{"id":408103,"date":"2026-06-05T23:40:09","date_gmt":"2026-06-05T23:40:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/408103\/"},"modified":"2026-06-05T23:40:09","modified_gmt":"2026-06-05T23:40:09","slug":"gaia-ponte-com-carros-por-baixo-do-comboio-e-menos-tunel-observador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/408103\/","title":{"rendered":"Gaia. Ponte com carros por baixo do comboio e menos t\u00fanel \u2013 Observador"},"content":{"rendered":"<p>Uma ponte em p\u00f3rtico em vez de ser em arco, com os comboios de alta velocidade a passarem por cima e um tabuleiro rodovi\u00e1rio suspenso por baixo, uma esta\u00e7\u00e3o em Gaia com menos de seis metros de profundidade e t\u00faneis menos compridos do que o previsto no projeto inicial, o que implica mais impactos \u00e0 superf\u00edcie.<\/p>\n<p>Estas s\u00e3o algumas das altera\u00e7\u00f5es introduzidas no projeto de execu\u00e7\u00e3o do primeiro tro\u00e7o da linha de alta velocidade entre Porto e Lisboa pelo cons\u00f3rcio que vai fazer a obra e cuja<a href=\"https:\/\/participa.pt\/pt\/consulta\/recape-linha-ferroviaria-de-alta-velocidade-troco-porto-campanha-a-oia--subtroco-4-e-subtroco-5\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"> documenta\u00e7\u00e3o pode ser j\u00e1 consultada<\/a> no site da Ag\u00eancia Portuguesa do Ambiente (APA).<\/p>\n<p>O agrupamento AVAN Norte, liderado pela Mota-Engil, teve de submeter um novo projeto de execu\u00e7\u00e3o para os lotes cujo<a href=\"https:\/\/observador.pt\/2025\/12\/22\/apa-chumba-alteracoes-que-o-consorcio-do-tgv-queria-fazer-em-gaia-e-no-porto\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"> projeto original foi recusado<\/a> pela Ag\u00eancia Portuguesa do Ambiente em sede de decis\u00e3o sobre a conformidade ambiental.<\/p>\n<p>Foram dois os aspetos mais pol\u00e9micos<a href=\"https:\/\/observador.pt\/2025\/09\/01\/consorcio-propoe-pontes-e-estacao-tgv-de-gaia-fora-do-previsto-no-caderno-de-encargos\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"> alterados pelo cons\u00f3rcio, e que n\u00e3o<\/a> passaram no crivo da APA. A mudan\u00e7a da esta\u00e7\u00e3o de alta velocidade de Vila Nova de Gaia, da localiza\u00e7\u00e3o subterr\u00e2nea prevista em Santo Ov\u00eddio, para uma solu\u00e7\u00e3o em superf\u00edcie em Vilar do Para\u00edso. E a divis\u00e3o da nova travessia sobre o Douro em duas pontes \u2014 uma para os comboios de alta velocidade, outra para o tr\u00e2nsito rodovi\u00e1rio.<\/p>\n<p>Estas altera\u00e7\u00f5es ao projeto inicial desenhado pela Infraestruturas de Portugal e que foi a concurso foram justificadas pelo cons\u00f3rcio com a otimiza\u00e7\u00e3o do tra\u00e7ado que tinha sido definido em estudo pr\u00e9vio, e com o argumento de que permitiam reduzir os riscos de incumprimento de prazo e de financiamento.<\/p>\n<p>Mas, perante a oposi\u00e7\u00e3o da APA \u00e0s altera\u00e7\u00f5es para estes dois subtro\u00e7os do tro\u00e7o Oi\u00e3\/Porto, o cons\u00f3rcio reconfigurou o projeto de execu\u00e7\u00e3o para ir ao encontro do que estava definido no caderno de encargos do primeiro lote da linha de alta velocidade entre Porto e Lisboa.<\/p>\n<p>Apesar desta reformula\u00e7\u00e3o, o Governo<a href=\"https:\/\/observador.pt\/2026\/03\/31\/ip-afasta-atrasos-na-conclusao-do-primeiro-troco-da-alta-velocidade-obras-devem-arrancar-no-terceiro-trimestre\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"> tem afastado atrasos<\/a>\u00a0na execu\u00e7\u00e3o das obras que deveriam arrancar este ano para estarem conclu\u00eddas em 2030.<\/p>\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"TLUMYYeaK4\">\n<p><a href=\"https:\/\/observador.pt\/2026\/03\/31\/ip-afasta-atrasos-na-conclusao-do-primeiro-troco-da-alta-velocidade-obras-devem-arrancar-no-terceiro-trimestre\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">IP afasta atrasos na conclus\u00e3o do primeiro tro\u00e7o da alta velocidade. Obras devem arrancar no terceiro trimestre<\/a><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>O projeto est\u00e1 em consulta p\u00fablica at\u00e9 29 de junho. O resumo n\u00e3o t\u00e9cnico sintetiza as principais altera\u00e7\u00f5es introduzidas face ao estudo pr\u00e9vio.<\/p>\n<p>A cota de localiza\u00e7\u00e3o da<strong> esta\u00e7\u00e3o de Santo Ov\u00eddio (Gaia<\/strong>) ficar\u00e1 6 metros mais elevada, a cerca de 60 metros, solu\u00e7\u00e3o que, argumenta o cons\u00f3rcio, permite otimizar a escava\u00e7\u00e3o e reduzir a profundidade dos po\u00e7os de acesso. Esta eleva\u00e7\u00e3o da esta\u00e7\u00e3o facilita tamb\u00e9m a liga\u00e7\u00e3o \u00e0 rede do Metro do Porto.<\/p>\n<p>Para a nova<strong> esta\u00e7\u00e3o de Campanh\u00e3<\/strong> (Porto) ser\u00e1 constru\u00eddo um edif\u00edcio-ponte horizontal que ir\u00e1 atravessar todas as linhas, \u201cfuncionando como nova porta da cidade\u201d.<\/p>\n<p>O cons\u00f3rcio alterou a tipologia inicialmente prevista de uma ponte em arco<strong> para uma ponte em p\u00f3rtico<\/strong> com dois tabuleiros. O superior ser\u00e1 ferrovi\u00e1rio e o<strong> inferior suspenso ser\u00e1 rodovi\u00e1rio, <\/strong>ao contr\u00e1rio do que foi adotado na Ponte 25 de Abril onde o tabuleiro ferrovi\u00e1rio foi introduzido mais tarde.<\/p>\n<p>Para esta mudan\u00e7a contribu\u00edram os estudos geot\u00e9cnicos que demonstram que o maci\u00e7o rochoso na margem Gaia com capacidade de carga estava a 45 metros de profundidade, o que obrigaria a fazer funda\u00e7\u00f5es massivas para uma solu\u00e7\u00e3o em arco. A solu\u00e7\u00e3o adotada com pilares implantados no meio do rio prev\u00ea um afastamento dos eixos em 200 metros, o que garante um v\u00e3o livre de 170 metros para salvaguarda da navega\u00e7\u00e3o, incluindo navios de cruzeiro.<\/p>\n<p>O tabuleiro inferior, para autom\u00f3veis, ficar\u00e1 localizado numa cota acima da definida para uma cheia centen\u00e1ria.<\/p>\n<p>O cons\u00f3rcio indica que houve condicionantes geot\u00e9cnicas e operacionais que levaram a trocar a solu\u00e7\u00e3o de dois t\u00faneis paralelos por <strong>uma solu\u00e7\u00e3o monotubo com via \u00fanica<\/strong>. Esta op\u00e7\u00e3o reduz a \u00e1rea de influ\u00eancia, a produ\u00e7\u00e3o de res\u00edduos, as vibra\u00e7\u00f5es em zonas habitadas e permite encurtar tempos de execu\u00e7\u00e3o e os custos. E \u00e9 justificada com os apertados prazos da obra que faziam desta obra um risco para a execu\u00e7\u00e3o de toda a empreitada. Raz\u00f5es que levaram tamb\u00e9m a reduzir a extens\u00e3o m\u00e1xima dos t\u00faneis a 3,5 quil\u00f3metros.<\/p>\n<p>Dois dos efeitos mais relevantes s\u00e3o as redu\u00e7\u00f5es propostas para os t\u00faneis de <strong>Negrelos<\/strong> (que passa de 3235 metros para 1185 metros) e de <strong>Gaia<\/strong> (que diminui de 4703 metros para 3393), o que resulta numa subida da rasante necess\u00e1ria para compatibilizar o territ\u00f3rio com a constru\u00e7\u00e3o da linha.<\/p>\n<p>O t\u00fanel do Souto \u00e9 substitu\u00eddo por uma conten\u00e7\u00e3o fechada com 125 metros de extens\u00e3o.<\/p>\n<p>As redu\u00e7\u00f5es propostas para os t\u00faneis, sobretudo de Negrelos e Gaia, surgem sinalizadas como tendo impactos superiores aos que estavam previstos no estudo pr\u00e9vio. Apesar dos tra\u00e7ados procurarem minimizar os desenvolvimentos \u00e0 superf\u00edcie, o documento n\u00e3o deixa de referir que \u201ctodos os propriet\u00e1rios ou arrendat\u00e1rios s\u00e3o indemnizados ou arranjadas alternativas de localiza\u00e7\u00e3o\u201d que est\u00e3o expostas no estudo social que faz parte da documenta\u00e7\u00e3o em consulta p\u00fablica.<\/p>\n<p>Do lado positivo, refere-se a desafeta\u00e7\u00e3o de \u00e1reas com equipamentos estabelecidos: \u201cCom a ripagem do tra\u00e7ado para poente, o projeto deixa de afetar a Quinta da Gata \u2013 Centro Equestre Couto Pereira, o campo de futebol de Guetim e a Sociedade H\u00edpica Quinta do Outeiral.\u201d<\/p>\n<p>N\u00e3o obstante, o cons\u00f3rcio sublinha que a avalia\u00e7\u00e3o comparativa dos impactos entre o estudo pr\u00e9vio e o projeto de execu\u00e7\u00e3o \u201cdemonstra assim que, apesar do aumento da \u00e1rea de interven\u00e7\u00e3o, os impactes ambientais mant\u00eam-se, na sua maioria, pouco significativos e mais pontualmente significativos, sendo compensados por medidas espec\u00edficas j\u00e1 inclu\u00eddas no projeto ou a implementar e programas de monitoriza\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>\u00c9 igualmente destacada a reformula\u00e7\u00e3o das interven\u00e7\u00f5es e recupera\u00e7\u00e3o programadas para as pedreiras de Vilar do Para\u00edso que dever\u00e3o receber os volumes de terra excedent\u00e1rios que resultem das escava\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias \u00e0 constru\u00e7\u00e3o das infraestruturas. Estima-se que estas pedreiras acolham 2,9 milh\u00f5es de metros c\u00fabicos de material resultante da escava\u00e7\u00e3o que as ir\u00e1 preencher, de forma a viabilizar a recupera\u00e7\u00e3o paisag\u00edstica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Uma ponte em p\u00f3rtico em vez de ser em arco, com os comboios de alta velocidade a passarem&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":408104,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[10],"tags":[27,28,13858,476,15,16,14,25,26,21,22,12,13,19,20,57,462,32,23,24,33,58,19836,17,18,18784,2588,29,30,31,18859],"class_list":["post-408103","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-portugal","tag-breaking-news","tag-breakingnews","tag-comboios","tag-economia","tag-featured-news","tag-featurednews","tag-headlines","tag-latest-news","tag-latestnews","tag-main-news","tag-mainnews","tag-news","tag-noticias","tag-noticias-principais","tag-noticiasprincipais","tag-pau00eds","tag-porto","tag-portugal","tag-principais-noticias","tag-principaisnoticias","tag-pt","tag-sociedade","tag-tgv","tag-top-stories","tag-topstories","tag-transporte-ferroviu00e1rio","tag-transportes","tag-ultimas","tag-ultimas-noticias","tag-ultimasnoticias","tag-vila-nova-de-gaia"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116700146799670262","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/408103","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=408103"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/408103\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/408104"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=408103"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=408103"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=408103"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}