{"id":404812,"date":"2026-06-03T10:45:13","date_gmt":"2026-06-03T10:45:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/404812\/"},"modified":"2026-06-03T10:45:13","modified_gmt":"2026-06-03T10:45:13","slug":"ocde-apoia-prestacao-social-unica-e-critica-ideia-de-cortar-na-idade-da-reforma","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/404812\/","title":{"rendered":"OCDE apoia Presta\u00e7\u00e3o Social \u00danica e critica ideia de cortar na idade da reforma"},"content":{"rendered":"<p>A &#8220;consolida\u00e7\u00e3o&#8221; de v\u00e1rias presta\u00e7\u00f5es sociais numa s\u00f3, como quer o governo portugu\u00eas com a proposta da Presta\u00e7\u00e3o Social \u00danica (PSU) \u00e9 uma ideia bem-vinda porque pode gerar &#8220;ganhos de efici\u00eancia&#8221;, defende a Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f3mico (OCDE), no cap\u00edtulo sobre Portugal do novo estudo sobre Perspetivas Econ\u00f3micas (Economic Outlook), divulgado esta quarta-feira.<\/p>\n<p><a aria-label=\"content\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.oecd.org\/en\/publications\/oecd-economic-outlook-volume-2026-issue-1_2d1956f0-en.html\" rel=\"nofollow noopener\">Neste mesmo diagn\u00f3stico<\/a>, a OCDE critica ideias que v\u00e3o fazendo caminho no pa\u00eds pol\u00edtico, como proceder a uma redu\u00e7\u00e3o da idade legal de acesso \u00e0 reforma, uma ideia que durante o \u00faltimo m\u00eas de maio foi muito vocalizada pelo Chega, por exemplo.<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos recados sobre medidas de pol\u00edtica, o novo outlook da organiza\u00e7\u00e3o que congrega os pa\u00edses mais avan\u00e7ados rev\u00ea em baixa o <strong>crescimento<\/strong> previsto para a economia portuguesa este ano, de 2,2% no exerc\u00edcio de dezembro para 1,8%, valor mais pessimista do que os 2% previstos pelo Minist\u00e9rio das Finan\u00e7as (em abril), mas mais favor\u00e1vel do que os 1,7% da Comiss\u00e3o Europeia (CE, em maio) ou que os 1,6% do Conselho das Finan\u00e7as P\u00fablicas (CFP, em abril).<\/p>\n<p>No entanto, o agravamento previsto para o custo de vida medido pela infla\u00e7\u00e3o \u2013 fruto do choque petrol\u00edfero ainda sem fim \u00e0 vista assim como a nova guerra no M\u00e9dio Oriente \u2013 \u00e9 o mais desfavor\u00e1vel de todas as principais institui\u00e7\u00f5es, at\u00e9 agora.<\/p>\n<p>A OCDE aponta para uma <strong>infla\u00e7\u00e3o<\/strong> harmonizada m\u00e9dia de 3,2% este ano, valor que compara com os 3% previstos pela Comiss\u00e3o, os 2,5% das Finan\u00e7as, os 2,9% do CFP ou os 3,1% do Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI, em abril).<\/p>\n<p>Nas <strong>contas p\u00fablicas<\/strong>, a OCDE converge com as contas do Governo e acredita que \u00e9 poss\u00edvel chegar ao fim do ano com um saldo nulo ou equilibrado (0% do PIB &#8211; Produto Interno Bruto). Bruxelas prev\u00ea um ligeiro desequil\u00edbrio, um d\u00e9fice de 0,1%.<\/p>\n<p>No peso da <strong>d\u00edvida<\/strong> p\u00fablica, a OCDE \u00e9 a institui\u00e7\u00e3o mais otimista: v\u00ea o r\u00e1cio a descer at\u00e9 86,3% do PIB no final deste ano, melhor do que diz o governo (queda para 87,6%) ou a CE (87,6%).<\/p>\n<p>Como referido, a OCDE considera que o governo tem de por as m\u00e3os \u00e0 obra na consolida\u00e7\u00e3o or\u00e7amental, compensando a pol\u00edtica &#8220;expansionista&#8221; deste ano com um or\u00e7amento &#8220;restritivo&#8221; em 2027.<\/p>\n<p>Neste novo outlook deixa v\u00e1rias notas e avisos \u00e0 navega\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Elogia a iniciativa do governo no sentido de aglutinar e racionalizar 13 presta\u00e7\u00f5es sociais que estavam dispersas, mas avisa que \u00e9 preciso reduzir e simplifica o quadro dos benef\u00edcios fiscais, aumentar impostos sobre o imobili\u00e1rio, limitar a possibilidade das reformas antecipadas e garantir que o aumento da idade da reforma continua a acontecer, como at\u00e9 aqui.<\/p>\n<p>No caso de Portugal, a Organiza\u00e7\u00e3o sediada em Paris observa que &#8220;a consolida\u00e7\u00e3o das presta\u00e7\u00f5es sociais sujeitas \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de recursos [condi\u00e7\u00e3o de rendimentos, como as que o governo quer consolidar no novo figurino da PSU], a redu\u00e7\u00e3o das despesas fiscais e o refor\u00e7o dos impostos recorrentes sobre a propriedade contribuem para ganhos de efici\u00eancia&#8221; dos quais o governo vai precisar no contexto de redu\u00e7\u00e3o da d\u00edvida, que ainda \u00e9 demasiado elevada.<\/p>\n<p>Como referido, no caso das pens\u00f5es, a OCDE contraria liminarmente as ideias do Chega, defendendo que &#8220;alargar o acesso \u00e0 forma\u00e7\u00e3o e limitar as op\u00e7\u00f5es de reforma antecipada aumenta o emprego entre os trabalhadores mais velhos&#8221;.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, reitera em termos gen\u00e9ricos o que sempre tem defendido para o sistema de pens\u00f5es: &#8220;aumentar a idade da reforma em conson\u00e2ncia com o aumento da esperan\u00e7a de vida, juntamente com medidas de apoio ao emprego dos trabalhadores mais velhos, deve ser uma prioridade&#8221;.<\/p>\n<p>A ideia do Chega e a PSU da ministra<\/p>\n<p>Esta ter\u00e7a-feira, o presidente do Chega, Andr\u00e9 Ventura, disse que vai propor no Parlamento que um trabalhador possa reformar-se com 40 anos de descontos, de carreira contributiva, ou 65 anos de idade, medida que o governo e a esmagadora dos especialistas advertem ser extremamente perigosa e onerosa do ponto de vista financeiro. Tendo em conta o r\u00e1pido envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o e a natalidade fraca, o sistema de pens\u00f5es ficaria comprometido, n\u00e3o seria sustent\u00e1vel, dizem os peritos.<\/p>\n<p>Atualmente, de acordo com a lei, a idade legal da reforma (sem quaisquer penaliza\u00e7\u00f5es) est\u00e1 nos 66 anos e nove meses. Em 2027, deve subir para 66 anos e 11 meses, quase 67 anos.<\/p>\n<p><strong>No in\u00edcio de maio, a ministra da Seguran\u00e7a Social, Ros\u00e1rio Palma Ramalho, disse em entrevista \u00e0 SIC que &#8220;entre Seguran\u00e7a Social e Caixa Geral de Aposenta\u00e7\u00f5es, o custo total para as contas p\u00fablicas com um aumento l\u00edquido das despesas\u00a0com a idade da reforma situada nos 65 anos [\u2026] seria  de 2,5 mil milh\u00f5es de euros\u201d.<\/strong><\/p>\n<p>J\u00e1 a recomenda\u00e7\u00e3o da OCDE a favor da consolida\u00e7\u00e3o dos apoios sociais que se encontram dispersos acontece numa altura em que o governo tem em marcha &#8220;a cria\u00e7\u00e3o da Presta\u00e7\u00e3o Social \u00danica, uma reforma que agrega 13 presta\u00e7\u00f5es sociais n\u00e3o contributivas e pretende simplificar o acesso aos apoios sociais, refor\u00e7ando a prote\u00e7\u00e3o das pessoas e fam\u00edlias em situa\u00e7\u00e3o de maior vulnerabilidade&#8221;.<\/p>\n<p>Segundo o Minist\u00e9rio da Seguran\u00e7a Social, esta PSU, se aprovada pelo Parlamento, &#8220;pode ser requerida por pessoas com 18 ou mais anos que residam em Portugal&#8221; e no &#8220;caso de pessoas provenientes de pa\u00edses fora da Uni\u00e3o Europeia, a proposta prev\u00ea um per\u00edodo m\u00ednimo de resid\u00eancia de um ano, em linha com o regime atualmente aplicado ao Rendimento Social de Inser\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>O acesso \u00e0 Presta\u00e7\u00e3o Social \u00danica vai &#8220;depender dos rendimentos do agregado familiar, que t\u00eam de ficar abaixo do limite definido para esta presta\u00e7\u00e3o&#8221;, &#8220;ser\u00e3o considerados rendimentos de trabalho, rendimentos prediais, rendimentos de capitais e outras presta\u00e7\u00f5es sociais e benef\u00edcios j\u00e1 atribu\u00eddos, como acesso a habita\u00e7\u00e3o social&#8221; e &#8220;o patrim\u00f3nio tamb\u00e9m ser\u00e1 considerado, incluindo imobili\u00e1rio e bens m\u00f3veis registados, como autom\u00f3veis&#8221;, explica o MTSS.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A &#8220;consolida\u00e7\u00e3o&#8221; de v\u00e1rias presta\u00e7\u00f5es sociais numa s\u00f3, como quer o governo portugu\u00eas com a proposta da Presta\u00e7\u00e3o&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":393944,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[83],"tags":[3386,88,1736,89,90,35317,9076,16214,66648,56367,7707,32,65903,33760,65951,33,57222,66647,915],"class_list":["post-404812","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-empresas","tag-andre-ventura","tag-business","tag-chega","tag-economy","tag-empresas","tag-idade-da-reforma","tag-maria-do-rosario-palma-ramalho","tag-ocde","tag-ocde-organizacao-para-a-cooperacao-e-o-desenvolvimento","tag-outlook","tag-pensoes","tag-portugal","tag-prestacao-social-unica","tag-previsoes-economicas","tag-psu","tag-pt","tag-reforma-antecipada","tag-reformas-antecipadas","tag-seguranca-social"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116685774901116885","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/404812","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=404812"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/404812\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/393944"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=404812"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=404812"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=404812"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}