3o a \u201ccome\u00e7ar a perceber o que \u00e9 que acontecia l\u00e1 fora, a querer viajar e conhecer outras coisas\u201d e a come\u00e7ar a adiar a chegada dos filhos, vieram tamb\u00e9m as dificuldades financeiras, segundo frisa a respons\u00e1vel. \u201cPorque toda essa abertura n\u00e3o foi acompanhada por uma reestrutura\u00e7\u00e3o da economia de maneira a dar outras condi\u00e7\u00f5es financeiras \u00e0s pessoas e, portanto, n\u00e3o s\u00f3 houve uma inspira\u00e7\u00e3o, digamos, nos modelos de sociedade dos outros pa\u00edses, como, na pr\u00e1tica, havia dificuldades em ter fam\u00edlias mais alargadas\u201d, completa Lu\u00edsa Loura.<\/p>\n<p>Mais tempo nas creches<\/p>\n<p>Com a falta de recursos econ\u00f3micos, a popula\u00e7\u00e3o portuguesa tende a trabalhar mais. O resultado \u00e9 que o pa\u00eds est\u00e1 entre os cinco da UE com maior m\u00e9dia de horas semanais das crian\u00e7as em creches, infant\u00e1rios e escolas. S\u00e3o 38 horas por semana para as crian\u00e7as dos 6 aos 11 anos, o valor mais elevado do bloco, acima da m\u00e9dia europeia de 31,5 horas.<\/p>\n<p>J\u00e1 para os mi\u00fados dos 3 anos at\u00e9 \u00e0 idade de entrada na escolaridade obrigat\u00f3ria s\u00e3o 38,3 horas semanais, estando o pa\u00eds na 4.\u00aa posi\u00e7\u00e3o, acima da m\u00e9dia da UE de 30,8 horas. Os beb\u00e9s e crian\u00e7as com menos de 3 anos, passam 36,7 horas por semana em creches, colocando Portugal em 5.\u00ba lugar, acima da m\u00e9dia europeia de 30,5 horas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\u201cTanto Portugal como Espanha tinham fam\u00edlias muito mais numerosas do que outros pa\u00edses da atual Uni\u00e3o Europeia. 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