{"id":40331,"date":"2025-08-22T14:24:17","date_gmt":"2025-08-22T14:24:17","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/40331\/"},"modified":"2025-08-22T14:24:17","modified_gmt":"2025-08-22T14:24:17","slug":"osteoporose-e-diabetes-o-que-diz-a-nova-diretriz-da-sbd","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/40331\/","title":{"rendered":"Osteoporose e diabetes: o que diz a nova diretriz da SBD?"},"content":{"rendered":"<p>A atualiza\u00e7\u00e3o de 2025 da diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) conta agora com um cap\u00edtulo com recomenda\u00e7\u00f5es espec\u00edficas para o diagn\u00f3stico e tratamento da osteoporose em pacientes com diabetes mellitus (DM). A pr\u00f3pria ADA j\u00e1 havia inclu\u00eddo esse tema nas suas duas \u00faltimas diretrizes, uma vez que <b>DM \u00e9 reconhecido como fator de risco independente para fraturas<\/b>, ainda que a densidade mineral \u00f3ssea (DMO) muitas vezes se apresente preservada ou at\u00e9 aumentada (especialmente no DM tipo 2). Esse paradoxo decorre da piora da qualidade \u00f3ssea, da maior incid\u00eancia de quedas e das complica\u00e7\u00f5es micro e macrovasculares associadas ao diabetes.\u00a0<\/p>\n<p>Deste modo, <b>os autores recomendam que o risco de fratura seja calculado pelo FRAX em todos os homens e mulheres com DM a partir dos 50 anos de idade<\/b>. Este c\u00e1lculo deve ser ajustado para diabetes com uma das seguintes estrat\u00e9gias: redu\u00e7\u00e3o de 0,5 do T-score do colo do f\u00eamur, inclus\u00e3o do item artrite reumatoide, aumento de 10 anos na idade ou o uso do Trabecular Bone Score (TBS). Inclusive, <b>os autores recomendam que, quando dispon\u00edvel, o TBS deve ser realizado e associado ao FRAX para aprimorar a estimativa de risco<\/b>. Vale ressaltar que isso se aplica ao DM tipo 2. No caso do DM tipo1, deve-se marcar sim para causas secund\u00e1rias no question\u00e1rio do FRAX, n\u00e3o havendo necessidade dos ajustes referidos anteriormente.\u00a0<\/p>\n<p><b>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 densitometria \u00f3ssea, a diretriz indica sua realiza\u00e7\u00e3o a partir dos 50 anos em homens e mulheres com DM e pelo menos um fator adicional de risco para fratura<\/b>. Entre esses fatores de risco, s\u00e3o citados os gerais (baixo peso, fratura pr\u00e9via, hist\u00f3ria familiar de fratura, artrite reumatoide, tabagismo, etilismo, quedas frequentes e corticoterapia cr\u00f4nica) e os relacionados ao DM (&gt; 10 anos de doen\u00e7a, HBA1c \u2265\u00a09%, hipoglicemias frequentes, complica\u00e7\u00f5es microvasculares e uso de insulina, pioglitazona ou canagliflozina).\u00a0<\/p>\n<p class=\"content-paywall\"><b>Os autores tamb\u00e9m estabelecem, para o diagn\u00f3stico de osteoporose nas mulheres na peri ou p\u00f3s-menopausa e nos homens a partir dos 50 anos com DM, a presen\u00e7a de pelo menos um dos seguintes crit\u00e9rios:\u00a0\u00a0<\/b>\u00a0<\/p>\n<ol class=\"content-paywall\">\n<li><b>Presen\u00e7a de fratura vertebral ou de quadril por fragilidade;<\/b>\u00a0<\/li>\n<li><b>Risco elevado de fratura em 10 anos calculado pelo FRAX ajustado<\/b>;\u00a0\u00a0<\/li>\n<li><b>T-score \u2264 \u20132,0 na coluna lombar e\/ou f\u00eamur proximal<\/b> (limiar mais sens\u00edvel do que o utilizado na popula\u00e7\u00e3o geral). Essa adapta\u00e7\u00e3o \u00e9 necess\u00e1ria pois, para o mesmo T-score, pacientes com DM apresentam risco de fratura mais alto.\u00a0\u00a0<\/li>\n<\/ol>\n<p class=\"content-paywall\">No manejo n\u00e3o farmacol\u00f3gico, <b>recomenda-se dieta rica em c\u00e1lcio (1\u20131,2 g\/dia)<\/b>, suplementa\u00e7\u00e3o de vitamina D (1.000\u20132.000 UI\/dia) e pr\u00e1tica regular de exerc\u00edcios. A suplementa\u00e7\u00e3o isolada de c\u00e1lcio deve ser evitada em pessoas com DM devido ao maior risco cardiovascular. A vitamina D isoladamente n\u00e3o mostrou impacto significativo na preven\u00e7\u00e3o de fraturas, mas pode ser ben\u00e9fica em casos de defici\u00eancia grave ou ap\u00f3s cirurgia bari\u00e1trica.\u00a0<\/p>\n<p class=\"content-paywall\"><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong> <a href=\"https:\/\/portal.afya.com.br\/endocrinologia\/diabetes-e-osteoporose-como-os-medicamentos-usados-podem-afetar-o-curso-das-doencas\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Diabetes e osteoporose: como os medicamentos usados podem afetar o curso das doen\u00e7as<\/a><\/p>\n<p class=\"content-paywall\">Quanto ao tratamento farmacol\u00f3gico, <b>os bisfosfonatos s\u00e3o recomendados como primeira linha para pacientes sem risco muito alto de fraturas<\/b>, apresentando efic\u00e1cia semelhante entre aqueles com ou sem DM. <b>O denosumabe pode ser considerado como segunda linha em casos de alto risco<\/b>, embora haja relatos de maior incid\u00eancia de fraturas n\u00e3o vertebrais em an\u00e1lises espec\u00edficas de pacientes com DM2. <b>Em situa\u00e7\u00f5es de risco muito alto, agentes anab\u00f3licos como teriparatida e romosozumabe podem ser utilizados<\/b>, este \u00faltimo com cautela em raz\u00e3o do potencial risco cardiovascular.\u00a0<\/p>\n<p class=\"content-paywall\">Por fim, <b>a escolha do tratamento antidiab\u00e9tico deve levar em conta o impacto na sa\u00fade \u00f3ssea<\/b>. As tiazolidinedionas e a canagliflozina est\u00e3o associadas a maior risco de fraturas e devem ser usadas com cautela. J\u00e1 a metformina tem efeito neutro ou protetor sobre o risco de fraturas. Sulfonilureias podem aumentar o risco por hipoglicemias, que favorecem quedas. Dessa forma, a integra\u00e7\u00e3o entre o tratamento do diabetes e a preven\u00e7\u00e3o de fraturas osteopor\u00f3ticas \u00e9 fundamental para reduzir morbidade e mortalidade nessa popula\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A atualiza\u00e7\u00e3o de 2025 da diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) conta agora com um cap\u00edtulo com&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":40332,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[116,32,33,117],"class_list":{"0":"post-40331","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-health","9":"tag-portugal","10":"tag-pt","11":"tag-saude"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40331","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=40331"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40331\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/40332"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=40331"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=40331"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=40331"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}