{"id":40508,"date":"2025-08-22T17:24:08","date_gmt":"2025-08-22T17:24:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/40508\/"},"modified":"2025-08-22T17:24:08","modified_gmt":"2025-08-22T17:24:08","slug":"ucranianos-em-portugal-celebram-independencia-cansados-mas-sem-cedencias-a-russia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/40508\/","title":{"rendered":"Ucranianos em Portugal celebram independ\u00eancia cansados mas sem ced\u00eancias \u00e0 R\u00fassia"},"content":{"rendered":"<p class=\"text-paragraph\">Os ucranianos em Portugal concentram-se no domingo em Lisboa e v\u00e1rias cidades para celebrar a independ\u00eancia do pa\u00eds, num momento em que, segundo o l\u00edder da comunidade, est\u00e3o cansados da guerra mas indispon\u00edveis para ceder \u00e0 R\u00fassia.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">Sob o lema \u201cApoie a Ucr\u00e2nia, lute como um ucraniano\u201d, est\u00e3o previstas concentra\u00e7\u00f5es em Lisboa, Porto, Coimbra, Faro, Viseu, F\u00e1tima e Funchal, alusivas \u00e0 data da separa\u00e7\u00e3o formal da antiga Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, em 24 de agosto de 1991, e que voltam a ser marcadas pela guerra iniciada h\u00e1 mais de tr\u00eas anos pela vizinha R\u00fassia.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">\u201cApesar de esta guerra durar mais do que n\u00f3s pens\u00e1vamos inicialmente, os portugueses continuam a ajudar e a apoiar a Ucr\u00e2nia\u201d, assinala \u00e0 ag\u00eancia Lusa o presidente da Associa\u00e7\u00e3o dos Ucranianos em Portugal, Pavlo Sadokha, referindo que um dos objetivos das concentra\u00e7\u00f5es \u00e9 justamente \u201cagradecer a Portugal, \u00e0 sociedade, ao Governo e aos pol\u00edticos\u201d.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">Ao mesmo tempo, a comunidade ucraniana, que re\u00fane cerca de cem mil residentes, dos quais mais de metade s\u00e3o refugiados, celebra a independ\u00eancia em plena acelera\u00e7\u00e3o das negocia\u00e7\u00f5es para uma sa\u00edda do conflito, promovidas pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, mas as perspetivas s\u00e3o incertas.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">Da intensa atividade na \u00faltima semana, que se iniciou com uma cimeira entre Donald Trump e o hom\u00f3logo russo, Vladimir Putin, no Alasca, seguida de reuni\u00f5es na Casa Branca com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e os principais l\u00edderes europeus, Pavlo Sadokha conclui que a paz s\u00f3 poder\u00e1 chegar pela for\u00e7a.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">As conversa\u00e7\u00f5es demonstraram \u201cmais uma vez que Putin n\u00e3o quer terminar esta guerra e que, infelizmente, a via diplom\u00e1tica, n\u00e3o funciona\u201d, lamenta o Presidente da Associa\u00e7\u00e3o, para quem que o l\u00edder do Kremlin n\u00e3o desistiu de ocupar a Ucr\u00e2nia e desalojar as autoridades de Kiev.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">\u201cPor isso, vamos outra vez este ano pedir a Portugal e ao Governo portugu\u00eas que continue a apoiar a Ucr\u00e2nia\u201d, indicou o presidente da associa\u00e7\u00e3o e uma forma de o fazer \u00e9 aplicar mais san\u00e7\u00f5es a Moscovo.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">Pavlo Sadokha adverte que, apesar de protegidos da invas\u00e3o russa pela dist\u00e2ncia, todos ucranianos em Portugal sem exce\u00e7\u00e3o s\u00e3o tocados pelo conflito, ou porque s\u00e3o refugiados e tiveram de abandonar as suas casas, ou porque \u2013 mesmo aqueles que foram os primeiros a chegar, h\u00e1 25 anos \u2013 \u201ct\u00eam familiares ou amigos que faleceram, foram feridos ou sofrem com esta guerra\u201d.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">Nesse sentido, comenta que a troca de territ\u00f3rios como parte de uma solu\u00e7\u00e3o para a paz, levantada durante as discuss\u00f5es no Alasca e em Washington, \u00e9 uma ideia que os ucranianos n\u00e3o est\u00e3o dispon\u00edveis para acolher.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">O l\u00edder da comunidade separa a eventualidade de um cessar-fogo e congelamento do conflito nas atuais linhas da frente como algo que podem concordar, mas alerta que \u201cnenhum ucraniano vai aceitar, como foi proposto, que se ceda a Crimeia ou o Donbass\u201d \u00e0 R\u00fassia.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">\u201cEm primeiro lugar, \u00e9 imposs\u00edvel porque est\u00e1 inscrito na nossa Constitui\u00e7\u00e3o e seria preciso um referendo\u201d, frisa, aludindo \u00e0 integridade territorial da Ucr\u00e2nia, tamb\u00e9m reconhecida internacionalmente, que inclui aquela regi\u00e3o no leste do pa\u00eds, parcialmente ocupada, e a pen\u00ednsula da Crimeia, ilegalmente anexada por Moscovo em 2014.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">Para Pavlo Sadokha, \u201cnenhum pol\u00edtico pode decidir sozinho\u201d, nem Zelensky, a separa\u00e7\u00e3o daqueles territ\u00f3rios, insistindo que teria de se ouvir \u201ctodo o povo ucraniano\u201d e a sua convic\u00e7\u00e3o \u00e9 de que a resposta seria n\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">O Presidente da Associa\u00e7\u00e3o dos Ucranianos expressar\u00e1 gratid\u00e3o ao l\u00edder norte-americano se conseguir que \u201cesta guerra pare onde est\u00e1\u201d, mas receia que n\u00e3o se saiba o que \u201cTrump quer ou n\u00e3o quer\u201d, uma vez que \u201cmuda de opini\u00e3o todas as semanas\u201d.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">Mais uma vez, avisa quer o l\u00edder da Casa Branca quer o hom\u00f3logo do Kremlin que \u201cnenhum pol\u00edtico do mundo pode ditar ao povo ucraniano o que \u00e9 que tem de ceder ou n\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">O presidente da Associa\u00e7\u00e3o dos Ucranianos reconhece que os seus concidad\u00e3os est\u00e3o \u201ccansados desta guerra\u201d, ao fim de mais de tr\u00eas anos de conflito, iniciado em 24 de fevereiro de 2022 com a invas\u00e3o em grande escala das for\u00e7as russas.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">\u201cMas todos sabem que esta guerra \u00e9 para sobreviver e n\u00e3o temos outra escolha, temos de nos defender\u201d, explica, destacando mais uma vez que \u201co objetivo de Putin \u00e9 fazer a Ucr\u00e2nia desaparecer\u201d e que s\u00f3 ser\u00e1 travado se \u201ca R\u00fassia ficar mais fraca e n\u00e3o tiver possibilidade de continuar a lutar\u201d.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">Os ucranianos representam a maior comunidade de refugiados em Portugal, com cerca de 54 mil pessoas, um n\u00famero que, segundo Pavlo Sadokha, se mant\u00e9m est\u00e1vel desde h\u00e1 um ano e meio, refletindo a falta de evolu\u00e7\u00f5es significativas no campo de batalha, apesar das recentes progress\u00f5es russas no leste do pa\u00eds.<\/p>\n<p class=\"text-paragraph\">De acordo com informa\u00e7\u00e3o partilhada pela di\u00e1spora ucraniana e ativistas pr\u00f3-Kiev, o Dia da Independ\u00eancia ser\u00e1 assinalado nas principais cidades europeias e tamb\u00e9m em pa\u00edses fora do continente, incluindo Austr\u00e1lia, Brasil, Jap\u00e3o, Canad\u00e1 e Estados Unidos, onde est\u00e1 prevista uma concentra\u00e7\u00e3o junto da Casa Branca, em Washington, que se tornou no centro das discuss\u00f5es sobre o fim do conflito.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Os ucranianos em Portugal concentram-se no domingo em Lisboa e v\u00e1rias cidades para celebrar a independ\u00eancia do 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