{"id":403986,"date":"2026-06-02T15:09:11","date_gmt":"2026-06-02T15:09:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/403986\/"},"modified":"2026-06-02T15:09:11","modified_gmt":"2026-06-02T15:09:11","slug":"bce-sobe-juros-pela-primeira-vez-em-tres-anos-ja-em-junho-apos-inflacao-da-zona-euro-superar-32","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/403986\/","title":{"rendered":"BCE sobe juros pela primeira vez em tr\u00eas anos j\u00e1 em junho ap\u00f3s infla\u00e7\u00e3o da Zona Euro superar 3,2%"},"content":{"rendered":"<p>A subida de taxas de juro na Zona Euro j\u00e1 na pr\u00f3xima semana por parte do Banco Central Europeu (BCE) \u00e9 agora inevit\u00e1vel, diz a maioria dos analistas, porque a infla\u00e7\u00e3o subiu de forma vincada no m\u00eas passado, superando a fasquia dos 3% em termos hom\u00f3logos, confirmou o Eurostat esta ter\u00e7a-feira. Esta escalada dos pre\u00e7os dura desde janeiro e o valor de maio \u00e9 o maior em quase tr\u00eas anos.<\/p>\n<p>Desde maio de 2023, que o BCE s\u00f3 desceu juros, sendo que a taxa diretora estava estacionada em 2% (desde junho do ano passado), o valor mais baixo desde finais de 2022, o primeiro ano da guerra da Ucr\u00e2nia.<\/p>\n<p>Segundo o gabinete europeu de estat\u00edsticas, o agravamento dos pre\u00e7os atingiu 3,2% em maio (estimativa r\u00e1pida), um valor considerado totalmente incompat\u00edvel com a meta de 2% a m\u00e9dio prazo desejada e perseguida pelo Banco Central Europeu (BCE).<\/p>\n<p>As taxas de juro de mercado, como as Euribor, que s\u00e3o as refer\u00eancias para os contratos de cr\u00e9dito e para os dep\u00f3sitos a prazo, j\u00e1 estavam a antecipar isto pois come\u00e7aram a subir h\u00e1 uns meses, com o advento da nova guerra dos EUA contra o Ir\u00e3o e o encerramento das rotas comerciais (energia, fertilizantes, outras mercadorias) do Golfo P\u00e9rsico.<\/p>\n<p>Assim, a autoridade monet\u00e1ria sediada em Frankfurt, na Alemanha, vai subir a taxa de juro principal da Zona Euro dos atuais 2% para 2,25% na reuni\u00e3o de 11 de junho, na semana que vem, indicam os observadores destes mercados.<\/p>\n<p>Ainda se aventou que o BCE pudesse esperar um pouco mais para ver o que acontecia aos pre\u00e7os da Zona Euro, se a infla\u00e7\u00e3o se estava a enraizar noutras partes do mercado, al\u00e9m da energia e dos alimentos.<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o. O problema \u00e9 que o valor de 3,2%, avan\u00e7ado agora pelo Eurostat, torna inevit\u00e1vel um aumento de juros, diz-se.<\/p>\n<p>A infla\u00e7\u00e3o europeia, assim como a dos restantes pa\u00edses do euro, est\u00e1 a subir de forma impar\u00e1vel desde o in\u00edcio deste ano (em janeiro, antes da guerra, os pre\u00e7os estavam controlados e a subida m\u00e9dia estava em 1,9%) e a subida de 3,2% agora registada, \u00e9 o valor mais agressivo desde setembro de 2023, segundo a s\u00e9rie do Eurostat consultada pelo DN\/Dinheiro Vivo.<\/p>\n<p>Carsten Brzeski, economista-chefe para a \u00e1rea de macroeconomia global no grupo financeiro holand\u00eas ING, observa que esta infla\u00e7\u00e3o de 3,2%, registada em maio (contra 3% em abril), &#8220;\u00e9 o n\u00edvel mais elevado desde setembro de 2023&#8221;, ainda que o quadro geral da evolu\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os esperada para 2026 continue &#8220;em linha com o cen\u00e1rio base do BCE divulgado em mar\u00e7o&#8221;.<\/p>\n<p><strong>No entanto, o economista observa que &#8220;a infla\u00e7\u00e3o subjacente subiu para 2,5% em compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo do ano anterior, contra 2,2% em abril&#8221;. Assim, &#8220;uma semana antes da pr\u00f3xima reuni\u00e3o do BCE, este \u00e9 o aumento da infla\u00e7\u00e3o que motivar\u00e1 o banco central a decidir sobre uma subida preventiva das taxas de juro&#8221;, prev\u00ea o economista-chefe.<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Tendo em conta a experi\u00eancia do ano de 2022, \u00e9 prov\u00e1vel que o BCE opte por um aumento preventivo das taxas de juro. N\u00e3o que este aumento de taxas v\u00e1 afetar significativamente as expectativas de infla\u00e7\u00e3o, mas seria uma medida simb\u00f3lica, sublinhando a determina\u00e7\u00e3o do BCE em agir&#8221;, explica o analista do ING.<\/p>\n<p>Em 2022, com a guerra a decorrer na Ucr\u00e2nia, desde fevereiro desse ano, e apesar do choque petrol\u00edfero e inflacionista de grandes dimens\u00f5es que decorria, o BCE s\u00f3 agiu (aumentou juros) no final de julho.<\/p>\n<p>Deste vez, vai querer atuar mais cedo. Da\u00ed os investidores e os mercados monet\u00e1rios estarem a descontar totalmente um primeiro aperto nos juros j\u00e1 a 11 de junho.<\/p>\n<p>Duas ou mesmo tr\u00eas subidas de juros at\u00e9 final deste ano<\/p>\n<p>Na semana passada, ainda antes dos novos sinais inflacionistas do Eurostat, &#8220;dois importantes administradores do BCE, Isabel Schnabel e Philip Lane, apontaram para uma pr\u00f3xima subida das taxas em junho&#8221;, recorda o departamento de estudos econ\u00f3micos do Banco BPI.<\/p>\n<p><strong>&#8220;Numa entrevista \u00e0 Reuters, Schnabel disse explicitamente que v\u00ea necessidade de uma subida na pr\u00f3xima reuni\u00e3o, enquanto Lane deu a entender que a subida seria necess\u00e1ria, ao antecipar um aumento das proje\u00e7\u00f5es do BCE para a infla\u00e7\u00e3o e ao sugerir que a Zona Euro est\u00e1 a afastar-se do cen\u00e1rio de impacto benigno do conflito no M\u00e9dio Oriente. Globalmente, os mercados continuam muito confiantes de que o BCE aumentar\u00e1 as taxas em junho (taxa de dep\u00f3sito em 2,25%, com mais de 90% de probabilidade) e em setembro (taxa a 2,5%, tamb\u00e9m com 90% de probabilidade)&#8221;, explica a equipa do BPI.<\/strong><\/p>\n<p>A taxa de dep\u00f3sito ou &#8220;depo&#8221;, no jarg\u00e3o do mercado, \u00e9 a taxa diretora principal do BCE.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, j\u00e1 &#8220;prossegue o debate sobre a possibilidade de uma terceira subida no final do ano (taxa a 2,75%, com uma probabilidade de 40%)&#8221;, indica o mesmo departamento de estudos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A subida de taxas de juro na Zona Euro j\u00e1 na pr\u00f3xima semana por parte do Banco Central&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":403987,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[83],"tags":[66563,99,1213,88,56072,38937,89,90,14852,21290,1215,32,33,66562,4437],"class_list":["post-403986","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-empresas","tag-aumento-da-inflacao","tag-banco-central-europeu","tag-bce","tag-business","tag-choque-petrolifero","tag-depositos-a-prazo","tag-economy","tag-empresas","tag-emprestimos","tag-guerra-no-medio-oriente","tag-inflacao","tag-portugal","tag-pt","tag-subida-das-taxas-de-juro","tag-taxas-de-juro"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116681150629910220","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/403986","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=403986"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/403986\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/403987"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=403986"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=403986"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=403986"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}