{"id":405292,"date":"2026-06-03T18:39:11","date_gmt":"2026-06-03T18:39:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/405292\/"},"modified":"2026-06-03T18:39:11","modified_gmt":"2026-06-03T18:39:11","slug":"melia-cede-a-pressao-de-trump-e-abandona-gestao-de-15-hoteis-em-cuba","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/405292\/","title":{"rendered":"Meli\u00e1 cede \u00e0 press\u00e3o de Trump e abandona gest\u00e3o de 15 hot\u00e9is em Cuba"},"content":{"rendered":"<p>        A retirada da Meli\u00e1 acontece apenas um dia depois de a Iberostar ter anunciado que retira a sua marca de 12 dos 16 hot\u00e9is que geria em Cuba, todos ligados \u00e0 Gaviota, subsidi\u00e1ria da GAESA. Na semana passada, a canadiana Blue Diamond encerrou integralmente a opera\u00e7\u00e3o no pa\u00eds, deixando de gerir dezenas de unidades sob as marcas Royalton, Memories, Starfish e Mystique. Em comum, as tr\u00eas cadeias apontam o colapso energ\u00e9tico cubano, a quebra acentuada da procura tur\u00edstica e o endurecimento do embargo petrol\u00edfero e financeiro decidido por Washington como fatores determinantes.\u00a0    <\/p>\n<p>A Meli\u00e1 Hotels International, maior cadeia hoteleira estrangeira em Cuba, comunicou esta quarta-feira \u00e0 Comiss\u00e3o Nacional do Mercado de Valores (CNMV) que deixa de gerir, comercializar e ceder as suas marcas a 15 hot\u00e9is na ilha, com efeito imediato. A decis\u00e3o foi transmitida \u00e0 propriet\u00e1ria dos ativos, o conglomerado militar GAESA, a 26 de maio e confirmada hoje, e surge num contexto de agravamento das san\u00e7\u00f5es impostas pela Administra\u00e7\u00e3o Trump a empresas que mantenham neg\u00f3cios com entidades ligadas \u00e0s For\u00e7as Armadas cubanas.<\/p>\n<p>Os 15 estabelecimentos afetados incluem unidades de refer\u00eancia em Havana, Varadero, Cayo Santa Mar\u00eda, Jardines del Rey e Holgu\u00edn, como o Gran Hotel Bristol Habana Vieja, o Innside Catedral Habana, os resorts Meli\u00e1 Cayo Santa Mar\u00eda, Meli\u00e1 Jardines del Rey, Meli\u00e1 Las Dunas, Meli\u00e1 Pen\u00ednsula Varadero, os Paradisus Los Cayos, Princesa Mar, R\u00edo de Oro e Varadero, al\u00e9m dos Sol Caribe Beach, Sol Cayo Santa Mar\u00eda, Sol R\u00edo de Luna y Mares e Sol Varadero Beach. Segundo a Meli\u00e1, a sa\u00edda resulta de \u201cuma combina\u00e7\u00e3o de circunst\u00e2ncias sobrevenidas\u201d que comprometeram a viabilidade, a legalidade e a seguran\u00e7a da opera\u00e7\u00e3o, nomeadamente a deteriora\u00e7\u00e3o geopol\u00edtica e o risco jur\u00eddico associado ao ultimato norte-americano que prev\u00ea san\u00e7\u00f5es a empresas estrangeiras com contratos com a GAESA at\u00e9 5 de junho.<\/p>\n<p>A retirada da Meli\u00e1 acontece apenas um dia depois de a Iberostar ter anunciado que retira a sua marca de 12 dos 16 hot\u00e9is que geria em Cuba, todos ligados \u00e0 Gaviota, subsidi\u00e1ria da GAESA. Na semana passada, a canadiana Blue Diamond encerrou integralmente a opera\u00e7\u00e3o no pa\u00eds, deixando de gerir dezenas de unidades sob as marcas Royalton, Memories, Starfish e Mystique. Em comum, as tr\u00eas cadeias apontam o colapso energ\u00e9tico cubano, a quebra acentuada da procura tur\u00edstica e o endurecimento do embargo petrol\u00edfero e financeiro decidido por Washington como fatores determinantes.<\/p>\n<p>Apesar de Cuba ser, at\u00e9 agora, um dos maiores mercados da Meli\u00e1 em n\u00famero de hot\u00e9is, com 34 ativos, a contribui\u00e7\u00e3o financeira da opera\u00e7\u00e3o tem vindo a definhar. A companhia reconhece que a maioria dos 15 hot\u00e9is visados j\u00e1 se encontrava fechada ou inativa e que o impacto econ\u00f3mico da sa\u00edda ser\u00e1 \u201climitado\u201d. Em 2018, a ilha gerou 7 milh\u00f5es de euros de EBITDA para o grupo; em 2024, registou preju\u00edzos de 4 milh\u00f5es, pressionada pela escassez de energia, pela suspens\u00e3o de rotas a\u00e9reas de companhias canadianas e pela infla\u00e7\u00e3o de custos operacionais.<\/p>\n<p>A gest\u00e3o dos 15 hot\u00e9is era feita atrav\u00e9s da filial portuguesa Ilha Bela Gest\u00e3o e Turismo, que agora vai coordenar uma \u201cdesafilia\u00e7\u00e3o ordenada\u201d, assegurando a transi\u00e7\u00e3o para a GAESA e a comunica\u00e7\u00e3o a clientes e fornecedores. Ap\u00f3s a retirada, a Meli\u00e1 mant\u00e9m 19 hot\u00e9is em Cuba, todos pertencentes a outras entidades estatais como a Cubanac\u00e1n e a Gran Caribe, n\u00e3o afetadas pelas san\u00e7\u00f5es mais recentes.<\/p>\n<p>O \u00eaxodo das cadeias internacionais agrava a crise do setor tur\u00edstico cubano, respons\u00e1vel por cerca de 10% do PIB antes da pandemia. Com a sa\u00edda de Meli\u00e1, Iberostar e Blue Diamond em menos de uma semana, o governo de Havana perde acesso a marcas globais, canais de distribui\u00e7\u00e3o e programas de fideliza\u00e7\u00e3o, num momento em que tenta atrair visitantes russos e chineses para compensar a quebra dos mercados tradicionais.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A retirada da Meli\u00e1 acontece apenas um dia depois de a Iberostar ter anunciado que retira a sua&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":405293,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[83],"tags":[88,2535,89,90,32,33],"class_list":["post-405292","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-empresas","tag-business","tag-cuba","tag-economy","tag-empresas","tag-portugal","tag-pt"],"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/405292","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=405292"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/405292\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/405293"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=405292"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=405292"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=405292"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}