{"id":409065,"date":"2026-06-07T00:48:16","date_gmt":"2026-06-07T00:48:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/409065\/"},"modified":"2026-06-07T00:48:16","modified_gmt":"2026-06-07T00:48:16","slug":"sera-o-fim-dos-colchoes-na-via-publica-licenca-da-mobilao-decidida-este-ano-reciclagem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/409065\/","title":{"rendered":"Ser\u00e1 o fim dos colch\u00f5es na via p\u00fablica? Licen\u00e7a da Mobil\u00e3o decidida este ano | Reciclagem"},"content":{"rendered":"<p>A Ag\u00eancia Portuguesa do Ambiente (APA) aponta o in\u00edcio de Novembro de 2026 como horizonte para a decis\u00e3o sobre a licen\u00e7a do futuro sistema integrado de gest\u00e3o de res\u00edduos de mob\u00edlias e colch\u00f5es. Trata-se de um novo fluxo abrangido pelo regime da responsabilidade alargada do produtor e para o qual, at\u00e9 agora, n\u00e3o foi atribu\u00edda qualquer licen\u00e7a. Em an\u00e1lise est\u00e1, para j\u00e1, um pedido formal, apresentado pela Mobil\u00e3o, enquanto a rec\u00e9m-criada Circular+MC prepara a candidatura.<\/p>\n<p>Num esclarecimento enviado ao <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/azul\" target=\"_self\" rel=\"nofollow noopener\">Azul<\/a>, a APA recorda que \u201co princ\u00edpio da responsabilidade alargada do produtor determina que o operador econ\u00f3mico que coloca o produto no mercado \u00e9 respons\u00e1vel pelos impactes ambientais decorrentes do processo produtivo, da posterior utiliza\u00e7\u00e3o dos respectivos produtos, da produ\u00e7\u00e3o de res\u00edduos, bem como da sua gest\u00e3o quando os mesmos atingem o final de vida\u201d.<\/p>\n<p>A ag\u00eancia acrescenta que os produtores de mob\u00edlias e colch\u00f5es t\u00eam, portanto, \u201cresponsabilidades no \u00e2mbito do princ\u00edpio da responsabilidade alargada\u201d e que essa operacionaliza\u00e7\u00e3o pode concretizar-se atrav\u00e9s de \u201csistemas individuais ou integrados\u201d, desde que haja pedidos formais de licenciamento devidamente instru\u00eddos. Em resumo: quem p\u00f5e um produto no mercado deve ser respons\u00e1vel pelos impactos ambientais associados ao ciclo de vida desse objecto.<\/p>\n<p>Da Colunex ao Leroy Merlin<\/p>\n<p>At\u00e9 agora, segundo a <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/agencia-portuguesa-ambiente\" target=\"_self\" rel=\"nofollow noopener\">APA<\/a>, \u201cfoi recebido um requerimento formal para a cria\u00e7\u00e3o do sistema integrado de gest\u00e3o de res\u00edduos de mob\u00edlias e colch\u00f5es, acompanhado de caderno de encargos\u201d. Trata-se da candidatura da Mobil\u00e3o, associa\u00e7\u00e3o fundada pela Colunex, Electr\u00e3o, Emma, IKEA Portugal e Leroy Merlin.<\/p>\n<p>A associa\u00e7\u00e3o Mobil\u00e3o foi criada em Outubro de 2025 e \u00e9 presidida, nesta fase inicial, por Nat\u00e1lia Ribeiro, da IKEA. Em Novembro, a associa\u00e7\u00e3o submeteu o pedido de licenciamento com o caderno de encargos exigido para a constitui\u00e7\u00e3o da entidade gestora.<\/p>\n<p>Contactada pelo Azul, a Mobil\u00e3o sustenta que o processo se encontra numa fase adiantada. \u201cO processo encontra-se em fase de avalia\u00e7\u00e3o pelas autoridades, tendo a Mobil\u00e3o respondido a pedidos de esclarecimento ao longo de 2026 e procedido ao pagamento da taxa de aprecia\u00e7\u00e3o do pedido em Abril, pelo que acreditamos que o licenciamento se encontra em fase de conclus\u00e3o\u201d, refere Nat\u00e1lia Ribeiro. A mesma respons\u00e1vel acrescenta que \u201cest\u00e1 prevista a atribui\u00e7\u00e3o da licen\u00e7a durante 2026, embora ainda sem uma data definitiva confirmada\u201d.<\/p>\n<p>A ag\u00eancia portuguesa confirma que \u201cos termos da licen\u00e7a encontram-se em prepara\u00e7\u00e3o\u201d e que, para \u201cgarantir o cumprimento das obriga\u00e7\u00f5es legais e a inclus\u00e3o de toda a informa\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria, foram efectuados pedidos de esclarecimentos adicionais, aos quais se aguarda resposta\u201d.<\/p>\n<p>\u201cFace aos prazos previstos na lei, a emiss\u00e3o de decis\u00e3o de atribui\u00e7\u00e3o desta licen\u00e7a \u00e9 in\u00edcio de Novembro de 2026\u201d, refere a APA, ressalvando que est\u00e1 \u201ca envidar todos os esfor\u00e7os no sentido da emiss\u00e3o da licen\u00e7a em apre\u00e7o no mais curto espa\u00e7o de tempo poss\u00edvel\u201d.<\/p>\n<p>A cria\u00e7\u00e3o deste novo regime estava prevista no decreto-lei publicado em 2024, que alterou os regimes relativos \u00e0 gest\u00e3o de res\u00edduos e determinou a operacionaliza\u00e7\u00e3o, at\u00e9 31 de Dezembro de 2025, de dois novos regimes de responsabilidade alargada do produtor. Um deles \u00e9 precisamente o da gest\u00e3o de mob\u00edlias, colch\u00f5es e respectivos res\u00edduos. At\u00e9 \u00e0 data, por\u00e9m, \u201cnenhuma entidade foi licenciada\u201d para este fluxo espec\u00edfico, sublinha a APA.<\/p>\n<p>Circular+MC com sede no Porto<\/p>\n<p>A eventual entrada em funcionamento do sistema integrado poder\u00e1, ainda assim, tornar-se realidade este ano. E a Mobil\u00e3o poder\u00e1 n\u00e3o estar sozinha. A Circular+MC, criada pela ERP Portugal e pela Novo Verde, em parceria com a Associa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias de Madeira e Mobili\u00e1rio de Portugal (AIMMP), apresentou-se como pr\u00e9-candidata \u00e0 gest\u00e3o deste fluxo.<\/p>\n<p>Em comunicado, as entidades dizem ter criado a nova associa\u00e7\u00e3o \u201ccom o objectivo de desenvolver e gerir um sistema integrado para o fim de vida de mob\u00edlias e colch\u00f5es no pa\u00eds\u201d.<\/p>\n<p>Em declara\u00e7\u00f5es ao Azul, Ricardo Neto, presidente da Novo Verde e da ERP Portugal, diz que a sede da entidade gestora ficar\u00e1 no Porto. \u201cFaz todo o sentido, j\u00e1 h\u00e1 tantas entidades em Lisboa \u2014 esta tinha de ficar no Norte\u201d, afirma, acrescentando que a Associa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias de Madeira est\u00e1 sediada na regi\u00e3o. Assim como Nat\u00e1lia Ribeiro, Ricardo Neto alimenta a expectativa de que a licen\u00e7a possa ver a luz do dia ainda este ano.<\/p>\n<p>Ricardo Neto v\u00ea com bons olhos a possibilidade de coexistirem diferentes entidades gestoras no mesmo fluxo. Essa \u201cconcorr\u00eancia\u201d, diz, \u00e9 \u201csaud\u00e1vel\u201d e importante para o funcionamento do sector, at\u00e9 porque \u201co pr\u00f3prio produtor tem o direito de escolher com quem trabalha\u201d.<\/p>\n<p>Ricardo Neto sublinha tamb\u00e9m o potencial transformador do novo fluxo no destino dado aos colch\u00f5es em fim de vida. Segundo o respons\u00e1vel, a cria\u00e7\u00e3o de um sistema espec\u00edfico permitir\u00e1 acabar com o h\u00e1bito de os encaminhar para aterro, numa l\u00f3gica de valoriza\u00e7\u00e3o material e energ\u00e9tica: as molas poder\u00e3o ser recicladas e as fibras valorizadas.<\/p>\n<p>Colabora\u00e7\u00e3o com autarquias<\/p>\n<p>Na mesma linha, o presidente da Novo Verde e da ERP Portugal afirma que o trabalho da Circular+MC ser\u00e1 feito em estreita colabora\u00e7\u00e3o com as autarquias, uma vez que os munic\u00edpios asseguram hoje uma parte significativa da recolha deste tipo de res\u00edduos. O objectivo, a partir do novo modelo, ser\u00e1 retirar este fluxo da l\u00f3gica dominante de deposi\u00e7\u00e3o em aterro e aproxim\u00e1-lo das metas de circularidade fixadas na lei.<\/p>\n<p>A Mobil\u00e3o tamb\u00e9m tem defendido que o sistema deve assentar numa combina\u00e7\u00e3o de canais de recolha, articulando os circuitos j\u00e1 existentes com novas solu\u00e7\u00f5es. O modelo desenhado prev\u00ea recolha municipal de volumosos, ecocentros, retoma no retalho aquando da compra de novos produtos, recolha porta-a-porta em determinados contextos e campanhas ou pontos de entrega em entidades como bombeiros, associa\u00e7\u00f5es ou empresas. Os munic\u00edpios dever\u00e3o continuar a desempenhar um papel central, dado que asseguram hoje grande parte da recolha deste fluxo.<\/p>\n<p>A associa\u00e7\u00e3o liderada pela IKEA refere que os pedidos de esclarecimento pedidos pela APA se centraram sobretudo na robustez do modelo. Entre os pontos mais sens\u00edveis estiveram \u201ca estrutura de governa\u00e7\u00e3o e o cumprimento dos requisitos legais, o modelo operacional e a capacidade t\u00e9cnica da entidade\u201d, bem como as regras de ades\u00e3o e funcionamento para os produtores.<\/p>\n<p>As autoridades pediram tamb\u00e9m detalhe adicional sobre projec\u00e7\u00f5es de res\u00edduos, desenho da rede de recolha, articula\u00e7\u00e3o com munic\u00edpios e operadores, capacidade instalada para tratamento e sustentabilidade econ\u00f3mica do sistema, com clarifica\u00e7\u00f5es sobre \u201ccustos, receitas e presta\u00e7\u00f5es financeiras\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A Ag\u00eancia Portuguesa do Ambiente (APA) aponta o in\u00edcio de Novembro de 2026 como horizonte para a decis\u00e3o&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":409066,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[10],"tags":[785,27,28,47442,15,16,14,25,26,21,22,31472,12,13,19,20,32,23,24,33,11566,3204,17,18,29,30,31],"class_list":["post-409065","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-portugal","tag-azul","tag-breaking-news","tag-breakingnews","tag-electrao","tag-featured-news","tag-featurednews","tag-headlines","tag-latest-news","tag-latestnews","tag-main-news","tag-mainnews","tag-mobiliario","tag-news","tag-noticias","tag-noticias-principais","tag-noticiasprincipais","tag-portugal","tag-principais-noticias","tag-principaisnoticias","tag-pt","tag-reciclagem","tag-sustentabilidade","tag-top-stories","tag-topstories","tag-ultimas","tag-ultimas-noticias","tag-ultimasnoticias"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116706077015291103","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/409065","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=409065"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/409065\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/409066"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=409065"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=409065"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=409065"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}