{"id":409222,"date":"2026-06-07T06:05:23","date_gmt":"2026-06-07T06:05:23","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/409222\/"},"modified":"2026-06-07T06:05:23","modified_gmt":"2026-06-07T06:05:23","slug":"a-subida-do-nivel-do-mar-vai-engolir-nova-orleaes-cientistas-dizem-que-e-preciso-comecar-ja-a-planear-a-relocalizacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/409222\/","title":{"rendered":"A subida do n\u00edvel do mar vai engolir Nova Orle\u00e3es. Cientistas dizem que \u00e9 preciso come\u00e7ar j\u00e1 a planear a relocaliza\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>                Nova Orle\u00e3es est\u00e1 condenada a um futuro marcado pela \u00e1gua, que poder\u00e1 deix\u00e1-la rodeada pelo oceano ainda este s\u00e9culo, de acordo com uma nova an\u00e1lise de especialistas, que defende que a cidade deve iniciar j\u00e1 o processo de relocaliza\u00e7\u00e3o para evitar o caos<\/p>\n<p>As conclus\u00f5es do artigo s\u00e3o contundentes, mas n\u00e3o \u00e9 segredo que Nova Orle\u00e3es \u00e9 altamente vulner\u00e1vel \u00e0 subida do n\u00edvel do mar \u00e0 medida que o planeta aquece. A costa da Louisiana \u00e9 uma das regi\u00f5es mais baixas do mundo, e Nova Orle\u00e3es, uma cidade com 360 mil habitantes, est\u00e1 particularmente exposta. Situa-se numa bacia em forma de tigela, maioritariamente abaixo do n\u00edvel do mar, no meio de um delta que est\u00e1 a encolher rapidamente.<\/p>\n<p>A cidade est\u00e1 quase totalmente rodeada por zonas h\u00famidas, que funcionam como uma barreira contra furac\u00f5es e tempestades. Estas est\u00e3o, no entanto, a desaparecer rapidamente, \u00e0 medida que os seres humanos as drenam para constru\u00e7\u00e3o, abrem canais para a ind\u00fastria do petr\u00f3leo e do g\u00e1s e constroem diques nos rios, privando-as dos sedimentos que impedem que fiquem submersas. Desde a d\u00e9cada de 1930, Louisiana perdeu cerca de 5.180 quil\u00f3metros quadrados de zonas h\u00famidas.<\/p>\n<p>A costa da Louisiana enfrenta uma subida do n\u00edvel do mar de cerca de tr\u00eas a sete metros, segundo a an\u00e1lise publicada em maio na revista Nature Sustainability. Os impactos ser\u00e3o sombrios: cerca de 75% das zonas h\u00famidas que restam dever\u00e3o desaparecer e a linha de costa poder\u00e1 recuar at\u00e9 100 quil\u00f3metros para o interior, conclu\u00edram os cientistas.<\/p>\n<p>A regi\u00e3o \u201cultrapassou o ponto sem retorno\u201d, escreveram os autores do artigo, acrescentando que Nova Orle\u00e3es \u201cpoder\u00e1 muito bem ficar rodeada pelo Golfo do M\u00e9xico antes do fim deste s\u00e9culo\u201d. Defendem que a cidade deve aproveitar a oportunidade para desenvolver estrat\u00e9gias de relocaliza\u00e7\u00e3o que possam torn\u00e1-la um modelo para outros locais que enfrentam um destino semelhante.<\/p>\n<p>A subida do n\u00edvel do mar amea\u00e7a vilas e cidades costeiras em todo o mundo, de Nova Iorque e Londres a Banguecoque e Xangai. \u201cAs principais quest\u00f5es s\u00e3o qu\u00e3o depressa esses futuros chegar\u00e3o e como se v\u00e3o desenrolar\u201d, disse Benjamin Strauss, CEO e diretor cient\u00edfico da Climate Central, uma organiza\u00e7\u00e3o sem fins lucrativos dedicada \u00e0 investiga\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica.<\/p>\n<p>Para mapear o futuro da Louisiana, os cientistas do relat\u00f3rio olharam para o seu passado. Um dos autores identificou uma antiga linha de costa a cerca de 48 quil\u00f3metros a norte de Nova Orle\u00e3es, formada h\u00e1 cerca de 125 mil anos, quando as temperaturas eram semelhantes \u00e0s atuais, mas os oceanos estavam pelo menos tr\u00eas metros acima do n\u00edvel atual.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 muito prov\u00e1vel que o n\u00edvel do mar suba at\u00e9 essa cota no futuro\u201d, disse Torbj\u00f6rn T\u00f6rnqvist, um dos autores do relat\u00f3rio e professor de Geologia na Universidade Tulane. A quest\u00e3o \u00e9 o que deve ser feito e quando.<\/p>\n<p>As pessoas j\u00e1 est\u00e3o a sair da costa da Louisiana, e fazem-no h\u00e1 d\u00e9cadas, disse Brianna Castro, autora do estudo e professora assistente de sustentabilidade urbana na Yale School of the Environment.<\/p>\n<p>Desde o furac\u00e3o Katrina, que atingiu a Louisiana em 2005 e matou quase 1.400 pessoas, Nova Orle\u00e3es perdeu cerca de 25% da sua popula\u00e7\u00e3o. A retirada tem ocorrido por picos, com cada grande tempestade ou inunda\u00e7\u00e3o a provocar um aumento das partidas, disse Castro.<\/p>\n<p>As tempestades que a cidade enfrenta dever\u00e3o tornar-se cada vez mais dif\u00edceis de suportar. Cerca de 99% da popula\u00e7\u00e3o de Nova Orle\u00e3es est\u00e1 em elevado risco de inunda\u00e7\u00e3o, segundo um estudo recente. \u201cQuando outro furac\u00e3o semelhante ao Katrina atingir a cidade, quase toda a popula\u00e7\u00e3o sofrer\u00e1 danos causados por inunda\u00e7\u00f5es\u201d, disse Wanyun Shao, uma das autoras desse estudo e professora associada de Geografia na Universidade do Alabama.<\/p>\n<p> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"666\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/6a21cce3d34edcee7c64f417.webp\" width=\"1000\"\/> <\/p>\n<p>   As \u00e1guas da enchente provocada pelo furac\u00e3o Katrina cobrem as ruas, a 30 de agosto de 2005, em Nova Orle\u00e3es, Louisiana. (Vincent Laforet\/AFP\/Getty Images) <\/p>\n<p>N\u00e3o implementar um processo de relocaliza\u00e7\u00e3o cuidadosamente gerido arrisca uma retirada \u201cca\u00f3tica\u201d, que ter\u00e1 um custo elevado, sobretudo para os mais pobres da cidade, defendem os autores do artigo. \u00c0 medida que a popula\u00e7\u00e3o diminuir, as desigualdades j\u00e1 existentes v\u00e3o agravar-se, disse T\u00f6rnqvist. A base fiscal enfraquece, os servi\u00e7os pioram, os pr\u00e9mios dos seguros disparam e as casas perdem valor.<\/p>\n<p>As pessoas podem decidir ficar e adaptar-se onde est\u00e3o, mas quanto mais dinheiro investirem para tentar proteger as suas vidas das inunda\u00e7\u00f5es, menos ter\u00e3o para se relocalizar no futuro, disse Castro. \u201cSe est\u00e1 \u00e0 vista que, mais cedo ou mais tarde, vamos ter de sair, queremos esperar at\u00e9 que os recursos das pessoas estejam esgotados e haja uma crise?\u201d, perguntou.<\/p>\n<p>H\u00e1 precedentes de relocaliza\u00e7\u00e3o. A cidade de Kiruna, no \u00c1rtico sueco, est\u00e1 a ser lentamente engolida pela mina de min\u00e9rio de ferro sobre a qual foi constru\u00edda. \u00c0 medida que a mina se expandiu, edif\u00edcios racharam e alguns colapsaram.<\/p>\n<p>Kiruna est\u00e1 agora no meio de um processo de relocaliza\u00e7\u00e3o que durar\u00e1 d\u00e9cadas, aprovado por vota\u00e7\u00e3o em 2004 e que dever\u00e1 ficar conclu\u00eddo em 2035. No ano passado, a cidade transportou a sua igreja, com mais de 100 anos, para a nova cidade num carrinho especialmente concebido para o efeito. O novo centro da cidade dever\u00e1 ficar pronto no pr\u00f3ximo ano, disse Clara Nystr\u00f6m, respons\u00e1vel municipal pelo patrim\u00f3nio de Kiruna.<\/p>\n<p> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"666\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/6a21cce3d34edcee7c64f415.webp\" width=\"1000\"\/> <\/p>\n<p>   Numa plataforma especialmente concebida com 224 rodas, a Igreja de Kiruna \u00e9 deslocada a uma velocidade de meio quil\u00f3metro por hora, durante uma opera\u00e7\u00e3o de deslocamento em Kiruna, na Su\u00e9cia, a 19 de agosto de 2025.\u00a0(Fredrik Sandberg\/TT News Agency\/Reuters) <\/p>\n<p>A relocaliza\u00e7\u00e3o, contudo, n\u00e3o tem sido f\u00e1cil. As rendas aumentaram, o que \u00e9 dif\u00edcil para os moradores, e h\u00e1 receios de que a cultura e a comunidade se percam. \u201c\u00c9 uma grande tristeza deixar tudo para tr\u00e1s, e acho que \u00e9 importante compreender isso\u201d, disse Nystr\u00f6m.<\/p>\n<p>Castro est\u00e1 otimista quanto \u00e0 possibilidade de construir uma Nova Orle\u00e3es 2.0 em terreno mais seguro sem sacrificar a cultura. Construam uma grande cidade e as pessoas vir\u00e3o, disse. \u201cN\u00e3o \u00e9 preciso perder o esp\u00edrito de Nova Orle\u00e3es.\u201d<\/p>\n<p>Outros est\u00e3o menos otimistas. Beverly Wright, cuja fam\u00edlia em Nova Orle\u00e3es remonta a oito gera\u00e7\u00f5es, teme que a relocaliza\u00e7\u00e3o possa fragmentar a cidade.<\/p>\n<p>\u201cA cultura que temos nasceu das experi\u00eancias de vida e dos bairros, por isso, sempre que se desfaz um bairro, perdem-se coisas\u201d, disse Wright, fundadora e diretora executiva do Deep South Center for Environmental Justice.<\/p>\n<p> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"678\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/6a21cce4d34e28842c84d5b1.webp\" width=\"1000\"\/> <\/p>\n<p>   Festividades do Dia do Mardi Gras na Jackson Square, em Nova Orle\u00e3es, a 17 de fevereiro de 2026. (Sandy Huffaker\/AFP\/Getty Images) <\/p>\n<p> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"667\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/6a21cce3d34edcee7c64f419.webp\" width=\"1000\"\/> <\/p>\n<p>   Pessoas caminham pela Bourbon Street, no Bairro Franc\u00eas, com o horizonte do centro da cidade ao fundo, a 8 de agosto de 2025, em Nova Orle\u00e3es, Louisiana.\u00a0(Mario Tama\/Getty Images) <\/p>\n<p>Ela \u00e9 cientista e n\u00e3o duvida de que a subida do n\u00edvel do mar \u00e9 uma amea\u00e7a existencial, mas est\u00e1 profundamente preocupada com a forma como uma relocaliza\u00e7\u00e3o se desenrolaria.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o tenho qualquer esperan\u00e7a de que o sistema tenha considera\u00e7\u00e3o pelas pessoas negras&#8230; Basta olhar para o que nos fizeram depois do Katrina\u201d, disse Wright, referindo-se \u00e0 resposta do governo ao furac\u00e3o, amplamente criticada. Receia que gera\u00e7\u00f5es de pessoas negras sejam obrigadas a recome\u00e7ar do zero, \u201cporque n\u00e3o lhes resta nada se lhes tirarem a terra\u201d.<\/p>\n<p>Por agora, n\u00e3o parece haver grande vontade entre os decisores pol\u00edticos de come\u00e7ar realmente a pensar no planeamento da relocaliza\u00e7\u00e3o, reconheceu T\u00f6rnqvist.<\/p>\n<p>Houve esfor\u00e7os para comprar mais tempo \u00e0 regi\u00e3o. Em agosto de 2023, arrancaram as obras de um vasto projeto de desvio de sedimentos para refor\u00e7ar as zonas h\u00famidas e ajudar a proteger o sul da Louisiana das tempestades e da subida do n\u00edvel do mar.<\/p>\n<p>Em 2025, no entanto, o projeto foi cancelado pelo governador republicano do estado, Jeff Landry, que citou os custos elevados e os danos para a pesca. Esta decis\u00e3o \u201csignifica, na pr\u00e1tica, desistir de vastas \u00e1reas da costa da Louisiana, incluindo a zona de Nova Orle\u00e3es\u201d, escreveram os autores do relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>O gabinete do governador Landry n\u00e3o respondeu ao pedido de coment\u00e1rio.<\/p>\n<p> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"666\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/6a21cce3d34e28842c84d5af.webp\" width=\"1000\"\/> <\/p>\n<p>   A Bacia de Atchafalaya, na Louisiana, \u00e9 uma vasta zona h\u00famida. (Dukas\/Universal Images Group Editorial\/Getty Images) <\/p>\n<p>T\u00f6rnqvist e Castro fazem quest\u00e3o de sublinhar que o artigo que escreveram n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 desgra\u00e7a e pessimismo. Uma relocaliza\u00e7\u00e3o cuidadosamente planeada poderia ser uma oportunidade para Nova Orle\u00e3es se tornar uma refer\u00eancia em desenvolvimento sustent\u00e1vel e recupera\u00e7\u00e3o costeira.<\/p>\n<p>A vulnerabilidade excecional da Costa do Golfo d\u00e1-nos uma ideia do que poder\u00e1 acontecer a outras comunidades costeiras neste s\u00e9culo. O mar poder\u00e1 invadir a terra aqui mais cedo do que noutros lugares, disse T\u00f6rnqvist, \u201cmas o que est\u00e1 a acontecer aqui agora \u00e9 o que vai acontecer noutros s\u00edtios\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Nova Orle\u00e3es est\u00e1 condenada a um futuro marcado pela \u00e1gua, que poder\u00e1 deix\u00e1-la rodeada pelo oceano ainda este&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":409223,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[50],"tags":[609,836,611,27,28,29568,607,608,333,832,604,135,610,476,413,15,16,301,830,14,603,25,26,570,59938,21,22,831,833,62,834,12,13,19,20,67162,835,602,52,32,23,24,17,18,29,30,31,63,64,65],"class_list":["post-409222","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-mundo","tag-alerta","tag-analise","tag-ao-minuto","tag-breaking-news","tag-breakingnews","tag-cheias","tag-cnn","tag-cnn-portugal","tag-comentadores","tag-costa","tag-crime","tag-desporto","tag-direto","tag-economia","tag-eua","tag-featured-news","tag-featurednews","tag-governo","tag-guerra","tag-headlines","tag-justica","tag-latest-news","tag-latestnews","tag-live","tag-louisiana","tag-main-news","tag-mainnews","tag-mais-vistas","tag-marcelo","tag-mundo","tag-negocios","tag-news","tag-noticias","tag-noticias-principais","tag-noticiasprincipais","tag-novaorleaes","tag-opiniao","tag-pais","tag-politica","tag-portugal","tag-principais-noticias","tag-principaisnoticias","tag-top-stories","tag-topstories","tag-ultimas","tag-ultimas-noticias","tag-ultimasnoticias","tag-world","tag-world-news","tag-worldnews"],"share_on_mastodon":{"url":"","error":"Validation failed: Text character limit of 500 exceeded"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/409222","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=409222"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/409222\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/409223"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=409222"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=409222"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=409222"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}