{"id":41373,"date":"2025-08-23T09:40:24","date_gmt":"2025-08-23T09:40:24","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/41373\/"},"modified":"2025-08-23T09:40:24","modified_gmt":"2025-08-23T09:40:24","slug":"russia-acusada-de-horriveis-torturas-sexuais-a-civis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/41373\/","title":{"rendered":"R\u00fassia acusada de &#8220;horr\u00edveis torturas sexuais&#8221; a civis"},"content":{"rendered":"<p>De um modo mais geral, acusam a R\u00fassia de levar a cabo uma &#8220;<strong>pol\u00edtica deliberada e sistem\u00e1tica de tortura<\/strong>&#8221; na Ucr\u00e2nia, indicaram, num comunicado.<\/p>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"inread\">A Relatora Especial sobre Tortura, Alice Jill Edwards, juntamente com v\u00e1rios outros especialistas, enviou um &#8220;dossier&#8221; documentando esses casos \u00e0 Federa\u00e7\u00e3o Russa.<\/p>\n<p>Trata-se de 10 civis ucranianos &#8220;maltratados nas regi\u00f5es ocupadas da Ucr\u00e2nia, nomeadamente Kherson, Kharkiv e Zaporijia&#8221;.<\/p>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"centro1\">&#8220;Estas acusa\u00e7\u00f5es distintas, relatando as experi\u00eancias de <strong>quatro mulheres e seis homens<\/strong>, s\u00e3o verdadeiramente horr\u00edveis&#8221;, afirmou Alice Jill Edwards, salientando que se trata apenas de uma &#8220;pequena amostra&#8221;.<\/p>\n<p>Estas v\u00edtimas foram submetidas a &#8220;<strong>viol\u00eancia altamente sexualizada<\/strong>, incluindo viola\u00e7\u00f5es, amea\u00e7as de viola\u00e7\u00e3o e outros comportamentos depravados&#8221;, indicou a especialista.<\/p>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"centro2\">Em todos os casos documentados, foram repetidamente administrados <strong>choques el\u00e9tricos, em particular nos \u00f3rg\u00e3os genitais<\/strong>.<\/p>\n<p>&#8220;Estes civis foram espancados, agredidos, vendados e, em alguns casos, submetidos a simula\u00e7\u00f5es de afogamento e execu\u00e7\u00f5es simuladas&#8221;, precisaram os peritos no comunicado.<\/p>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"centro3\">Estes especialistas em \u00e1reas relacionadas com o respeito dos direitos humanos em sentido amplo s\u00e3o mandatados pelo Conselho de Direitos Humanos, mas n\u00e3o falam em nome da ONU.<\/p>\n<p>&#8220;Uma regra elementar do Direito Internacional da guerra estipula que os civis devem ser protegidos. A R\u00fassia parece ter <strong>abandonado totalmente as normas internacionais<\/strong>. \u00c9 mais do que tempo de ela prestar contas por estas pr\u00e1ticas ilegais e de todos os Estados com influ\u00eancia sobre ela exercerem uma press\u00e3o acrescida&#8221;, insistiu a especialista australiana.<\/p>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"centro4\">Os especialistas solicitaram ao Governo russo que forne\u00e7a &#8220;informa\u00e7\u00f5es adicionais sobre as alega\u00e7\u00f5es espec\u00edficas, bem como sobre as medidas gerais tomadas para prevenir a tortura e a viol\u00eancia sexual perpetradas pelo pessoal militar russo e pelo pessoal auxiliar, bem como pelas autoridades dos servi\u00e7os secretos e de deten\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>Den\u00fancias de viola\u00e7\u00f5es dos direitos humanos<\/p>\n<p>Uma das mulheres em quest\u00e3o continua detida na Federa\u00e7\u00e3o Russa e foi lan\u00e7ado um apelo para a sua liberta\u00e7\u00e3o urgente, segundo os especialistas da ONU.<\/p>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"centro5\">A R\u00fassia invadiu a Ucr\u00e2nia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pr\u00f3-russas no leste e &#8220;desnazificar&#8221; o pa\u00eds vizinho, independente desde 1991 &#8211; ap\u00f3s o desmoronamento da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica &#8211; e que tem vindo a afastar-se da esfera de influ\u00eancia de Moscovo e a aproximar-se da Europa e do Ocidente.<\/p>\n<p>A guerra na Ucr\u00e2nia j\u00e1 provocou <strong>dezenas de milhares de mortos <\/strong>de ambos os lados, e os \u00faltimos meses foram marcados por ataques a\u00e9reos em grande escala da R\u00fassia a cidades e infraestruturas ucranianas, ao passo que as for\u00e7as de Kiev t\u00eam visado, em ofensivas com drones (aeronaves n\u00e3o-tripuladas), alvos militares em territ\u00f3rio russo e na pen\u00ednsula da Crimeia, ilegalmente anexada por Moscovo em 2014.<\/p>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"centro6\">Durante estes quase tr\u00eas anos e meio de guerra, houve den\u00fancias de <strong>viola\u00e7\u00f5es dos direitos humanos<\/strong> de civis da R\u00fassia em territ\u00f3rio ucraniano logo desde o in\u00edcio.<\/p>\n<p>No final de mar\u00e7o de 2022, quando o ex\u00e9rcito russo retirou da regi\u00e3o de Kiev, foi feita uma descoberta macabra, que se tornou um s\u00edmbolo das atrocidades que lhe s\u00e3o imputadas: o massacre de Bucha, uma cidade pr\u00f3xima da capital.<\/p>\n<p>Ali foram encontrados centenas de cad\u00e1veres de civis com <strong>sinais de tortura e de execu\u00e7\u00e3o<\/strong>, alguns com as m\u00e3os atadas e tiros na cabe\u00e7a, em valas comuns, outros pelas ruas, empilhados e carbonizados, o que causou indigna\u00e7\u00e3o internacional e desencadeou uma investiga\u00e7\u00e3o do Tribunal Penal Internacional (TPI) sobre crimes de guerra e contra a humanidade.<\/p>\n<p>Moscovo nega crimes<\/p>\n<p>Moscovo sempre negou qualquer crime, garantiu tratar-se de &#8220;encena\u00e7\u00f5es&#8221; de Kiev e, algumas semanas depois, o presidente russo, Vladimir Putin, condecorou militares que a Ucr\u00e2nia acusou de participa\u00e7\u00e3o nas atrocidades, a 64.\u00aa brigada de fuzileiros motorizados, com o &#8220;t\u00edtulo honor\u00edfico de &#8220;Guarda&#8221;&#8221;, devido ao &#8220;hero\u00edsmo e tenacidade, determina\u00e7\u00e3o e coragem&#8221; dos seus homens, cujas miss\u00f5es n\u00e3o especificou.<\/p>\n<p>Em setembro de 2022, com a descoberta de <strong>valas comuns com pelo menos 440 cad\u00e1veres<\/strong> com sinais de tortura e execu\u00e7\u00e3o noutra localidade ucraniana, Izium, na regi\u00e3o de Kharkiv, a Uni\u00e3o Europeia condenou que &#8220;milhares de civis&#8221; j\u00e1 tivessem sido &#8220;assassinados, muitos outros torturados, perseguidos, sexualmente agredidos, sequestrados ou deslocados \u00e0 for\u00e7a&#8221;.<\/p>\n<p>Na altura, o governador de Kharkiv, Oleg Sinegubov, assegurou que 99% dos cad\u00e1veres exumados exibiam sinais de morte violenta, comprovando, na sua opini\u00e3o, o &#8220;genoc\u00eddio&#8221; em curso da popula\u00e7\u00e3o ucraniana.<\/p>\n<p>Em seguida, foi denunciada a <strong>&#8220;deporta\u00e7\u00e3o for\u00e7ada e ado\u00e7\u00e3o&#8221; de crian\u00e7as<\/strong> ucranianas na R\u00fassia, ap\u00f3s a invas\u00e3o da Ucr\u00e2nia, &#8220;num processo planeado e sistem\u00e1tico&#8221;, que levou o TPI a emitir, em mar\u00e7o de 2023, um mandado de captura internacional para Vladimir Putin e a sua Comiss\u00e1ria para os Direitos da Crian\u00e7a, Maria Lvova-Belova, pelo crime de guerra de &#8220;deporta\u00e7\u00f5es ilegais&#8221;.<\/p>\n<p>A Ucr\u00e2nia exigiu, em setembro de 2024, o regresso de cerca de 20 mil menores &#8220;deportados ou deslocados \u00e0 for\u00e7a&#8221; para a R\u00fassia desde o in\u00edcio da sua agress\u00e3o ao pa\u00eds vizinho &#8211; um n\u00famero que muitos observadores consideram subestimado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"De um modo mais geral, acusam a R\u00fassia de levar a cabo uma &#8220;pol\u00edtica deliberada e sistem\u00e1tica de&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":41374,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50],"tags":[27,28,15,16,14,25,26,21,22,62,12,13,19,20,23,24,17,18,29,30,31,63,64,65],"class_list":{"0":"post-41373","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-mundo","8":"tag-breaking-news","9":"tag-breakingnews","10":"tag-featured-news","11":"tag-featurednews","12":"tag-headlines","13":"tag-latest-news","14":"tag-latestnews","15":"tag-main-news","16":"tag-mainnews","17":"tag-mundo","18":"tag-news","19":"tag-noticias","20":"tag-noticias-principais","21":"tag-noticiasprincipais","22":"tag-principais-noticias","23":"tag-principaisnoticias","24":"tag-top-stories","25":"tag-topstories","26":"tag-ultimas","27":"tag-ultimas-noticias","28":"tag-ultimasnoticias","29":"tag-world","30":"tag-world-news","31":"tag-worldnews"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41373","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=41373"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41373\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/41374"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=41373"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=41373"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=41373"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}