{"id":409754,"date":"2026-06-07T18:05:14","date_gmt":"2026-06-07T18:05:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/409754\/"},"modified":"2026-06-07T18:05:14","modified_gmt":"2026-06-07T18:05:14","slug":"um-em-cada-quatro-brasileiros-nao-sabe-que-o-cancer-pode-ser-prevenido-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/409754\/","title":{"rendered":"Um em cada quatro brasileiros n\u00e3o sabe que o c\u00e2ncer pode ser prevenido"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Alana Grande<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um em cada quatro brasileiros desconhece que o c\u00e2ncer \u00e9 uma doen\u00e7a que pode ser prevenida. A informa\u00e7\u00e3o faz parte do relat\u00f3rio Mais Dados Mais Sa\u00fade &#8211; Percep\u00e7\u00f5es da popula\u00e7\u00e3o brasileira sobre fatores de risco para o c\u00e2ncer, divulgada na \u00faltima quarta-feira (3). <\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n&#13;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O estudo investigou de que forma a popula\u00e7\u00e3o percebe e se relaciona com alguns fatores de risco para o c\u00e2ncer como tabagismo, bebidas alco\u00f3licas, alimentos ultraprocessados e sedentarismo. <\/p>\n<p>De acordo com Instituto Nacional de C\u00e2ncer (Inca), s\u00e3o estimados 781 mil casos novos de c\u00e2ncer por ano no tri\u00eanio 2026\/2028. O volume representa aumento de 10,9% em rela\u00e7\u00e3o ao per\u00edodo anterior, impulsionado pelo envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o e por h\u00e1bitos de vida.  <\/p>\n<p>A pesquisa \u00e9 a primeira edi\u00e7\u00e3o de abrang\u00eancia nacional que investiga o conhecimento dos brasileiros em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 preven\u00e7\u00e3o do c\u00e2ncer, incluindo o que pensam e fazem sobre o assunto. O estudo foi realizado pelas organiza\u00e7\u00f5es Umane e Vital Strategies, com apoio do Instituto Devive e parceria t\u00e9cnica do Inca. Foram entrevistadas 6,5 mil pessoas em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal.  <\/p>\n<p>Fatores de risco  <\/p>\n<p>Enquanto alguns h\u00e1bitos, como o fumo e a exposi\u00e7\u00e3o solar sem prote\u00e7\u00e3o s\u00e3o mais percebidos pela popula\u00e7\u00e3o como perigosos, outros n\u00e3o s\u00e3o vistos como fatores de risco para o c\u00e2ncer. \u00c9 o caso do sedentarismo, por exemplo, que aparece nas \u00faltimas posi\u00e7\u00f5es dessa lista. Menos da metade dos brasileiros (48,3%) acha que a falta de atividade f\u00edsica favorece o desenvolvimento da doen\u00e7a.  <\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o da Chefe da Divis\u00e3o de Pesquisa Populacional do Inca, Luciana Grucci Moreira, percebe-se uma melhora no Brasil em termos de percep\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o, especialmente em compara\u00e7\u00e3o aos estudos internacionais.  <\/p>\n<p>O maior exemplo disso \u00e9 o fumo, que apresenta reconhecimento de fator de risco bastante elevado entre a popula\u00e7\u00e3o adulta brasileira: 90,5% disseram saber que fumar causa c\u00e2ncer. Os outros dois fatores com maior \u00edndice de percep\u00e7\u00e3o s\u00e3o heran\u00e7a gen\u00e9tica (89,4%) e exposi\u00e7\u00e3o solar excessiva (88,3%).  <\/p>\n<p>J\u00e1 outros fatores n\u00e3o s\u00e3o percebidos da mesma forma pela popula\u00e7\u00e3o como bebidas alco\u00f3licas, apontadas como fator de risco por 71,3%, bem como alimentos embutidos como presunto e salsicha (70,7%), e ultraprocessados como macarr\u00e3o instant\u00e2neo, salgadinhos e sorvete (65,6%). <\/p>\n<p>Para a especialista, a principal diferen\u00e7a para os distintos graus de percep\u00e7\u00e3o s\u00e3o pol\u00edticas p\u00fablicas e campanhas informativas, como as implementadas em rela\u00e7\u00e3o ao cigarro nas \u00faltimas d\u00e9cadas.  <\/p>\n<p>\u201cAdvert\u00eancias em embalagens, impostos para elevar o pre\u00e7o do tabaco, ambientes restritos de fumo. Ou seja, um conjunto de pol\u00edticas p\u00fablicas e muita campanha informativa, de comunica\u00e7\u00e3o, que j\u00e1 foram desenvolvidas acerca do tabaco\u201d, compara.  <\/p>\n<p>Ela acredita que para ampliar a percep\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o, \u00e9 preciso avan\u00e7ar em a\u00e7\u00f5es semelhantes para os outros fatores de risco.  <\/p>\n<p>O estudo mostra, ainda, que a popula\u00e7\u00e3o desconhece que o aleitamento materno \u00e9 um fator de prote\u00e7\u00e3o para o desenvolvimento do c\u00e2ncer de mama. A cada 10 entrevistados, 4 n\u00e3o sabiam dessa informa\u00e7\u00e3o.  <\/p>\n<p>\u201cA mulher que amamenta tem uma prote\u00e7\u00e3o maior contra o c\u00e2ncer de mama quando comparada com aquela mulher que n\u00e3o tem oportunidade de amamentar\u201d. <\/p>\n<p>Obesidade <\/p>\n<p>J\u00e1 o sobrepeso e a obesidade s\u00e3o conhecidos como fator de risco para o c\u00e2ncer por apenas 54,1% da popula\u00e7\u00e3o. O mesmo ocorre em rela\u00e7\u00e3o ao consumo de bebidas ado\u00e7adas (refrigerantes), baixa ingest\u00e3o de frutas e verduras e o sedentarismo, que s\u00e3o associados ao c\u00e2ncer por somente 55,3%, 53,3% e 48,3% dos adultos brasileiros, respectivamente. A carne vermelha \u00e9 reconhecida como item que aumenta a chance de desenvolver c\u00e2ncer por menos de tr\u00eas em cada dez brasileiros, ou 27,5%. <\/p>\n<p>\u201cLembrando que n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 a informa\u00e7\u00e3o que \u00e9 determinante para uma escolha alimentar. Existem outras quest\u00f5es como o acesso ao alimento, renda, pre\u00e7o dos alimentos, marketing. A gente precisa avan\u00e7ar em outras pol\u00edticas p\u00fablicas tamb\u00e9m conjuntamente para promover n\u00e3o s\u00f3 essa percep\u00e7\u00e3o, como a melhora das escolhas mais saud\u00e1veis por parte da popula\u00e7\u00e3o\u201d, defende. <\/p>\n<p>Ela refor\u00e7a a necessidade de pol\u00edticas p\u00fablicas para prevenir fatores ambientais e comportamentais que aumentam a chance de se desenvolver um c\u00e2ncer, como por exemplo a atividade f\u00edsica e a alimenta\u00e7\u00e3o adequada.  <\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o \u00e9 s\u00f3 falar: \u2018fa\u00e7a atividade f\u00edsica\u2019. A rua em que a pessoa mora tem que estar iluminada, com seguran\u00e7a, para ela praticar exerc\u00edcio. A pol\u00edtica p\u00fablica tem esse papel de dar a op\u00e7\u00e3o de melhores escolhas para todos esses fatores de risco\u201d, explica. <\/p>\n<p>Comportamentos <\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/obesidade_infantil.jpg\" alt=\"obesidade infantil\" title=\"Marcello Casal Jr.\/Ag\u00eancia Brasil\" style=\"font-family: &quot;Tipo Brasil Rounded&quot;, Inter, sans-serif; box-sizing: border-box; margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; border-radius: 5px; width: 845.892px; height: 603px;\" data-image=\"w4ho59zmyzm3\" width=\"845.8917835671343\" height=\"603\"\/>&#13;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Consumo de ultraprocessados \u00e9 fator de risco para o c\u00e2ncer<\/strong><\/p>\n<p>A pesquisa tamb\u00e9m investigou h\u00e1bitos da popula\u00e7\u00e3o relacionados aos fatores de risco para o c\u00e2ncer, como o consumo de alimentos embutidos, ultraprocessados, carne vermelha e bebidas ado\u00e7adas. E tamb\u00e9m questionou os entrevistados se havia inten\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o de reduzir o consumo. <\/p>\n<p>Cerca de 45% dos indiv\u00edduos relataram consumir produtos ultraprocessados e ter tentado reduzir o consumo, enquanto 33% afirmam n\u00e3o consumir e 15% consomem e n\u00e3o t\u00eam inten\u00e7\u00e3o de reduzir esse h\u00e1bito. Em rela\u00e7\u00e3o aos refrigerantes e demais bebidas ado\u00e7adas, aproximadamente 53% relataram consumo com tentativa de redu\u00e7\u00e3o, 27% n\u00e3o consomem e cerca de 15% n\u00e3o querem reduzir a ingest\u00e3o. <\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 carne vermelha, foi observada maior propor\u00e7\u00e3o de indiv\u00edduos que relataram consumir sem ter tentado reduzir (cerca de 45%), seguida por aqueles que consomem e tentam reduzir (aproximadamente 40%), enquanto o n\u00e3o consumo \u00e9 menos frequente (em torno de 10%). <\/p>\n<p>Em contrapartida, 86,3% da popula\u00e7\u00e3o afirmou consumir frutas, legumes e verduras. Entre os que n\u00e3o consomem, 8,3% disseram ter inten\u00e7\u00e3o de come\u00e7ar. <\/p>\n<p>Jovens  <\/p>\n<p>O relat\u00f3rio revela que os jovens at\u00e9 24 anos s\u00e3o os que mais consomem os alimentos mais relacionados como fatores de risco sem a inten\u00e7\u00e3o de reduzir. Esse comportamento foi acusado por 32,3% com rela\u00e7\u00e3o aos ultraprocessados, 24,4% quando se trata de bebidas ado\u00e7adas, 29,5% embutidos e 49,1% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 carne vermelha. <\/p>\n<p>Sobre bebidas alco\u00f3licas, subst\u00e2ncia associada a pelo menos oito tipos de c\u00e2ncer, metade da popula\u00e7\u00e3o (50,1%) relatou n\u00e3o consumir enquanto 32,5%, entre os que consomem j\u00e1 tentaram reduzir o h\u00e1bito. Os jovens at\u00e9 24 anos s\u00e3o maioria entres os que declaram beber e n\u00e3o ter a inten\u00e7\u00e3o de reduzir (16,9%), mesma resposta dada por 8,7% das pessoas de 25 a 59 anos e por 7,1% daqueles com mais de 60 anos. <\/p>\n<p>Sedentarismo <\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/academia_jfcrz_abr_2101220207.jpg\" alt=\"Academia, exerc\u00edcio f\u00edsico\" title=\"Jos\u00e9 Cruz\/Ag\u00eancia Brasil\" style=\"font-family: &quot;Tipo Brasil Rounded&quot;, Inter, sans-serif; box-sizing: border-box; margin: 0px; padding: 0px; border: 0px; border-radius: 5px; width: 845.396px; height: 564px;\" data-image=\"65ni2fh0bbcq\" width=\"845.3961456102784\" height=\"564\"\/>&#13;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Pr\u00e1tica de atividades f\u00edsicas \u00e9 fator de preven\u00e7\u00e3o do c\u00e2ncer<\/strong><\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao sedentarismo, 52,2% disseram que praticam atividade f\u00edsica e 39% manifestaram querer come\u00e7ar a se exercitar. Os mais ricos s\u00e3o os que mais sabem da import\u00e2ncia da atividade f\u00edsica na preven\u00e7\u00e3o do c\u00e2ncer. Cerca de 45% dos que recebiam at\u00e9 R$ 2 mil apresentaram menor propor\u00e7\u00e3o de conhecimento sobre o sedentarismo como fator de risco em compara\u00e7\u00e3o \u00e0queles com renda igual ou superior a R$ 10 mil (59,6%). <\/p>\n<p>Indagados sobre o peso corporal, 48,8% se declararam com peso saud\u00e1vel. Entre os que reconhecem ter excesso de peso, 31% afirmaram estar fazendo algo a respeito, mas esse n\u00famero cai para 22,9% entre pessoas com renda menor que R$ 2 mil, contra mais de 40% entre os de renda acima de R$ 3 mil. <\/p>\n<p>Estrat\u00e9gias <\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o da gestora do Inca, Luciana Moreira, o resultado do estudo permite pensar e planejar quais esfor\u00e7os devem ser feitos para levar informa\u00e7\u00e3o de qualidade para popula\u00e7\u00e3o.  <\/p>\n<p>\u201cSe a popula\u00e7\u00e3o hoje n\u00e3o reconhece, por exemplo, que as carnes processadas aumentam o risco de c\u00e2ncer, essa informa\u00e7\u00e3o \u00e9 muito importante para n\u00f3s, que trabalhamos com a\u00e7\u00f5es de preven\u00e7\u00e3o e com cria\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas, de que \u00e9 preciso investir em estrat\u00e9gias de comunica\u00e7\u00e3o\u201d, afirma. <\/p>\n<p>Luciana Sardinha, da Vital Strategies, acredita que o estudo tem um efeito muito positivo para despertar na popula\u00e7\u00e3o o interesse pelo assunto. \u201cAo dar visibilidade aos resultados, eles chamam a aten\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o para os fatores de risco para o c\u00e2ncer\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Alana Grande Um em cada quatro brasileiros desconhece que o c\u00e2ncer \u00e9 uma doen\u00e7a que pode ser prevenida.&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":409755,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[86],"tags":[726,17556,17558,315,17557,2089,116,62,13,835,1086,52,32,33,117,1456],"class_list":["post-409754","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-saude","tag-brasil","tag-correio-dos-municipios","tag-cotidiano","tag-cultura","tag-economia-e-negocios","tag-esporte","tag-health","tag-mundo","tag-noticias","tag-opiniao","tag-policia","tag-politica","tag-portugal","tag-pt","tag-saude","tag-turismo"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116710154390796364","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/409754","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=409754"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/409754\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/409755"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=409754"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=409754"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=409754"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}