{"id":408917,"date":"2026-06-06T21:12:11","date_gmt":"2026-06-06T21:12:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/408917\/"},"modified":"2026-06-06T21:12:11","modified_gmt":"2026-06-06T21:12:11","slug":"milhares-de-pessoas-marcham-em-lisboa-pelos-direitos-lgbti-e-contra-retrocessos-sociedade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/408917\/","title":{"rendered":"Milhares de pessoas marcham em Lisboa pelos direitos LGBTI+ e contra retrocessos &#8211; Sociedade"},"content":{"rendered":"<p>&#13;<br \/>\n                                &#13;<\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        Milhares de pessoas juntaram-se este s\u00e1bado, em Lisboa, numa marcha pelos direitos LGBTI+, contra o risco de retrocessos.&#13;\n    <\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                                &#13;<\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        Sob o lema &#8220;Nem Sil\u00eancio, Nem Medo: Existimos e Resistimos&#8221;, a 27.\u00aa Marcha do Orgulho LGBTI+ (L\u00e9sbicas, Gays, Bissexuais, Transg\u00e9nero, Intersexo e outras identidades), a concentra\u00e7\u00e3o come\u00e7ou no Marqu\u00eas de Pombal, em Lisboa, pelas 17:00.&#13;\n    <\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                        &#13;<br \/>\n                                &#13;<\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        Ao som dos tambores, os manifestantes come\u00e7aram a descida da avenida enquanto agitavam bandeiras n\u00e3o s\u00f3 com as cores do arco-\u00edris, mas tamb\u00e9m v\u00e1rias outras combina\u00e7\u00f5es que representam as comunidades.&#13;\n    <\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                                &#13;<\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        Liam-se cartazes como &#8220;ideologia \u00e9 revogar leis de 2018 (contra todos os pareceres cient\u00edficos)&#8221;, &#8220;em cada rosto, igualdade&#8221; e &#8220;o amor das minhas m\u00e3es merece ser celebrado, n\u00e3o explicado&#8221;.&#13;\n    <\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                                &#13;<\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        Helder B\u00e9rtolo, da Comiss\u00e3o Organizadora da Marcha do Orgulho, disse \u00e0 Lusa que, em 2024 e 2025, cerca de 50 mil pessoas participaram neste evento e que a expectativa este ano \u00e9 &#8220;de ter mais pessoas porque sentem que h\u00e1 uma s\u00e9rie de direitos que est\u00e3o a ser atacados&#8221;.&#13;\n    <\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                                &#13;<\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        &#8220;Tivemos uma tentativa no parlamento de revogar a Lei 38 de 2018&#8221;, salientou, que \u00e9 a lei que estabelece o direito \u00e0 autodetermina\u00e7\u00e3o da identidade de g\u00e9nero e express\u00e3o de g\u00e9nero, o que seria &#8220;o primeiro retrocesso depois do 25 de Abril&#8221;.&#13;\n    <\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                        &#13;<br \/>\n                                &#13;<\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        &#8220;Espero que isso n\u00e3o se concretize, mas \u00e9 importante as pessoas estarem aqui a falar, a celebrar e tamb\u00e9m a reivindicar&#8221;, defendeu.&#13;\n    <\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                                &#13;<\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        Hugo Silva, m\u00e9dico que se juntou \u00e0 marcha, considerou que, este ano, &#8220;com a ascens\u00e3o da extrema-direita e com o discurso de \u00f3dio, mais importante que nunca \u00e9 estar aqui a marcar posi\u00e7\u00e3o, at\u00e9 por todos os outros que tamb\u00e9m n\u00e3o podem c\u00e1 estar e que n\u00e3o podem falar&#8221;.&#13;\n    <\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                                &#13;<\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        Enquanto aguardavam para que arrancasse a descida em dire\u00e7\u00e3o ao Terreiro do Pa\u00e7o, a estudante Mi contava que veio acompanhar Andreia, que se juntou \u00e0 marcha pela primeira vez, e disse que &#8220;nunca tinha visto tanta gente acolhida e a sentir-se segura&#8221;.&#13;\n    <\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                                &#13;<\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        J\u00e1 Mert Yilmaz, guia tur\u00edstico turco, contou \u00e0 Lusa que esta \u00e9 a primeira vez que se junta \u00e0 marcha em Portugal, mas que j\u00e1 tinha participado em eventos noutros pa\u00edses, considerando que &#8220;ainda h\u00e1 pessoas que foram mortas ou acusadas por causa da sua sexualidade, por causa da sua identidade&#8221;.&#13;\n    <\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                        &#13;<br \/>\n                        &#13;<br \/>\n                                &#13;<\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        &#8220;Estamos aqui porque estamos a lutar por amor e direitos iguais, n\u00e3o mais, n\u00e3o menos&#8221;, defendeu.&#13;\n    <\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                                &#13;<\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        Sandra Cardoso, gerente comercial, tamb\u00e9m j\u00e1 tinha participado em marchas no Brasil, de onde \u00e9, mas, agora que veio morar para Portugal, decidiu juntar-se ao evento para &#8220;representatividade do povo &#8216;queer'&#8221;, para ter um &#8220;mundo mais aberto&#8221;.&#13;\n    <\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                                &#13;<\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        Enquanto acompanhava os milhares de manifestantes, muitos com leques coloridos que tamb\u00e9m serviam como &#8220;instrumento&#8221; de som para acompanhar a m\u00fasica, o professor universit\u00e1rio Jo\u00e3o Oliveira disse \u00e0 Lusa que tem marcado presen\u00e7a em todas as marchas de orgulho LGBTQI+ e que tem notado que o n\u00famero de pessoas tem aumentado ano ap\u00f3s ano.&#13;\n    <\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                                &#13;<\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        &#8220;Quando h\u00e1 partidos com ideologias fascistas presentes na esfera da democracia, \u00e9 natural que estes n\u00fameros aumentem precisamente para reivindicar mais espa\u00e7os de democracia&#8221;, considerou.&#13;\n    <\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                        &#13;<br \/>\n                                &#13;<\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        Nesta marcha marcou tamb\u00e9m presen\u00e7a Paulo Muacho, deputado do Livre, que salientou: &#8220;Este ano \u00e9 mais importante do que nunca marcar presen\u00e7a nesta marcha e em todas as marchas pelo pa\u00eds, porque neste momento temos uma direita ainda mais radicalizada, uma direita que escolheu as pessoas LGBT como o seu alvo de ataque e que est\u00e1 a querer retirar direitos&#8221;.&#13;\n    <\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                                &#13;<\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        Joana Mort\u00e1gua, do Bloco de Esquerda, tamb\u00e9m na marcha, sinalizou ser com tristeza que v\u00ea que &#8220;esta \u00e9 a primeira marcha em muitos anos num contexto de recuo de direitos, com um Governo que tem uma agenda conservadora, que entendeu fazer uma guerra aos direitos, a todos os direitos sociais&#8221;.&#13;\n    <\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                                &#13;<\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        &#8220;Isso v\u00ea-se nos direitos das mulheres no pacote laboral, v\u00ea-se no recuo dos direitos dos trabalhadores, v\u00ea-se na proibi\u00e7\u00e3o de bandeiras, na forma como os direitos dos jovens LGBT est\u00e3o a recuar nas escolas, mas tamb\u00e9m no ataque aos direitos&#8221;, argumentou, reiterando que os manifestantes vieram \u00e0 marcha para dizer que resistem juntos.&#13;\n    <\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                                &#13;<\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        A Comiss\u00e3o Organizadora da marcha lembrou, em comunicado, que &#8220;a nova conjuntura pol\u00edtica&#8221; a que se assiste &#8220;volta a colocar as pessoas e fam\u00edlias LGBTQI+ em perigo, com sinais de que as conquistas das \u00faltimas d\u00e9cadas est\u00e3o hoje em risco de retrocessos&#8221;.&#13;\n    <\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                        &#13;<br \/>\n                                &#13;<\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        &#8220;Num ano em que as pessoas LGBTQIA+, especialmente as pessoas trans e de g\u00e9nero diverso, t\u00eam sido atacadas sem qualquer pudor, com tentativas de revers\u00e3o de direitos adquiridos, no que seria o primeiro retrocesso a n\u00edvel de Direitos Humanos desde o 25 de Abril, e em que, pela primeira vez, ao fim de d\u00e9cadas, Lisboa n\u00e3o ter\u00e1 o Arraial Pride em junho, a import\u00e2ncia desta manifesta\u00e7\u00e3o \u00e9 incontest\u00e1vel e s\u00edmbolo de orgulho e de luta da comunidade, das suas fam\u00edlias e pessoas aliadas&#8221;, l\u00ea-se na nota.&#13;\n    <\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                                &#13;<\/p>\n<p class=\"\">&#13;<br \/>\n        A marcha conta com a participa\u00e7\u00e3o de 17 associa\u00e7\u00f5es e coletivos com interven\u00e7\u00e3o pol\u00edtica na \u00e1rea LGBTI+, feminista e antirracista.&#13;\n    <\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n                &#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n&#13;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#13; 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