{"id":41559,"date":"2025-08-23T12:50:20","date_gmt":"2025-08-23T12:50:20","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/41559\/"},"modified":"2025-08-23T12:50:20","modified_gmt":"2025-08-23T12:50:20","slug":"carros-novos-do-prr-para-instituicoes-sociais-estao-parados-ha-quase-um-ano-por-atraso-nas-inspecoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/41559\/","title":{"rendered":"Carros novos do PRR para institui\u00e7\u00f5es sociais est\u00e3o parados h\u00e1 quase um ano por atraso nas inspe\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p>  <a href=\"https:\/\/www.euromaster.pt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\">&#13;<br \/>\n    <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/1755133484_664_Automonitor_900x150-1.jpg\" alt=\"Euromaster\" style=\"max-width: 900px; width: 100%; height: auto; display: block; margin: 0 auto;\"\/>&#13;<br \/>\n  <\/a><\/p>\n<p>As institui\u00e7\u00f5es particulares de solidariedade social (IPSS) que adquiriram viaturas adaptadas com apoio do Plano de Recupera\u00e7\u00e3o e Resili\u00eancia (PRR) est\u00e3o a enfrentar atrasos de cerca de um ano na utiliza\u00e7\u00e3o desses ve\u00edculos, devido \u00e0 demora nos processos de homologa\u00e7\u00e3o conduzidos pelo Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT). A situa\u00e7\u00e3o, denunciada pelo <a href=\"https:\/\/www.jn.pt\/nacional\/artigo\/instituicoes-sociais-tem-carros-novos-do-prr-parados-por-atrasos-de-um-ano-nas-inspecoes\/17859556\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">Jornal de Not\u00edcias<\/a>, est\u00e1 a comprometer o transporte de pessoas com mobilidade reduzida, apesar de o programa ter destinado quase 40 milh\u00f5es de euros para a compra de 2500 viaturas, sobretudo carrinhas de nove lugares.<\/p>\n<p>O procedimento exige que, ap\u00f3s a aquisi\u00e7\u00e3o, as viaturas sejam adaptadas em oficinas especializadas, que submetem depois o pedido de homologa\u00e7\u00e3o ao IMT. S\u00f3 ap\u00f3s a inspe\u00e7\u00e3o presencial de um t\u00e9cnico do instituto \u00e9 que as carrinhas podem circular. No entanto, v\u00e1rias institui\u00e7\u00f5es relatam que est\u00e3o com os ve\u00edculos imobilizados h\u00e1 meses \u2014 em alguns casos, durante um ano inteiro.<\/p>\n<p>O padre Lino Maia, presidente da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional das Institui\u00e7\u00f5es de Solidariedade, confirmou ao JN que o problema \u00e9 generalizado: \u201cInfelizmente temos conhecimento dessa realidade e acontece em v\u00e1rios locais do pa\u00eds. Em todas as nossas assembleias gerais h\u00e1 associados que levantam essa quest\u00e3o.\u201d O dirigente acrescentou que, embora alguns ve\u00edculos j\u00e1 estejam em circula\u00e7\u00e3o, \u201ch\u00e1 muitos que esperam h\u00e1 v\u00e1rios meses\u201d, o que \u201ctraz constrangimentos\u201d \u00e0s IPSS que necessitam urgentemente destes meios para prestar servi\u00e7o.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m Jos\u00e9 Bourdain, presidente da Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Cuidados Continuados, afirmou ter vivido pessoalmente o problema: \u201cConhe\u00e7o casos e inclusivamente passei por essa experi\u00eancia de ter de esperar um ano pela homologa\u00e7\u00e3o de uma carrinha de nove lugares adaptada a pessoas com cadeira de rodas.\u201d Segundo o respons\u00e1vel, no in\u00edcio do programa, em 2021, apenas a regi\u00e3o de Lisboa registava tempos de espera elevados, levando muitos a recorrer a Aveiro, onde o processo demorava cerca de seis meses. Contudo, com a sobrecarga, \u201cagora est\u00e1 com atrasos grandes em todo o lado\u201d, explicou.<\/p>\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o Nacional do Ramo Autom\u00f3vel denunciou a situa\u00e7\u00e3o numa carta enviada ao IMT, onde refere que \u201cas empresas est\u00e3o a ser penalizadas por fazerem entregas tardias quando, na verdade, t\u00eam os ve\u00edculos prontos, faltando apenas os procedimentos\u201d do instituto. A entidade alerta para \u201cpreju\u00edzos elevados com penalidades contratuais e at\u00e9 com desist\u00eancias de neg\u00f3cios\u201d.<\/p>\n<p>Os atrasos j\u00e1 chegaram ao Parlamento: os deputados socialistas do c\u00edrculo de Set\u00fabal questionaram o Minist\u00e9rio das Infraestruturas sobre \u201cos sucessivos atrasos na legaliza\u00e7\u00e3o de viaturas adquiridas por IPSS com financiamento do PRR\u201d. A deputada Margarida Afonso sublinhou ao JN que \u201cas institui\u00e7\u00f5es fizeram o que lhes competia: apresentaram candidaturas, adquiriram as viaturas, prepararam os servi\u00e7os. Mas est\u00e3o h\u00e1 meses paradas por causa de processos administrativos que n\u00e3o acompanham a urg\u00eancia da resposta social.\u201d A parlamentar defendeu ainda \u201ca cria\u00e7\u00e3o de um procedimento priorit\u00e1rio de legaliza\u00e7\u00e3o para viaturas sociais adquiridas no \u00e2mbito do PRR\u201d.<\/p>\n<p>De acordo com o Jornal de Not\u00edcias, o problema soma-se a atrasos nos reembolsos do valor das viaturas: em abril, mais de mil IPSS ainda aguardavam o pagamento, quando apenas 300 tinham recebido o financiamento, que pode chegar a 40 mil euros por viatura. Al\u00e9m disso, a plataforma de submiss\u00e3o das candidaturas apresenta falhas frequentes, dificultando o processo.<\/p>\n<p>Confrontado pelo JN, o IMT alegou n\u00e3o ter informa\u00e7\u00e3o que permita identificar quais os ve\u00edculos adquiridos no \u00e2mbito do PRR, pelo que n\u00e3o pode atribuir prioridade a estes casos em detrimento das homologa\u00e7\u00f5es regulares. O instituto acrescentou que a demora \u00e9 transversal e justificada pela falta de engenheiros mec\u00e2nicos para analisar os processos, admitindo que \u201cnem sempre tem sido poss\u00edvel recrutar\u201d profissionais especializados.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#13; &#13; As institui\u00e7\u00f5es particulares de solidariedade social (IPSS) que adquiriram viaturas adaptadas com apoio do Plano de&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":41560,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[27,28,15,16,14,25,26,21,22,12,13,19,20,32,23,24,33,17,18,29,30,31],"class_list":{"0":"post-41559","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-portugal","8":"tag-breaking-news","9":"tag-breakingnews","10":"tag-featured-news","11":"tag-featurednews","12":"tag-headlines","13":"tag-latest-news","14":"tag-latestnews","15":"tag-main-news","16":"tag-mainnews","17":"tag-news","18":"tag-noticias","19":"tag-noticias-principais","20":"tag-noticiasprincipais","21":"tag-portugal","22":"tag-principais-noticias","23":"tag-principaisnoticias","24":"tag-pt","25":"tag-top-stories","26":"tag-topstories","27":"tag-ultimas","28":"tag-ultimas-noticias","29":"tag-ultimasnoticias"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41559","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=41559"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41559\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/41560"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=41559"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=41559"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=41559"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}