{"id":409640,"date":"2026-06-07T16:09:26","date_gmt":"2026-06-07T16:09:26","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/409640\/"},"modified":"2026-06-07T16:09:26","modified_gmt":"2026-06-07T16:09:26","slug":"nereida-lua-de-neptuno-podera-ser-a-unica-sobrevivente-intacta-de-um-antigo-sistema-de-satelites","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/409640\/","title":{"rendered":"Nereida, lua de Neptuno, poder\u00e1 ser a \u00fanica sobrevivente intacta de um antigo sistema de sat\u00e9lites"},"content":{"rendered":"<p>                Os astr\u00f3nomos sabem pouco sobre Nereida devido \u00e0 sua fraca luminosidade e \u00e0 dist\u00e2ncia em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Terra e ao Sol. A \u00fanica imagem de que os cientistas disp\u00f5em \u00e9 uma fotografia desfocada captada em 1989 pela sonda Voyager 2 da NASA, durante a sua breve passagem por Neptuno<\/p>\n<p>Nereida, a terceira maior lua de Neptuno, poder\u00e1 ser a \u00fanica sobrevivente intacta de um antigo conjunto de luas destru\u00eddo no in\u00edcio da hist\u00f3ria do sistema solar, segundo uma nova an\u00e1lise baseada em dados do Telesc\u00f3pio Espacial James Webb.<\/p>\n<p>Neptuno, o oitavo e mais distante planeta do Sol, destaca-se entre os planetas exteriores do nosso sistema solar pelo seu peculiar grupo de luas. Os restantes gigantes exteriores (\u00darano, Saturno e J\u00fapiter) partilham um conjunto de sat\u00e9lites ordenado e globalmente semelhante, com v\u00e1rias luas de grandes dimens\u00f5es a orbitar na mesma dire\u00e7\u00e3o da rota\u00e7\u00e3o do planeta hospedeiro.<\/p>\n<p>No entanto, Neptuno possui uma cole\u00e7\u00e3o de luas muito mais pequena e ca\u00f3tica: Trit\u00e3o, o seu maior sat\u00e9lite, ofusca todos os outros e orbita na dire\u00e7\u00e3o oposta \u00e0 rota\u00e7\u00e3o do seu hospedeiro. \u00c9 a \u00fanica grande lua do sistema solar a faz\u00ea-lo.<\/p>\n<p>Os astr\u00f3nomos suspeitam que o motivo do comportamento peculiar de Trit\u00e3o se deve ao facto de n\u00e3o ter tido origem nos remanescentes da forma\u00e7\u00e3o de Neptuno, o que a faria orbitar na mesma dire\u00e7\u00e3o do planeta. Em vez disso, a hip\u00f3tese \u00e9 a de que Trit\u00e3o poder\u00e1 ter tido origem na Cintura de Kuiper, uma regi\u00e3o em forma de anel composta por corpos gelados nos confins do sistema solar, e ter\u00e1 entrado no ambiente neptuniano h\u00e1 mais de 4 mil milh\u00f5es de anos.<\/p>\n<p>Estudos anteriores sugeriram que Trit\u00e3o poder\u00e1 ter sido capturado pela gravidade de Neptuno ap\u00f3s uma passagem pr\u00f3xima, sendo projetado para o interior at\u00e9 colidir com o sistema de sat\u00e9lites primordial do planeta.<\/p>\n<p> <img decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"600\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/1780848566_518_f_webp.webp\"\/> <\/p>\n<p>   Trit\u00e3o, num mosaico de imagens captadas em 1989 pela Voyager 2, \u00e9 a maior lua de Neptuno. (NASA\/JPL\/USGS) <\/p>\n<p style=\"line-height:1.38; margin-top:16px; margin-bottom:16px\">Se Neptuno tivesse um conjunto original de luas mais semelhante ao dos seus vizinhos planet\u00e1rios, a chegada de Trit\u00e3o, que \u00e9 apenas ligeiramente mais pequeno do que a nossa pr\u00f3pria lua, teria causado o caos, colidindo com os restantes sat\u00e9lites e aniquilando alguns deles. As caracter\u00edsticas atuais do sistema de Neptuno corroboram este cen\u00e1rio, e as suas sete luas interiores parecem ser vest\u00edgios desse antigo embate.<\/p>\n<p>Mas agora, uma nova investiga\u00e7\u00e3o com recurso a dados do Telesc\u00f3pio Espacial James Webb sugere que um objeto poder\u00e1 ter sido totalmente poupado a este caos.<\/p>\n<p>A convic\u00e7\u00e3o de Matthew Belyakov \u00e9 a de que &#8220;Nereida \u00e9 a \u00fanica sobrevivente intacta deste processo&#8221;. O estudante de doutoramento em ci\u00eancia planet\u00e1ria no Instituto de Tecnologia da Calif\u00f3rnia \u00e9 o autor principal de um estudo sobre o tema publicado na quarta-feira na revista Science Advances.<\/p>\n<p>O investigador explica que os restantes sobreviventes s\u00e3o as luas mais interiores de Neptuno, as quais n\u00e3o est\u00e3o intactas, uma vez que as imagens recolhidas pela sonda Voyager revelam o que parecem ser pilhas de escombros desfeitas. Desta forma, tratam-se de materiais sobreviventes do sistema inicial, &#8220;mas n\u00e3o luas totalmente intactas&#8221;.<\/p>\n<p>Esta hip\u00f3tese contraria a suposi\u00e7\u00e3o anterior de que Nereida seria, \u00e0 semelhan\u00e7a de Trit\u00e3o e de algumas outras luas neptunianas, um objeto capturado da Cintura de Kuiper. Os novos dados do James Webb revelaram que a composi\u00e7\u00e3o de Nereida n\u00e3o corresponde \u00e0quilo que os cientistas conhecem sobre os objetos daquela regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Uma imagem pixelizada <\/p>\n<p style=\"line-height:1.38; margin-top:16px; margin-bottom:16px\">Os astr\u00f3nomos sabem pouco sobre Nereida devido \u00e0 sua fraca luminosidade e \u00e0 dist\u00e2ncia em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Terra e ao Sol. A \u00fanica imagem de que os cientistas disp\u00f5em \u00e9 uma fotografia desfocada captada em 1989 pela sonda Voyager 2 da NASA, durante a sua breve passagem por Neptuno. Nereida \u00e9 a mais externa das luas conhecidas deste planeta e possui uma das \u00f3rbitas mais exc\u00eantricas (ou seja, n\u00e3o circulares) do sistema solar. Demora 360 dias terrestres a completar uma volta em torno de Neptuno.<\/p>\n<p> <img decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"600\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/1780848566_551_f_webp.webp\"\/> <\/p>\n<p>   Fotografia de Nereida captada pela Voyager 2 em 1989, durante a passagem da sonda espacial por Neptuno. (NASA) <\/p>\n<p style=\"line-height:1.38; margin-top:16px; margin-bottom:16px\">Batizada em homenagem \u00e0s ninfas do mar da mitologia grega, acredita-se que Nereida tenha cerca de 338 quil\u00f3metros de di\u00e2metro. Mesmo que fa\u00e7a parte de um conjunto original de luas que Neptuno possu\u00eda logo ap\u00f3s a sua forma\u00e7\u00e3o, h\u00e1 cerca de 4,5 mil milh\u00f5es de anos, \u00e9 dif\u00edcil especular qual seria o aspeto desse sistema. Sobre isto, Belyakov aponta que &#8220;o que existia antes de Trit\u00e3o \u00e9, de certa forma, uma inc\u00f3gnita&#8221;.<\/p>\n<p>Tal como Trit\u00e3o, Nereida \u00e9 um sat\u00e9lite irregular, uma classe de objetos cujas \u00f3rbitas s\u00e3o inclinadas, retr\u00f3gradas ou distantes do seu planeta, sugerindo que foram capturados pelo hospedeiro e que anteriormente orbitavam o Sol de forma independente.<\/p>\n<p>No entanto, mesmo entre os sat\u00e9lites irregulares, Nereida \u00e9 uma exce\u00e7\u00e3o, observa Belyakov. O investigador destaca que o seu di\u00e2metro \u00e9 duas vezes superior ao do sat\u00e9lite irregular que se segue em termos de tamanho, Febe, em torno de Saturno, n\u00e3o se encontrando &#8220;assim t\u00e3o distante do seu planeta anfitri\u00e3o em compara\u00e7\u00e3o com muitos outros sat\u00e9lites irregulares&#8221;. O cientista acrescentou que algumas das caracter\u00edsticas de Nereida h\u00e1 muito suscitavam d\u00favidas entre os astr\u00f3nomos quanto \u00e0 sua origem na Cintura de Kuiper.<\/p>\n<p>Uma observa\u00e7\u00e3o de dez minutos e 40 segundos, encomendada para o estudo e realizada com recurso \u00e0s capacidades de infravermelhos do James Webb, as quais permitem revelar a composi\u00e7\u00e3o de objetos distantes, conferem credibilidade a essas suspeitas.<\/p>\n<p>&#8220;O que descobrimos foi um objeto com uma superf\u00edcie altamente rica em \u00e1gua, mais brilhante do que muitos objetos da Cintura de Kuiper, e com alguma presen\u00e7a de di\u00f3xido de carbono&#8221;, adianta Belyakov. A assinatura geral revelou-se mais semelhante \u00e0 dos sat\u00e9lites regulares que orbitam \u00darano do que \u00e0 dos objetos da Cintura de Kuiper. Os resultados foram comparados com dados de 54 corpos da mesma cintura, tamb\u00e9m obtidos a partir de observa\u00e7\u00f5es do James Webb.<\/p>\n<p>Belyakov e os seus colegas realizaram depois simula\u00e7\u00f5es computacionais para testar se a hip\u00f3tese de Nereida integrar um sistema lunar original se sustentava. A equipa concluiu que, nos casos em que Trit\u00e3o sobrevive, em vez de ser destru\u00eddo ou projetado contra Neptuno, &#8220;cerca de 25% das vezes uma ou mais luas conseguem sobreviver ao encontro com Trit\u00e3o em \u00f3rbitas distantes&#8221;. Um valor que, sublinha o autor, compara favoravelmente com a probabilidade de Nereida ser, em alternativa, um objeto capturado.<\/p>\n<p>Neste cen\u00e1rio, durante os primeiros 100 milh\u00f5es ou 200 milh\u00f5es de anos da hist\u00f3ria do sistema solar, Trit\u00e3o teria embatido contra o sistema neptuniano, colidindo com uma s\u00e9rie de luas originais. Nereida, por outro lado, teria sido poupada, acabando por ser projetada para uma \u00f3rbita exc\u00eantrica. O evento teria tamb\u00e9m abrandado a pr\u00f3pria \u00f3rbita exc\u00eantrica de Trit\u00e3o, colocando-o na sua trajet\u00f3ria atual, mais perto de Neptuno.<\/p>\n<p>Sobre a poss\u00edvel nova hist\u00f3ria de origem de Nereida, o investigador admite que &#8220;as pessoas j\u00e1 desejavam que isto fosse verdade&#8221;. E acrescenta: &#8220;Agora podemos dar in\u00edcio ao verdadeiro ciclo de ci\u00eancia. H\u00e1 mais dados para recolher em termos de composi\u00e7\u00e3o de Nereida, os quais nos podem ajudar a compreender verdadeiramente a forma\u00e7\u00e3o do sistema neptuniano. Se tratarmos Nereida como um sat\u00e9lite regular, talvez isso nos possa dizer muito sobre a forma como os sat\u00e9lites se formam em torno dos gigantes de gelo&#8221;.<\/p>\n<p>Novas observa\u00e7\u00f5es com o James Webb poder\u00e3o ajudar, mas a palavra final sobre o verdadeiro aspeto de Nereida exigiria uma miss\u00e3o a Neptuno. De momento n\u00e3o h\u00e1 qualquer plano nesse sentido, pelo que a sonda Voyager 2, lan\u00e7ada em 1977, continua a ser a \u00fanica nave espacial a ter estudado o sistema.<\/p>\n<p> <img decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"600\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/1780848566_792_f_webp.webp\"\/> <\/p>\n<p>   A Voyager 2 \u00e9 a \u00fanica sonda espacial a ter visitado \u00darano e Neptuno. (NASA) <\/p>\n<p style=\"line-height:1.38; margin-top:16px; margin-bottom:16px\">&#8220;Uma ideia fascinante&#8221;<\/p>\n<p style=\"line-height:1.38; margin-top:16px; margin-bottom:16px\">O novo estudo consubstancia uma an\u00e1lise elegante e simples sobre a forma como o sistema lunar de Neptuno assumiu a sua configura\u00e7\u00e3o atual. A perspetiva \u00e9 de Carolyn Porco, cientista planet\u00e1ria norte-americana que trabalhou nas miss\u00f5es Voyager e Cassini da NASA e que n\u00e3o esteve envolvida nesta nova investiga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Numa resposta por correio eletr\u00f3nico, Porco salienta que &#8220;foi Trit\u00e3o o corpo capturado que acabou por causar estragos, dispersando gravitacionalmente as luas originais de Neptuno em todas as dire\u00e7\u00f5es, atirando a sua maioria para fora da \u00f3rbita do planeta&#8221;. A cientista sublinha ainda que os autores do estudo demonstram ser plaus\u00edvel que Nereida tenha tido a sorte de permanecer em \u00f3rbita de Neptuno, embora a uma dist\u00e2ncia consideravelmente superior \u00e0 de Trit\u00e3o. &#8220;Isto explicaria o facto de a sua composi\u00e7\u00e3o, observada pelo James Webb, n\u00e3o corresponder \u00e0 dos corpos da Cintura de Kuiper&#8221;.<\/p>\n<p>O telesc\u00f3pio James Webb volta assim a demonstrar o seu enorme potencial na explora\u00e7\u00e3o do sistema solar, sublinha Leigh Fletcher, docente na Faculdade de F\u00edsica e Astronomia da Universidade de Leicester, em Inglaterra, que tamb\u00e9m n\u00e3o participou no trabalho.<\/p>\n<p>Fletcher destaca que j\u00e1 se sabe h\u00e1 muito tempo que &#8220;existe algo de especial na cole\u00e7\u00e3o de luas de Neptuno, que ter\u00e1 sofrido graves perturba\u00e7\u00f5es com a chegada de Trit\u00e3o e de outros sat\u00e9lites capturados pela gravidade do planeta ao longo dos anos&#8221;. O acad\u00e9mico confessa que, perante tais processos destrutivos, n\u00e3o julgava ser poss\u00edvel &#8220;encontrar mais nada do sistema de sat\u00e9lites original de Neptuno para al\u00e9m de escombros e destro\u00e7os&#8221;.<\/p>\n<p>No entanto, os dados do James Webb provam o contr\u00e1rio, e futuras observa\u00e7\u00f5es com o telesc\u00f3pio poder\u00e3o revelar caracter\u00edsticas a uma escala mais detalhada, refor\u00e7ando eventualmente a hip\u00f3tese de Nereida ser um sat\u00e9lite original. O docente brit\u00e2nico remata assegurando que &#8220;\u00e9 uma ideia fascinante, que poder\u00e1 certamente ser posta \u00e0 prova por futuras observa\u00e7\u00f5es do Telesc\u00f3pio Espacial James Webb e, com alguma sorte, por uma futura e ambiciosa miss\u00e3o ao sistema neptuniano&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Os astr\u00f3nomos sabem pouco sobre Nereida devido \u00e0 sua fraca luminosidade e \u00e0 dist\u00e2ncia em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Terra&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":409641,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[84],"tags":[609,836,611,27,109,107,108,607,608,333,832,604,135,610,476,301,830,603,570,2179,67238,831,833,62,834,62469,67237,13,835,602,52,32,33,105,103,104,67239,106,110,29],"class_list":["post-409640","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-ciencia-e-tecnologia","tag-alerta","tag-analise","tag-ao-minuto","tag-breaking-news","tag-ciencia","tag-ciencia-e-tecnologia","tag-cienciaetecnologia","tag-cnn","tag-cnn-portugal","tag-comentadores","tag-costa","tag-crime","tag-desporto","tag-direto","tag-economia","tag-governo","tag-guerra","tag-justica","tag-live","tag-lua","tag-lua-de-neptuno","tag-mais-vistas","tag-marcelo","tag-mundo","tag-negocios","tag-neptuno","tag-nereida","tag-noticias","tag-opiniao","tag-pais","tag-politica","tag-portugal","tag-pt","tag-science","tag-science-and-technology","tag-scienceandtechnology","tag-sistema-de-satelites","tag-technology","tag-tecnologia","tag-ultimas"],"share_on_mastodon":{"url":"","error":"Validation failed: Text character limit of 500 exceeded"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/409640","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=409640"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/409640\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/409641"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=409640"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=409640"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=409640"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}