{"id":41005,"date":"2025-08-23T00:48:19","date_gmt":"2025-08-23T00:48:19","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/41005\/"},"modified":"2025-08-23T00:48:19","modified_gmt":"2025-08-23T00:48:19","slug":"retrato-dos-incendios-7-graficos-para-entender-porque-e-o-que-arde-em-portugal-atualidade-sapo-pt","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/41005\/","title":{"rendered":"Retrato dos inc\u00eandios: 7 gr\u00e1ficos para entender porque e o que arde em Portugal &#8211; Atualidade &#8211; SAPO.pt"},"content":{"rendered":"<p>O n\u00famero \u00e9 assustador: entre 2010 e 2025, arderam em Portugal um total de 1,97 milh\u00f5es de hectares. E se o n\u00famero em bruto n\u00e3o chega, para que se tenha uma no\u00e7\u00e3o da \u00e1rea ardida, a floresta ocupa cerca de 3,3 milh\u00f5es de hectares, o que corresponde a aproximadamente 36% do territ\u00f3rio nacional. Ou seja, o que ardeu nestes 16 anos equivale a cerca de 60% da \u00e1rea florestal do pa\u00eds.<\/p>\n<p>N\u00e3o arde tudo ao mesmo tempo claro, mas h\u00e1 um padr\u00e3o nas paisagens que v\u00eam sendo afetadas. E se o\u00a0Centro \u00e9 &#8220;o maior reservat\u00f3rio de carbono na floresta em Portugal continental&#8221;, com a floresta a estender-se por mais de um milh\u00e3o de hectares, o que equivale a perto de 40% daquela regi\u00e3o, \u00e9 tamb\u00e9m a \u00e1rea mais vulner\u00e1vel ao fogo.<\/p>\n<p>S\u00f3 neste ano, seguindo os n\u00fameros do <a href=\"https:\/\/www.icnf.pt\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Instituto de Conserva\u00e7\u00e3o da Natureza e Florestas (ICNF)<\/a>, at\u00e9 ao dia de hoje arderam j\u00e1 234 mil hectares, um volume s\u00f3 superado no fat\u00eddico ano de 2017, com 537.142 hectares feitos em cinzas e 114 mortes a lamentar. Neste ano, ainda nem agosto chegou ao fim e al\u00e9m da segunda maior \u00e1rea ardida j\u00e1 se contam oito mortes devido ao fogo. A <a href=\"https:\/\/florestas.pt\/conhecer\/floresta-em-portugal-continental-regiao-a-regiao\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">regi\u00e3o<\/a> com mais pinheiro-bravo e eucaliptos (esp\u00e9cies dominantes, ocupando mais de 80%), mas onde se fixam tamb\u00e9m mais de 40 mil hectares de sobreiros e 20 vezes mais terreno coberto por mato e pastagens, \u00e9 igualmente a mais consumida pelas chamas. Nos \u00faltimos dez anos, s\u00f3 nos distritos de Coimbra (113.839 ha), Viseu (104.371 ha) e Castelo Branco (101.912 ha), mais de 320 mil hectares foram transformados em cinzas.<\/p>\n<p>  <a href=\"https:\/\/mb.web.sapo.io\/9a9486bd85fb7d0906b10d0420a61796169b5470.jpg\" title=\"Onde arde Portugal\" data-ps-trigger=\"\" data-index=\"1\" data-ps-single-photo=\"true\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">  Onde arde Portugal<\/p>\n<p>Fonte: ICNF (Maiores fogos por ano e distrito). Cr\u00e9ditos: SAPO<\/p>\n<p>&#8221; data-title=&#8221;Onde arde Portugal &#8211; Retrato dos inc\u00eandios: 7 gr\u00e1ficos para entender porque e o que arde em Portugal &#8211; SAPO&#8221;&gt;                <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/yp+QmquQ=.jpeg\" alt=\"Onde arde Portugal\" title=\"Onde arde Portugal\"\/>   <\/a>     Onde arde Portugal    Fonte: ICNF (Maiores fogos por ano e distrito). Cr\u00e9ditos: SAPO<br \/>\n<strong>Menos fogos, mas piores<\/strong><\/p>\n<p>Ver\u00e3o ap\u00f3s ver\u00e3o, o cen\u00e1rio repete-se com mais ou menos gravidade e se o n\u00famero de fogos ateados tem vindo a cair consistentemente, com o maior \u00eaxodo do interior e abandono das terras, a sua gravidade tem vindo a escalar. Basta ver que, nos primeiros anos da d\u00e9cada passada, o ICNF contabilizava quase sempre \u00e0 volta de 20 mil fogos, valor que, nesta d\u00e9cada tem ficado quase sempre abaixo de 8 mil ocorr\u00eancias.<\/p>\n<p>A propor\u00e7\u00e3o de \u00e1rea ardida, infelizmente, \u00e9 inversamente proporcional: entre 2011 e 1015 arderam em m\u00e9dia 87 mil hectares\/ano; de 2021 a 2025 (de novo, com agosto ainda a pouco mais de meio) a m\u00e9dia est\u00e1 j\u00e1 perto dos 110 mil hectares.<\/p>\n<p>  <a href=\"https:\/\/mb.web.sapo.io\/a38fd5bd6700b9f0cda70caf078a35a6816b1c0c.png\" title=\"Fogos e \u00e1rea ardida (ha)\" data-ps-trigger=\"\" data-index=\"1\" data-ps-single-photo=\"true\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">  Fogos e \u00e1rea ardida (ha)<\/p>\n<p>cr\u00e9ditos: SAPO<\/p>\n<p>&#8221; data-title=&#8221;Fogos e \u00e1rea ardida (ha) &#8211; Retrato dos inc\u00eandios: 7 gr\u00e1ficos para entender porque e o que arde em Portugal &#8211; SAPO&#8221;&gt;                <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/avOJDXzV8tPurRLe3hTX6Fw=.png\" alt=\"Fogos e \u00e1rea ardida (ha)\" title=\"Fogos e \u00e1rea ardida (ha)\"\/>   <\/a>     Fogos e \u00e1rea ardida (ha)    cr\u00e9ditos: SAPO<br \/>\n<strong>Fogueiras, queimas e crime<\/strong><\/p>\n<p>Mas afinal qual \u00e9 a causa de tantos inc\u00eandios? Em resumo, falta de cuidado e inten\u00e7\u00f5es criminosas. \u00c9 verdade que o fogo posto tem um peso assinal\u00e1vel nas principais causas de fogo no pa\u00eds, mas h\u00e1 outro fator de igni\u00e7\u00e3o que persistentemente fica no topo das causas de inc\u00eandio: as queimas e queimadas.<\/p>\n<p>Todos os avisos e alertas de risco extremo n\u00e3o t\u00eam sido capazes de demover quem toda a vida usou o fogo para destruir sobras agr\u00edcolas e florestais, t\u00e3o pouco para desincentivar aqueles que n\u00e3o veem como um mero churrasco de ver\u00e3o pode constituir um perigo assinal\u00e1vel. Seja para gest\u00e3o de pasto ou para fazer face a sobrantes agr\u00edcolas ou florestais, ou meras fogueiras e churrascos que fogem ao controlo de quem os acende, cerca de 40% dos inc\u00eandios s\u00e3o provocados por queimas e queimadas, com os incendi\u00e1rios a representar outros 30%.<\/p>\n<p>Causas naturais, como as trovoadas secas que em 2017 tiveram um efeito devastador, s\u00e3o, ainda assim, bastante raras: representam meros 2%.<\/p>\n<p>  <a href=\"https:\/\/mb.web.sapo.io\/a732eadb94ff7ea0651c08671592525d3fd21d91.png\" title=\"Causas dos inc\u00eandios\" data-ps-trigger=\"\" data-index=\"1\" data-ps-single-photo=\"true\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">  Causas dos inc\u00eandios<\/p>\n<p>cr\u00e9ditos: SAPO<\/p>\n<p>&#8221; data-title=&#8221;Causas dos inc\u00eandios &#8211; Retrato dos inc\u00eandios: 7 gr\u00e1ficos para entender porque e o que arde em Portugal &#8211; SAPO&#8221;&gt;                <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/1755910098_286_\" alt=\"Causas dos inc\u00eandios\" title=\"Causas dos inc\u00eandios\"\/>   <\/a>     Causas dos inc\u00eandios    cr\u00e9ditos: SAPO<br \/>\n<strong>Povoa\u00e7\u00f5es e \u00e1reas de mato com maior preval\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p>Quanto ao tipo de terrenos que mais arde, as \u00e1reas cultivadas t\u00eam conseguido ficar mais ou menos resguardadas, face a povoa\u00e7\u00f5es e zonas de mato. \u00c0 exce\u00e7\u00e3o de anos extraordin\u00e1rios, como 2017 e este m\u00eas de agosto, os terrenos agr\u00edcolas ardidos ficam, normalmente, aqu\u00e9m dos 8 mil hectares. Neste ano, por\u00e9m, j\u00e1 se perderam mais de 30 mil hectares; pior, s\u00f3 no ano de Pedr\u00f3g\u00e3o, quando se acumularam perto de 40 mil hectares de cinzas neste tipo de territ\u00f3rio.<\/p>\n<p>Tradicionalmente, s\u00e3o as zonas em que h\u00e1 povoa\u00e7\u00f5es as mais afeadas pelo fogo \u2014 confirmando-se a tend\u00eancia pelas principais causas que t\u00eam dado origem a inc\u00eandios, as de interven\u00e7\u00e3o humana. Mas os locais com muita vegeta\u00e7\u00e3o e mato s\u00e3o igualmente vulner\u00e1veis. Tomando os fogos registados pelo ICNF nos \u00faltimos dez anos, mais de metade dos cerca de 140 mil hectares que desapareceram ficavam em zonas de povoa\u00e7\u00f5es, 38% eram matas e apenas 8% correspondiam a \u00e1reas de cultivo.<\/p>\n<p>  <a href=\"https:\/\/mb.web.sapo.io\/27280ed5a100e905384930af8411bec23afb168a.png\" title=\"Inc\u00eandios por tipo de terreno\" data-ps-trigger=\"\" data-index=\"1\" data-ps-single-photo=\"true\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">  Inc\u00eandios por tipo de terreno<\/p>\n<p>cr\u00e9ditos: SAPO<\/p>\n<p>&#8221; data-title=&#8221;Inc\u00eandios por tipo de terreno &#8211; Retrato dos inc\u00eandios: 7 gr\u00e1ficos para entender porque e o que arde em Portugal &#8211; SAPO&#8221;&gt;                <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/1755910099_175_\" alt=\"Inc\u00eandios por tipo de terreno\" title=\"Inc\u00eandios por tipo de terreno\"\/>   <\/a>     Inc\u00eandios por tipo de terreno    cr\u00e9ditos: SAPO     <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O n\u00famero \u00e9 assustador: entre 2010 e 2025, arderam em Portugal um total de 1,97 milh\u00f5es de hectares.&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":41006,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[27,28,15,16,14,25,26,21,22,12,13,19,20,32,23,24,33,17,18,29,30,31],"class_list":{"0":"post-41005","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-principais-noticias","8":"tag-breaking-news","9":"tag-breakingnews","10":"tag-featured-news","11":"tag-featurednews","12":"tag-headlines","13":"tag-latest-news","14":"tag-latestnews","15":"tag-main-news","16":"tag-mainnews","17":"tag-news","18":"tag-noticias","19":"tag-noticias-principais","20":"tag-noticiasprincipais","21":"tag-portugal","22":"tag-principais-noticias","23":"tag-principaisnoticias","24":"tag-pt","25":"tag-top-stories","26":"tag-topstories","27":"tag-ultimas","28":"tag-ultimas-noticias","29":"tag-ultimasnoticias"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41005","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=41005"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41005\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/41006"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=41005"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=41005"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=41005"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}