{"id":408465,"date":"2026-06-06T11:43:09","date_gmt":"2026-06-06T11:43:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/408465\/"},"modified":"2026-06-06T11:43:09","modified_gmt":"2026-06-06T11:43:09","slug":"detetado-buraco-negro-adormecido-no-universo-primitivo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/408465\/","title":{"rendered":"Detetado buraco negro &#8220;adormecido&#8221; no universo &#8220;primitivo&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>                Durante d\u00e9cadas, os astr\u00f3nomos localizaram buracos negros gigantes observando objetos muito brilhantes chamados quasares. S\u00e3o como far\u00f3is c\u00f3smicos alimentados por buracos negros muito ativos<\/p>\n<p>Uma equipa internacional de astr\u00f3nomos conseguiu medir a massa de um enorme buraco negro localizado numa gal\u00e1xia muito distante, que teve origem quando o universo come\u00e7ava a formar-se.<\/p>\n<p>Embora estes tipos de &#8216;colossos&#8217; supermassivos sejam estudados por devorarem mat\u00e9ria e emitirem enormes quantidades de energia, este caso \u00e9 diferente para os investigadores porque o buraco negro est\u00e1 &#8216;adormecido&#8217;, ou seja, n\u00e3o est\u00e1 a absorver grandes quantidades de mat\u00e9ria, explicou a Universidade da Cant\u00e1bria (UC), na localidade espanhola de Santander, em comunicado.<\/p>\n<p>Gra\u00e7as \u00e0s capacidades do Telesc\u00f3pio Espacial James Webb, a equipa de investiga\u00e7\u00e3o, liderada por Andrew Newman, da Carnegie Institution for Science (EUA), conseguiu calcular o seu tamanho observando como este afeta as estrelas que orbitam \u00e0 sua volta.<\/p>\n<p>Os resultados foram publicados na revista Science, noticiou na sexta-feira a ag\u00eancia Europa Press.<\/p>\n<p>&#8220;Inicialmente, o modelo foi criado para explicar as supernovas Refsdal e Encore, mas, no final, ajudou-nos a saber que existe um objeto massivo no centro da gal\u00e1xia&#8221;, explicaram os cientistas espanh\u00f3is Jos\u00e9 Mar\u00eda Diego e Ana Acebr\u00f3n, do Grupo de Cosmologia Observacional e Instrumenta\u00e7\u00e3o do Instituto de F\u00edsica da Cant\u00e1bria (IFCA, CSIC-UC).<\/p>\n<p>Durante d\u00e9cadas, os astr\u00f3nomos localizaram buracos negros gigantes observando objetos muito brilhantes chamados quasares. S\u00e3o como far\u00f3is c\u00f3smicos alimentados por buracos negros muito ativos.<\/p>\n<p>No entanto, o objeto que foi estudado pertence a uma outra categoria, muito mais dif\u00edcil de identificar, um buraco negro muito quieto e dormente.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, sabe-se que o colossal buraco negro reside numa grande gal\u00e1xia chamada MRG-M0138, que formou a maior parte das suas estrelas h\u00e1 aproximadamente 13 mil milh\u00f5es de anos.<\/p>\n<p>Atualmente, esta gal\u00e1xia praticamente n\u00e3o produz novas estrelas, e o seu buraco negro central tamb\u00e9m permanece inativo.<\/p>\n<p>At\u00e9 h\u00e1 alguns anos, medir a massa de buracos negros t\u00e3o distantes era praticamente imposs\u00edvel.<\/p>\n<p>Agora, nesta nova descoberta, a equipa analisou o movimento coletivo das estrelas na gal\u00e1xia MRG-M0138.<\/p>\n<p>Esta esp\u00e9cie de &#8220;dan\u00e7a estelar&#8221; permitiu calcular a massa do buraco negro, utilizando dados do Telesc\u00f3pio Espacial James Webb e aproveitando o fen\u00f3meno natural conhecido como lente gravitacional, que amplifica a luz de objetos muito distantes e facilita a sua observa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Agora podemos detetar este tipo de buracos negros inativos mesmo quando o universo tinha apenas 10 mil milh\u00f5es de anos&#8221;, explicou Newman.<\/p>\n<p>&#8220;A combina\u00e7\u00e3o da nitidez proporcionada pelo telesc\u00f3pio James Webb e o efeito de amplia\u00e7\u00e3o das lentes gravitacionais torna isso poss\u00edvel&#8221;, concluiu.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Durante d\u00e9cadas, os astr\u00f3nomos localizaram buracos negros gigantes observando objetos muito brilhantes chamados quasares. 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