{"id":405500,"date":"2026-06-03T22:20:12","date_gmt":"2026-06-03T22:20:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/405500\/"},"modified":"2026-06-03T22:20:12","modified_gmt":"2026-06-03T22:20:12","slug":"astronomos-descobrem-campos-magneticos-ao-redor-de-sete-exoplanetas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/405500\/","title":{"rendered":"Astr\u00f4nomos descobrem campos magn\u00e9ticos ao redor de sete exoplanetas"},"content":{"rendered":"<p>Um estudo publicado nesta ter\u00e7a-feira, 2, na revista <a href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/archives\/releases\/sciencepapers\/eso2606\/eso2606a.pdf\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Nature Astronomy<\/a> apresentou uma nova descoberta astron\u00f4mica: pela primeira vez, astr\u00f4nomos foram capazes de medir de forma indireta os campos magn\u00e9ticos de v\u00e1rios planetas localizados fora do Sistema Solar. A conquista pode ser interpretada como um avan\u00e7o importante na busca por mundos potencialmente habit\u00e1veis e at\u00e9 mesmo por sinais de <a href=\"https:\/\/aventurasnahistoria.com.br\/noticias\/historia-hoje\/a-era-da-revelacao-novo-documentario-aborda-sobre-vida-extraterrestre.phtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">vida extraterrestre<\/a>.<\/p>\n<p>Como explica o portal Live Science, os campos magn\u00e9ticos desempenham um papel fundamental na prote\u00e7\u00e3o dos planetas. Na Terra, por exemplo, a magnetosfera funciona como um escudo contra a radia\u00e7\u00e3o solar e c\u00f3smica, ajudando a preservar a atmosfera e as condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para a vida. Em contraste, Marte perdeu grande parte de seu campo magn\u00e9tico h\u00e1 bilh\u00f5es de anos, tornando-se um mundo \u00e1rido e in\u00f3spito.<\/p>\n<p>Apesar de sua import\u00e2ncia, os campos magn\u00e9ticos dos chamados exoplanetas, isto \u00e9, planetas que orbitam estrelas al\u00e9m do Sol, permaneciam extremamente dif\u00edceis de detectar. Agora, uma equipe internacional de pesquisadores encontrou uma nova forma de investigar essas estruturas.<\/p>\n<p> J\u00fapiteres ultraquentes <\/p>\n<p>A descoberta surgiu durante o estudo de sete exoplanetas classificados como \u201cJ\u00fapiteres ultraquentes\u201d, gigantes gasosos que orbitam t\u00e3o perto de suas estrelas que apresentam temperaturas extremas. Muitos desses mundos est\u00e3o gravitacionalmente travados e mant\u00eam sempre o mesmo lado voltado para a estrela, enquanto o outro permanece em escurid\u00e3o permanente.<\/p>\n<p>Com temperaturas que alcan\u00e7am cerca de 2.600 Kelvin, esses planetas deveriam apresentar ventos atmosf\u00e9ricos extremamente velozes. As estimativas indicavam correntes que poderiam atingir entre 7.200 e 25 mil quil\u00f4metros por hora, velocidades muito superiores \u00e0s observadas em J\u00fapiter, cujos ventos chegam a aproximadamente 1.500 quil\u00f4metros por hora.<\/p>\n<p>Para investigar essas atmosferas, os cientistas utilizaram os espectr\u00f3grafos ESPRESSO, instalado no <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/European_Extremely_Large_Telescope\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Telesc\u00f3pio Extremamente Grande<\/a> do Observat\u00f3rio Europeu do Sul, no Chile, e MAROON-X, acoplado ao telesc\u00f3pio <a href=\"https:\/\/noirlab.edu\/public\/programs\/gemini-observatory\/gemini-north\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Gemini North<\/a>, no Hava\u00ed. Esses instrumentos analisam a luz emitida ou absorvida pelos planetas, permitindo identificar elementos qu\u00edmicos presentes em suas atmosferas e acompanhar seus movimentos.<\/p>\n<p>Ao rastrear o comportamento do ferro presente nos gases atmosf\u00e9ricos desses exoplanetas, os pesquisadores fizeram uma descoberta inesperada: os ventos eram mais lentos do que os modelos previam. Mais surpreendente ainda, quanto mais quente era o planeta, menor parecia ser a velocidade de seus ventos.<\/p>\n<p>Segundo os autores, esse resultado desafia as expectativas convencionais. Em teoria, temperaturas mais altas deveriam fornecer mais energia para impulsionar correntes atmosf\u00e9ricas mais r\u00e1pidas. Como isso n\u00e3o estava acontecendo, os cientistas passaram a procurar outro fator capaz de frear esses ventos extremos.<\/p>\n<p>\t Presen\u00e7a de campos magn\u00e9ticos <\/p>\n<p>A hip\u00f3tese mais plaus\u00edvel apontou para a presen\u00e7a de campos magn\u00e9ticos. De acordo com os pesquisadores, essas estruturas poderiam estar interagindo com part\u00edculas eletricamente carregadas nas atmosferas dos planetas, reduzindo sua velocidade e funcionando como uma esp\u00e9cie de sistema de freios naturais.<\/p>\n<p>\u201cEssa descoberta abre uma janela completamente nova para a pesquisa de exoplanetas\u201d, afirmou a astr\u00f4noma <strong>Julia Seidel<\/strong>, do Laborat\u00f3rio Lagrange, em Nice, na Fran\u00e7a, e uma das autoras do estudo. Segundo ela, esta \u00e9 a primeira vez que cientistas conseguem comparar os ambientes magn\u00e9ticos de diferentes mundos fora do Sistema Solar, um passo considerado essencial para compreender quais planetas podem preservar \u00e1gua e manter condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis \u00e0 vida.<\/p>\n<p>Outra surpresa veio da intensidade desses campos magn\u00e9ticos. Os dados sugerem que eles possuem apenas alguns gauss de for\u00e7a, valores semelhantes aos encontrados em gigantes gasosos mais frios do nosso pr\u00f3prio Sistema Solar. Isso contrasta com previs\u00f5es anteriores que estimavam campos centenas de vezes mais intensos para esse tipo de <a href=\"https:\/\/aventurasnahistoria.com.br\/noticias\/historia-hoje\/astronomos-descobrem-sistema-planetario-invertido.phtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">planeta<\/a>.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de ajudar a aperfei\u00e7oar modelos te\u00f3ricos sobre a forma\u00e7\u00e3o e evolu\u00e7\u00e3o dos campos magn\u00e9ticos planet\u00e1rios, a nova t\u00e9cnica poder\u00e1 ser aplicada a outros exoplanetas nos pr\u00f3ximos anos. Com a entrada em opera\u00e7\u00e3o de telesc\u00f3pios cada vez mais avan\u00e7ados, os cientistas acreditam que esse m\u00e9todo poder\u00e1 se tornar uma ferramenta valiosa para identificar mundos capazes de sustentar atmosferas est\u00e1veis e, potencialmente, condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis ao surgimento da vida.<\/p>\n<p>        <a href=\"https:\/\/aventurasnahistoria.com.br\/noticias\/author\/giovanna-gomes\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">&#13;<br \/>\n          <img loading=\"lazy\" alt=\"Giovanna Gomes\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/1780525212_281_33b368a526ac26c2f7de6462fce3004285811f04809ed05857f30d16a462d4c5.png\"  class=\"avatar avatar-115 photo rounded-circle mr-3\" height=\"115\" width=\"115\" decoding=\"async\"\/>        <\/a><\/p>\n<p>Giovanna Gomes \u00e9 jornalista e estudante de Hist\u00f3ria pela USP. Gosta de escrever sobre arte, arqueologia e tudo que diz repeito \u00e0 cultura e \u00e0 hist\u00f3ria do ser humano.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Um estudo publicado nesta ter\u00e7a-feira, 2, na revista Nature Astronomy apresentou uma nova descoberta astron\u00f4mica: pela primeira vez,&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":405501,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[84],"tags":[443,37469,1762,109,107,108,4015,2078,32,33,105,103,104,106,110,2077],"class_list":["post-405500","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-ciencia-e-tecnologia","tag-astronomia","tag-atmosferas","tag-campo-magnetico","tag-ciencia","tag-ciencia-e-tecnologia","tag-cienciaetecnologia","tag-exoplanetas","tag-planetas","tag-portugal","tag-pt","tag-science","tag-science-and-technology","tag-scienceandtechnology","tag-technology","tag-tecnologia","tag-universo"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116688508262348014","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/405500","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=405500"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/405500\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/405501"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=405500"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=405500"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=405500"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}