{"id":40523,"date":"2025-08-22T17:38:39","date_gmt":"2025-08-22T17:38:39","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/40523\/"},"modified":"2025-08-22T17:38:39","modified_gmt":"2025-08-22T17:38:39","slug":"a-guerra-comercial-de-trump-tem-esta-consequencia-em-portugal-nao-correu-bem-com-o-vinho-mas-correu-bem-com-as-rolhas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/40523\/","title":{"rendered":"A guerra comercial de Trump tem esta consequ\u00eancia em Portugal: n\u00e3o correu bem com o vinho mas correu bem com as rolhas"},"content":{"rendered":"<p>\t                E h\u00e1 outra consequ\u00eancia positiva &#8211; medicamentos. Mas s\u00e3o mais as consequ\u00eancias negativas<\/p>\n<p style=\"margin-bottom:11px\">O acordo comercial fechado entre a Uni\u00e3o Europeia e os Estados Unidos traz boas e m\u00e1s not\u00edcias para Portugal. Primeiro as boas: o setor da corti\u00e7a faz parte de um conjunto de produtos que vai ficar com taxas \u201czero ou pr\u00f3xima de zero\u201d, assim como os produtos farmac\u00eauticos gen\u00e9ricos. Neste \u00faltimo \u00e9 preciso ter aten\u00e7\u00e3o \u00e0 palavra \u201cgen\u00e9ricos\u201d. Contudo, como Portugal tem visto crescer as exporta\u00e7\u00f5es para os EUA de produtos farmac\u00eauticos (no geral), poder\u00e1 sentir esse impacto positivo da isen\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>E agora as m\u00e1s not\u00edcias &#8211; que podiam ser not\u00edcias piores: se Trump acenava com uma tarifa de 30% para a generalidade das importa\u00e7\u00f5es da UE, o acordo fecha esse valor nos 15%. Ou seja, continua a haver uma penaliza\u00e7\u00e3o para as empresas nacionais, nomeadamente para aquelas que encaram o mercado dos EUA como um destino importante. \u00c9 o caso do setor dos vinhos, que chegou a apanhar um susto quando Trump chegou a falar em tarifas de 200%.<\/p>\n<p>O acordo, que n\u00e3o deixa de ser alvo de cr\u00edticas dentro da Uni\u00e3o Europeia, prev\u00ea uma taxa de 15% para todos os bens do bloco comunit\u00e1rio que sejam importados pelos Estados Unidos da Am\u00e9rica. Mas h\u00e1 exce\u00e7\u00f5es: os bens que j\u00e1 est\u00e3o sujeitos a taxas setoriais, como o alum\u00ednio e o a\u00e7o (50%) e os carros e componentes (27,5%). Mais \u00e0 frente j\u00e1 explicamos como \u00e9 que este \u00faltimo poder\u00e1 evoluir.<\/p>\n<p>Bruxelas admite que este \u00e9 o \u201ccen\u00e1rio mais favor\u00e1vel\u201d, mas n\u00e3o desiste de continuar a negociar com Washington para conseguir melhores condi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Para Portugal, os EUA s\u00e3o um mercado importante: s\u00e3o o nosso quarto maior cliente, com um peso de quase 7% do valor total das exporta\u00e7\u00f5es de bens do pa\u00eds. S\u00e3o mais de 5.300 milh\u00f5es de euros.<\/p>\n<p> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"534\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/6887521dd34ef72ee448cc4e.webp\" width=\"800\"\/><br \/>\n  <strong>Presidente dos EUA, Donald Trump, cumprimenta a presidente da Comiss\u00e3o Europeia, Ursula von der Leyen, em Turnberry, Esc\u00f3cia, a 27 de julho <\/strong>foto Andrew Harnik\/Getty Images <\/p>\n<p>O regime espec\u00edfico que poupa Portugal <\/p>\n<p>H\u00e1 tamb\u00e9m um conjunto de produtos que v\u00e3o beneficiar de um regime espec\u00edfico com \u201ctaxa zero ou pr\u00f3xima de zero\u201d. \u00c9 o caso dos \u201crecursos naturais indispon\u00edveis, como a corti\u00e7a, aeronaves e pe\u00e7as, produtos farmac\u00eauticos gen\u00e9ricos e seus ingredientes\u201d.<\/p>\n<p>Havia a expectativa de isen\u00e7\u00e3o na corti\u00e7a \u2013 que se concretizou. A Associa\u00e7\u00e3o Portuguesa da Corti\u00e7a (Apcor) j\u00e1 veio enaltecer a \u201cimport\u00e2ncia estrat\u00e9gica\u201d desta decis\u00e3o para Portugal.\u00a0 Este produto representa 4% de exporta\u00e7\u00f5es portuguesas de bens para os Estados Unidos da Am\u00e9rica &#8211; foram mais de 200 milh\u00f5es de euros, sobretudo em rolhas, no ano passado.<\/p>\n<p>O impacto deste acordo na ind\u00fastria farmac\u00eautica portuguesa est\u00e1 dependente da palavra \u201cgen\u00e9rico\u201d. Entre as principais exportadoras, a Hikma e a Hovione acabam por beneficiar desta decis\u00e3o, uma vez que, segundo as refer\u00eancias dispon\u00edveis online, h\u00e1 produ\u00e7\u00e3o de gen\u00e9ricos em Portugal.<\/p>\n<p>A ind\u00fastria farmac\u00eautica tem sido uma das estrelas das exporta\u00e7\u00f5es portuguesas para os Estados Unidos da Am\u00e9rica, <a href=\"https:\/\/www.gee.gov.pt\/pt\/lista-publicacoes\/estatisticas-de-comercio-bilateral\/estados-unidos\/1548-comercio-internacional-de-portugal-com-estados-unidos-da-america\/file\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">com crescimentos vincados nos \u00faltimos anos<\/a>: valem praticamente 1.200 milh\u00f5es de euros. Para ter uma compara\u00e7\u00e3o: as exporta\u00e7\u00f5es de medicamentos para os EUA t\u00eam o mesmo peso que a totalidade das exporta\u00e7\u00f5es de corti\u00e7a portuguesa para os v\u00e1rios mercados.<\/p>\n<p> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"450\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/672e4ffed34e94b829073947.webp\" width=\"800\"\/><br \/>\n  <strong>Setor do vinho j\u00e1 tinha demonstrado os seus receios com esta guerra comercial de Trump<\/strong> foto Pexels <\/p>\n<p>Vinhos e carros: logo se v\u00ea se d\u00e1 para melhorar <\/p>\n<p>Nem a press\u00e3o de Fran\u00e7a e de It\u00e1lia fez com que os vinhos e outras bebidas alco\u00f3licas recebessem um tratamento especial. V\u00e3o ser alvo dos 15% padr\u00e3o \u2013 o que n\u00e3o deixa de ser uma not\u00edcia menos m\u00e1\u00a0<a href=\"https:\/\/cnnportugal.iol.pt\/vinho\/donald-trump\/vinho-portugues-vai-ter-um-susto-tremendo-com-tarifas-de-trump-ja-ha-empresas-a-reforcar-stocks-nos-eua\/20250314\/67d31e17d34ef72ee443693f\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">porque Trump chegou a falar em 200%<\/a>.<\/p>\n<p>Os Estados Unidos s\u00e3o o segundo maior cliente das exporta\u00e7\u00f5es nacionais de vinho, \u00e0 frente de Fran\u00e7a. No ano passado, os americanos compraram mais de 102 milh\u00f5es de euros deste produto nacional.<\/p>\n<p>Por sua vez, os direitos aduaneiros sobre carros e componentes produzidos na Uni\u00e3o Europeia v\u00e3o manter-se nos 27,5%. E s\u00f3 baixam para os 15% &#8211; como divulgado por Bruxelas \u2013 quando os europeus eliminarem taxas sobre bens industriais e abrirem o mercado ao marisco e a outros bens agroalimentares americanos.<\/p>\n<p>Portugal sente o impacto, neste caso, de uma forma indireta. Os carros produzidos em Portugal \u2013 na Volkswagen Autoeuropa e na Stellantis em Mangualde \u2013 t\u00eam como destino outros pa\u00edses europeus, que lidavam depois com os EUA para a venda. Ora, se o mercado americano se torna mais dif\u00edcil para os clientes de Portugal, o nosso pa\u00eds tamb\u00e9m sente os efeitos. Destaque, naturalmente, para a Alemanha, pa\u00eds que fez muita press\u00e3o para que um acordo pudesse aliviar o setor.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"E h\u00e1 outra consequ\u00eancia positiva &#8211; medicamentos. 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