{"id":40878,"date":"2025-08-22T22:40:07","date_gmt":"2025-08-22T22:40:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/40878\/"},"modified":"2025-08-22T22:40:07","modified_gmt":"2025-08-22T22:40:07","slug":"porto-comerciantes-historicos-comecam-a-abandonar-o-bolhao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/40878\/","title":{"rendered":"Porto. Comerciantes hist\u00f3ricos come\u00e7am a abandonar o Bolh\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>O comerciante Fernando Pinto garante que luta h\u00e1 mais de ano e meio junto de Rui Moreira, do vereador Pedro Baganha, de v\u00e1rios elementos da dire\u00e7\u00e3o e, recentemente, da nova administradora da Go Porto, Francisca Carneiro Fernandes, \u201cpara que se reponha a legalidade no Bolh\u00e3o e coloque um fim \u00e0 concorr\u00eancia desleal\u201d. Desistiu: o hist\u00f3rico Deu La Deu, confeitaria hist\u00f3rica e tipicamente portuguesa de que \u00e9 propriet\u00e1rio, na parte da Rua Formosa, abandona o Bolh\u00e3o.  <\/p>\n<p><strong>Fernando Pinto garante que n\u00e3o consegue \u201ccumprir contratos\u201d, nem obstar a \u201cdificuldades crescentes\u201d, porque h\u00e1 \u201cmuitas bancas\u201d a fazerem o mesmo que a sua confeitaria, mas ilegalmente, transformando o mercado tradicional de frescos numa pra\u00e7a de alimenta\u00e7\u00e3o. \u201cComo \u00e9 poss\u00edvel as pr\u00f3prias autoridades, incluindo a ASAE, n\u00e3o atuarem?<\/strong>\u201d, pergunta.  <\/p>\n<p>O propriet\u00e1rio da Deu La Deu est\u00e1 no Bolh\u00e3o h\u00e1 cerca de 40 anos. \u201cTeria muita coisa para dizer ao longo de quase quatro d\u00e9cadas, mas neste momento a minha revolta maior deve-se a ter sido quase obrigado a sair. <strong>Como \u00e9 poss\u00edvel verificar-se tanta ilegalidade e os respons\u00e1veis serem os primeiros a incentivar o incumprimento?<\/strong>\u201d insiste, apresentando um parecer da Associa\u00e7\u00e3o Portuguesa de Hotelaria Restaura\u00e7\u00e3o e Turismo. \u201cO Munic\u00edpio ou entidade gestora do Mercado do Bolh\u00e3o tem assim a responsabilidade de assegurar que todos os comerciantes cumpram as normas estabelecidas e deve seguir um procedimento claro para abordar a n\u00e3o conformidade e aplicar as san\u00e7\u00f5es adequadas\u201d. <\/p>\n<p>No documento, a APHRT afirma: \u201csendo o Mercado do Bolh\u00e3o para, principalmente, com\u00e9rcio de produtos alimentares, n\u00e3o podem os que apenas assim se encontram licenciados concorrer de forma livre e desimpedida com os demais estabelecimentos prestadores de servi\u00e7os de alimenta\u00e7\u00e3o e bebidas, prestando aos visitantes servi\u00e7os an\u00e1logos\u201d. <\/p>\n<p>Assim, \u201ccom base nas &#8220;Normas de Funcionamento&#8221; e no &#8220;Regulamento do Mercado do Bolh\u00e3o&#8221;, o Munic\u00edpio ou entidade gestora dever\u00e1 tomar medidas que reforcem e assegurem o cumprimento das regras &#8211; que ali\u00e1s se encontram devidamente previstas no Regulamento do Mercado do Bolh\u00e3o.\u201d  <\/p>\n<p><strong>O parecer foi enviado pelo comerciante \u00e0 C\u00e2mara do Porto, acompanhado de uma exposi\u00e7\u00e3o dirigida a Rui Moreira. \u201cNingu\u00e9m respondeu\u201d.    <\/strong><\/p>\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o do Com\u00e9rcio Tradicional Bolha de \u00c1gua alerta que a Deu-la-deu n\u00e3o \u00e9 caso \u00fanico. \u201cOutros hist\u00f3ricos est\u00e3o a ponderar encerrar portas\u201d, diz ao DN Helena Ferreira, presidente daquela Associa\u00e7\u00e3o. \u201cAs bancas de legumes e hortali\u00e7as das Irm\u00e3s Ara\u00fajo e dos Legumes da Tininha j\u00e1 foram abandonadas, sem que houvesse qualquer interven\u00e7\u00e3o por parte da gest\u00e3o para a preserva\u00e7\u00e3o da atividade e passagem do testemunho intergeracional\u201d, acrescenta a comerciante. \u201cUm dia destes acordamos e os legumes s\u00e3o apenas ali ao lado, no Continente\u201d.  <\/p>\n<p>Embora por raz\u00f5es alheias \u00e0 gest\u00e3o, tamb\u00e9m as famosas salsichas do Leandro, cuja banca era considerada das melhores do mercado, j\u00e1 abandonaram o Bolh\u00e3o, sem qualquer alternativa para preservar esse produto naquele espa\u00e7o. <\/p>\n<p><strong>As queixas por parte dos comerciantes t\u00eam sido muitas.<\/strong>  Quest\u00f5es log\u00edsticas e de obra, \u201ccom chuva e o sol a entrar nas bancas\u201d, que, dizem, \u201cpersistem em n\u00e3o ser resolvidas\u201d, a aplica\u00e7\u00e3o de \u201ccoimas excessivas\u201d, ou o \u201cincumprimento do Regulamento do Mercado do Bolh\u00e3o, com anu\u00eancia da pr\u00f3pria gest\u00e3o que fecha os olhos \u00e0 transforma\u00e7\u00e3o de algumas bancas em aut\u00eanticos restaurantes e sem condi\u00e7\u00f5es\u201d. <\/p>\n<p>Helena Ferreira descreve outras: \u201cvias de acesso ocupadas com visitantes sentados no ch\u00e3o e nas escadas a consumir o que as bancas transformadas em restaurantes oferecem e n\u00e3o deviam oferecer, corredores ocupados pelos passeantes de copo de vidro com bebidas alc\u00f3olicas\u201d. <\/p>\n<p>Estes s\u00e3o alguns dos fatores apontados pela dirigente associativa como respons\u00e1veis pela \u201c<strong>destrui\u00e7\u00e3o do que devia ser preservado e defendido e a raz\u00e3o para todos n\u00f3s termos investido na reabilita\u00e7\u00e3o do Bolh\u00e3o mais de 50 milh\u00f5es de euros\u201d.<\/strong> Por tudo isto, concluiu, \u201co desalento, a desilus\u00e3o come\u00e7am a tomar conta dos comerciantes hist\u00f3ricos, com atividades hist\u00f3ricas, e tal tem a consequ\u00eancia \u00e0 vista\u201d.  <\/p>\n<p><strong>Fernando Pinto diz estar cansado:<\/strong> \u201cCasas de restaura\u00e7\u00e3o sem casas de banho, sem exaust\u00e3o, pessoas que comem no ch\u00e3o, colocam pratos em cima dos caixotes do lixo, <strong>o Bolh\u00e3o parece uma verdadeira baderna<\/strong>\u201d. E lamenta-se: \u201cAo contr\u00e1rio de mim, que pago os custos de ter um estabelecimento aberto e umas dezenas de milhares de euros para cumprir a legisla\u00e7\u00e3o\u201d.    <\/p>\n<p>Diz-se v\u00edtima de uma \u201cpersegui\u00e7\u00e3o\u201d que tem por objetivo \u201cobrig\u00e1-lo a desistir\u201d. \u201cPara ter ideia, demorei mais de um ano para ter licen\u00e7a para constru\u00e7\u00e3o, retiraram-me mais de 36 metros quadrados de \u00e1rea, enquanto outros triplicaram a \u00e1rea que tinham e exercem outras atividades\u201d.  <\/p>\n<p><strong>A prometida devolu\u00e7\u00e3o do Mercado do Bolh\u00e3o \u00e0 cidade de um mercado de frescos e de com\u00e9rcio tradicional com gest\u00e3o p\u00fablica deveria cumprir-se com a reabilita\u00e7\u00e3o do edif\u00edcio hist\u00f3rico e monumento nacional. \u201cEsse Bolh\u00e3o est\u00e1 a morrer, vai morrer e com ele morre o Porto\u201d, diz Helena Ferreira. <\/strong><\/p>\n<p>O DN tentou sem sucesso contactar os respons\u00e1veis da c\u00e2mara do Porto<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O comerciante Fernando Pinto garante que luta h\u00e1 mais de ano e meio junto de Rui Moreira, do&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":40879,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[12434,27,28,12433,15,16,14,25,26,21,22,12432,12,13,19,20,462,32,23,24,33,17,18,29,30,31],"class_list":{"0":"post-40878","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-portugal","8":"tag-bolhao","9":"tag-breaking-news","10":"tag-breakingnews","11":"tag-comerciantes","12":"tag-featured-news","13":"tag-featurednews","14":"tag-headlines","15":"tag-latest-news","16":"tag-latestnews","17":"tag-main-news","18":"tag-mainnews","19":"tag-mercado-do-bolhao","20":"tag-news","21":"tag-noticias","22":"tag-noticias-principais","23":"tag-noticiasprincipais","24":"tag-porto","25":"tag-portugal","26":"tag-principais-noticias","27":"tag-principaisnoticias","28":"tag-pt","29":"tag-top-stories","30":"tag-topstories","31":"tag-ultimas","32":"tag-ultimas-noticias","33":"tag-ultimasnoticias"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40878","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=40878"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/40878\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/40879"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=40878"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=40878"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=40878"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}