{"id":406074,"date":"2026-06-04T11:58:23","date_gmt":"2026-06-04T11:58:23","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/406074\/"},"modified":"2026-06-04T11:58:23","modified_gmt":"2026-06-04T11:58:23","slug":"ocde-corta-crescimento-portugues-e-isola-governo-pib","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/406074\/","title":{"rendered":"OCDE corta crescimento portugu\u00eas e isola Governo | PIB"},"content":{"rendered":"<p>A Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f3mico (OCDE) tirou quase um quinto \u00e0 previs\u00e3o de <a href=\"https:\/\/www.oecd.org\/content\/dam\/oecd\/en\/publications\/reports\/2026\/06\/oecd-economic-outlook-volume-2026-issue-1_8be0dba6\/2d1956f0-en.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">crescimento para Portugal<\/a> para este ano e deixou o Governo isolado. A OCDE era a \u00fanica institui\u00e7\u00e3o que ainda n\u00e3o tinha actualizado as previs\u00f5es ap\u00f3s o intensificar do conflito no M\u00e9dio Oriente. O executivo de Lu\u00eds Montenegro \u00e9 a \u00fanica entidade que acredita que o produto interno bruto (PIB) sobe este ano 2%. As restantes organiza\u00e7\u00f5es antecipam valores inferiores.<\/p>\n<p>A organiza\u00e7\u00e3o com sede em Paris v\u00ea a economia portuguesa a crescer este ano 1,8%, quando em Dezembro do ano passado apontava para uma varia\u00e7\u00e3o do PIB igual a 2,2%. Esta actualiza\u00e7\u00e3o das previs\u00f5es tira 18% \u00e0 projec\u00e7\u00e3o de evolu\u00e7\u00e3o do PIB, ou seja, quase um quinto.<\/p>\n<p>Se a previs\u00e3o da OCDE acertar no resultado final de desempenho econ\u00f3mico, Portugal registar\u00e1 um abrandamento face ao ano anterior, quando o PIB aumentou 1,9% e voltar\u00e1 a registar uma desacelera\u00e7\u00e3o em 2027 quando a economia crescer\u00e1 1,7%.<\/p>\n<p>Com esta altera\u00e7\u00e3o, todas as institui\u00e7\u00f5es que acompanham Portugal apontam para um <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2026\/05\/29\/economia\/noticia\/pib-variacao-nula-investimento-acelera-faz-disparar-importacoes-2176452\" target=\"_self\" rel=\"nofollow noopener\">crescimento econ\u00f3mico que n\u00e3o chega aos 2%<\/a>. O Governo de Lu\u00eds Montenegro acredita que a economia portuguesa cresce este ano 2%, o que representa uma acelera\u00e7\u00e3o face a 2025, embora de apenas uma d\u00e9cima. O <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2026\/04\/15\/economia\/noticia\/cfp-baixa-previsao-crescimento-2026-admite-excedente-2171328\" target=\"_self\" rel=\"nofollow noopener\">Conselho das Finan\u00e7as P\u00fablicas<\/a> \u00e9 a institui\u00e7\u00e3o mais pessimista ao apontar para um PIB a variar 1,6%.<\/p>\n<p>Para 2026, a Comiss\u00e3o Europeia antev\u00ea um crescimento do PIB de 1,7%, o Banco de Portugal aponta para 1,8% (igual \u00e0 previs\u00e3o da OCDE) e o Fundo Monet\u00e1rio antecipa um crescimento do PIB igual a 1,9%. Todas acreditam que a economia abranda entre 2025 e 2026.<\/p>\n<p>A desacelera\u00e7\u00e3o prevista para a economia portuguesa acontece num contexto de perda de velocidade a n\u00edvel mais global. \u201cA evolu\u00e7\u00e3o do conflito no M\u00e9dio Oriente converteu-se num factor determinante para as perspectivas econ\u00f3micas mundiais, provocando uma crise energ\u00e9tica que est\u00e1 a intensificar as press\u00f5es inflacionistas e que, previsivelmente, ter\u00e1 efeitos negativos no crescimento.&#8221;<\/p>\n<p>\u201cA economia mundial iniciou 2026 com um dinamismo s\u00f3lido, mas as perspectivas deterioraram-se com for\u00e7a desde o in\u00edcio do conflito no M\u00e9dio Oriente, cujos efeitos previsivelmente sentem-se por algum tempo\u201d, disse o secret\u00e1rio-geral da OCDE, Mathias Cormann.<\/p>\n<p>Este acontecimento levou a OCDE a estudar dois cen\u00e1rios para medir o <a href=\"https:\/\/www.oecd.org\/en\/about\/news\/press-releases\/2026\/06\/global-economic-outlook-weakens-amid-energy-shock-and-rising-inflationary-pressures.html\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">impacto do conflito na economia<\/a>. Num cen\u00e1rio de dura\u00e7\u00e3o limitada no tempo, a economia mundial trava de 3,4% para 2,8%. E em 2027, o crescimento do PIB mundial recupera para 3,1%. No entanto, se o conflito se prolongar no tempo, o impacto \u00e9 maior. No conjunto do mundo, a economia abranda dos 3,4% observados no ano passado para 2,1% este ano, prolongando para 2027 a tend\u00eancia de desacelera\u00e7\u00e3o para 1,8%. A OCDE assumiu o cen\u00e1rio de um tempo de dura\u00e7\u00e3o limitada do conflito.<\/p>\n<p>Apoios sim, mas focados e tempor\u00e1rios<\/p>\n<p>Perante os dois cen\u00e1rios \u2013 ambos indicam desacelera\u00e7\u00e3o certa este ano, diferindo na sua magnitude e no prolongamento para 2027 \u2013, a OCDE deixa uma esp\u00e9cie de orienta\u00e7\u00e3o aos pa\u00edses sobre o que fazer para ajudar as popula\u00e7\u00f5es, numa altura em que as previs\u00f5es apontam para tens\u00f5es inflacionistas.<\/p>\n<p>\u201cQualquer apoio or\u00e7amental que os pa\u00edses adoptem para responder ao choque deve ser dirigido aos mais necessitados e devem ser tempor\u00e1rios, para evitar um aumento da d\u00edvida p\u00fablica e preservar os incentivos para poupar energia\u201d, afirmou o secret\u00e1rio-geral.<\/p>\n<p>Uma posi\u00e7\u00e3o em linha com o que tem defendido a Comiss\u00e3o Europeia e o <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2026\/05\/16\/politica\/noticia\/prudencia-ineficacia-razoes-governo-recusar-medidas-crise-geopolitica-2174559\" target=\"_self\" rel=\"nofollow noopener\">Governo portugu\u00eas<\/a> que no Parlamento tem enfrentado tentativas da oposi\u00e7\u00e3o para aprovar medidas de al\u00edvio do IVA aplicado aos alimentos.<\/p>\n<p>Do ponto de vista das contas p\u00fablicas, a OCDE antecipa que a pol\u00edtica or\u00e7amental este ano vai ajudar a amortecer a desacelera\u00e7\u00e3o. Para 2026, a OCDE espera um saldo or\u00e7amental nulo, ao passo que para 2027 \u00e9 esperado j\u00e1 um d\u00e9fice de 0,1%.<\/p>\n<p>A conter o abrandamento econ\u00f3mico este ano est\u00e3o as despesas no \u00e2mbito da execu\u00e7\u00e3o do Plano de Recupera\u00e7\u00e3o e Resili\u00eancia, as medidas tempor\u00e1rias para responder ao aumento dos pre\u00e7os da energia, incluindo o al\u00edvio fiscal nos impostos sobre os combust\u00edveis, assim como as medidas de apoio \u00e0s popula\u00e7\u00f5es atingidas pelas tempestades do in\u00edcio de 2026.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f3mico (OCDE) tirou quase um quinto \u00e0 previs\u00e3o de crescimento para&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":406075,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[8],"tags":[27,28,14180,476,15,16,301,14,25,26,21,22,432,12,13,19,20,16214,3658,32,23,24,33,17,18,29,30,31],"class_list":["post-406074","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-principais-noticias","tag-breaking-news","tag-breakingnews","tag-defice-orcamental","tag-economia","tag-featured-news","tag-featurednews","tag-governo","tag-headlines","tag-latest-news","tag-latestnews","tag-main-news","tag-mainnews","tag-medio-oriente","tag-news","tag-noticias","tag-noticias-principais","tag-noticiasprincipais","tag-ocde","tag-pib","tag-portugal","tag-principais-noticias","tag-principaisnoticias","tag-pt","tag-top-stories","tag-topstories","tag-ultimas","tag-ultimas-noticias","tag-ultimasnoticias"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116691724332081074","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/406074","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=406074"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/406074\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/406075"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=406074"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=406074"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=406074"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}