{"id":408605,"date":"2026-06-06T14:19:36","date_gmt":"2026-06-06T14:19:36","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/408605\/"},"modified":"2026-06-06T14:19:36","modified_gmt":"2026-06-06T14:19:36","slug":"e-calmo-quente-bonito-e-nao-ha-guerra-viuvas-e-orfaos-ucranianos-encontram-consolo-no-luto-em-portugal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/408605\/","title":{"rendered":"&#8220;\u00c9 calmo, quente, bonito e n\u00e3o h\u00e1 guerra.&#8221; Vi\u00favas e \u00f3rf\u00e3os ucranianos encontram consolo no luto em Portugal"},"content":{"rendered":"<p>                Durante duas semanas, m\u00e3es e filhos ucranianos trocam as sirenes, as aus\u00eancias e a espera, por uma casa em Our\u00e9m, praia, museus, futebol e sil\u00eancio. N\u00e3o s\u00e3o f\u00e9rias como as outras. \u00c9 uma pausa breve para crian\u00e7as que perderam os pais na guerra e para mulheres que ainda vivem entre o luto, a burocracia e um pa\u00eds a tentar continuar<\/p>\n<p style=\"margin-bottom:12px\">Os pais de Timur e Iehor morreram nos primeiros meses da guerra da R\u00fassia contra a Ucr\u00e2nia. \u201cEu tinha seis anos, ele n\u00e3o sobreviveu para me ver entrar na primeira classe\u201d, conta Timur, numa calma controlada que acaba por ceder \u00e0s l\u00e1grimas. Respira fundo. A m\u00e3e abra\u00e7a-o. \u201cEst\u00e1 tudo bem.\u201d<\/p>\n<p>Iehor tinha tr\u00eas anos. \u201cQuase n\u00e3o se lembra do pai\u201d, conta a m\u00e3e, que o ajuda a recompor as poucas mem\u00f3rias. H\u00e1 uma, por\u00e9m, que n\u00e3o precisou de ser ensinada. \u201cO meu pai amava-me.\u201d<\/p>\n<p> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"336\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/6a1f0e48d34edcee7c64e0e9.webp\" width=\"600\"\/> <\/p>\n<p>   Iehor conversa com a CNN Portugal. Imagem CNN Portugal\u00a0 <\/p>\n<p>\u201cO meu marido morreu em 2022. Ainda est\u00e1 desaparecido, n\u00e3o o enterr\u00e1mos e eu sei que n\u00e3o o vamos enterrar porque est\u00e1 no lado ocupado\u201d, recorda Alina.<\/p>\n<p>Os dois homens, pais e maridos, morreram na regi\u00e3o de Donetsk, territ\u00f3rio ucraniano ocupado pela R\u00fassia. Fazem parte dos milhares de baixas de uma guerra cujos n\u00fameros o governo ucraniano \u2014 e o russo \u2014 continuam a n\u00e3o revelar. Por isso, est\u00e1 tamb\u00e9m por precisar o n\u00famero de vi\u00favas e \u00f3rf\u00e3os. Mas o impacto j\u00e1 se come\u00e7a a sentir na Ucr\u00e2nia. Tamb\u00e9m por isso, Timur e Iehor est\u00e3o agora em Portugal.<\/p>\n<p>Fazem parte do segundo grupo de cerca de 30 m\u00e3es e crian\u00e7as que a associa\u00e7\u00e3o portuguesa <a href=\"https:\/\/helpua.pt\/pt\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">HELP UAPT<\/a> trouxe at\u00e9 Our\u00e9m. Segundo o vice-presidente da associa\u00e7\u00e3o, foram selecionadas de uma lista de espera com mais de tr\u00eas mil fam\u00edlias. Partiram de Dnipro, a cerca de 100 quil\u00f3metros da linha da frente, e de Kiev, para uma viagem de 20 horas de autocarro \u2014 o espa\u00e7o a\u00e9reo ucraniano est\u00e1 encerrado a voos comerciais desde o in\u00edcio da guerra \u2014 at\u00e9 Vars\u00f3via, na Pol\u00f3nia. Da\u00ed seguiram de avi\u00e3o para Lisboa. Depois, ainda houve a estrada at\u00e9 Our\u00e9m.<\/p>\n<p> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"336\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/6a1f0e3fd34e28842c84c28a.webp\" width=\"600\"\/> <\/p>\n<p>   Delega\u00e7\u00e3o da Associa\u00e7\u00e3o HELP UAPT com o vice-ministro dos Assuntos dos Veteranos da Ucr\u00e2nia, Ruslan Prykhodko. Imagem CNN Portugal\u00a0 <\/p>\n<p>No Centro de Reabilita\u00e7\u00e3o F\u00e9nix, criado pela HELP UAPT no antigo semin\u00e1rio dominicano de Aldeia Nova, s\u00e3o recebidos por trabalhadores e volunt\u00e1rios da associa\u00e7\u00e3o, muitos deles parte da di\u00e1spora ucraniana em Portugal.<\/p>\n<p>\u201cEu gostaria de agradecer em especial aos rapazes que jogaram futebol com as nossas crian\u00e7as e lhes proporcionaram muita alegria. Como estas crian\u00e7as perderam os pais, n\u00e3o t\u00eam aten\u00e7\u00e3o masculina, apenas a m\u00e3e\u201d, agradece Anna, que viajou com o filho Illia.<\/p>\n<p> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"336\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/6a1f0e4ad34e28842c84c290.webp\" width=\"600\"\/> <\/p>\n<p>   Illia na viagem de autocarro de Dnipro para Vars\u00f3via. Imagem CNN Portugal <\/p>\n<p>Durante cerca de duas semanas, recebem reabilita\u00e7\u00e3o psicol\u00f3gica e emocional, alternada com momentos de lazer: praia, museus, visitas culturais, turismo, dias em que o corpo e a cabe\u00e7a podem repousar noutro pa\u00eds. \u201c\u00c9 um dia de passeio, cultura, e um dia de tratamento no centro. N\u00f3s temos uma psic\u00f3loga ucraniana que fala portugu\u00eas e faz a tradu\u00e7\u00e3o do tratamento junto com a psic\u00f3loga que vem do grupo, nomeada pelas For\u00e7as Armadas da Ucr\u00e2nia\u201d, explica \u00c2ngelo Neto, vice-presidente da HELP UAPT.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria destas m\u00e3es e destas crian\u00e7as cabe numa casa em Our\u00e9m, mas come\u00e7a muito antes e \u00e9 muito maior. A popula\u00e7\u00e3o ucraniana, que antes da guerra ultrapassava os 40 milh\u00f5es, caiu para 29 milh\u00f5es no territ\u00f3rio controlado pelo governo ucraniano. Os problemas demogr\u00e1ficos n\u00e3o nasceram com a invas\u00e3o, nem s\u00e3o exclusivos do pa\u00eds, sublinha Ella Libanova, diretora do Instituto de Demografia e Estudos Sociais <a href=\"https:\/\/www.idss.org.ua\/index_en\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Ptoukha<\/a>. \u201cCome\u00e7aram na d\u00e9cada de 1960, quando a taxa de natalidade desceu abaixo do n\u00edvel que permite a reprodu\u00e7\u00e3o de gera\u00e7\u00f5es.\u201d<\/p>\n<p>\u00c9 uma situa\u00e7\u00e3o que se repete em praticamente toda a Europa, \u201cmas a\u00ed, primeiro, \u00e9 compensada por uma taxa de mortalidade mais baixa e pelo fluxo migrat\u00f3rio da popula\u00e7\u00e3o\u201d, explica Libanova.<\/p>\n<p>O pa\u00eds enfrenta o envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o, combinado com uma elevada mortalidade masculina. \u201cA diferen\u00e7a na esperan\u00e7a de vida entre homens e mulheres na Ucr\u00e2nia \u00e9 superior a 10 anos. Esta \u00e9 uma caracter\u00edstica de todo o espa\u00e7o p\u00f3s-sovi\u00e9tico. Mesmo nos pa\u00edses b\u00e1lticos, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 igual. N\u00e3o consigo explicar, mas j\u00e1 fa\u00e7o isto h\u00e1 muitos anos e vejo que se mant\u00e9m. O mais prov\u00e1vel \u00e9 o estilo de vida\u201d, acrescenta Libanova, sentada \u00e0 secret\u00e1ria, atolada de folhas e dossiers, no escrit\u00f3rio no centro de Kiev.<\/p>\n<p> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"338\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/6a1f0e41d34edcee7c64e0e3.webp\" width=\"600\"\/> <\/p>\n<p>   Ella Libanova, diretora do Instituto de Demografia e Estudos Sociais Ptoukha em entrevista \u00e0 CNN Portugal. Imagem CNN Portugal <\/p>\n<p>A outra raz\u00e3o \u00e9 a migra\u00e7\u00e3o, acentuada pela guerra. Segundo o Alto Comissariado das Na\u00e7\u00f5es Unidas para os Refugiados, quase seis milh\u00f5es de ucranianos vivem como refugiados no estrangeiro.<\/p>\n<p>\u201cSe falarmos de migrantes da guerra \u2014 n\u00e3o gosto do termo \u2018refugiados\u2019 porque os nossos n\u00e3o s\u00e3o refugiados, vivem l\u00e1 sob uma lei diferente \u2014, portanto, se estivermos a falar de migrantes da guerra, mais de 70% das mulheres ucranianas migrantes da guerra com 25 anos ou mais t\u00eam forma\u00e7\u00e3o superior. E este \u00e9, certamente, um n\u00famero muito grande\u201d, explica Libanova. \u201cIsto est\u00e1 relacionado com o facto de quase todos os que partiram serem moradores de cidades. As pessoas do campo n\u00e3o foram para o estrangeiro. Al\u00e9m disso, sa\u00edram principalmente de Kharkiv, Kyiv, ou seja, de cidades com um n\u00edvel de educa\u00e7\u00e3o mais elevado.\u201d<\/p>\n<p>A guerra agravou uma situa\u00e7\u00e3o demogr\u00e1fica que j\u00e1 era dif\u00edcil. E mudou tamb\u00e9m a organiza\u00e7\u00e3o do trabalho. \u201cOs empres\u00e1rios n\u00e3o t\u00eam op\u00e7\u00e3o, s\u00e3o obrigados a contratar mulheres para cargos que eram anteriormente ocupados por homens. E tenho a certeza de que, depois de os homens regressarem da frente de batalha, as mulheres n\u00e3o lhes dar\u00e3o esses empregos de volta. Este \u00e9 outro desafio que nos espera\u201d, antecipa Libanova.<\/p>\n<p>Tem pressa. A seguir, tem uma reuni\u00e3o com a primeira-ministra da Ucr\u00e2nia, para lhe apresentar algumas ideias para a recupera\u00e7\u00e3o do pa\u00eds.<\/p>\n<p>\u201cHaver\u00e1 um Plano Marshall ou algo do g\u00e9nero. O problema \u00e9 que, na primeira fase de implementa\u00e7\u00e3o desse plano, seremos obrigados a restaurar a infraestrutura porque, sem isso, ser\u00e1 dif\u00edcil fazer alguma coisa\u201d, continua Libanova. V\u00ea a\u00ed outro problema \u2014 a escassez de m\u00e3o de obra \u2014 e uma oportunidade: \u201cEspero que possamos atrair pessoas do Bangladesh e da \u00cdndia.\u201d<\/p>\n<p>Enquanto a guerra continua, j\u00e1 no quinto ano de combates, o governo ucraniano tenta mitigar a situa\u00e7\u00e3o e reabilitar os 1,8 milh\u00f5es de veteranos de guerra e respetivas fam\u00edlias.<\/p>\n<p> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"337\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/6a1f0e4cd34e28842c84c292.webp\" width=\"600\"\/> <\/p>\n<p>   Viagem de autocarro para Vars\u00f3via, m\u00e3e e filho. Imagem CNN Portugal <\/p>\n<p>\u201cSe queremos ganhar a guerra contra a Federa\u00e7\u00e3o Russa, precisamos de uma economia forte. Mas nenhuma economia pode ser forte sem pessoas que trabalhem e paguem impostos\u201d, sustenta Ruslan Prykhodko, vice-ministro dos Assuntos dos Veteranos da Ucr\u00e2nia, no seu escrit\u00f3rio da rua principal de Kiev.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 por isso que o nosso principal objetivo agora \u00e9 reintegrar os veteranos e as suas fam\u00edlias na vida ativa. Oferecemos muitos programas diferentes. O primeiro bloco de recupera\u00e7\u00e3o inclui reabilita\u00e7\u00e3o f\u00edsica e psicol\u00f3gica. O segundo \u00e9 o da assist\u00eancia social. O outro \u00e9 um bloco de programas educativos. E o passo seguinte \u00e9 o emprego e o empreendedorismo para os veteranos\u201d, enumera.<\/p>\n<p>Numa reuni\u00e3o com a delega\u00e7\u00e3o da HELP UAPT, em Kiev, Prykhodko reconhece que h\u00e1 apenas cerca de oito milh\u00f5es de participantes ativos na economia ucraniana. \u00c2ngelo Neto oferece as instala\u00e7\u00f5es e os servi\u00e7os do Centro de Reabilita\u00e7\u00e3o F\u00e9nix para receber combatentes feridos ucranianos em reabilita\u00e7\u00e3o f\u00edsica e psicol\u00f3gica.<\/p>\n<p>A associa\u00e7\u00e3o acolheu o primeiro grupo em junho de 2024, mas desde ent\u00e3o tem sido dif\u00edcil repetir a iniciativa, sobretudo por raz\u00f5es burocr\u00e1ticas e de log\u00edstica. Enquanto tenta ultrapassar essas barreiras, concentra-se no apoio a vi\u00favas e \u00f3rf\u00e3os de militares.<\/p>\n<p> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"336\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/6a1f0e51d34edcee7c64e0ed.webp\" width=\"600\"\/> <\/p>\n<p>   Viagem de avi\u00e3o de Vars\u00f3via para Lisboa. Imagem CNN Portugal <\/p>\n<p> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"335\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/6a1f0e44d34e28842c84c28e.webp\" width=\"600\"\/> <\/p>\n<p>   Grupo de vi\u00favas e \u00f3rf\u00e3os de militares ucranianos no aeroporto de Vars\u00f3via. Imagem CNN Portugal <\/p>\n<p>A iniciativa funciona em parceria com as autoridades nacionais e regionais da Ucr\u00e2nia e com a associa\u00e7\u00e3o <a href=\"https:\/\/uafriendsfoundation.org\/en\/holovna-storinka-english\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Friends of Ukraine Foundation<\/a>.<\/p>\n<p>\u201cIsto \u00e9 muito valioso para os ucranianos neste momento e sentimos que n\u00e3o estamos sozinhos. N\u00e3o se trata apenas de assist\u00eancia militar, mas tamb\u00e9m de apoio humanit\u00e1rio, que, neste caso, se manifesta na oferta de f\u00e9rias \u00e0s nossas fam\u00edlias\u201d, sublinha Ivan Vashchenko, vice-governador da regi\u00e3o de Chernihiv, a 70 quil\u00f3metros da fronteira com a R\u00fassia, de onde partiu, em janeiro deste ano, o primeiro grupo de m\u00e3es e crian\u00e7as para Portugal.<\/p>\n<p>\u201cFoi como um conto de fadas em Portugal\u201d, recorda uma das m\u00e3es.<\/p>\n<p>O regresso custou mais do que esperava. \u201cFoi muito dif\u00edcil regressar a toda esta realidade, a esta vida quotidiana da Ucr\u00e2nia. N\u00e3o h\u00e1 um sil\u00eancio constante. L\u00e1 \u00e9 calmo. \u00c9 quente, bonito e n\u00e3o h\u00e1 guerra\u201d, acrescenta outra m\u00e3e.<\/p>\n<p> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"337\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/6a1f0e46d34edcee7c64e0e7.webp\" width=\"600\"\/> <\/p>\n<p>   Homenagem aos soldados mortos na Pra\u00e7a da Independ\u00eancia, em Kiev. Imagem CNN Portugal <\/p>\n<p><strong>Conte\u00fado relacionado<\/strong><\/p>\n<p>Vi\u00favas e \u00f3rf\u00e3os de militares ucranianos v\u00e3o receber apoio psicol\u00f3gico e emocional em Portugal: veja o v\u00eddeo\u00a0 <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Durante duas semanas, m\u00e3es e filhos ucranianos trocam as sirenes, as aus\u00eancias e a espera, por uma casa&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":408606,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[10],"tags":[609,611,67091,55339,27,28,607,608,610,15,16,3755,830,14,82,25,26,570,21,22,62,12,13,19,20,8333,31214,32,23,24,33,3813,839,17,18,840,29,30,31,51087,3814],"class_list":["post-408605","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-portugal","tag-alerta","tag-ao-minuto","tag-apoio-emocional","tag-apoio-psicologico","tag-breaking-news","tag-breakingnews","tag-cnn","tag-cnn-portugal","tag-direto","tag-featured-news","tag-featurednews","tag-ferias","tag-guerra","tag-headlines","tag-internacional","tag-latest-news","tag-latestnews","tag-live","tag-main-news","tag-mainnews","tag-mundo","tag-news","tag-noticias","tag-noticias-principais","tag-noticiasprincipais","tag-orfaos","tag-ourem","tag-portugal","tag-principais-noticias","tag-principaisnoticias","tag-pt","tag-putin","tag-russia","tag-top-stories","tag-topstories","tag-ucrania","tag-ultimas","tag-ultimas-noticias","tag-ultimasnoticias","tag-viuvas","tag-zelensky"],"share_on_mastodon":{"url":"","error":"Validation failed: Text character limit of 500 exceeded"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/408605","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=408605"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/408605\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/408606"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=408605"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=408605"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=408605"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}